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Capítulo 16 - Dor e sedação: cuidados ante o quinto sinal vital

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Maria Aparecida Oliveira Batista

Desde os primórdios, a dor é uma das grandes preocupações do homem, que sempre procurou esclarecer as razões que justificassem sua ocorrência e os procedimentos destinados ao seu controle.¹ A dor está quase sempre presente na pessoa em situação crítica, e a condição está relacionada com sua patologia de base, que motivou sua internação no serviço de cuidados intensivos, ou com procedimentos invasivos e não invasivos a que é sujeita.2

Embora os profissionais de unidades de terapia intensiva (UTIs) saibam que fatores ligados ao ambiente, somados às particularidades do paciente crítico, podem influenciar a evolução do quadro clínico, ainda existem falhas em relação ao controle da dor e do estresse no paciente crítico.3,4 Por isso, a avaliação da dor e da sedação é um cuidado importante para a segurança do paciente na UTI.

Na tentativa de ampliar a conscientização sobre a importância da valorização da dor no paciente e habilitar os profissionais para identificarem sua ocorrência, a Agency of Health Care Research and Quality e a American Pain Society descreveram-na como o quinto sinal vital,¹ a ser registrado à semelhança dos parâmetros vitais avaliados em todos os pacientes, como temperatura, frequência respiratória, frequência cardíaca e pressão arterial. Nesse contexto, competem ao enfermeiro a mensuração, a avaliação e o registro deste importante sinal vital: a dor.

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Capítulo 40 - Pacientes agudos crônicos na UTI

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Fabiola Mika Tanabe

Gisele Mussato da Silva

Suely Sueko Viski Zanei

O paciente crítico, devido à sua complexidade fisiopatológica, demanda tratamento intensivo e necessita de uma equipe de saúde multiprofissional eficaz e, na maioria das vezes, de tecnologias avançadas para o seu cuidado.¹ A evolução do conhecimento relacionada a doenças agudas complexas e abordagens terapêuticas – incluindo novos fármacos, procedimentos cirúrgicos e recursos tecnológicos, como uso da ventilação pulmonar mecânica (VPM), monitoramento hemodinâmico e terapia renal substitutiva (TRS) – aumentou as possibilidades de sobrevida, diminuindo a mortalidade dessa população em comparação às primeiras décadas de desenvolvimento das unidades de terapia intensiva (UTIs).²

Pacientes em situações clínicas extremamente graves que sobrevivem à condição crítica inicial, alternando períodos de melhora e piora no que diz respeito às disfunções orgânicas, ficam longos períodos internados na UTI, e o resultado, nem sempre satisfatório, origina custos elevados e altas taxas de mortalidade. Essa população desenvolve, em sua maioria, incapacidades orgânicas que ocasionam dependência de uso de dispositivos, como traqueostomia ou sonda para alimentação, maior demanda de recursos terapêuticos/tecnológicos, e experimenta um sofrimento intenso (incluindo familiares), sendo caracterizados como portadores de doença crítica crônica (DCC).1,3

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Capítulo 29 - Ventilação mecânica: a assistência com meta no desmame

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Flávia de Oliveira Motta Maia

Tatianna Augusto Destácio

Luciana Inaba Senyer Iida

Karina Sichieri

O processo de desmame da ventilação mecânica (VM) tem sido estudado há décadas, na busca de protocolos que tragam segurança e qualidade assistencial, desde o início do processo de desmame até 48 horas pós-extubação, procurando sempre as evidências disponíveis para que sejam evitadas lesões associadas à VM.1 Estima-se que aproximadamente 40% dos pacientes internados em unidade de terapia intensiva (UTI) encontram-se em VM, sendo de extrema importância atitudes terapêuticas adequadas, a fim de diminuir a morbimortalidade associada às complicações decorrentes do seu uso.2-4

Conforme o III Consenso Brasileiro de Ventilação Mecânica,5 define-se como ventilação mecânica – também chamada de suporte ventilatório – o método de suporte para o tratamento de pacientes com insuficiência respiratória aguda ou crônica agudizada. É classificada em dois grandes grupos: ventilação mecânica invasiva e ventilação mecânica não invasiva. Em ambas, a ventilação artificial é possível com a aplicação de pressão positiva nas vias aéreas, diferenciando-as apenas a forma de liberação da pressão. Na VM invasiva, uma prótese (cânula oro ou nasotraqueal) é introduzida na via aérea para liberar a pressão; na já na VM não invasiva, utiliza-se uma máscara como interface entre o paciente e o ventilador artificial.5

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Capítulo 34 - Monitoramento da pressão intracraniana

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Bianca Reyez Murano Amaro

Mariana Fernandes Cremasco de Souza

O monitoramento eletrônico da pressão intracraniana (PIC) tornou-se possível para avaliação clínica de pacientes neurológicos no início de 1960, quando Lundberg utilizou um cateter de polietileno acoplado ao transdutor de pressão para medir a pressão do líquido ventricular. A partir desse feito, foram realizadas muitas pesquisas na área, desenvolvendo equipamentos cada vez mais modernos para garantir uma medição adequada e mais fiel da PIC.1

O monitoramento da PIC é considerado uma ferramenta poderosa no cuidado ao paciente neurocrítico, sendo recomendada em diversas diretrizes, em especial para o manejo de pacientes com trauma craniencefálico (TCE) grave.2-3 Tal ferramenta garante avaliação neurológica eficaz e assertiva, contribuindo com melhores desfechos.4

A monitoração neurológica com base na avaliação da PIC tem como objetivo detectar precocemente alterações, possibilitando uma intervenção rápida e eficaz, evitando o agravamento da lesão neurológica primária, bem como lesões cerebrais secundárias.5 A observação contínua da PIC viabilizada pela monitoração tornou-se um método auxiliar significativo para a detecção precoce de suas alterações e pronto atendimento delas, racionalizando o emprego de medidas terapêuticas, além de permitir a avaliação dos seus resultados.6

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Capítulo 38 - Distúrbios glicêmicos no paciente crítico

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Renata Andréa Pietro Pereira Viana

Na unidade de terapia intensiva (UTI), o paciente grave é acometido pelo chamado estresse orgânico, gerado em situações como pós-operatório, trauma, sepse e outras patologias. A resposta endocrinometabólica ao trauma fez com que, durante muitos anos, a glicemia no paciente grave não recebesse o real destaque, pois o risco era considerado iminente apenas para o paciente diabético.

Nos dias atuais, sabe-se que o monitoramento frequente dos níveis glicêmicos e o controle de uma faixa estreita de glicemia podem levar à redução da mortalidade.

A hiperglicemia é causada pelo aumento da gliconeogênese e pela resistência periférica à ação da insulina em resposta à secreção de hormônios contrarregulatórios e citocinas inflamatórias. Grande parte da glicose fica armazenada sob a forma de glicogênio nas células hepáticas, podendo atingir também as células musculares. À medida que o jejum progride, além do ponto de depleção do glicogênio hepático, a enzima fosforilase fica ativada e despolimeriza o glicogênio de volta à glicose, liberando esta para o sangue circulante.1 Os neurônios exigem um suprimento constante e dependente da concentração de glicose sanguínea, e sempre que há um aumento excessivo de insulina, a glicose sanguínea diminui e os neurônios não recebem a glicose necessária para o metabolismo.1,2

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Capítulo 28 - Ventilação mecânica pulmonar

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Suely Sueko Viski Zanei

O enfermeiro intensivista deve ter conhecimentos básicos sobre as técnicas de ventilação mecânica (VM) pulmonar para proporcionar assistência segura e altamente qualificada (Quadro 28.1). Suas ações devem ser direcionadas à detecção precoce de alterações gerais e/ou respiratórias do paciente que possam estar relacionadas ao uso do ventilador. As mudanças dos parâmetros do aparelho de ventilação e/ou mudanças nas condições clínicas podem causar desconforto ou piorar danos e disfunções.

QUADRO 28.1 CONTRIBUIÇÕES DO ENFERMEIRO NA ASSISTÊNCIA AO PACIENTE SUBMETIDO À VENTILAÇÃO MECÂNICA1

• Detectar precocemente as alterações, comunicar demais profissionais se necessário e evitar deterioração do quadro clínico/respiratório.

• Intervir rapidamente em problemas de fácil resolução, porém vitais, como desconexão de uma das partes do sistema, problemas relacionados a vias aéreas, presença de secreção, entre outros.

• Participar das discussões relacionadas ao suporte ventilatório com a equipe multidisciplinar.

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Capítulo 6 - Mensuração da carga de trabalho de enfermagem na UTI

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Alda Ferreira Queijo

Ane Karoline Silva Bonfim

Katia Grillo Padilha

Lilia de Souza Nogueira

No mundo globalizado, alguns dos conceitos-chave e desafiadores dentro de um ambiente de unidade de terapia intensiva (UTI) incluem a segurança do paciente, a gestão de qualidade da assistência, os custos e o impacto da assistência na recuperação do paciente, que demandam o uso de índices ou indicadores de desempenho institucional. Mensurar a qualidade e a quantidade de programas e serviços de saúde é imprescindível para o planejamento, a organização, a coordenação/direção e a avaliação/controle das atividades desenvolvidas, sendo alvo dessa medição resultados, processos e estrutura necessários ou utilizados, bem como influências e repercussões promovidas no meio.1

Atualmente, a melhoria da segurança do paciente e da qualidade dos serviços de saúde tem recebido atenção especial em âmbito global. No campo relacionado com a assistência à saúde, Donabedian definiu qualidade como “a obtenção dos maiores benefícios com os menores riscos ao paciente e ao menor custo”,2 usando como sustentação teórica a tríade estrutura, processo e resultado, que, analisados por meio de diferentes recursos e ferramentas, permitem avaliar a qualidade dos serviços oferecidos à população.3

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Capítulo 20 - Terapia e manutenção nutricional no cuidado intensivo

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Claudia Satiko Takemura Matsuba

Lillian de Carla Sant’Anna Macedo

Elisangela Alves Magno

Ricardo Tadeu Prete

A obrigação mais importante da enfermagem, depois de cuidar da ventilação do ambiente do enfermo, é tratar de observar o efeito causado por sua alimentação.

Florence Nightingale, Notas sobre Enfermagem

Nutrir o paciente em uma unidade de terapia intensiva (UTI) é, simultaneamente, um desafio e uma necessidade.

No estudo de Bendavid e colaboradores, intitulado Nutrition day ICU, com 977 pacientes em uso de terapia nutricional, verificou-se que, no dia da coleta de dados, 40% dos pacientes não se encontravam alimentados adequadamente, sendo que a média de calorias administradas era de 1.286 ± 663 kcal/dia para nutrição enteral e de 1.440 ± 652 kcal/dia para nutrição parenteral.1

É notório que a alimentação precoce pode reduzir o hipermetabolismo e o catabolismo próprios da doença grave, em geral associados à resposta inflamatória sistêmica, e promover o trofismo gastrintestinal, entre outros benefícios.2

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Capítulo 46 - Transplante e manutenção do potencial doador na UTI

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Jaqueline Ester Alves

César Augusto G. Marcelino

Andrea Braz Vendramini e Silva

O transplante de órgãos e tecidos traz grandes benefícios para o transplantado, como, por exemplo, a melhoria da qualidade de vida e o aumento da sobrevida. É considerado, em muitos casos, a única modalidade terapêutica para o tratamento de insuficiências terminais de órgãos essenciais.1-4

Os transplantes, no Brasil, tiveram grande evolução a partir de 1997, com a publicação da Lei nº 9.434, regulamentada pelo Decreto Federal nº 2.268/1997, por meio do qual foram criados o Sistema Nacional de Transplante (SNT) e as Centrais de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos (CNCDOs).5 Em obediência à Lei nº 9.434, a Secretaria de Saúde de São Paulo, por meio da Resolução SS nº 114/2014, atualiza normas em vigor e organiza o Sistema Estadual de Transplante e transfere às Organizações de Procura de Órgãos (OPOs) o dever de executar as etapas do processo doação-transplante.6 Com a necessidade de atualizar normas em vigor sobre o funcionamento do SNT, foi promulgado, em 2017, o Decreto nº 9.175, que regulamenta a Lei nº 9.434/1997, para tratar da disposição de órgãos, tecidos, células e partes do corpo humano para fins de transplante e tratamento.7

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Capítulo 47 - Cuidados paliativos na UTI

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Ednalda Maria Franck

As doenças e agravos não transmissíveis são a principal causa de adoecimento e morte no mundo.1 Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS),2 as causas primárias de morte são doenças cardiovasculares (31%); doenças infectocontagiosas, doenças maternas, perinatais e situações nutricionais (20%); câncer (16%); doenças e agravos não transmissíveis (várias) (15%); traumas (9%); doenças respiratórias crônicas (7%); e diabetes (3%). Destas, 75% são consideradas mortes prematuras por ocorrerem em pessoas de 30 a 69 anos de idade, o que demonstra que não são situações específicas da população idosa.2

A estimativa mundial de necessidade de cuidados paliativos por ano é de 40 milhões de pessoas. Essa necessidade cresce a cada ano em decorrência do aumento das doenças não transmissíveis e do envelhecimento populacional.3

Os cuidados paliativos consistem em uma abordagem para pacientes (adultos e crianças) com doenças que ameaçam a vida, bem como para seus familiares, cujo objetivo é prevenir e aliviar o sofrimento por meio de identificação precoce, avaliação e tratamento adequado dos sintomas físicos, psicológicos, sociais e espirituais, promovendo dignidade e qualidade de vida.4

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Capítulo 45 - Ressuscitação cardiopulmonar

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Patricia Ana Paiva Corrêa Pinheiro

Vanessa Santos Sallai

Cerca de 209.000 adultos recebem ressuscitação cardiopulmonar (RCP), também denominada ressuscitação cardiorrespiratória, devido à parada cardíaca intra-hospitalar nos Estados Unidos da América anualmente. Estatísticas norte-americanas mostram que 70% das paradas cardíacas extra-hospitalares ocorrem em casa, e em torno de 50% delas não são testemunhadas. O desfecho das paradas cardíacas extra-hospitalares permanece ruim; apenas 10,8% dos pacientes adultos com parada cardíaca não traumática que receberam esforços de ressuscitação em serviços médicos de emergência sobreviveram até a alta hospitalar.2 A parada cardíaca intra-hospitalar tem um desfecho melhor, com 22,3 a 25,5% dos adultos que sobrevivem à alta.

A parada cardiorrespiratória é a cessação da atividade mecânica cardíaca, confirmada pela ausência de pulso detectável, não responsividade e apneia, ou respiração agônica. É uma das situações clínicas de maior emergência para os profissionais de saúde. A rapidez e a eficácia das intervenções adotadas são fundamentais e interferem diretamente no prognóstico da vítima.

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13 - Personalidade e dependência de drogas

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André Malbergier, Luciana Roberta Donola Cardoso

Estudos mais antigos consideravam a patologia da personalidade como fator etiológico primário das dependências de acordo com os modelos moral e sintomático. No modelo sintomático, que dominou a literatura psiquiátrica durante a primeira metade do século XX, a dependência era considerada sintoma de uma personalidade evidenciada por “desajustes, traços neuróticos de caráter, imaturidade emocional ou infantilismo”. Até nos primeiros manuais diagnósticos da American Psychiatric Association, DSM-I e DSM-II, a adição era descrita como uma variação de um “transtorno da personalidade sociopática”.

Em 1960, E. Morton Jellinek abordou de forma pioneira a dependência de álcool como doença em seu livro The Disease Concept of Alcoholism (O conceito de doença do alcoolismo). Apesar dessa publicação, somente a partir de 1970, quando vários estudos retrospectivos e prospectivos falharam na tentativa de identificar um tipo único de personalidade “pré-aditiva”, os modelos moral e sintomático foram descartados pela comunidade científica.

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Capítulo 26 - Medicamentos para manutenção da estabilidade hemodinâmica em pacientes críticos

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Vanessa Rossato Gomes

Jeiel Carlos Lamonica Crespo

Silvia Regina Secoli

Medicamentos com a capacidade de restaurar e de manter a estabilidade hemodinâmica possuem importância fundamental no contexto do cuidado a pacientes gravemente enfermos. Ações farmacológicas, como a melhora do desempenho da função cardíaca combinada a efeitos – diretos ou indiretos – no endotélio vascular, são clinicamente úteis para a preservação da perfusão de órgãos vitais, sobretudo em situações de iminente risco de morte.

Esses medicamentos possuem denominações distintas de acordo com as particularidades dos efeitos clínicos e pertencem a diferentes grupos terapêuticos. De modo geral, os efeitos são dose-dependentes e imediatos, sendo que muitos deles têm uma curta meia-vida de eliminação (t ½) (minutos), aspectos estes que demandam cuidados especiais em seu manuseio e infusão.

O perfil de reações adversas a medicamentos (RAM), independentemente do agente, pode produzir manifestações indesejáveis, em particular nos sistemas cardiovascular e nervoso central. No entanto, muitas RAMs são singulares e próprias de cada agente, fato que requer conhecimento por parte dos profissionais que assistem os pacientes.

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Capítulo 39 - Pacientes idosos na UTI

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PARTE IX

Iveth Yamaguchi Whitaker

Suely Sueko Viski Zanei Aparecida Yoshie Yoshitome

Juliana Rumy Tsuchihashi Takeda

No Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geo­grafia e Estatística (IBGE),1 em 2015, havia 29,3 milhões de pessoas com idade superior a 60 anos, representando 14,3% da população. Em 2030, estima-se que o número de crianças e adolescentes será de 17% (39,2 milhões), ao passo que os idosos representarão 18% da população (41,5 milhões), superando, o número de crianças até 14 anos. Em 1940, a expectativa de vida do brasileiro era de 45,4 anos; em 2015, a expectativa de vida alcançou 75,4 anos, um aumento de 30 anos.1 O aumento da longevidade eleva as chances do surgimento de doenças crônicas e pluripatologias que, por influência de fatores ambientais, emocionais, socioeconômicos e culturais, podem levar à instabilidade clínica, a hospitalização, a reinternações e à agudização dos distúrbios. Além disso, os idosos que vivem em condição saudável também são passíveis de serem acometidos por traumas devido a acidentes automobilísticos, violência e quedas.2

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16 - Transtornos da personalidade e transtornos de ansiedade

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Renato T. Ramos

A ansiedade é uma emoção normal no ser humano, muitas vezes vista como um mecanismo de defesa de caráter adaptativo que cumpre uma função primordial ao mediar a interação do indivíduo com o meio ambiente. De forma geral, a ansiedade exerce um papel fundamental na detecção e na antecipação de ameaças, além de modular a atividade cognitiva. Sintomas ligados à ansiedade, portanto, são normais e esperados em situações apropriadas. Esses sintomas são avaliados como patológicos e usados como critérios para o diagnóstico dos transtornos de ansiedade com base na avaliação de seu impacto sobre a vida do indivíduo.

A existência de transtornos de ansiedade é geralmente definida a partir da ocorrência frequente e intensa de diferentes tipos de sintomas físicos (p. ex., taquicardia, palpitações, boca seca, hiperventilação e sudorese), comportamentais (agitação, insônia, reação exagerada a estímulos e medos) ou cognitivos (nervosismo, apreensão, preocupação, irritabilidade e distratibilidade).

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