27 capítulos
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4.2 O SIGNO LINGUÍSTICO

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Capítulo 4 | A representação por sinais

<3

coração

coração partido

\o/

feliz (com os braços para cima)

:-\

confuso

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Se levarmos em conta que, para que haja processo de comunicação, teremos de ter pelo menos duas pessoas − um destinador e um destinatário −, fica claro que, no caso da nuvem escura, não há comunicação em sentido estrito, por faltar o destinador. Falta à nuvem escura a intenção de estabelecer comunicação. Já em ocorre comunicação, pois nele estão presentes tanto o destinador (quem colocou, ou mandou colocar, o ícone) quanto o destinatário (a pessoa que decodifica aquele signo).

Quando vemos, nos tribunais, uma balança, prontamente a associamos

à noção de justiça, de igualdade; quando vemos, numa igreja, uma cruz, a associamos à ideia de cristianismo. Dizemos que, nesses casos, “balança” e “cruz” são símbolos, pois são objetos materiais (não linguísticos) que representam ideias abstratas. Claro que os símbolos nem sempre exprimem adequadamente aquilo que simbolizam, pois temos uma representação parcial da coisa, uma vez que ele é uma parte do todo, que é o conteúdo abstrato. O conceito de justiça é muito mais amplo do que a balança, que representa apenas um de seus atributos: a equidade.

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8.2 DIVERSIDADE E UNIFORMIDADE

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Linguagem, Língua e Fala   

A norma que impede os homens de usarem joias envelheceu por não mais refletir o fato social; em consequência, perdeu sua eficácia. É digno de nota que, no enunciado daquela norma, ainda se fale em “anel com as armas da família”. Podemos comparar essa norma com aquela estabelecida pela gramática normativa que obriga o uso da mesóclise

(“convidar-me-ão”, “revelar-nos-iam”), que efetivamente envelheceu e não mais representa um uso efetivo da língua, embora ainda seja prescrita pela gramática tradicional.

Para ter eficácia, é importante que a norma reflita o fato social da maneira como ele ocorre no momento em que a regra foi formulada; por isso,

é fundamental que a norma seja sempre revista para que esteja adequada ao fato que normatiza. A norma sobre o limite máximo de velocidade de veículos automotores nas estradas, avenidas e ruas teve de ser modificada para se adequar a uma nova realidade social: o aumento de vítimas em acidentes de trânsito.

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2.3 O CARÁTER PRIVADO DA FALA

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Capítulo 2 | A oposição língua vs. fala

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É muito baixa, embora variável, a percentagem de falantes que em Angola, Moçambique, Cabo Verde, S. Tomé e Príncipe e Guiné têm o português como primeira língua. Nesses países africanos, existem e coexistem variadas línguas nacionais, exceção feita a

Cabo Verde e a S. Tomé e Príncipe, onde os respectivos crioulos, aliás de base portuguesa, são a única língua nacional em contato com o português. Em Angola e em Moçambique, grande número das línguas nacionais pertence ao grupo de línguas bantu que não só apresentam acentuadas diferenças entre si, como são totalmente distintas da família de línguas românicas de que a língua portuguesa faz parte.8

Quando falamos em caráter público da língua, estamos nos referindo ao seu aspecto social, vale dizer, a sociedade nos impõe a língua com a qual nos devemos comunicar se quisermos ser compreendidos; por isso, quando mudamos para um país cuja língua é diferente da nossa, somos forçados a usar a língua daquele país para interagir com os outros.

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6.3 INTERTEXTUALIDADE

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Capítulo 6 | O texto

A seguir apresentamos mais uma tela de Diego Velázquez, O triunfo de

Baco, de 1629.

©Gettyimages/ Coleção SuperStock/ Peter Barritt

Figura 6.3 O triunfo de Baco

Se compararmos esta tela com a outra do mesmo artista apresentada anteriormente, você verá que, em As meninas, temos um texto enunciativo, já que há nele as marcas do enunciador, no caso o artista que pinta o quadro.

Em O triunfo de Baco, ao contrário, não há na tela nenhuma marca do enunciador, aquele que pintou o quadro, ou seja, trata-se de um texto enuncivo.

6.3 INTERTEXTUALIDADE

Embora o texto se caracterize por ser uma unidade, um todo de sentido, ele mantém relações com outros textos e pode servir de referência a textos que ainda serão produzidos, isso porque todo dito repousa num já dito, ou seja, os textos relacionam-se uns com os outros. Há entre eles um diálogo que pode ser de concordância ou de refutação. A isso damos o nome de intertextualidade.

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6.1 A NOÇÃO DE TEXTO

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6.

O Texto

6.1 A NOÇÃO DE TEXTO

Partimos da distinção saussuriana de língua e fala e vimos que Benveniste nos mostra como, por meio da enunciação, um sistema, a língua, se converte em fala ou discurso. Ainda com base em Saussure, comentamos o conceito de signo linguístico, uma entidade de duas faces que une um conceito, o significado, a uma imagem acústica, o significante, e que a relação significante/significado, embora imotivada, passa a ser necessária.

A partir dessas noções já estudadas, podemos avançar mais um pouco e apresentar uma noção de texto. Ressaltamos que não há unanimidade entre estudiosos sobre o conceito de texto. Dependendo da corrente teórica

(linguística textual, análise do discurso, semiótica, teoria dos atos de fala etc.), podem-se encontrar conceitos diferentes para texto. Mesmo dentro de uma mesma teoria, o conceito pode variar de autor para autor.

A palavra texto recobre vários significados. Provém do termo em latim textus, que está preso ao verbo latino tecere, que significa “fazer tecido”,

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