217 capítulos
Medium 9788520456057

ESTABELECIMENTO DA ORDEM DIRETA DE CONSTRUÇÃO DE FRASES

Sautchuk, Inez Editora Manole PDF Criptografado

Prática de morfossintaxe

(257) �

Caía do céu grossos pingos de chuva. (= Eles caíam do céu.)

(258) �

Segue, em anexo, vários documentos. (= Eles seguem em anexo.) b. frases em que o sintagma nominal que constitui o sujeito é muito extenso ou em que o núcleo do sujeito está distante do verbo;

(259) �

O perigo de encontrarmos nas ruas ou nas cidades grandes um assaltante podem nos intimidar. (= Ele pode nos intimidar.)

(260) �

Os processos econômicos para a retomada do desenvolvimento do país deve demorar. (= Eles devem demorar.) c. “contaminação” do verbo com o elemento mais próximo e não com o núcleo do sujeito.

(261) �

Será que a incompetência por parte de diversos profissionais não poderiam ser evitados?

(= Será que ela não poderia ser evitada.)

ESTABELECIMENTO DA ORDEM DIRETA DE CONSTRUÇÃO DE FRASES

Para auxiliar a compreensão de textos, principalmente poéticos, observe como o conhecimento sintático torna mais claro o sentido dos versos, quando colocamos suas orações na ordem direta (SVC), embora, dessa maneira, se perca bastante o efeito expressivo que a inversão estilística proporciona:

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Medium 9788565848954

Capítulo 3 - Como se lê e como se aprende a ler

José Morais Grupo A PDF Criptografado

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Como se lê e como se aprende a ler

O processo de alfabetização, ainda que seja rápido quando comparado à aprendizagem da escrita chinesa, é exigente se levarmos em conta as aquisições sucessivas e a prática necessárias para atingir o máximo de ha­bilidade.

Neste capítulo, depois de definida a leitura e explicados os seus dois componentes, será feito um retrato do leitor hábil e serão apresentados os princípios gerais dos processos de aprendizagem e de ensino.

A definição de leitura

Na intenção de sobrevalorizar o objetivo, que seria a “construção de sentido”, pedagogos de diferentes países – felizmente, muito menos hoje do que há algumas décadas – têm menosprezado os me­canismos da leitura e afirmado que “ler é compreender”. Essa concepção conduziu a uma me­to­ dologia de ensino que consiste em recusar tanto a explicitação do princípio alfabético, incluindo as atividades que conduzem à tomada de consciência dos fonemas, como o ensino das correspondências grafofonológicas.1 O ma­ terial de base é o texto, constituído às vezes por frases produzidas oralmente pe­la criança. As frases são analisadas em grupos de palavras e a sua forma escrita memorizada. Só mais tarde se ensina o alfabeto e se chama a atenção para a expressão sonora das letras.

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Medium 9788565848916

Capítulo 1 - Hoje vou escrever um artigo científico: a construção e atransmissão do conhecimento

Silvia H. Koller; Maria Clara P. de Paula Couto; Jean Von Hohendorff Grupo A PDF Criptografado

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Hoje vou escrever um artigo científico: a construção e a transmissão do conhecimento

Piotr Trzesniak

O artigo científico tem de ser escrito em linguagem científica e oferecer um avanço, solidamente construído, no conhecimento à disposição da humanidade.

Neste capítulo, serão percorridos passo a passo estes dois aspectos, discutindo-se e indicando-se a maneira de melhor atender a cada um.

O TEXTO CIENTÍFICO E SUA LINGUAGEM

Hoje vou escrever um artigo científico. Seria ótimo se pudesse ser assim, mas infelizmente não é! Ninguém acorda e decide que, neste dia, escreverá um artigo científico. Embora decidir fazê-lo seja indispensável para a tarefa, essa condição não é nem a mais importante, nem a que tem o maior peso. A redação de um artigo não resulta primariamente da vontade, nem é uma empreitada de um fôlego só.

Produzir o “compuscrito” (i.e., digitar no computador a versão de submissão do texto, que muitos autores precipitadamente pensam ser a “versão final” do artigo) é uma etapa na construção do conhecimento, e é uma etapa tardia;

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Medium 9788584290604

Capítulo 2. Leitura, produção e análise de textos

Ada Magaly Matias Brasileiro Grupo A PDF Criptografado

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Leitura, produção e análise de textos

>> �Concepções e estratégias de LEITURA, os tipos de leitor e suas características e as relações textuais.

>> �Conceitos sobre leitura e produção de textos TÉCNICOS E ACADÊMICOS.

>> �Texto LITERÁRIO e suas diferentes classificações e especificidades.

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leitura e produção textual

Deve-se escrever da mesma maneira como as lavadeiras lá de Alagoas fazem seu ofício.

Elas começam com uma primeira lavada, molham a roupa suja na beira da lagoa ou do riacho, torcem o pano, molham-no novamente, voltam a torcer. Colocam o anil, ensaboam e torcem uma, duas vezes. Depois enxáguam, dão mais uma molhada, agora jogando a água com a mão. Batem o pano na laje ou na pedra limpa e dão mais uma torcida e mais outra, torcem até não pingar do pano uma só gota. Somente depois de feito tudo isso é que elas dependuram a roupa lavada na corda ou no varal, para secar. Pois quem se mete a escrever devia fazer a mesma coisa. A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como outro falso; a palavra foi feita para dizer. (RAMOS, 2005).

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Medium 9788536301976

Capítulo 4: Ciclos curtos ou ciclos longos: uma escolha estratégica

Philippe Perrenoud Grupo A PDF Criptografado

Ciclos curtos ou ciclos longos: uma escolha estratégica

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onsiderando-se que um ciclo de aprendizagem é um espaço-tempo de formação que supostamente permite atingir objetivos definidos em um tempo dado, nada impediria de imaginar um ano escolar comum como um ciclo de aprendizagem. Isso, contudo, aumentaria a confusão. Ao falar de ciclos, entenderemos aqui ciclos plurianuais de aprendizagem, propostos como figura alternativa à organização clássica da escolaridade em etapas de um ano.

Um ciclo de dois anos já é plurianual. Em inúmeros países, essa duração parece razoável. Todavia, certos sistemas educacionais adotam ou têm em vista ciclos de três ou quatro anos. Em última análise, nada impede de imaginar um ciclo único de oito anos que abranja o pré-escolar e o ensino fundamental.

Não há nenhuma duração mágica, tudo depende do que se espera de um ciclo de aprendizagem, da audácia inovadora de que se dá provas, dos acordos feitos entre a organização em etapas anuais da qual se vem e a organização em ciclos anuais que a substitui. O tamanho das escolas e o modo de cooperação esperado entre professores também desempenham um papel. Resta examinar os argumentos em questão e pôr em dúvida a evidência que orienta freqüentemente para ciclos de dois anos.

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