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Medium 9788527722490

76 - Vacinas Contra a Malária

Coura, José Rodrigues Grupo Gen PDF Criptografado

CC

Leonardo J. de Moura Carvalho, Lilian Rose Pratt-Riccio e

Cláu­dio Tadeu Daniel-Ribeiro

Introdução

A estratégia de controle da malária em grande parte dos locais onde ela é endêmica se baseia em dois pilares: diagnóstico e tratamento rápidos e controle do vetor. Apesar da disponibilidade de instrumentos eficientes de combate à malária nessas duas frentes, eles se mostram insuficientes, mesmo onde há uma estrutura razoavelmente estabelecida, como é o caso do Brasil. Em re­giões onde a falta de recursos é flagrante, como no caso da África subsaariana, a situação é mais grave, tornando o controle da transmissão praticamente impossível.

Além da utilização precária das ferramentas disponíveis, em vários paí­ses, outros fatores contribuem para a dificuldade de controle da transmissão da malária, como a resistência do parasito aos antimaláricos comumente utilizados, a dificuldade do diagnóstico rápido em localidades isoladas e a resistência de mosquitos aos inseticidas utilizados. Todos esses fatores fazem com que a busca por novas ferramentas e estratégias de controle da malária seja tema de grande interesse e atua­li­da­de.

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Medium 9788580552591

Caso 44

Eugene C. Toy; Terrence H. Liu; Andre R. Campbell Grupo A PDF Criptografado

CASO 44

Uma mulher de 53 anos, saudável, envolveu-se em uma colisão de automóveis a alta velocidade e foi trazida ao serviço de emergência há quatro semanas.

Como o exame físico da paciente revelou a existência de sensibilidade abdominal leve, ela foi submetida a uma varredura por tomografia computadorizada

(TC) do abdome, que revelou a presença de uma massa sólida de 3,5 cm junto

à glândula suprarrenal esquerda. A paciente foi liberada do serviço de emergência após receber instruções para comparecer a uma consulta ambulatorial de seguimento para exame da massa suprarrenal esquerda. Durante essa consulta, a paciente mostrou estar se sentindo bem e estava assintomática. Sua frequência cardíaca era de 70 bpm e a pressão arterial de 138/82 mmHg. O exame físico da paciente não encontrou achados anormais.

Qual é o diagnóstico diferencial para uma massa suprarrenal incidental?

 Quais são os elementos importantes da história e do exame físico encontrados em um paciente com uma massa suprarrenal?

 Qual é o diagnóstico mais provável?

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Medium 9788527735773

13 Endocrinologia

FAILS, Anna Dee; MAGEE, Christianne Grupo Gen ePub Criptografado

Hormônios e seus receptores

Classes químicas de hormônios

Eicosanoides

Receptores de hormônios

Efeitos celulares de hormônios peptídicos

Efeitos celulares de hormônios esteroides e tireoidianos

Regulação por feedback negativo e positivo

Eixo hipotalâmico-hipofisário

Hormônios da neuro-hipófise

Hormônios da adeno-hipófise

Hormônio do crescimento

Hormônio adrenocorticotrófico

Hormônio tireoestimulante

Outras glândulas endócrinas

Glândulas paratireoides

Ilhotas pancreáticas

Epífise (glândula pineal)

• Definir e ser capaz de explicar a importância dos termos destacados em negrito e itálico neste capítulo

• Saber quais são as principais diferenças entre compostos ou hormônios endócrinos, exócrinos e parácrinos

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Medium 9788580553505

Capítulo 53 - Doença de Whipple

John Imboden; David B. Hellmann; John H. Stone Grupo A PDF Criptografado

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Doença de Whipple

Gaye Cunnane, MB, PhD, FRCPI

FU NDAMENTO S DO DIAGNÓ S T IC O c Por ocasião do diagnóstico, cerca de 85 a 90% dos pacientes apresentam sintomas de emagrecimento, diarreia e desconforto abdominal. c Nos estágios iniciais da doença, em média cerca de 6 a 8 anos antes do início dos sintomas gastrintestinais, os pacientes têm oligoartrite migratória intermitente. c Poliartrite inflamatória e sacroiliíte podem ocorrer na fase crônica da doença. c Cerca de 90% dos pacientes têm acometimento neurológico. c O diagnóstico baseia-se na demonstração das inclusões intracelulares PAS-positivas (positivas para ácido periódico de Schiff) típicas e na detecção do Tropheryma whipplei por reação em cadeia de polimerase (proteína C-reativa) das biópsias dos tecidos afetados ou nos líquidos corporais.

c Considerações gerais

A doença de Whipple, um distúrbio multissistêmico crônico causado pela infecção por T. whipplei, foi descrita inicialmente em 1907 por George H. Whipple, que observou a presença de microrganismos com forma de bastonetes nos vacúolos dos macrófagos espumosos do tecido intestinal de um homem de 36 anos levado à necropsia. Mais de 40 anos depois, outros pesquisadores demonstraram que essas células coravam-se positivamente com PAS e, em 1961, a microscopia eletrônica facilitou o reconhecimento de componentes bacterianos nesses tecidos. A descrição do bacilo foi publicada em 1992 com a ajuda da técnica de proteína C-reativa, que permitiu a amplificação de segmentos gênicos específicos. Em 2000, o microrganismo T. whipplei foi cultivado com sucesso in vitro, facilitando assim os avanços na patogênese, no diagnóstico e no tratamento dessa doença.

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Medium 9788580555646

Capítulo 4 - História médica ocupacional e ambiental

Joseph Ladou, Robert Harrison Grupo A PDF Criptografado

4

História médica ocupacional e ambiental

Robert J. Harrison, MD, MPH

Karen B. Mulloy, DO, MSCH

A relação entre exposição no ambiente de trabalho e desenvolvimento de doenças foi bem documentada ao longo da história. Um dos documentos mais antigos sobre as condições pulmonares de mineiros foi elaborado por Hipócrates no século IV a.C. Com a publicação da obra De Morbis Artificium

(Doenças dos Trabalhadores), por Bernardino Ramazzini, em

1700, a descrição de riscos para a saúde, causados por produtos químicos, pó, metais e outros agentes, aos trabalhadores de

52 ocupações, definiu exposição ocupacional como um fator importante que contribui para a incidência de doenças crônicas. Ramazzini propôs que os médicos ampliassem a lista de perguntas recomendada por Hipócrates, acrescentando: “Qual

é sua ocupação?”.

A importância da história médica ocupacional e ambiental não deve ser menosprezada. O trabalho afeta a saúde de todas pessoas, seja por meio de lesões ou de seus efeitos sobre enfermidades agudas e crônicas. Além disso, com o advento da industrialização e a introdução de milhares de produtos químicos e de outras substâncias tóxicas no meio ambiente, é importante que os profissionais da área médica considerem as exposições ocupacionais e ambientais no processo de obtenção da história médica dos pacientes.

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Medium 9788527720588

Glossário

AARESTRUP, Beatriz Julião Grupo Gen PDF Criptografado

Glossário

A

��

ABP – Proteí­na de ligação de androgênios; une-se à testosterona impedindo que ela seja eliminada para a luz do túbulo seminífero

Acantose (acantos = espinho/ose = aumento) – Hiperplasia da camada média nos epitélios de revestimento estratificados pavimentosos

Acetilcolina – Neurotransmissor que leva à contração da fibra muscular estriada esquelética

Ácido graxo – Ácidos carboxílicos saturados ou insaturados, de acordo com a ligação entre seus carbonos; no metabolismo lipídico, liga-se à albumina para ser redistribuído

Ácino pulmonar – Região correspondente a cada porção menor, associada in­di­vi­dualmente a um bronquíolo respiratório

Ácinos pancreá­ticos – Unidades funcionais exócrinas; são compostos por dois tipos celulares: as células acinares e as células centroacinares

Adipocitocinas – Hormônios produzidos por adipócitos; são exemplos interleucina 6 (IL-6), fator de necrose tumoral alfa (TNF-α), quimiocina CC motif ligante 2 (CCL2), angiotensinogênio e adipocinas (leptina, resistina, adiponectina, visfatina e apelina)

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Medium 9788582715291

Sertralina

Stephen M. Stahl Grupo A PDF Criptografado

SERTRALINA

TERAPÊUTICA

Marcas 

• Zoloft

Genérico? 

Sim

Classe

• Nomenclatura baseada na neurociência: inibidor da recaptação de serotonina (IRS)

• ISRS (inibidor seletivo da recaptação de serotonina); frequentemente classificada como um antidepressivo, mas não é apenas um antidepressivo

Comumente prescrita para

(em negrito, as aprovações da FDA)

• Transtorno depressivo maior

• Transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM)

• Transtorno de pânico

• Transtorno de estresse pós-traumático (TEPT)

• Transtorno de ansiedade social (fobia social)

• Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC)

• Transtorno de ansiedade generalizada (TAG)

Como a substância atua

• Estimula o neurotransmissor serotonina

• Bloqueia a bomba de recaptação de serotonina

(transportador de serotonina)

• Dessensibiliza os receptores de serotonina, especialmente os receptores de serotonina 1A

• Possivelmente aumenta a neurotransmissão serotonérgica

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Medium 9788527721899

8. Genética de Populações

PIMENTEL, Márcia Mattos Gonçalves; GALLO, Cláudia Vitória de Moura; SANTOS-REBOUÇAS, Cíntia Barros Grupo Gen PDF Criptografado

8

Genética de Populações

Objetivos de estudo, 210

Conceitos-chave do capítulo, 210

Introdução, 210

Distribuição de genes e genótipos nas populações, 211

Modelo de Hardy-Weinberg, 214

Agentes promotores de variação genética nas populações, 226

Resumo, 237

Autoavaliação, 238

Bibliografia, 239

Pimentel 08.indd 209

28.01.13 11:18:45

210

Genética Essencial

Objetivos de estudo

��

Compreender a dinâmica dos genes nas populações

Saber calcular as fre­quências gênicas e genotípicas com base nos dados populacionais, tanto para alelos autossômicos quanto para genes ligados ao X

Compreender o modelo de Hardy-Weinberg e reconhecer as condições para sua utilização

Ser capaz de testar o equilíbrio de Hardy-Weinberg por meio da aplicação do qui-quadrado

Conhecer os tipos de cruzamento existentes e os efeitos da endogamia

Saber quais agentes são capazes de promover variações genéticas nas populações e como cada um deles a­ tua

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Medium 9788520437636

89. Biologia óssea na saúde e na doença

ROSS, A. Catharine; CABALLERO, Benjamin; COUSINS, Robert J. Editora Manole PDF Criptografado

Distúrbios ósseos e articulares

F. 

89

Biologia óssea na saúde e na doença*

Robert P. Heaney

Composição e estrutura óssea. . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1222

Minerais ósseos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1222

Matriz proteica. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1222

Proteínas da matriz não colagenosa . . . . . . . . . . . . . . . 1223

Células ósseas e suas funções. . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1223

Estrutura óssea . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1224

Desenvolvimento ósseo. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1225

Renovação do material ósseo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1225

Funções ósseas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1226

Funções mecânicas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1227

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Medium 9788582713761

Capítulo 59. Fraturas diasfisárias do fêmur na criança

Sizínio Hebert, Tarcísio Eloy P. Barros Filho, Renato Xavier, Arlindo Gomes Pardini Junior Grupo A PDF Criptografado

1322

Ortopedia e traumatologia: princípios e prática

59

Fraturas diafisárias do fêmur na criança

Jamil Soni

Weverley Rubele Valenza

Fernando Ferraz Faria

As características inerentes às fraturas da diáfise do fêmur nas crianças têm apresentado mudanças significativas nos últimos anos, tanto na incidência quanto nas diretrizes de tratamento. Heideken e colaboradores,1 em trabalho realizado na Suécia, mostraram que a incidência da fratura do fêmur está diminuindo de 19,4 para 11,3 por 100 mil habitantes – redução de 42%. Essa diminuição também foi observada nos Estados Unidos e na Inglaterra, estando relacionada, provavelmente, à educação, à prevenção de acidentes no trânsito e ao uso de dispositivos, como cinto de segurança, cadeirinha e sinalização indicativa. A estruturação de playgrounds com brinquedos mais seguros e campanhas de prevenção contra os maus-tratos também têm sido importantes fatores para a redução do número de acidentes. Outro fator que está contribuindo para essa diminuição é o sedentarismo observado na população atual.2 Em contrapartida, o aumento da obesidade e do sobrepeso infantil e na adolescência têm relação direta com o aumento das fraturas nos membros superiores e inferiores, incluindo o fêmur.3

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Medium 9788527720809

Capítulo 19 - Preparação de Tabelas

PEREIRA, Maurício Gomes Grupo Gen PDF Criptografado

19

Preparação de Tabelas

Nenhum vento sopra a favor de quem não sabe para onde ir.

Sêneca, filósofo romano, nascido em Córdoba, na Espanha, 4-65 d.C.

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Terminologia, 276

Para que servem as tabelas, 276

Qualidades da boa tabela, 276

Estrutura da tabela, 277

Título da tabela, 277

Corpo da tabela, 279

Rodapé da tabela, 279

Escolha entre tabelae texto, 280

Uso do computador , 280

Normas para a preparação de tabelas, 280

Tabelas simples e autoexplicativas, 281

Preenchimento das células da tabela, 283

Comparação entre as células de uma tabela, 283

Número e amplitude das classes, 284

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Medium 9788527735384

31 Doenças da Tireoide

PROSPERO, Lucas Porteiro; HAYASHIDA, Débora Yumi; ALMADA Filho, Clineu de Mello Grupo Gen ePub Criptografado

Júlia de Carvalho Galiano  •  Ana Beatriz Galhardi Di Tommaso

Há dois tipos principais de disfunção tireoidiana: o hipertireoidismo e o hipotireoidismo. O algoritmo para investigação em caso de suspeita de alguma dessas condições é apresentado na Figura 31.1.

Nessa situação clínica, além da redução de T3 e T4, há menor sinalização para hipófise e maior produção de hormônio tireoestimulante (TSH).

O hipotireoidismo pode afetar até 5% dos indivíduos acima de 60 anos. A etiologia mais comum é a tireoidite de Hashimoto, uma falência primária da glândula, de origem autoimune, mais frequente em mulheres. A incidência da tireoidite aumenta em indivíduos com idade mais avançada, principalmente se associada a outras doenças autoimunes.

Pode ter como causas:

■ Hipotireoidismo primário:

• Tireoidite de Hashimoto (tireoidite crônica autoimune)

• Tireoidectomia cirúrgica

• Terapia prévia com iodo¹³¹

• Radioterapia para neoplasia de cabeça e pescoço

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Medium 9788527733175

13 Paciente no Período Pós-Anestesia

MORTON, Patricia Gonce; FONTAINE, Dorrie K. Grupo Gen ePub Criptografado

Com base no conteúdo deste capítulo, o leitor deverá ser capaz de:

1. Listar as técnicas anestésicas utilizadas para procedimentos cirúrgicos e intervencionistas.

2. Descrever as estratégias de avaliação e intervenções de enfermagem para o paciente que está se recuperando da anestesia.

3. Explicar as complicações comuns encontradas no período pós-anestésico imediato e as intervenções de enfermagem necessárias.

4. Comparar a sedação moderada IV e a anestesia geral.

O período imediato após a cirurgia é o momento mais importante na recuperação do paciente que recebeu anestesia. O paciente é levado para a unidade de recuperação pós-anestésica (URPA), para receber cuidados de enfermagem de uma enfermeira da URPA, ou diretamente para a unidade de terapia intensiva (UTI) para receber cuidados de enfermagem de uma enfermeira da UTI. Este capítulo descreve as técnicas anestésicas usadas durante a cirurgia e as complicações que podem ocorrer durante o pós-operatório imediato, para ajudar a enfermeira de cuidados intensivos a compreender melhor as necessidades de cuidados de enfermagem do paciente no período imediatamento após a anestesia. Os termos clínicos comuns relacionados à aplicação de anestesia estão listados no Quadro 13.1.

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Medium 9788527714068

25 - Leishmania e Leishmaníases:Os Parasitos

REY, Luís Grupo Gen PDF Criptografado

25

Leishmania e Leishmaníases:

Os Parasitos

INTRODUÇÃO

SISTEMÁTICA E PRINCIPAIS ESPÉCIES

Subgênero Viannia

Complexo “Leishmania braziliensis”

Subgênero Leishmania

Complexo “Leishmania mexicana”

Complexo “Leishmania donovani”

Leishmaníases cutâneas do Velho Mundo

CICLO BIOLÓGICO E FORMAS EVOLUTIVAS

Nos hospedeiros vertebrados

Nos hospedeiros invertebrados

INTRODUÇÃO

A leishmaníase tegumentar constitui problema de saúde pública em 88 países de quatro continentes (Américas, Europa,

África e Ásia) com registro anual de 1 a 1,5 milhão de casos.

Os parasitos do gênero Leishmania são agentes de zoonoses que infectam eventualmente a espécie humana nas regiões tropicais e subtropicais do Velho e do Novo Mundo, determinando doenças do sistema fagocítico mononuclear (SFM). Mas em vista dessas doenças apresentarem características clínicas e epidemiológicas tão diversas, em cada área geográfica, foram consideradas entidades nosológicas distintas. Podemos reunilas em quatro grupos:

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Medium 9788527731300

PARTE 5: 51 - Ileostomia em Alça

ELLISON, E. Christopher; ZOLLINGER Jr., Robert M. Grupo Gen PDF Criptografado

CAPÍTULO

51

Ileostomia em Alça

INDICAÇÕES  A ileostomia distal em alça é mais usada para desvio temporário do conteúdo gastrintestinal com a finalidade de proteger uma anastomose colônica. Quando é construída com um ramo proximal dominante, propicia o desvio completo do conteúdo. Em muitas circunstâncias, a ileostomia em alça substitui a tradicional colostomia em alça do cólon transverso direito, pois é mais fácil criar e fechar essa alça. Além disso, comprovou‑se que não é mais difícil para o paciente cuidar de uma ileostomia em alça que de uma colostomia proximal. Entretanto, a ileostomia em alça não descomprime o cólon quando a válvula ileocecal está íntegra. Quando os pacientes necessitam de descompressão imediata do cólon, uma colostomia em alça possibilita tanto a descompressão quanto o preparo do cólon para um procedimento em estágios.

PREPARO PRÉ‑OPERATÓRIO  A maioria dos pacientes submetidos a operações de emergência ou complexas no cólon é orientada pelo cirurgião a respeito da possível necessidade de uma ostomia. Se houver disponibilidade, o estomaterapeuta visita o paciente antes da operação. O local do possível estoma deve ser marcado com tinta indelével (figura 1). O melhor local para o estoma é perto da borda lateral do músculo reto do abdome e de sua bainha. Pode ser posicionado acima ou abaixo do umbigo. A posição escolhida deve levar em consideração o tamanho da base do estoma, de modo que haja uma superfície lisa e ampla para aderência. A margem costal, a cicatriz umbilical, as cicatrizes desniveladas e as pregas cutâneas impedem a fixação segura da bolsa. Em geral, deve‑se evitar a linha da cintura, e o paciente deve ficar de pé e sentado com a base da bolsa no lugar durante a marcação. O paciente deve ser tranquilizado a respeito dos cuidados permanentes com o estomaterapeuta. Muitas vezes são oferecidos material para leitura e amostras. Se não houver disponibilidade de estomaterapeuta, o cirurgião deve educar o paciente com o auxílio desses textos e ilustrações.

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