453 capítulos
Medium 9788530951009

Capítulo 7 - PROJETO DE UMA TEORIA DA ARGUMENTAÇÃO JURÍDICA

Manuel Atienza Grupo Gen PDF Criptografado

CAPÍTULO 7

Projeto de uma Teoria da

Argumentação Jurídica

1. INTRODUÇÃO

No capítulo que inicia este livro, tentei apresentar uma caracterização geral da argumentação jurídica, tomando como guia, basicamente, a lógica formal dedutiva. Contudo, uma abordagem desse tipo não permitia dar conta de todos os aspectos da argumentação jurídica ou da argumentação em geral. Foi a consciência – às vezes exagerada – dessa insuficiência da lógica que deu origem, a partir dos anos

1950, ao que hoje entendemos como “teorias da argumentação jurídica”. As cinco concepções escolhidas, e expostas nos capítulos anteriores com algum detalhe, podem ser subdivididas, por sua vez, em dois grupos. No primeiro, seria preciso incluir a obra dos três autores, Viehweg, Perelman e

Toulmin, que – como eu já disse anteriormente – podem ser considerados os precursores das atuais teorias da argumentação jurídica. As obras de MacCormick e Alexy representam, precisamente, o que me parece poder ser denomidado

Ver todos os capítulos
Medium 9788521625971

3 - Articulação e grafia das consoantes portuguesas

Masip Masip Vicente Grupo Gen PDF Criptografado

CAPÍTULO

3

Articulação e grafia das consoantes portuguesas*

Do ponto de vista fonológico, as consoantes portuguesas são margens silábicas, cujo centro é a vogal. Do ponto de vista fonético, são articulações, ou seja, emissões com obstáculos.

As consoantes somente se tornam articulações plenas quando estão situadas antes de vogal, no seio da sílaba: /kanáL/, /baRbéiru/, /díSku/, /taléNtu/,

/sóNbra/ canal, barbeiro, disco, talento, sombra. As letras que aparecem em maiúscula na transcrição fonológica, e sem estarem sublinhadas na ortográfica, consideram-se arquifonemas, conjuntos de traços distintivos comuns a dois ou mais fonemas, ou seja, articulações que perdem algum traço distintivo na sua produção por estarem situadas no fim da sílaba. Assim, podemos pronunciar [kanál:] ou

[caná:], [barbéj:ru] ou [babéj:ru], [dís:ku] ou [di:ku], [tale:tu] ou [tale:tu],

[sõ:bra] ou [sõm:bra] canal, barbeiro, disco, talento, sombra.

Existem quatro arquifonemas em português: /N/, /L/, /S/, /R/ (cf. item

Ver todos os capítulos
Medium 9788565848954

Capítulo 11 - Por favor, desenha-me um futuro

José Morais Grupo A PDF Criptografado

11

Por favor, desenha-me um futuro

Vocês, estudantes, são vítimas da proletarização, no duplo sentido de que o acesso que poderiam ter aos meios de trabalho depende dos interesses do neocapitalismo e de que o controle sobre as condições em que poderiam trabalhar lhes escapa. São lançados numa competição que não é emulação, mas concorrência fratricida, e canalizados por uma exigência de sobre-especialização que tolhe a criatividade que demonstram ter.

Numa palavra, vocês são futuros trabalhadores intelectuais proletarizados

(MANDEL, 1979).

O conhecimento, que era bem comum, tornou-se bem privado, porque o trabalho intelectual passou a ter um preço na economia de mercado. No entanto, o seu produto tem caraterísticas especiais: partilha-se sem se dividir; quem tem uma ideia pode dá-la a milhões de pessoas sem perdê-la, ou ter de cortá-la em pedaços; e não se consome, pelo contrário, uma ideia conduz a outras. Imaginemos que os gregos tivessem patenteado o alfabeto. O resto do mundo teria pago a eles x euros por utilização, e hoje essa soma faria muito mais do que a dívida pública da Grécia! Mas o capitalismo não conhece a gratidão histórica.

Ver todos os capítulos
Medium 9788521619017

Capítulo I - SEMIOLOGIA E SEMIÓTICA

Masip Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo I

SEMIOLOGIA E SEMIÓTICA

A Semiologia, idealizada pelo linguista Ferdinand de Saussure

(1857-1913), é a ciência que estuda todos os modos de comunicação no seio da vida social. Baseia-se em sinais, que são convenções em sistemas abertos.

A Semiótica [Charles Morris (1901-1999) foi o primeiro pensador a usar o termo.] é a parte da Semiologia que estuda a comunicação mediante signos, que são convenções em sistemas fechados.

O signo linguístico, convenção que comanda a comunicação verbal, compõe-se de significante, ou imagem acústica, estudado pela Fonologia e pela Fonética, e significado, ou conteúdo cognitivo conceitual, estudado pela Lexicografia e pela Lexicologia ou

Semântica.

Aprofundaremos ao longo do curso a lógica formal, também denominada lógica binária, clássica ou lógica matemática moderna. É o sistema que serve como ponto de referência para a ciência.

A sintaxe semiótica estuda as relações entre signos; a semântica semiótica, as relações entre signo e objeto; e a pragmática semiótica, as relações entre signo e sujeito.

Ver todos os capítulos
Medium 9788565848916

Capítulo 8 - Erros comuns na escrita científica em língua portuguesa

Sílvia H. Koller, Maria Clara Pinheiro de Paula Couto, Jean Von Hohendorff Grupo A PDF Criptografado

8

Erros comuns na escrita científica em língua portuguesa

Diogo Araújo DeSousa

Tiago Cavalcanti

Embora seja frequente escutar de graduandos e pós-graduandos desabafos sobre as dificuldades que encontram para produzir seus textos acadêmicos, a tarefa de escrever é, em tese, simples. Sim, simples. Escrever é tão somente unir um conjunto de símbolos restritos – em nossa língua, exatamente, vinte e seis – em um espaço branco. O problema está em outra instância da escrita, a instância que deve ser pretendida pelos acadêmicos: escrever bem. E escrever bem, no entanto, não é tão simples.

Para a realização dessa tarefa hercúlea, uma porção de regras, restrições, dúvidas e revisões somam-se às já dezenas de leituras imprescindíveis e ao bloqueio intelectual, muitas vezes só rompido às vésperas do prazo de entrega. ­Nesse empenho – e muitos se empenham de verdade para escrever o melhor possível –, diversas são as peças que a nossa língua prega.

O objetivo deste capítulo é, então, discutir alguns “erros” comumente encontrados em artigos, teses, dissertações e outros manuscritos no tocante

Ver todos os capítulos

Visualizar todos os capítulos