253 capítulos
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5 - A intensidade portuguesa e sua grafia

MASIP, Vicente Grupo Gen PDF Criptografado

CAPÍTULO

5

Fonologia

A intensidade portuguesa e sua grafia*

Fonética

Ortografia

Prosodema

Sons

Grafemas

Exemplos

acento

Término, cântico, às vezes, pão, für (para)

Intensidade

Ênfase

Força, vigor energia

signo de exclamação

Ainda bem que chegou!

Unidade métrica: decibel.

5.1 Perfil fonológico da intensidade portuguesa

O português possui um perfil de intensidade, de índole prosódica, paroxítono: normalmente, as penúltimas sílabas das palavras ortográficas se destacam sobre as demais.

• São tônicos (acentuados prosódica ou ortograficamente) verbos (cantar, pensar, ser) e os advérbios (cantar antes, pensar mal, estar bem);

��os

��os

nomes:

∗ os substantivos (homem, burro, casa);

∗ os adjetivos explicativos (homem bom, burro útil, casa verde);

*(cf. CANTERO, 1995; DELGADO-MARTINS, 1992; JAKOBSON; HALLE, 1980; JUBRAN, 2004; MATEUS,

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Medium 9788520456057

OBSERVAÇÃO DA CONCORDÂNCIA SUJEITO/PREDICADO

Sautchuk, Inez Editora Manole PDF Criptografado

Emprego do conhecimento sintático

(253) �

*Há vários meios de comunicação que o homem expressa sua convivência com o mundo.

(254) �

*Elaborado e pesquisado por um psicólogo onde ele fala sobre as drogas.

(255) �

*Achando dessa maneira a velhice pode ser apenas o acúmulo de conhecimento e sabedoria e não o fim do mundo, querendo dar fim a sua própria vida e ainda achando-se inútil para todos.

Os enunciados (252) a (255) são exemplos, também tirados de redações escolares, que apresentam tantos defeitos de construção que se tornam vagos e imprecisos, quase ininteligíveis. Perceba como não se pode identificar uma estrutura SVC íntegra que sirva de apoio à apreensão do conteúdo. São frases que muito provavelmente nenhum falante do português construiria oralmente, mas o faz na escrita. Isso ocorre por que é mais difícil escrever do que falar? Não. É porque, na escrita, é imprescindível observar a integridade de construção das frases, pois não se conta com a possibilidade de se autoexplicar ou de se justificar pessoalmente um conteúdo mal-entendido pelo receptor.

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Medium 9788521619017

Capítulo I - SEMIOLOGIA E SEMIÓTICA

MASIP, Vicente Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo I

SEMIOLOGIA E SEMIÓTICA

A Semiologia, idealizada pelo linguista Ferdinand de Saussure

(1857-1913), é a ciência que estuda todos os modos de comunicação no seio da vida social. Baseia-se em sinais, que são convenções em sistemas abertos.

A Semiótica [Charles Morris (1901-1999) foi o primeiro pensador a usar o termo.] é a parte da Semiologia que estuda a comunicação mediante signos, que são convenções em sistemas fechados.

O signo linguístico, convenção que comanda a comunicação verbal, compõe-se de significante, ou imagem acústica, estudado pela Fonologia e pela Fonética, e significado, ou conteúdo cognitivo conceitual, estudado pela Lexicografia e pela Lexicologia ou

Semântica.

Aprofundaremos ao longo do curso a lógica formal, também denominada lógica binária, clássica ou lógica matemática moderna. É o sistema que serve como ponto de referência para a ciência.

A sintaxe semiótica estuda as relações entre signos; a semântica semiótica, as relações entre signo e objeto; e a pragmática semiótica, as relações entre signo e sujeito.

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Medium 9788521619017

Capítulo II - TEORIA DO CONHECIMENTO DE ARISTÓTELES

MASIP, Vicente Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo II

TEORIA DO CONHECIMENTO DE

ARISTÓTELES

Segundo o filósofo grego Aristóteles (384-322), o ser humano nasce ignorante, dotado de uma grande capacidade mental, chamada inteligência, e de cinco sentidos (audição, olfato, paladar, tato e visão). Por meio desses sentidos, ele entra em contato com a realidade, capta as coisas, isto é, apreende-as. A seguir, abstrai-as com o entendimento paciente e gera as ideias com o entendimento agente.

Uma ideia é a imagem mental de uma substância. A imaginação é o conjunto desordenado de ideias.

Uma substância é uma entidade dotada de mesmidade, ipseidade ou identidade, única, original e independente.

As substâncias podem ser:

Corpóreas ou materiais: são captadas diretamente pelos sentidos e recebem o nome de substâncias primeiras; elas podem ser:

 corruptíveis (que se estragam: pedra, gato, homem), estudadas pela física.

 incorruptíveis (que não se estragam: luz, calor, umidade), estudadas pela matemática, isto é, pela aritmética (cálculo mediante números), pela álgebra (cálculo mediante símbolos) e pela geometria (cálculo de superfícies e volumes).

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10 - Fonética acústica

MASIP, Vicente Grupo Gen PDF Criptografado

CAPÍTULO

10

Fonética acústica

A grande mudança no estudo e na classificação do som se deu com a introdução da metodologia acústica, graças a avanços tecnológicos definitivamente consoli­ dados no fim da década de 1940 com o advento do Sonagraph, um instrumento de pesquisa que permitiu estabelecer a correspondência entre as dimensões ar­ ticulatória e acústica, conseguindo que a fonética acústica ocupasse o lugar que lhe correspondia. Jakobson realizou as pesquisas definitivas para consolidar o bi­ narismo – que já vinha amadurecendo desde 1938, quando conseguiu decompor as consoantes em oposições fundamentais – no Massachusetts Institute of Tech­ nology (MIT) e no laboratório psíquico-acústico da Universidade de Harvard junto com G. Fant e M. Halle, e publicou, em 1963, Preliminaries to speech analysis.

O extraordinário avanço tecnológico acontecido nos últimos anos permite-nos analisar a dimensão física do som e conferir as descobertas de Jakobson em qual­ quer computador portátil.

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