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Capítulo 10 - Linguagem e Cultura

John Lyons Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo 10

Linguagem e Cultura

10.1 O que é cultura?

A palavra ‘cultura’ (e seus equivalentes em outras línguas europeias) tem vários sentidos relacionados, dois dos quais é importante mencionar e distinguir aqui.

Existe, em primeiro lugar, o sentido em que ‘cultura’ é mais ou menos sinônimo de ‘civilização’ e, numa formulação mais antiga e extrema do contraste, oposta a

‘barbarismo’. É esse o sentido, em inglês, do adjetivo ‘cultured’ [“culto”]. Baseia-se, em última instância, na concepção clássica do que constitui excelência em arte, literatura, maneiras e instituições sociais. Revivida pelos humanistas do Renascimento, a concepção clássica foi enfatizada por pensadores do Iluminismo do século XVIII e por eles associada à sua visão da história da humanidade como progresso e autodesenvolvimento.

Essa visão da história foi desafiada, como também muitas das ideias do Iluminismo, por Herder, que disse a respeito do equivalente alemão de ‘cultura’: “Nada é mais indeterminado do que essa palavra, e nada é mais decepcionante do que sua aplicação a todas as nações e períodos” (cf. Williams, 1976:79). Ele criticava especialmente o pressuposto de que a cultura europeia do século XVIII, dominada pelas ideias francesas e pela língua francesa, representasse o ponto alto do progresso humano. É interessante notar, em relação a isso, que a expressão ‘langue de culture’ (literalmente,

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Capítulo 12 - Como formar e gerir equipes de pesquisa

Sílvia H. Koller, Maria Clara Pinheiro de Paula Couto, Jean Von Hohendorff Grupo A PDF Criptografado

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Como formar e gerir equipes de pesquisa

Luísa F. Habigzang

Airi M. Sacco

Em 1976, Alan Chalmers perguntou, no título de sua obra mais famosa, “O que é ciência, afinal?”. Quase 40 anos depois, se fizéssemos uma pequena alteração na frase e questionássemos “como se faz ciência, afinal?”, nos depararíamos, assim como Chalmers, com várias opções de resposta. A maioria das alternativas, contudo, possivelmente teria um elemento em comum: para fazer ciência, é preciso saber trabalhar em equipe.

O trabalho em equipe é essencial ao desenvolvimento científico e pode proporcionar uma série de benefícios a todas as pessoas envolvidas. Para os pesquisadores, ter um grupo com o qual trabalhar pode significar economia de tempo e de dinheiro, experiência com coordenação de grupos e incremento na qualidade do estudo. Para os estudantes, o envolvimento em uma equipe de pesquisa tem potencial para gerar, além de uma nova linha no currículo, aprendizagem teórica e técnica, experiência prática e contato com assuntos que não fazem parte da grade curricular da graduação.

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47 - Grafia de E strangeirismos

MARTINS, Dileta Silveira; ZILBERKNOP, Lúbia Scliar Grupo Gen PDF Criptografado

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Grafia de estrangeirismos

1 INTRODUÇÃO

Os estrangeirismos, quando não aportuguesados, são escritos de acordo com o seu idioma original. Quando aportuguesados, seguem a ortografia atual.

Os vocábulos estrangeiros são escritos com algum destaque (na escrita manual, usam-se aspas; na digitação, usa-se itálico).

2 LATINISMOS

Latinismo é a expressão própria do latim. Um cuidado elementar: o plural em latim se faz de forma diferente da nossa: campus, campi; curriculum, curricula, corpus, corpora. A consulta a um dicionário ou a um site confiável da Internet auxilia na hora de uso dessas expressões. Exemplos: alter ego a posteriori a priori apud data venia de cujus deficit delirium tremens erga omnes

grosso modo habeas corpus habitat honoris causa in memoriam ipsis litteris modus vivendi mutatis mutandis opus

pacta sum servanda pari passu plus quantum quorum sine die sine qua non sui generis superavit

Como se pode observar, essas palavras não são acentuadas graficamente. Algumas expressões latinas são comuns na área jurídica (data venia, de cujus, erga omnes, habeas corpus); outras, no entanto, têm uso tão generalizado que nem percebemos que se trata de um latinismo: a priori, a posteriori, grosso modo, fórum, quórum (estas duas últimas já aportuguesadas e, por isso, acentuadas) etc. A expressão grosso modo é latina e não foi aportuguesada. Não é, portanto, regida pela preposição a, hábito muito comum em falantes brasileiros.

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Muletas de entrevistados

Heródoto Barbeiro Editora Almedina PDF Criptografado

Muletas de entrevistados

A impressão que guardamos dos outros não nasce apenas do que ouvimos, mas principalmente do que notamos em nosso interlocutor.

— Nizan Guanaes

Entrevistados de todas as áreas usam muletas, que podem ser evitadas.

Quando a emoção é maior, é mais frequente que esses lugares-comuns ocorram. Por isso, é bom evitar. O melhor é usar palavras simples; tentar mostrar cultura geral ou erudição nem sempre termina bem, principalmente se uma ou outra palavra estiver mal colocada. Pior do que isso é encontrar repórteres ansiosos que atropelam o entrevistado, interrompem o raciocínio e cortam as falas nos momentos mais preciosos.

Veja algumas das expressões mais comuns:

1.

2.

3.

4.

5.

6.

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8.

9.

acalorada discussão agente da ordem (policial) agradável surpresa alta personalidade ambos os dois amplexo (abraço) assaz (muito) astro rei (sol) belo sexo (mulher)

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Capítulo 6 - A aprendizagem do uso de morfemas na ortografia

Terezinha Nunes, Peter Bryant Grupo A PDF Criptografado

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A aprendizagem do uso de morfemas na ortografia

No capítulo anterior, documentamos as dificuldades das crianças com a ortografia de palavras que representam morfemas e não apenas relações entre grafemas e fonemas. Neste capítulo, analisaremos as diferenças entre alunos que progridem mais rápido ou mais lentamente no uso de morfemas na ortografia e algumas questões relacionadas ao ensino. Atualmente, em muitos países, a prática no ensino da leitura e escrita consiste primordialmente, ou mesmo exclusivamente, em promover a consciência que as crianças têm dos sons das palavras e auxiliá-las a estabelecerem relações entre letras e sons. A questão que colocamos neste capítulo é se existem razões para mudar a prática docente atual.

Por que não deixar as coisas como estão, ensinar as correspondências entre grafemas e fonemas para as crianças e deixar que elas descubram por si mesmas a conexão indireta entre língua escrita e língua oral por meio da sintaxe e da morfologia?

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