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Medium 9788527722490

111 - Classificação e Características Gerais das Bactérias Patogênicas para o Homem

Coura, José Rodrigues Grupo Gen PDF Criptografado

Agostinho Alves de Lima e Silva e Ernesto Hofer

CC

Introdução

As extraordinárias manifestações de vida dos mi­cror­ga­nis­ mos, em par­ticular das bactérias, constituem um campo fértil para investigações, tendo propiciado inúmeros conhecimen­ tos, relativos, por exemplo, ao mecanismo de doen­ças, produ­

ção de vacinas e fármacos, técnicas diagnósticas, técnicas de controle de poluição etc. Mediante estudos com base nesses seres, talvez um dia ainda seja possível desvendar alguns enig­ mas da Biologia, por exemplo, como a energia se transformou nessa par­ticular manifestação que é a vida em nosso planeta.

Entre os aspectos que tornam tais seres uma ótima e van­ tajosa ferramenta de pesquisa, destaca-se a sua rápida e abun­ dante reprodução. Assim, nas condições artificiais de cultivo,

é possível detectar, em um exíguo perío­do de tempo, variadas modificações surgidas no transcurso das inúmeras gerações.

O primórdio do conhecimento relativo à existência de mi­cror­ga­nis­mos ocorreu no final do ­século 17  com Antony van Leeuwenhoek, um comerciante holandês de tecidos cujo divertimento era fabricar lentes. Ao fazer uma composição de lentes, colocando umas sobre as outras, obteve maior aumento, tornando visíveis aspectos e estruturas mal conhecidos na

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Medium 9788527715935

Cap. 39 Relaxantes Musculares de Ação Central

SILVA, Penildon Grupo Gen PDF Criptografado

39

Relaxantes Musculares de

Ação Central

Paula de Camargo Neves Sacco

INTRODUÇÃO

O aumento do tônus muscular é a principal característica de muitas doenças que atingem o sistema nervoso central.

O tônus muscular aumentado provoca incapacitação e dor. Os relaxantes musculares de ação central são utilizados para atenuar a limitação e o desconforto provocados por essas enfermidades.

Outras drogas de ação central são úteis para o tratamento de doenças que alteram o movimento normal e o tônus muscular, porém não são classificadas como relaxantes de ação central e serão estudadas separadamente neste mesmo capítulo.

De modo geral, os relaxantes musculares são classificados, de acordo com sua ação, em:

– Relaxantes de ação central: têm ação seletiva no sistema nervoso central e são usados principalmente para aliviar os espasmos musculares dolorosos ou a espasticidade que ocorrem em distúrbios musculoesqueléticos e neuromusculares. Seu mecanismo de ação não é totalmente entendido, mas sua atividade depressora no sistema nervoso central deve contribuir para seus efeitos relaxantes musculares.

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Medium 9788536308999

2 DOENÇA CÁRIE: MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS, DIAGNÓSTICO E TERAPÊUTICA

Conceição, Ewerton Nocchi Grupo A PDF Criptografado

36 |

capítulo 2

DOENÇA CÁRIE: MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS, DIAGNÓSTICO E TERAPÊUTICA

INTRODUÇÃO

DETERMINAÇÃO DA ATIVIDADE DE CÁRIE

Atualmente, para permitir uma atuação realmente abrangente e visando à promoção de saúde por parte do dentista, é essencial conhecer o processo de desenvolvimento da doença cárie. Há muitos anos observamos que, apesar dos esforços em executar uma abordagem preventiva, a cárie dental ainda é a principal responsável pela perda dos dentes. Portanto, é necessário que o profissional inicialmente entenda o conceito de cárie e os mecanismos envolvidos na sua evolução a fim de evitar sua instalação, interferir na sua progressão ou reparar as suas seqüelas, quando necessário1. A cárie é resultado de um processo dinâmico em que a presença de microrganismos, transmissíveis ou não, na placa dental, que cobre alguns sítios específicos sobre a superfície dos dentes, pode levar a um distúrbio do equilíbrio entre a fase mineral do dente e o meio bucal circundante por meio da produção de ácidos pela microbiota. Assim, é produto direto da variação contínua do pH da cavidade oral, sendo um resultado de sucessivos ciclos de desmineralização e de reprecipitação de minerais presentes na saliva, como o cálcio e o fosfato, sobre a superfície dental. Consequentemente, o equilíbrio fisiológico do processo des-re (desmineralização-remineralização) pode ser restaurado e levar clinicamente a uma

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Medium 9788520434222

36. Pneumonia adquirida na comunidade

WARD, Jeremy P. T.; WARD, Jane; LEACH, Richard M. Editora Manole PDF Criptografado

36 Pneumonia adquirida na comunidade

(a) Pneumonia com envolvimento do lobo inferior direito

(b) Pneumonia com envolvimento do lobo linguar (língula)

Tabela 2. Fatores de risco de pneumonia

Idade: > 65 anos, < 5 anos de idade

Doença crônica (p. ex., renal e pulmonar)

Diabete melito

Imunossupressão (p. ex., medicamentos e HIV)

Dependência de bebidas alcoólicas

Aspiração (p. ex., epilepsia)

Doença viral recente (p. ex., influenza)

Desnutrição

Ventilação mecânica

Pós-operatório (p. ex., obesidade e tabagismo)

Ambiental (p. ex., psitacose)

Ocupacional (p. ex., febre Q)

Viagem para o exterior (p. ex., paragonimíase)

Ar condicionado (p. ex., Legionella)

Consolidação do lobo linguar

Consolidação do lobo inferior direito

Tabela 1. Microrganismos e lesões patológicas que causam pneumonia

Infecções bacterianas

Infecções atípicas

Infecções fúngicas

Streptococcus pneumoniae

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Medium 9788520429297

Capítulo 6 - Insuficiência cardíaca congestiva

PADILHA, Katia Grillo…[et al.]. Editora Manole PDF Criptografado

6

Insuficiência cardíaca congestiva

E liane M azócoli

P ontos

a aprender

1. �Definição de insuficiência cardíaca.

2. �Alterações fisiopatológicas que ocorrem na insuficiência cardíaca.

3. �Classificação da insuficiência cardíaca.

4. �Anamnese e exame físico do paciente com suspeita ou diagnóstico de insuficiência cardíaca.

5. �Diagnóstico precoce da insuficiência cardíaca descompensada, que previne condições clínicas graves.

6. �Assistência de enfermagem direcionada ao paciente com insuficiência cardíaca.

P alavras - chave

Insuficiência cardíaca, insuficiência cardíaca congestiva, fisiopatologia, cuidados, falência cardíaca, enfermagem, assistência, edema agudo de pulmão, choque cardiogênico, remodelamento cardíaco, ativação neuro-hormonal, sistema renina-angiotensina-aldosterona, natriurese.

E strutura

dos tópicos

Introdução. Etiopatogenia da insuficiência cardíaca descompensada. Conceitos e princípios fisiopatológicos. Quadro clínico, diagnóstico e estratégia terapêutica. Assistência de enfermagem. Considerações finais. Resumo.

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Medium 9788536702490

Capítulo 1 - Etiopatogenia das alterações pulpares e periapicais

Francisco José de Souza Filho Grupo A PDF Criptografado

1

Etiopatogenia das alterações pulpares e periapicais

ALEXANDRE A. ZAIA

CONSIDERAÇÕES GERAIS

Um dos problemas que o profissional da área odontológica encontra na Endodontia

é a dificuldade em fechar um correto diagnóstico das alterações pulpares e periapicais. Diferentemente de outras especialidades da Odontologia, na Endodontia, o profissional não tem uma visão direta das áreas comprometidas. O fato de não poder visualizar diretamente as alterações que ocorrem nesses tecidos dificulta o entendimento dos eventos que acontecem, desde a iniciação de um processo inflamatório, sua evolução e sua correlação com os sintomas clínicos.

Apesar dessa dificuldade, é importante entender que o problema mais comum que ocorre na polpa e no periápice é a inflamação, que não deve ser considerada uma doença, mas um mecanismo de defesa do tecido conjuntivo contra microrganismos e seus subprodutos que alcançam o tecido pulpar, em geral, por um processo de cárie. Essa relação entre a inflamação pulpar e bactérias está bem definida desde que

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Medium 9788527727594

Capítulo 11 - Obesidade

GARCIA, Maria Lúcia Bueno Grupo Gen PDF Criptografado

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Obesidade

Anete Hannud Abdo

Introdução

Em 1997, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu a obesidade como doença de proporções epidêmicas.

Sua crescente prevalência, seu impacto na morbidade, na mortalidade, na qualidade de vida e nos custos com a saúde pública tornam a prevenção e o tratamento da obesidade uma preocupação mundial.

Mais de 80% dos casos de diabetes melito (DM) tipo 2 podem ser atribuídos à obesidade. A mortalidade por doença cardiovascular é aproximadamente 50% mais alta em obesos e 90% mais alta em obesos graves.

Epidemiologia

De acordo com a OMS, a obesidade tornou-se uma epidemia global, existindo mais de 1 bilhão de adultos com excesso de peso (IMC ≥ 25 kg/m2) e, destes, pelo menos 350 milhões são classificados como obesos (IMC ≥ 30 kg/m2).

Nos EUA, dados do NHANES 2005-2006 (National

Health and Nutritional Examination Survey) revelaram prevalência de obesidade em adultos de 35,1%. Na maioria dos países da Europa, mais de 50% das pessoas estão com excesso de peso, e a prevalência de obesidade é de 10 a 25% nos homens e 10 a 30% nas mulheres.

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Medium 9788536702759

Capítulo 98 - Quimiocirurgia

Evandro A. Rivitti Grupo A PDF Criptografado

Quimiocirurgia

CAPÍTULO 98

QUIMIOCIRURGIA

A chamada quimiocirurgia compreende a quimiocauterização e a quimioesfoliação, amplamente conhecida como peeling químico.

QUIMIOCAUTERIZAÇÃO

Consiste na aplicação de produto químico cáustico, em geral em lesão localizada, com a finalidade de destruição de células epidérmicas. É indicada fundamentalmente para a destruição de tumores benignos, lesões hiperplásicas e algumas lesões virais.

As drogas comumente utilizadas são: o ácido nítrico fumegante, o ácido tricloroacético (ATA) em concentração acima de 40% e o 5-fluoruracil (5-FU) citostático que interfere na síntese do DNA.

Ácido nítrico fumegante

Ácido inorgânico, HNO3, tóxico por inalação, fortemente oxidante cáustico e higroscópico. É usado na forma fumegante, que contém óxidos de nitrogênio. Tem cor amarela a avermelhada. Deve ser conservado em vidro âmbar ao abrigo da luz.

É indicado especificamente no tratamento da verruga vulgar em aplicações sucessivas, com bastonete de vidro, a cada 4 a 5 dias, após curetagem leve da lesão. Na verruga plantar, é o tratamento eletivo.

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Medium 9788527726900

Capítulo 4 - Hepatite Infecciosa Canina e Hepatite Canina de Célula Acidófila

GREENE, Craig E. Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo 4

Hepatite Infecciosa Canina e Hepatite Canina de Célula Acidófila

Craig E. Greene

Hepatite infecciosa canina

Etiologia

A hepatite infecciosa canina (HIC), causada pelo adenovírus canino

(CAV)-1, tem homogeneidade sorológica mundial e similaridades imunológicas com os adenovírus humanos. Sinônimos históricos da doen­ça incluem a encefalite de raposas e a doen­ça de Rubarth. O

CAV-1 é antigênica e geneticamente distinto do CAV-2, que causa doen­ça respiratória em cães (ver Etiologia, no Capítulo 6). Variantes genéticas do CAV-2 foram isoladas do intestino de um filhote canino com diarreia hemorrágica e de cães de canis que apresentaram diarreia. Adenovírus humanos foram usados como vetores para testar a vacina recombinante em cães.26

Como outros adenovírus, o CAV-1, por ser altamente resistente à inativação ambiental, sobrevive à desinfecção com várias substâncias quí­micas, como clorofórmio, éter, ácido e formol, e é estável quando exposto a certas fre­quências de radiação ultravioleta. O CAV-1 sobrevive durante dias à temperatura ambiente em restos no solo, permanece viá­vel por meses a temperaturas abaixo de 4°C e é inativado após 5 min a 50 a

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Medium 9788577260546

21. Dor no idoso

Von Roenn, Jamie H. Grupo A PDF Criptografado

21

Dor no idoso

Joshua M. Hauser, MD

M

N

ou se está hospitalizado com uma enfermidade aguda. Os estudos revistos adiante em geral incluem qualquer tipo de dor (p. ex., neuropática ou nociceptiva) que ocorre em qualquer área anatômica. O objetivo geral consiste em mostrar a carga global que a dor representa no idoso, e não em caracterizar diagnósticos específicos ou estratégias de controle.

CRITÉRIOS FUNDAMENTAIS

As pessoas idosas têm reação à dor menos previsível a uma doença ou lesão específica do que as pessoas mais jovens

Obtenha uma história precisa sobre medicamentos solicitando aos pacientes que tragam sua medicação para a consulta

As escalas unidimensionais para avaliação da dor

(p. ex., escala análoga visual ou escalas de escores numéricos) são particularmente úteis nos pacientes idosos, especialmente naqueles que sofrem de alteração cognitiva

1. Na comunidade — Foi mostrado que a prevalência de dor nos idosos que vivem em comunidade varia de 25 a 56%. As fontes de dor incluem dorsalgia (21 a 49,5%), dor articular e cefaléias. Um estudo de idosos que residem na comunidade, em que se utilizou o Minimum Data Set

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Medium 9788520436219

1. Informações sobre a história da alimentação

MEZOMO, Iracema de Barros Editora Manole PDF Criptografado

1

Informações sobre a história da alimentação

DURANTE A ERA PRÉ-HISTÓRICA

Na natureza não existem recompensas ou castigos, mas, sim, consequências. Logo, para se compreender as vantagens, bem como deduzir e reduzir os inconvenientes da alimentação atual, torna-se necessário conhecer os hábitos alimentares dos homens que viveram sobre a Terra ao longo dos séculos que nos antecederam.

Cerca de 6000 a.C., no período quaternário paleolítico superior (pedra lascada), o homem vivia em cavernas. Dedicava-se à caça enquanto a mulher colhia frutas, nozes, raízes e cereais silvestres, para completar a ração alimentar.

No período mesolítico, 5000 a.C., os habitantes do continente europeu ainda eram simples coletores. Deixaram de se alimentar principalmente de carnes vermelhas, em razão do desaparecimento ou migração dos animais das tundras. O homem deslocou-se para as costas litorâneas nórdicas, onde havia abundância de peixes, aves aquáticas, ovos, lebres, lesmas, caracóis, cobras, raízes, nozes etc., além de gado selvagem, hienas e javalis para a caça, e juntou-se em clãs (homo socialis). Em decorrência do raio e das lavas dos vulcões, o homem já conhecia o fogo — que, por sinal,

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Medium 9788570066220

44 – ANÁLISE DA PRESCRIÇÃO

ALVES, Aderbal de Albuquerque Grupo Gen PDF Criptografado

ANÁLISE DA PRESCRIÇÃO

6ª Edição

44

Aderbal de Albuquerque Alves

Na adaptação das novas lentes corretivas, estão envolvidos o médico, o paciente e o óptico, porém é sempre sobre o médico que recai a maior parcela da responsabilidade, sobre o sucesso ou o eventual insucesso da prescrição.

PACIENTE SATISFEITO

É aquele que volta ao consultório apenas para atender à solicitação de seu médico e informa estar plenamente satisfeito com sua correção. Nestes casos, seria imprudente corrigir algum pequeno defeito eventualmente encontrado.

PACIENTE INSATISFEITO

Apesar de ser muito desagradável, quando nossa secretária nos comunica que há um paciente reclamando dos óculos, criando certo clima de mal-estar na sala de espera, devemos ter toda calma necessária para atendê-lo. Precisamos ser tão cordiais quanto na primeira consulta, e aproveitar a oportunidade para esclarecer honestamente o que está acontecendo, demonstrando nosso interesse em resolver o problema, ouvindo atenciosamente suas queixas. Existem sempre razões que justificam as reclamações. A realidade do paciente é completamente diferente da nossa. É muito importante a análise psicológica do paciente insatisfeito. A aceitação ou rejeição dos óculos pode ser influenciada pela aceitação ou re-

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Medium 9788527731300

PARTE 6: 74 - Colecistectomia | Colecistectomia Parcial

ELLISON, E. Christopher; ZOLLINGER Jr., Robert M. Grupo Gen PDF Criptografado

CAPÍTULO

74

Colecistectomia | Colecistectomia Parcial

A. COLECISTECTOMIA ANTERÓGRADA

(abordagem “dome‑down”)

INDICAÇÕES  A colecistectomia anterógrada constitui o método desejável em muitos casos de colecistite aguda ou gangrenosa, quando a exposição do ducto cístico é difícil e perigosa. Tendo em vista a existência de aderên‑ cias extensas, uma grande vesícula biliar com inflamação aguda e paredes espessas ou um grande cálculo impactado no colo da vesícula, essa técnica é segura e mais prudente. Uma definição melhor do ducto cístico e da artéria cística é assegurada, com menos probabilidade de lesão do ducto colédoco.

Alguns preferem esse método de colecistectomia como procedimento de rotina.

PREPARO PRÉ‑OPERATÓRIO  Em caso de colecistite aguda, o tratamento pré‑operatório depende da gravidade da duração da crise. A cirurgia pre‑ coce está indicada para pacientes examinados dentro de 48 horas após o início, tão logo tenham sido estabelecidos o equilíbrio hídrico e a cober‑ tura antibiótica. É necessária uma avaliação clínica e laboratorial frequente durante um período de 24 horas. São administrados antibióticos. Indepen‑ dentemente da duração das manifestações agudas, a intervenção cirúrgica está indicada se houver recidiva da dor, aumento da contagem de leucócitos ou aumento dos sinais e sintomas, sugerindo uma perfuração. A vesícula biliar pode exibir inflamação aguda avançada, apesar da temperatura e da contagem de leucócitos normais e do exame físico negativo. Em geral, reco‑ menda‑se que os pacientes sejam submetidos a cirurgia dentro de 72 horas após o aparecimento dos sintomas, visto que um atraso maior do que isso está associado a um risco aumentado de lesão do ducto colédoco. Pode‑se considerar a colecistostomia percutânea para pacientes com apresentação tardia ou para aqueles que estão muito doentes para tolerar uma cirurgia.

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Medium 9788527731430

Parte 9 - Seção 19 | 61 - Órgãos Genitais Femininos | Internos

PEZZI, Lucia Helena Antunes; CORREIA, João Antonio Pereira; PRINZ, Rafael Augusto Dantas; NETO, Silvio Pessanha Grupo Gen PDF Criptografado

Se­ção 19 | ÓRGÃOS GENITAIS INTERNOS

Órgãos Genitais Femininos | Internos

61

Caso 61.1  Fístula vesicovaginal

Mulher, 38 anos, foi encaminhada ao ambulatório de urologia queixando-se de saída de urina pelo canal vaginal. Referiu passado recente de radioterapia em função de câncer de colo de útero. Após exame físico, incluindo toque vaginal, foi identificado orifício na parede anterior do terço superior vaginal, sugestivo de fístula vesicovaginal. A cistoscopia confirmou a hipótese de trajeto anômalo entre a bexiga e a vagina

(Figura 61.1.1). A paciente foi submetida a cirurgia de fistulectomia (Figura 61.1.2) com sucesso.

Figura 61.1.1 Imagem endoscópica da bexiga revelando orifício fistuloso (seta).

Cateter vesical pelo trajeto fistuloso

A

C

Cateteres ureterais de segurança

B

Figura 61.1.2 Sequência operatória de fistulectomia vaginal.

Observam-se identificação do orifício fistuloso (seta) pela vagina (A), cateterismo vesical através do orifício fistuloso com prévio cateterismo ureteral de segurança (B) e ressecção do trajeto anômalo entre a vagina e a bexiga com tesoura cirúrgica (C).

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Medium 9788527728256

52 Adenoviridae

McVEY, Scott; KENNEDY, Melissa; CHENGAPPA, M.M. Grupo Gen PDF Criptografado

52

Adenoviridae

Melissa Kennedy e D. Scott McVey

Os adenovírus foram isolados em várias espécies de animais, mas é provável que existam outros adenovírus animais ainda não identificados. Com fre­quência, a variação in­di­vi­dual de hospedeiros de adenovírus é muito limitada. Embora as infecções de animais por adenovírus, em geral, sejam assintomáticas ou subclínicas, alguns adenovírus são patogênicos e provocam doen­ças respiratórias e/ou sistêmicas. No Quadro 52.1, há uma lista de doen­ças de animais domésticos causadas por adenovírus.

A família Adenoviridae é composta por 4 gêneros: Mastadenovirus, o qual inclui vários adenovírus que infectam os mamíferos, e Aviadenovirus, que contém adenovírus que infectam aves. Nos últimos anos, alguns vírus desses gêneros foram reclassificados em outros gêneros: Atadenovirus, que contém adenovírus de répteis, bem como o agente etiológico da síndrome da queda de postura, em galinhas; e Siadenovirus, o qual inclui o agente causador da enterite hemorrágica de perus e da doen­ça do fígado marmorizado de faisões. Os vírus desses gêneros não compartilham um grupo comum de antígenos. Os vírions de adenovírus são icosaédricos, não apresentam envelope, têm 70 a 90 nm de diâ­me­tro e são constituídos de 252 capsômeros. Fibras alongadas se projetam da superfície do vírion e são úteis na fixação do vírus às células-alvo. O genoma do adenovírus

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