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Capítulo 3 - Por que Você Deve Inverter Sua Sala de Aula

Bergmann Sams Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo

3

Por que

Você Deve Inverter

SUA

Sala de Aula

A inversão da sala de aula transformou nossa prática de ensino. Não ficamos mais diante da turma falando por 30 a

60 minutos a cada vez. Essa mudança radical nos permitiu assumir um papel diferente perante os estudantes. Ambos ensinamos durante muitos anos adotando o formato discursivo. Éramos bons professores. E, de fato, Jonathan recebeu o Prêmio Presidencial por Excelência no Ensino de

Matemática e Ciências, enquanto ainda adotava a metodologia clássica, e Aaron foi favorecido com a mesma homenagem pelo uso do modelo de sala de aula invertida. Ao olharmos para trás, contudo, concluímos que jamais poderíamos voltar a lecionar no estilo tradicional.

A sala de aula invertida mudou não só nossa própria metodologia. Professores de todo o mundo adotaram o modelo de sala de aula invertida e o estão usando para lecionar a alunos de todos os níveis do ensino fundamental e médio, assim como a adultos, e em todas as áreas curriculares. Já nos convencemos de como a inversão da sala de aula pode mudar a vida dos

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Medium 9788521624578

Capítulo 10 - Linguagem e Cultura

John Lyons Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo 10

Linguagem e Cultura

10.1 O que é cultura?

A palavra ‘cultura’ (e seus equivalentes em outras línguas europeias) tem vários sentidos relacionados, dois dos quais é importante mencionar e distinguir aqui.

Existe, em primeiro lugar, o sentido em que ‘cultura’ é mais ou menos sinônimo de ‘civilização’ e, numa formulação mais antiga e extrema do contraste, oposta a

‘barbarismo’. É esse o sentido, em inglês, do adjetivo ‘cultured’ [“culto”]. Baseia-se, em última instância, na concepção clássica do que constitui excelência em arte, literatura, maneiras e instituições sociais. Revivida pelos humanistas do Renascimento, a concepção clássica foi enfatizada por pensadores do Iluminismo do século XVIII e por eles associada à sua visão da história da humanidade como progresso e autodesenvolvimento.

Essa visão da história foi desafiada, como também muitas das ideias do Iluminismo, por Herder, que disse a respeito do equivalente alemão de ‘cultura’: “Nada é mais indeterminado do que essa palavra, e nada é mais decepcionante do que sua aplicação a todas as nações e períodos” (cf. Williams, 1976:79). Ele criticava especialmente o pressuposto de que a cultura europeia do século XVIII, dominada pelas ideias francesas e pela língua francesa, representasse o ponto alto do progresso humano. É interessante notar, em relação a isso, que a expressão ‘langue de culture’ (literalmente,

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I – CAPÍTULO 1 - FONÉTICA E FONOLOGIA

Rodrigo Bezerra Grupo Gen PDF Criptografado

CAPÍTULO 1

FONÉTICA E FONOLOGIA

A NOSSA LÍNGUA

E verdadeiramente que não tenho a nossa língua por grosseira, nem por bons os argumentos com que alguns querem provar que é essa; antes

é branda para deleitar, grave para engrandecer, eficaz para mover, doce para pronunciar, breve para resolver, acomodada às matérias mais importantes da prática e escritura. Para falar é engraçada, com modo senhoril; para cantar

é suave, com um certo sentimento que favorece a música; para pregar é substanciosa com uma gravidade que autoriza as razões e as sentenças; para escrever cartas nem tem infinita cópia que dane, nem brevidade estéril que a limite; para histórias nem é tão florida que se derrame, nem tão seca que busque o favor das alheias. A pronunciação não obriga a ferir o céu da boca com aspereza, nem arrancar as palavras com veemência do gargalo.

Escreve-se da maneira que se lê, e assim se fala. Tem de todas as línguas o melhor: a pronunciação da latina, a origem da grega, a familiaridade da castelhana, a brandura da francesa e a elegância da italiana.

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Medium 9788520441459

37. Falta de sentido e a crise em Wall Street

Gustavo Gomes de Matos Editora Manole PDF Criptografado

37. Falta de sentido e a crise em Wall Street

O alto preço da incomunicabilidade

“Os intelectuais têm condições de denunciar as mentiras dos governos e de analisar suas ações, suas causas e suas intenções escondidas. É responsabilidade dos intelectuais dizer a verdade e denunciar as mentiras.”

Noam Chomsky

A falta de comunicação orgânica e a repetição de ações mecânicas, atos burocráticos e posturas tecnocráticas, em busca do lucro acima de tudo e de todos, têm levado empresas e pessoas à total falta de sentido para suas atuações e existência. A crise financeira global, iniciada em Wall Street

(2008), foi a expressão mais contundente desse quadro de incomunicabilidade e falta de transparência nas intenções.

A desmesurada busca de resultados contábeis e financeiros tem isolado empresas e profissionais em uma mentalidade fechada para a riqueza do relacionamento humano que se realiza por meio do diálogo, da troca de ideias, sentimentos e emoções.

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5 - Comunicação e opinião pública

Jorge Duarte Grupo Gen PDF Criptografado

5

Comunicação e opinião pública

Ana Lucia Romero Novelli

A

prerrogativa de participação da sociedade nos assuntos políticos, iniciada após as revoluções liberais do século XVIII, fez com que a opinião pública se tornasse uma instância de vital importância para o funcionamento das democracias modernas. Coube à opinião pública, desde então, o papel de intermediar a relação entre o Estado e a sociedade e atuar como fonte de legitimação política. Em muitos casos, a história recente demonstrou que a grande luta de vários governos traduziu-se na busca da aceitação de suas iniciativas pela opinião pública.

Enquanto regime político sustentado pelo consentimento, a democracia requer que as decisões públicas sejam constantemente justificadas pelo governo a fim de que recebam a aprovação da sociedade para que possam ser implantadas na prática. Esse movimento contínuo transforma a esfera pública em local privilegiado de negociação. Para Sérgio Costa (1997, p. 180), “cabe à esfera pública uma posição central: ela se torna a arena onde se verificam, numa direção, a aglutinação da vontade coletiva e, no sentido oposto, a justificação de decisões políticas previamente acertadas”.

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