217 capítulos
Medium 9788565848701

Capítulo 3 - Existe um estágio silábico no desenvolvimento da escrita em português? Evidência de três estudos longitudinais

Maria Regina Maluf; Cláudia Cardoso-Martins Grupo A PDF Criptografado

3

Existe um estágio silábico no desenvolvimento da escrita em português? Evidência de três estudos longitudinais1

Cláudia Cardoso-Martins

As crianças começam a aprender sobre a língua escrita muito antes de irem para escola. Desde o início dos anos pré-escolares, elas são capazes de distinguir a escrita de outras formas de representação gráfica e usam as formas convencionais das letras, sobretudo daquelas que aparecem em seu nome, em suas escritas inventadas ou espontâneas. Elas também aprendem sobre os nomes e/ou sons das letras e, eventualmente, dão mostras de compreender que a escrita representa a fala. Uma questão da maior importância diz respeito ao desenvolvimento e às origens dessa compreensão. De acordo com um modelo teórico proeminente na América Latina – o modelo de Emilia Ferreiro (1989; 1990; 2009; Ferreiro; Teberosky, 1986) –, o desenvolvimento dessa compreensão é o resultado de um longo processo de construção conceitual, podendo ser caracterizado em termos de estágios qualitativamente diferentes. Segundo um modelo alternativo, por outro lado, o desenvolvimento da escrita é mais adequadamente descrito em termos de mudanças graduais na habilidade de a criança conectar unidades fonológicas na pronúncia das palavras a unidades ortográficas pertinentes (Ehri, 1992; 1998; 2005; Capítulo 2 neste livro). No presente capítulo, será avaliada a adequação desses dois modelos para o caso do desenvolvimento da escrita em português.

Ver todos os capítulos
Medium 9788584290512

Capítulo 5 | A ordem “alfabética” na ELiS

Mariângela Estelita Barros Grupo A PDF Criptografado

5

A ordem “alfabética” na ELiS

O

s dicionários de línguas de sinais são produtos muito recentes se comparados aos dicionários de línguas orais. Também constituem um importante instrumento de registro de determinada língua e servem aos mais diversos fins, desde sua documentação léxica até a consulta pedagógica durante os processos de aprendizagem.

A fim de atender às necessidades específicas a que foi destinado e ao seu público-alvo, as entradas de um dicionário podem ser organizadas de várias maneiras. Essa diversidade pode ser abrigada sob duas estruturas principais: a onomasiológica e a semasiológica. Um dicionário onomasiológico é aquele que agrupa as entradas por critérios semânticos, por exemplo, por temas. Já o semasiológico organiza as entradas de acordo com um critério formal da estrutura do léxico, no caso da ordem alfabética.

Mesmo para a estruturação de um dicionário em ordem alfabética, há variações, pois se pode obedecer à ordem alfabética considerando-se apenas a primeira letra da palavra (ordem A), a primeira e a segunda (ordem AB), a primeira, a segunda e a terceira (ordem ABC), ou todas as letras. Essa forma é denominada “ordem alfabética linear” (Welker, 2004, p. 82) e não realiza qualquer agrupamento semântico.*

Ver todos os capítulos
Medium 9788536301976

Conclusao

Philippe Perrenoud Grupo A PDF Criptografado

Conclusão

E

ste livro não pretendia responder a todas as questões que podem surgir acerca dos ciclos de aprendizagem. Ele desenvolveu uma concepção ambiciosa delas, associando-as constantemente à luta contra o fracasso escolar por meio de uma pedagogia diferenciada, insistindo sobre a ruptura com os recortes em anos, sobre a constituição de equipes responsáveis por um ciclo, sobre a autonomia em reconhecer essas equipes em matéria de organização de seu trabalho, sobre as novas formas de avaliação, sobre a distância a tomar dos programas e da padronização dos percursos.

Seria preciso ser muito otimista para imaginar que os sistemas educacionais vão-se aventurar rapidamente nesse sentido. A observação mostra que eles adotam mais facilmente ciclos de dois anos, não tocam no individualismo dos professores, não mexem na avaliação nem na concepção dos objetivos.

É possível que este livro se acrescente à lista das utopias pedagógicas, mas talvez também delineie um futuro possível para os ciclos de aprendizagem prudentemente implementados no início dos anos 2000. Pode ser que esses ciclos não dêem em nada e que sejam suprimidos pela oscilação habitual nos sistemas educacionais. É possível que eles entrem nos costumes sem mudar nada, o que conviria sem dúvida às administrações e à maioria dos professores.

Ver todos os capítulos
Medium 9788536303239

Capítulo 2 - Bases para o Entendimento da Aquisição Fonológica

Regina Ritter Lamprecht; Giovana Ferreira Gonçalves Bonilha; Gabriela Castro Menezes de Freitas; Carmen Lúcia Barreto Matzenauer; Carolina Lisbôa Mezzomo; Carolina Cardoso Oliveira; Letícia Pacheco Ri Grupo A PDF Criptografado

Aquisição Fonológica do Português

33

2

Bases para o Entendimento da AAquisição quisição Fonológica

Carmen Lúcia Barreto Matzenauer

O PROCESSO DE AQUISIÇÃO DA FONOLOGIA:

CONSIDERAÇÕES GERAIS

A aquisição da linguagem é tarefa complexa em virtude da natureza das línguas naturais. Toda língua é um sistema constituído de diferentes unidades – fonemas, sílabas, morfemas, palavras, frases – cujo funcionamento é governado por regras e/ou restrições. É exatamente para tentar descrever e explicar o funcionamento das línguas e dos subsistemas que as integram que têm sido formuladas diferentes teorias. Cada novo modelo teórico pretende alcançar maior poder explicativo em relação a propostas anteriores.

Em se referindo ao componente fonológico das línguas, muitas têm sido as teorias propostas, visando à mais detalhada descrição da fonologia e ao seu mais completo entendimento.

Ao explicarem o funcionamento da fonologia dos sistemas lingüísticos, as teorias têm também ajudado a elucidar o processo de aquisição de sons e fonemas pela criança. Para que se compreenda com maior profundidade o processo de aquisição da fonologia, é importante, portanto, que se conheçam conceitos fundamentais relativos à fonologia e aos modelos teóricos a ela relativos.

Ver todos os capítulos
Medium 9788577803750

12 Desenhos de execução

Giesecke, Frederick E. Grupo A PDF Criptografado

388

COMUNICAÇÃO GRÁFICA MODERNA

VISÃO GERAL

Os desenhos de execução consistem em desenhos de detalhe, que mostram todas as informações necessárias para manufaturar as peças em desenhos de conjunto e de montagem, que mostram como as peças devem se ajustar. Os desenhos de execução descrevem o trabalho final da criação de peças individuais que devem trabalhar em conjunto. A revisão e aprovação de desenhos são atividades importantes no processo de projeto. Revisões devem ser acompanhadas, identificadas, registradas e armazenadas para referência futura. O armazenamento, eletrônico ou em forma de papel, é uma tarefa importante para a equipe de projeto.

12.1 DESENHOS DE EXECUÇÃO

No projeto de um produto ou sistema, um conjunto de desenhos de execução ou de produção e mais as especificações que fornecem todas as informações necessárias devem ser produzidos, verificados e aprovados. Os desenhos de execução são especificações para a manufatura de um projeto e, portanto, devem ser corretamente feitos e cuidadosamente verificados.

Ver todos os capítulos

Visualizar todos os capítulos