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Capítulo 2 - Linguística

LYONS, John Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo 2

Linguística

2.1 Ramificações da linguística

Como vimos, tanto a linguagem quanto as línguas podem ser estudadas sob diferentes pontos de vista. Portanto, o campo total da linguística pode ser dividido em diversos subcampos segundo o ponto de vista adotado ou a ênfase especial dada a um conjunto de fenômenos, ou premissas, em vez de outro.

A primeira distinção a se estabelecer é entre a linguística geral e a descritiva.

É bastante direta em si mesma. Corresponde à que existe entre estudar a linguagem e descrever determinadas línguas. A pergunta “O que é a lingua(gem)?”, que, no capítulo anterior, dissemos ser a indagação central e definidora de toda a disciplina,

é mais adequadamente considerada a indagação central da linguística geral. A linguística geral e a descritiva não são absolutamente estanques. Cada uma depende explícita ou implicitamente da outra: a linguística geral fornece conceitos e categorias em termos dos quais as línguas serão analisadas; a linguística descritiva, por sua vez, fornece dados que confirmam ou refutam as proporções e teorias colocadas pela linguística geral. Por exemplo, o linguista geral poderia formular a hipótese de que todas as línguas possuem nomes e versos. O linguista descritivo poderia refutá-la com base em uma comprovação empírica de que houvesse pelo menos uma língua em cuja descrição tal distinção não se verificasse. Porém, para refutar ou confirmar a hipótese, o linguista descritivo deve operar com determinados conceitos como

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Medium 9788536303239

Capítulo 1 - Antes de Mais Nada

Regina Ritter Lamprecht; Giovana Ferreira Gonçalves Bonilha; Gabriela Castro Menezes de Freitas; Carmen Lúcia Barreto Matzenauer; Carolina Lisbôa Mezzomo; Carolina Cardoso Oliveira; Letícia Pacheco Ri Grupo A PDF Criptografado

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Antes de Mais Nada

Regina Ritter Lamprecht

Como foi dito no Prefácio, o conteúdo deste livro resulta de informações obtidas nas descrições dos dados e nas análises de resultados de um grande número de pesquisas sobre aquisição fonológica já realizadas no Rio Grande do Sul. Por isso, para melhor entendimento dos capítulos em que será descrito o percurso da aquisição das diferentes classes de sons e estruturas silábicas, é conveniente dar aos leitores algumas informações, falando de aspectos gerais referentes ao conjunto dos trabalhos em que se fundamentam os demais capítulos.

UM PEQUENO HISTÓRICO DAS PESQUISAS

A primeira disciplina sobre Aquisição da Linguagem na PUCRS e, por conseguinte, no Rio Grande do Sul, iniciou-se em março de 1983 por iniciativa dos professores Feryal Yavas, Ph.D., e Mehmet Yavas, Ph.D., investindo em uma área de pesquisas relativamente nova no Brasil e no mundo todo. À época, eram pouco numerosos os pesquisadores brasileiros que estudavam esse assunto, devendo ser destacados os nomes de Cláudia de Lemos, Leonor ScliarCabral, Eleonora Albano, Ester Scarpa, Rosa Figueira, Maria Cecília Perroni,

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Medium 9788565848954

Capítulo 6 - A liberdade

José Morais Grupo A PDF Criptografado

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A liberdade

O conceito de liberdade só tem sentido se atribuirmos ao ser humano livre-arbítrio (free will) ou capacidade de escolha. Para o determinismo radical, tudo o que acontece é produto inelutável de causas anteriores: o ato que julgamos ter escolhido foi determinado por forças de que não temos consciência.1 A concepção oposta é a de que podemos sempre fazer algo diferente do que fazemos. A psicologia e as neurociências cognitivas descrevem uma realidade bem mais complexa: há processos automáticos, não conscientes, que são causa direta de ações,2 mas também dispomos de um sistema de autocontrole consciente que utiliza regras de racionalidade lato sensu (processos de raciocínio, conhecimentos verdadeiros ou falsos, normas – religiosas, filosóficas, ideológicas, morais, legais, convencionais – e costumes).

O livre-arbítrio faz parte da estrutura de nossa consciência, embora seja muito difícil prová-lo. Nunca duvidamos dele em situação de decisão

(BAUMEISTER, 2008). Se é uma ilusão, pergunta Searle (2004), por que os homens se afrontam tanto a respeito da liberdade? Talvez por isso, se alguém é induzido a descrer do livre-arbítrio, ele se torna mais agressivo e menos disposto a ajudar os outros (BAUMEISTER; MASICAMPO; DEWALL, 2009).

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Medium 9788565848930

Capítulo 8 - Reflexões finais

Terezinha Nunes; Peter Bryant Grupo A PDF Criptografado

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Reflexões finais

A pesquisa e o ensino da alfabetização no Brasil, como em outros países, passaram por grandes mudanças nas três ou quatro últimas décadas. Até então, o ensino da leitura e escrita era feito principalmente com base nos conhecimentos adquiridos na prática, não havendo muitas pesquisas que pudessem embasar o desenvolvimento e a avaliação das diferentes abordagens. O método silábico, o global e o fonêmico desenvolveram-se predominantemente, por um lado, a partir das experiências dos educadores e, por outro, a partir de análises teóricas ainda não validadas por meio de investigações empíricas.

Esse quadro mudou radicalmente desde então. Há, hoje, um volume enorme de pesquisas sobre os processos envolvidos na aprendizagem da leitura e da escrita. No Brasil, os trabalhos de Ferreiro e Teberosky (1983) tiveram grande influência na revisão das ideias e práticas relacionadas à alfabetização. Vários grupos de pesquisa trabalhando em universidades brasileiras e centros de pesquisa em diversas partes do país, como em Pernambuco, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul, também tiveram grande influência sobre a mudança de atitude que ocorreu nos últimos anos e que colocou a pesquisa no centro das considerações sobre como a escola deve promover os processos de alfabetização.

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Medium 9788522474967

Parte 3 - 11 Meios Planejados para a Difusão da Comunicação

PÚBLIO, Marcelo Abilio Grupo Gen PDF Criptografado

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Meios Planejados para a

Difusão da Comunicação

Mídia, no media e digital media: a dimensão da campanha

De nada adianta um conceito genial se ninguém ficar sabendo dele.

Conteúdo deste capítulo:

�� A amplitude do termo mídia

�� O que são objetivos de mídia?

�� O que é cobertura e frequência?

�� O que é GRP e Tarp e onde se aplicam?

�� Como apresentar um cronograma de veiculação?

�� Como justificar os meios escolhidos?

A estratégia de mídia é um dos aspectos mais importantes de um planejamento de comunicação, entretanto dificilmente é valorizada pela maioria dos publicitários e aspirantes a publicitários. É verdade que o grande glamour da publicidade parece estar em criações geniais, mas poucos se lembram de que a maior parte da verba de comunicação do cliente é destinada à mídia. É exatamente a mídia que irá definir o tamanho da campanha, a visibilidade da mesma.

O retorno do cliente provavelmente será proporcional ao montante do investimento e às escolhas certas. Uma campanha que não é vista nem comentada pelo

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