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01 - O cinema, a catarse do Direito: sensibilização dos sentidos para sentir

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Direito no cinema brasileiro

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O cinema, a catarse do Direito:

sensibilização dos sentidos para sentir

Carmela Grüne

Diretora-presidente do jornal Estado de Direito. Mestre em Direito pela

Universidade de Santa Cruz do Sul. Cursa Especialização em Direito do

Trabalho e Processo do Trabalho pela UniRitter Laureate International

Universities (2016) e Especialização em Direito e Processo do Trabalho pela Fundação Escola Superior do Ministério Público em parceria com a Fundação Escola da Magistratura do Estado do Rio Grande do

Sul (2017). Possui Graduação em Ciências Jurídicas e Sociais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (2006). Jornalista.

Radialista. Advogada Trabalhista. Membro da Comissão de Direitos Humanos da OAB/RS. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Métodos e Técnicas de Ensino, atuando principalmente nos seguintes temas: direito, cidadania, educação e acesso à justiça. Defende a linguagem inclusiva como resgate para “sentir” o direito como fenômeno cultural e realização social, com vistas a desobstruir os caminhos da autonomia cidadã.

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02 - Bendito fruto – minorias, ética dialógica e dignidade da pessoa humana

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Direito no cinema brasileiro

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Bendito fruto1 – minorias,

ética dialógica e dignidade da pessoa humana

Afonso Soares de Oliveira Sobrinho

Pós-Doutor em Direito pela Faculdade de Direito do Sul de Minas. Doutor em

Direito pela Faculdade Autônoma de Direito de São Paulo ‒ FADISP. Mestre em Políticas Sociais pela UNICSUL. Bacharel em Direito pela Universidade

Federal de Alagoas (1999). Advogado.

1. Bendito fruto – uma divertida história de amores é um filme dirigido por Sérgio Rosenberg. Trata-se de uma comédia. O enredo se dá a partir do reencontro de dois antigos colegas de Escola: Edgar (Otávio Augusto) e Virgínia (Vera Holtz), a viúva que, de férias na Cidade

Maravilhosa, acaba atingida por uma tampa de bueiro no táxi onde se encontrava. O filme aborda o relacionamento entre Edgar e Maria (Zezeh Barbosa), que tem um filho, fruto dessa união afetiva, Anderson (Evandro Machado), não assumido pelo pai. Por sua vez, Anderson tem um relacionamento homoafetivo com Marcelo Monte (Eduardo Moscovis). Edgar é dono de um salão de cabeleireiro no bairro de Botafogo, Rio de Janeiro, e tem, como funcionárias,

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03 - Cidade de Deus – um retrato do preconceito

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03

Cidade de Deus – um retrato do preconceito

Álvaro de Azevedo Gonzaga

Livre-Docente em Filosofia do Direito pela PUC/SP. Pós-Doutorado na

Faculdade de Direito da Universidade Clássica de Lisboa e na Universidade de Coimbra. Doutor, Mestre e graduado em Direito pela PUC/SP.

Graduado em Filosofia pela Universidade de São Paulo – USP.

Maria Fernanda Borio

Graduada em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São

Paulo.

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1. Introdução

O presente capítulo propõe elaborar uma aproximação entre o Direito e o cinema, a partir do longa-metragem Cidade de

Deus, de Fernando Meirelles. Considerados os possíveis discursos constituídos na projeção cinematográfica, buscaremos revelar aqueles que se aproximam mais ao campo jurídico, notadamente os discursos que portem reflexos ao fenômeno do Direito.

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04 - Em defesa da família – uma análise jurídica e psicológica

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Em defesa da família – uma análise jurídica e psicológica

Beatrice Marinho Paulo

Psicóloga-perita do MP-RJ; Professora de Psicologia Aplicada ao Direito da UNESA; Advogada graduada pela UFRJ; Mestre em Direito Civil pela UGF; Psicóloga graduada pela UGF; Doutora e Mestre em Psicologia Clínica pela PUC-Rio; Especialista em Psicologia Jurídica pela

UNESA e em Direito Especial da Criança e da Juventude pela UERJ;

Coordenadora e Organizadora do livro Psicologia na prática jurídica: a criança em foco, da Editora Saraiva; Associada do IBDFAM, da ABPJ e da ABRAFH.

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Escrevo este capítulo, com muita honra, ainda impactada pelas cenas do belíssimo curta Em defesa da família, documentário idealizado e roteirizado por Daniella Cronemberger e Getsemane Silva, que nos brindam com o impressionante contraste entre aquilo que é proferido nos discursos (de ódio) dos fundamentalistas, que visam apenas restringir direitos de uma parcela da população, com a qual não concordam ou que não aceitam, e o dia a dia simples, gostoso e afetuoso de uma família que se encaixa nos moldes daquelas que estão sendo contestadas pelos primeiros. Um dia a dia, diga-se de passagem, muito semelhante ao de qualquer família tradicional – mesmo aquelas dos fundamentalistas –, com direito a almoços de domingo, programas com pais dos coleguinhas dos filhos, atraso para jantar por ter que ficar um pouco mais no trabalho, e a mesma lenga-lenga de qualquer criança

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05 - Esta noite encarnarei no teu cadáver – a arte sub judice nos filmes de Zé do Caixão

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Esta noite encarnarei no teu cadáver – a arte sub judice nos filmes de Zé do Caixão

Gisele Mascarelli Salgado

Pós-doutora em Direito na FD-USP. Doutora em Filosofia do Direito e do Estado. Mestre em Filosofia do Direito e do Estado pela PUC-SP.

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“Hoje estou na parede, tomando uma geral, se eu cantasse outro estilo, isso não seria igual.”

(Cidinho e Doca, “Não me bate doutor”.)

“O nosso som não tem idade, não tem raça e não tem cor, mas a sociedade pra gente não dá valor. Só querem nos criticar, pensam que somos animais (...)

Então eu peço liberdade para todos nós Dj’s.”

(Amilcka e Chocolate, “Som de preto”.)

A arte sempre foi expressão de um povo, de seus desejos, entendimentos do mundo e de sua história. No entanto, para ser considerada arte, uma obra tem de ser reconhecida como tal, e muitas vezes há parcelas de uma comunidade que não a reconhecem. A censura sobre a arte sempre ocorreu, porém no

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