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Capítulo 2 - Bases para o Entendimento da Aquisição Fonológica

Regina Ritter Lamprecht, Giovana Ferreira Gonçalves Bonilha, Gabriela Castro Menezes de Freitas, Carmen Lúcia Barreto Matzenauer, Carolina Lisbôa Mezzomo, Carolina Cardoso Oliveira, Letícia Pacheco Ribas Grupo A PDF Criptografado

Aquisição Fonológica do Português

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Bases para o Entendimento da AAquisição quisição Fonológica

Carmen Lúcia Barreto Matzenauer

O PROCESSO DE AQUISIÇÃO DA FONOLOGIA:

CONSIDERAÇÕES GERAIS

A aquisição da linguagem é tarefa complexa em virtude da natureza das línguas naturais. Toda língua é um sistema constituído de diferentes unidades – fonemas, sílabas, morfemas, palavras, frases – cujo funcionamento é governado por regras e/ou restrições. É exatamente para tentar descrever e explicar o funcionamento das línguas e dos subsistemas que as integram que têm sido formuladas diferentes teorias. Cada novo modelo teórico pretende alcançar maior poder explicativo em relação a propostas anteriores.

Em se referindo ao componente fonológico das línguas, muitas têm sido as teorias propostas, visando à mais detalhada descrição da fonologia e ao seu mais completo entendimento.

Ao explicarem o funcionamento da fonologia dos sistemas lingüísticos, as teorias têm também ajudado a elucidar o processo de aquisição de sons e fonemas pela criança. Para que se compreenda com maior profundidade o processo de aquisição da fonologia, é importante, portanto, que se conheçam conceitos fundamentais relativos à fonologia e aos modelos teóricos a ela relativos.

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Capítulo 11 - Sobre a Consciência Fonológica

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Sobre a Consciência Fonológica

Gabriela Castro Menezes de Freitas

Este capítulo tratará sobre a consciência fonológica, que pode ser definida como a habilidade do ser humano de refletir conscientemente sobre os sons da fala. Serão abordados aspectos relativos aos diferentes níveis de consciência fonológica, seu desenvolvimento e sua relação com a aquisição da escrita.1

DEFINIÇÃO DE CONSCIÊNCIA FONOLÓGICA

A consciência fonológica, também referida como metafonologia, faz parte dos conhecimentos metalingüísticos, os quais pertencem ao domínio da metacognição, ou seja, do conhecimento de um sujeito sobre seus próprios processos e produtos cognitivos (Signorini, 1998). Ela permite fazer da língua um objeto de pensamento, possibilitando a reflexão sobre os sons da fala, o julgamento e a manipulação da estrutura sonora das palavras.

Segundo Morais (1989), a consciência fonológica se refere à representação consciente das propriedades fonológicas e das unidades constituintes da fala. Ela é a consciência dos sons que compõem as palavras que ouvimos e falamos (Cardoso-Martins, 1991, p. 103) e permite a identificação de rimas, de palavras que começam ou terminam com os mesmos sons e de fonemas que podem ser manipulados para a criação de novas palavras.

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Capítulo 1 - Antes de Mais Nada

Regina Ritter Lamprecht, Giovana Ferreira Gonçalves Bonilha, Gabriela Castro Menezes de Freitas, Carmen Lúcia Barreto Matzenauer, Carolina Lisbôa Mezzomo, Carolina Cardoso Oliveira, Letícia Pacheco Ribas Grupo A PDF Criptografado

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Antes de Mais Nada

Regina Ritter Lamprecht

Como foi dito no Prefácio, o conteúdo deste livro resulta de informações obtidas nas descrições dos dados e nas análises de resultados de um grande número de pesquisas sobre aquisição fonológica já realizadas no Rio Grande do Sul. Por isso, para melhor entendimento dos capítulos em que será descrito o percurso da aquisição das diferentes classes de sons e estruturas silábicas, é conveniente dar aos leitores algumas informações, falando de aspectos gerais referentes ao conjunto dos trabalhos em que se fundamentam os demais capítulos.

UM PEQUENO HISTÓRICO DAS PESQUISAS

A primeira disciplina sobre Aquisição da Linguagem na PUCRS e, por conseguinte, no Rio Grande do Sul, iniciou-se em março de 1983 por iniciativa dos professores Feryal Yavas, Ph.D., e Mehmet Yavas, Ph.D., investindo em uma área de pesquisas relativamente nova no Brasil e no mundo todo. À época, eram pouco numerosos os pesquisadores brasileiros que estudavam esse assunto, devendo ser destacados os nomes de Cláudia de Lemos, Leonor ScliarCabral, Eleonora Albano, Ester Scarpa, Rosa Figueira, Maria Cecília Perroni,

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Capítulo 9 - Sobre a Aquisição do Onset Complexo

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Aquisição Fonológica do Português

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Sobre a AAquisição quisição do Onset Complexo

Letícia Pacheco Ribas

Este capítulo traz informações sobre como a criança lida com a estrutura silábica CCV, que possui o maior grau de complexidade e, portanto, é a última a ser adquirida no português.

Os aspectos abordados são discutidos a partir dos resultados da pesquisa de Ribas (2002), cuja investigação concentra-se na produção de alvos com onset complexo. O enfoque do capítulo está nas fases de aquisição da estrutura de sílaba CCV, nos ambientes facilitadores para sua produção e nos tipos de estratégia de reparo usados pelos sujeitos.

O ONSET COMPLEXO NO PORTUGUÊS

Conforme já visto no Capítulo 2, a sílaba é formada por onset e rima. O onset não é um constituinte obrigatório, podendo ser preenchido por uma ou duas consoantes. Quando existem duas consoantes na posição de onset, este é caracterizado como onset complexo ou ramificado, conforme se observa na

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Capítulo 8 - Sobre a Aquisição da Coda

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Sobre a AAquisição quisição da Coda

Carolina Lisbôa Mezzomo

Este capítulo tem como objetivo expor a maneira pela qual as crianças falantes de português adquirem os fonemas em coda. Para tanto, são fornecidos resultados de pesquisas realizadas sobre a aquisição da estrutura silábica

(C)VC nesta língua, sobretudo as de Mezzomo (1999) e (2004) por abordarem o tema em detalhes e profundidade.

O trabalho de Mezzomo (1999) trata da aquisição das consoantes em coda medial no português. A autora analisa dados da fala de 68 crianças, 34 do sexo feminino e 34 do sexo masculino, entre 1:4 e 3:10. A amostra foi formada a partir do levantamento de palavras dos bancos de dados INIFONO e AQUIFONO.

Mezzomo (2004) também pesquisa a aquisição da coda, porém estende seu estudo ao domínio das consoantes em final de palavra. Além de considerar essas duas posições, a autora utiliza o dobro de sujeitos para o levantamento de dados e análise de fala, comparado à sua pesquisa inicial. Nesse trabalho, foram examinadas amostras de fala de crianças com idades entre

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Capítulo 5 - Sobre a Aquisição das Fricativas

Regina Ritter Lamprecht, Giovana Ferreira Gonçalves Bonilha, Gabriela Castro Menezes de Freitas, Carmen Lúcia Barreto Matzenauer, Carolina Lisbôa Mezzomo, Carolina Cardoso Oliveira, Letícia Pacheco Ribas Grupo A PDF Criptografado

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Sobre a AAquisição quisição das Fricativas

Carolina Cardoso Oliveira

Este capítulo aborda a aquisição dos fonemas fricativos do português.

De acordo com Jakobson (1941/68), Fikkert (1994) e Freitas (1997), as fricativas seguem as plosivas e as nasais na ordem de aquisição segmental das línguas naturais. Essa classe de sons caracteriza-se por conter tanto fonemas de aquisição inicial (/f/ e /v/), como fonemas de aquisição mais tardia (/s/,

/z/, /S/ e /Z/). Freitas (1997), estudando o português europeu, também constata que as fricativas são adquiridas numa fase posterior de desenvolvimento fonológico.

Duas pesquisas sobre a aquisição das fricativas do português constituem a base deste capítulo, a de Savio (2001), que estudou a aquisição dos fonemas

/s/ e /z/, e a de Oliveira (2002) sobre a aquisição de /f/, /v/, /S/ e /Z/.

Savio analisou dados de 91 crianças falantes monolíngües do português brasileiro, com desenvolvimento fonológico normal e idades entre 1:0 e 3:3, totalizando um corpus de 1501 palavras. Oliveira (2002) examinou dados de

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Capítulo 6 - Sobre a Aquisição das Líquidas

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Aquisição Fonológica do Português

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Sobre a AAquisição quisição das Líquidas

Carolina Lisbôa Mezzomo

Letícia Pacheco Ribas

Este capítulo trata da aquisição das líquidas laterais /l/, /¥/ e das líquidas não-laterais /R/, /R/ do português brasileiro em onset simples (ex.: ‘lata’, ‘alho’,

‘cara’, ‘rato’), classe de sons que é marcada por ser de domínio mais tardio.

Além disso, nela observa-se, com grande intensidade, o uso diversificado de processos fonológicos durante o desenvolvimento. O que talvez justifique essa aquisição tardia, tanto no português brasileiro como em outros sistemas lingüísticos, é o fato de esta classe ser bastante complexa, tanto do ponto de vista articulatório quanto do fonológico (Hernandorena e Lamprecht, 1997).

Os principais trabalhos aqui referenciados são os de Lamprecht (1993),

Miranda (1996), Hernandorena e Lamprecht (1997), Azambuja (1998), Rangel

(1998b) e Rigatti (2000).

Lamprecht (1993) baseia sua pesquisa na análise dos dados longitudinais da fala de 12 crianças, buscando estabelecer um perfil da aquisição da fonologia do português na faixa etária dos 2:9 os 5:5.

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Capítulo 7 - Sobre a Aquisição do Núcleo Complexo

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Sobre a AAquisição quisição do Núcleo Complexo

Giovana Ferreira Gonçalves Bonilha

Poucos são os estudos na literatura que abordam a aquisição do núcleo complexo. Algumas referências, no entanto, podem ser encontradas: no inglês, o trabalho de Bernhardt e Stemberger (1998); no holandês, Fikkert (1994); no português europeu, Freitas (1997) e no português brasileiro, Bonilha (2000).

No português brasileiro, há diferentes correntes na literatura no que se refere ao posicionamento do glide na estrutura silábica. Para Câmara Jr. (1977),

Cristófaro Silva (1999) e Lee (1999), o glide situa-se em núcleo complexo, no entanto, de acordo com Bisol (1999) e Collischonn (1997), o glide está situado em coda silábica.

A análise proposta por Bonilha (2000), tendo por base os dados de 86 crianças com idade entre 1:0 e 2:6, traz algumas evidências quanto ao posicionamento do glide em núcleo complexo nos dados da aquisição, em acordo com as propostas de Freitas (1997) e Fikkert (1994) para o português europeu e para o holandês, respectivamente. É, portanto, com base no trabalho de Bonilha que o presente capítulo irá abordar a aquisição do núcleo complexo.

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Capítulo 4 - Sobre a Aquisição das Plosivas e Nasais

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Sobre a AAquisição quisição das Plosivas e Nasais

Gabriela Castro Menezes de Freitas

Neste capítulo será abordada a aquisição dos fonemas plosivos e nasais no português. A justificativa para a observação conjunta dessas duas classes é o fato de serem compostas por segmentos que são adquiridos muito cedo por crianças com o desenvolvimento fonológico normal.

Os dados apresentados neste capítulo estão baseados nas pesquisas de

Ilha (1993), sobre o desenvolvimento fonológico do português em crianças com idade entre 1:8 e 2:3; Azevedo (1994), que analisa a fala de 28 crianças entre 2 e 2:11; Fronza (1998), sobre a busca de um perfil de aquisição em 34 sujeitos entre 1:6 e 3:3; e Rangel (1998b), que realiza um estudo longitudinal com três crianças de 1:6 a 3 anos de idade.

PLOSIVAS E NASAIS DO PORTUGUÊS

As plosivas são segmentos produzidos a partir de uma obstrução completa da passagem de ar e posterior soltura através da cavidade oral. No português, os segmentos plosivos são:

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Capítulo 10 - Cronologia da Aquisição dos Segmentos e das Estruturas Silábicas

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Cronologia da AAquisição quisição dos Segmentos e das Estruturas Silábicas

Carolina Cardoso Oliveira

Carolina Lisbôa Mezzomo

Gabriela Castro Menezes de Freitas

Regina Ritter Lamprecht

Nos Capítulos 3 a 6 é descrito o percurso da aquisição dos segmentos do português, desde as vogais até as líquidas, que são a classe de domínio mais tardio. Da mesma forma, nos Capítulos 7 a 9 é explicitado o percurso da aquisição das estruturas silábicas, começando pelo núcleo complexo até o onset complexo, que é a sílaba de aquisição mais tardia.

Neste capítulo será feita uma síntese, em termos cronológicos, das informações trazidas anteriormente. As idades de aquisição dos diferentes segmentos e estruturas silábicas estão aqui representadas em dois quadros que permitem a leitura sob enfoques diferentes: partindo do segmento específico em cada posição silábica para a idade de surgimento e aquisição, ou partindo da idade para o segmento em cada posição silábica. Esses quadros-resumo não trazem informações novas, já que todos os fatos neles representados podem ser encontrados nos capítulos anteriores. O novo está na maneira de organizar esse conhecimento explicitado ao longo de 7 capítulos, de modo a permitir uma visão geral das idades e dos fatos.

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Capítulo 3 - Sobre a Aquisição das Vogais

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Sobre a AAquisição quisição das Vogais

Giovana Ferreira Gonçalves Bonilha

As vogais se constituem nos segmentos que menor atenção têm recebido das pesquisas sobre aquisição fonológica.

Relatados como segmentos de aquisição precoce, não chamam a atenção na fala da criança, assim como a produção das consoantes, pela aplicação demasiada de processos; também não são alvos comuns de tratamento nas clínicas de terapia fonoaudiológicas.

No entanto, observadas de forma detalhada, revelam que estão apenas aparentemente adquiridas pelas crianças a partir dos estágios iniciais. Ao investigá-las, é possível constatar um ordenamento em sua aquisição, bem como delimitar as estratégias de reparo aplicadas e os fatores que favorecem a sua produção.

Este capítulo será embasado no trabalho de Rangel (2002), que se constitui no mais exaustivo trabalho sobre a aquisição do sistema vocálico do português brasileiro. A autora, considerando os dados de 75 crianças, com idade entre 1:1 e 1:11, integrantes do banco de dados INIFONO, utilizou o pacote estatístico VARBRUL para proceder à análise dos dados.

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Medium 9788520441459

24. Diálogo é o melhor caminho

MATOS, Gustavo Gomes de Editora Manole PDF Criptografado

24. Diálogo é o melhor caminho

A figura do mediador para a convivência pacífica e produtiva das diversidades

“Precisamos desenvolver a habilidade de nos colocar no lugar do outro e entender sua visão do mundo. Para isso, é preciso saber ouvir.”

William Ury

Os mais complicados impasses e conflitos podem ser resolvidos com base na simples dinâmica do relacionamento humano e da conversação.

A abertura para o diálogo é o melhor caminho para o entendimento e a integração entre pessoas das mais diversas áreas e com os mais diferentes pontos de vista.

A regra de ouro para a convivência pacífica e produtiva das diversidades passa pelo aprimoramento da habilidade de nos colocarmos no lugar do outro e entender sua visão do mundo para buscar a construção de um ambiente de sinergia e comprometimento com objetivos comuns. Para isso, é preciso saber ouvir.

Há quem pense que comunicação é falar. Na verdade, os melhores comunicadores são aqueles que sabem ouvir. O maior obstáculo para isso é estarmos sempre tão focados em nós mesmos.

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36. Falta comunicação na sociedade da informação

MATOS, Gustavo Gomes de Editora Manole PDF Criptografado

36. Falta comunicação na sociedade da informação

A comunicação é essencialmente humana e extremamente humanizadora

“Ninguém vale pelo que sabe, mas pelo que faz com aquilo que sabe.”

Leonardo Boff

Há consenso de que uma das causas principais dos insucessos nas empresas é a falta de feedback, o que torna as comunicações deficientes e geradoras de conflitos e improdutividade. De modo geral, as pessoas não se sentem comprometidas em dar retorno, seja por uma equivocada sensação de poder, por falta de hábito, por negligência, desvalorização do outro ou por simples falta de educação. Daí as crises crônicas de relacionamento, disputas de poder e falta de integração.

Geralmente, as escolas não educam as pessoas para a comunicação plena, que engloba as dimensões do falar, ouvir e dar feedback. Na realidade, tem faltado até mesmo educar para pensar. Recebemos apenas instruções técnicas, com que, em geral, somos treinados a não pensar, e, portanto, induzidos a simplesmente memorizar e arquivar informações. Privilegia-se o escutar mecânico, e não o ouvir orgânico. Não fomos incentivados a refletir sobre a relação de causa e efeito dos fatos que acontecem em nosso bairro, cidade, país, quanto mais em nosso planeta. Chega a ser raro encontrarmos um ambiente de verdadeiro diálogo nas empresas, nas famílias, nos colégios e nas universidades. É um verdadeiro contrassenso: falta comunicação na Era da Informação e do Conhecimento.

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Medium 9788520428795

1. Fronteiras ampliadas de um território em conformação

LIMA, Edvaldo Pereira Editora Manole PDF Criptografado

1. Os contornos visíveis

O livro-reportagem é um veículo de comunicação jornalística bastante conhecido nos meios editoriais do mundo ocidental. Desempenha um papel específico, de prestar informação ampliada sobre fatos, situações e idéias de relevância social, abarcando uma variedade temática expressiva. Isto

é tanto mais verdadeiro quanto se focaliza, especialmente, a América do Norte e os países da Europa Ocidental como

Inglaterra, França, Alemanha, Itália e mesmo a Espanha.

Assim, os temas passam pela Arábia Saudita e sua liderança no mundo produtor de petróleo — The Kingdom: Arabia & the house of Sa’Ud, de Robert Lacey —,1 por um dramático seqüestro de avião comercial — Assault at Mogadishu, de

1.

Nova York, Avon, 1981.

Fronteiras ampliadas de um território em conformação

1

Peter Koch e Kai Hermann,2 pela construção da principal ferrovia canadense e sua relevância para os dias de hoje — The Last Spike, de Pierre Ber­ton —,3 pela história da independência da Índia —

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28. Pausa para refletir: eu estou em mim

MATOS, Gustavo Gomes de Editora Manole PDF Criptografado

28. Pausa para refletir: eu estou em mim

O profissional multifuncional, empreendedor e de alta performance não é um robô

“O passo mais importante para chegar a concentrar-se

é aprender a estar sozinho consigo mesmo.”

Erich Fromm

A Biblioteca Nacional tem algumas páginas de diários dos bandeirantes que, no século XVI, penetraram nos sertões e nas matas brasileiras em busca de ouro, prata e pedras preciosas. Nessas expedições, conhecidas como Entradas e Bandeiras, eles dizimavam tribos e capturavam índios para o trabalho escravo. Em relatos técnicos e desumanos, os bandeirantes definiam os índios como “lentos e preguiçosos para executarem atividades como carregadores de provisões e minerais”. Durante as longas expedições pelo interior do Brasil, muitos índios foram brutalmente martirizados e assassinados por esse motivo.

Em uma de suas palestras, o antropólogo Roberto DaMatta revelou que as expedições dos bandeirantes eram realizadas em ritmo frenético devido ao medo de serem atacados por animais selvagens ou ficarem perdidos no emaranhado das florestas. Independentemente das violentas repreensões, após determinado tempo de caminhada, os índios se agachavam e interrompiam a marcha sem nenhuma razão aparente. Muitos eram chicoteados até a morte, mas o grupo não se levantava para continuar a caminhada de jeito nenhum. Eles alegavam que, com o ritmo intenso da caminhada, suas almas ficavam para trás e eles se tornavam uma espécie de zumbis.

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