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Medium 9788565848930

Capítulo 6 - A aprendizagem do uso de morfemas na ortografia

Terezinha Nunes; Peter Bryant Grupo A PDF Criptografado

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A aprendizagem do uso de morfemas na ortografia

No capítulo anterior, documentamos as dificuldades das crianças com a ortografia de palavras que representam morfemas e não apenas relações entre grafemas e fonemas. Neste capítulo, analisaremos as diferenças entre alunos que progridem mais rápido ou mais lentamente no uso de morfemas na ortografia e algumas questões relacionadas ao ensino. Atualmente, em muitos países, a prática no ensino da leitura e escrita consiste primordialmente, ou mesmo exclusivamente, em promover a consciência que as crianças têm dos sons das palavras e auxiliá-las a estabelecerem relações entre letras e sons. A questão que colocamos neste capítulo é se existem razões para mudar a prática docente atual.

Por que não deixar as coisas como estão, ensinar as correspondências entre grafemas e fonemas para as crianças e deixar que elas descubram por si mesmas a conexão indireta entre língua escrita e língua oral por meio da sintaxe e da morfologia?

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Medium 9788521625971

1 – Fundamentação

MASIP, Vicente Grupo Gen PDF Criptografado

CAPÍTULO

1

Fundamentação

1.1 Antecedentes

A Editora Sociedade Cultural Brasil-Espanha do Recife, no Brasil, publicou Fonética Espanhola para Brasileiros em 1998, um livro nosso, resultado de uma tese sobre Fonética Segmental e de uma pesquisa prosódica posterior. Naquela obra, procurávamos analisar com detalhe os sistemas fonológicos português e espanhol e sua fundamentação.

A Editora Pedagógica Universitária (EPU) lançou Fonologia e ortografia portuguesas. Um curso para alfabetizadores, também de nossa autoria, em 2000, com o objetivo de auxiliar os professores de português na árdua tarefa de introduzir os alunos nas atividades da leitura e da escrita com base na reflexão sobre o som.

Desta vez, esgotadas as edições anteriores de ambas as obras, enfrentamos o desafio de aprofundar a dimensão sonora da língua portuguesa de uma perspectiva formal (Fonologia) e funcional (Fonética), abordando tanto seus segmentos

(vogais e consoantes) quanto sua prosódia (tom, intensidade e duração) e transcrição ortográfica segundo as novas regras do Acordo Ortográfico de 1990, que começou a ser implementado em 2009.

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Medium 9788536303086

Capítulo 4 - A sintaxe espacial

Quadros, Ronice Müller de Grupo A PDF Criptografado

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A SINTAXE ESPACIAL

A língua de sinais brasileira, usada pela comunidade surda brasileira espalhada por todo o País, é organizada espacialmente de forma tão complexa quanto às línguas orais-auditivas. Analisar alguns aspectos da sintaxe de uma língua de sinais requer “enxergar” esse sistema que é visuoespacial e não oral-auditivo. De certa forma, tal desafio apresenta certo grau de dificuldade aos lingüistas; no entanto, abre portas para as investigações no campo da Teoria da Gramática enquanto manifestação possível da capacidade da linguagem humana. A organização espacial dessa língua, assim como da

ASL – Língua de Sinais Americana – (Siple, 1978; Lillo-Martin, 1986; Fischer,

1990; Bellugi, Lillo-Martin, O’Grady e van Hoek, 1990), apresenta possibilidades de estabelecimento de relações gramaticais no espaço, através de diferentes formas.

No espaço em que são realizados os sinais, o estabelecimento nominal e o uso do sistema pronominal são fundamentais para tais relações sintáticas.

Qualquer referência usada no discurso requer o estabelecimento de um local no espaço de sinalização (espaço definido na frente do corpo do sinalizador), observando várias restrições. Segundo Baker e Cokely (1980, p.227) e Loew

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Medium 9788536303239

Capítulo 8 - Sobre a Aquisição da Coda

Regina Ritter Lamprecht; Giovana Ferreira Gonçalves Bonilha; Gabriela Castro Menezes de Freitas; Carmen Lúcia Barreto Matzenauer; Carolina Lisbôa Mezzomo; Carolina Cardoso Oliveira; Letícia Pacheco Ri Grupo A PDF Criptografado

8

Sobre a AAquisição quisição da Coda

Carolina Lisbôa Mezzomo

Este capítulo tem como objetivo expor a maneira pela qual as crianças falantes de português adquirem os fonemas em coda. Para tanto, são fornecidos resultados de pesquisas realizadas sobre a aquisição da estrutura silábica

(C)VC nesta língua, sobretudo as de Mezzomo (1999) e (2004) por abordarem o tema em detalhes e profundidade.

O trabalho de Mezzomo (1999) trata da aquisição das consoantes em coda medial no português. A autora analisa dados da fala de 68 crianças, 34 do sexo feminino e 34 do sexo masculino, entre 1:4 e 3:10. A amostra foi formada a partir do levantamento de palavras dos bancos de dados INIFONO e AQUIFONO.

Mezzomo (2004) também pesquisa a aquisição da coda, porém estende seu estudo ao domínio das consoantes em final de palavra. Além de considerar essas duas posições, a autora utiliza o dobro de sujeitos para o levantamento de dados e análise de fala, comparado à sua pesquisa inicial. Nesse trabalho, foram examinadas amostras de fala de crianças com idades entre

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Medium 9788521625971

9 - Grafia dos números

MASIP, Vicente Grupo Gen PDF Criptografado

CAPÍTULO

9

Grafia dos números

9.1 Número cardinal. Expressa unidades inteiras em abstrato

0 zero

18 dezoito

1 um/uma

19 dezenove

2 dois

20 vinte

3 três

21 vinte e um

4 quatro

22 vinte e dois

5 cinco

23 vinte e três

6 seis

24 vinte e quatro

7 sete

25 vinte e cinco

8 oito

26 vinte e seis

9 nove

27 vinte e sete

10 dez

28 vinte e oito

11 onze

29 vinte e nove

12 doze

30 trinta

13 treze

31 trinta e um

14 catorze (quatorze)

40 quarenta

15 quinze

50 cinquenta

16 dezesseis

60 sessenta

17 dezessete

70 setenta

Masip 09.indd 130

22/1/2014 10:02:52

GRAFIA DOS NÚMEROS

131

80 oitenta

1 001 mil e um

90 noventa

1 100 mil e cem

100 cem

1 101 mil cento e um

101 cento e um

10 000 dez mil

200 duzentos

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