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PARTE II | 2 - CONHECIMENTOS INTUITIVOS

SCHUMACHER, Cristina A. Grupo Gen PDF Criptografado

2 CONHECIMENTOS

INTUITIVOS

¡¡ CONHECIMENTO INTUITIVO DE PRONÚNCIA

O

ser humano é capaz de produzir determinados sons articulados (pronúncia da combinação de consoantes e vogais), que estão distribuídos entre as diversas línguas. De modo geral, se aprendermos a falar uma língua enquanto formos pequenos, não teremos dificuldade com os sons que são próprios a ela, a não ser que apresentemos alguma patologia.15

Nossos conhecimentos intuitivos de pronúncia são nossa capacidade de distinguir e interpretar os sons que se enquadram naquilo que nosso ouvido capta com condições de entender. Também é nossa capacidade de saber que sons cabem

Se você tiver curiosidade sobre o assunto, recomendo: SILVA, Thaïs Cristófaro. Fonética e fonologia do português:

Roteiro – de estudos e guia de exercícios. 9. ed. São Paulo: Contexto, 2007.

15

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Parte II

onde, em uma palavra. Por exemplo, a palavra televisão, que termina em “ão” não vai soar natural se for pronunciada “televisón”, que é um sotaque com a influência de outro idioma.

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PARTE I | 2 - LINGUÍSTICA

SCHUMACHER, Cristina A. Grupo Gen PDF Criptografado

2 LINGUÍSTICA

¡¡ O ESTUDO DA LÍNGUA ANTES E DEPOIS DA LINGUÍSTICA

É

importante nos situarmos, mesmo que de forma resumida, em relação à forma como o conhecimento da língua foi tratado ao longo do tempo. Inicialmente, conhecer a língua era apenas saber usá-la. Só que isso foi no início mesmo, no tempo dos gregos, através dos estudos de retórica, a arte do discurso, a arte de informar e persuadir. A partir desses estudos iniciais foram sendo estabelecidos padrões para o que seriam a fala e a escrita correta. E esses padrões passaram a se tornar desejáveis e dignos de ser copiados.

Porque o grego e o latim eram os idiomas de registro oficial e de estudo até a

Renascença, quase todas as regras da gramática normativa de uma língua moderna têm origem na estrutura e no “bom uso” dos padrões gregos e latinos. De certa

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Parte I

forma, a gramática acabou sendo uma tentativa de repetir os padrões dos idiomas clássicos, o grego e o latim, tidos como perfeitos e imutáveis. Considerando o abismo que há entre línguas com e sem declinação,9 e sendo os idiomas clássicos declinados, já temos aí uma explicação para pelo menos parte da antipatia que a gramática normativa costuma provocar nos estudantes de idiomas não clássicos.

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Capítulo VII - JUÍZO – PRIMEIRA PARTE

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Capítulo VII

JUÍZO – PRIMEIRA PARTE

O juízo é um processo mental que vincula ideias ou conceitos mediante o verbo ser: João é brasileiro. A mansão é linda.

Para elaborar um juízo é preciso detectar ideias ou conceitos, contrastá-los, elaborar um diagnóstico e, finalmente, proferir uma sentença ou proposição. Exemplo de geração de um juízo: eu conheço muitas cadeiras e sei perfeitamente o que é conforto. Após contrastar a cadeira do meu escritório com outras, elaboro um diagnóstico e profiro a seguinte sentença: A minha cadeira é confortável.

A linguagem realiza três funções básicas: informativa (João é professor.), expressiva (Que dor!) e diretiva (Fecha a porta.). Somente sentenças informativas, sujeitas a verdade ou falsidade, podem ser consideradas juízos, o que corresponde a algumas orações declarativas em português; portanto, orações exortativas, dubitativas, interrogativas e exclamativas não expressam juízos.

Um juízo compõe-se de sujeito, cópula e predicado:

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Capítulo XIV - TABELAS SEMÂNTICAS PARA CÁLCULO SENTENCIAL E DE PREDICADOS

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Capítulo XIV

TABELAS SEMÂNTICAS PARA CÁLCULO

SENTENCIAL E DE PREDICADOS

As tabelas semânticas constituem um método de cálculo dedutivo, sistematizado pelos pesquisadores holandeses E. W. Beth e J.

Hintikka em 1955, que possibilitou a definitiva implementação do cálculo computacional, baseado na noção de consequência lógica.

O método de tabelas semânticas fundamenta-se em que, numa dedução correta, não pode acontecer que as premissas sejam verdadeiras e a conclusão falsa; trata-se de um procedimento mecânico que consiste na busca sistemática e exaustiva de contraexemplos que invalidem um argumento. Para levá-lo a efeito, presume-se que as premissas sejam verdadeiras e a conclusão falsa, procedendo-se logo a efetuar a dedução. Se em cada uma das trajetórias que compõem a

árvore lógica da tabela for detectada uma contradição (a ocorrência de uma mesma fórmula atômica, isto é, composta de um único verbo, afirmada e negada), então, a tabela será fechada e o fato de não ter surgido um contraexemplo demonstrará a validade do argumento; mas se um contraexemplo surgir (se alguma trajetória permanecer aberta), então ficará demonstrado que o argumento é inválido.

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Capítulo XII - RACIOCÍNIO: SILOGISMOS ATENUADOS

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Capítulo XII

RACIOCÍNIO: SILOGISMOS ATENUADOS

Silogismos atenuados são aqueles raciocínios válidos, mas imperfeitos, pois não cumprem a oitava regra: A conclusão acompanha sempre a parte mais fraca; se uma premissa é negativa, a conclusão será negativa; se uma premissa é particular, a conclusão será particular.

Entenderemos a imperfeição estudando cada um deles, nove em total.

NOTA. Constantes e variáveis: x = universo (neste caso, pessoas);  = todos;

 = alguns;  = e;  = implica; ¬ = não; D = doente; F = febril; A = aluno; S = saudável.

12.1. Primeira figura silogística

Primeira figura silogística: modelo atenuado BARBARI

B

A

R

B

A

R

I

Todos os febris são doentes. termo médio

termo maior

Todos os alunos são febris. termo menor

termo médio

Alguns alunos são doentes. termo menor

termo maior

O silogismo BARBARI é considerado válido, mas atenuado (imperfeito), porque a conclusão é particular afirmativa e não universal afirmativa, como pedem as premissas.

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10 PRONUNMACETES ETIMBREMACETES

Eduardo Sabbag Editora Saraiva PDF Criptografado

10 �

P RO N U N M ACE T ES E

T I M B R E M ACE T ES

PRONUNMACETES

RUIM

Pronúncia: /ru-im/, e não “rúim”.

Situação: A laranjada estava ruim, mas a comida estava pior.

Comentário: vocábulo oxítono, dissílabo e com a tonicidade na última sílaba (-im). Não se deve pronunciá-lo em uma sílaba (“rúim”), porque se poderia afirmar, em tom jocoso, que “‘rúim’ não é ‘ruim’ (/ru-im/), mas péssimo”. Até mesmo com o substantivo “ruindade”, a pronúncia deve ser respeitada: pronuncie /ru-in-da-de/, e não “rúin-dade”.

Ressalte-se que, em português, os nomes terminados em -im são oxítonos: amendoim, tuim, Caim, Serafim, capim, pasquim, curumim, rubim, jardim, Paim, jasmim, Joaquim, entre outros. A exceção é “ínterim”, uma palavra proparoxítona.

MAUS-CARACTERES: o plural de mau-caráter.

Pronúncia: /ca-rac-te-res/, e não “ca-rá-te-res”.

Situação: Na cela do cárcere, havia vários maus-caracteres; todos, no entanto, afirmavam ser inocentes.

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8 PROBLEMAS GERAIS DA LÍNGUA CULTA

Eduardo Sabbag Editora Saraiva PDF Criptografado

8

PROBLEMAS GERAIS DA LÍNGUA CULTA

A Língua Portuguesa é repleta de situações “limítrofes”, no plano da ortografia, da acentuação e da semântica. Não raras vezes, o estudioso se vê diante de tais encruzilhadas, que o levam a ref letir sobre a necessidade de conhecer a norma culta da Língua. Tais situações são inúmeras, porém as mais relevantes são tratadas neste capítulo: o problema das expressões semelhantes e seus significados diferentes (mau e mal; a par e ao par; ao encontro de e de encontro a; na medida em que e à medida que; afim e a fim de; demais e de mais; todo e todo o; senão e se não; em princípio e a princípio; a grafia e acentuação do pronome que e dos porquês; entre outras); os problemas dos parônimos; os pleonasmos viciosos; e a necessidade de ampliação do vocabulário.

AS EXPRESSÕES SEMELHANTES E SEUS SIGNIFICADOS DIFERENTES

8.1. 

8.1.1. 

Que e Quê

Que é pronome, conjunção, advérbio ou partícula expletiva. Por se tratar de monossílabo átono, não é acentuado:

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3 CRASE

Eduardo Sabbag Editora Saraiva PDF Criptografado

3

CR AS E

A crase (do grego krâsis, ou seja, “mistura”) é a fusão de duas vogais da mesma natureza. Assinalamos com o acento grave (`) o fenômeno da crase, que se traduz na fusão ou contração da preposição a com...

– o artigo definido feminino singular a, resultando em À;

– o artigo definido feminino plural as, resultando em ÀS;

– o pronome demonstrativo aquela(s), aquele(s), aquilo, resultando em ÀQUELA(S),

ÀQUELE(S), ÀQUILO;

– o pronome relativo a qual, as quais, resultando em À QUAL, ÀS QUAIS.

Observemos as frases abaixo:

Leve a encomenda à secretária.

(à = a1 + a2) a1 = preposição (da regência do verbo levar); a2 = artigo (que acompanha o substantivo feminino secretária).

Refiro-me àquele hóspede.

(àquele = a1 + aquele2) a1 = preposição (da regência do verbo referir-se); aquele2 = pronome demonstrativo.

Note a regra prática para se certificar de que haverá o sinal indicador da crase:

1º Passo: substitua a palavra antes da qual aparece o “a” ou “as” por um termo masculino.

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Medium 9788521630869

Capítulo 1 - Nossa História: Criando a Sala de Aula Invertida

Bergmann Sams Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo

1

NOSSA HISTÓRIA:

Criando A

Sala de Aula Invertida

Enrique tem dificuldades na escola, especificamente em matemática. Todos os dias a professora se posta diante da turma e leciona conforme o currículo escolar estadual. Para tanto, recorre à tecnologia mais recente. Até usa um quadro branco interativo, que deveria atrair a atenção de todas as crianças e cativá-las para a aprendizagem. O problema de

Enrique é que, para ele, a professora fala muito rápido e ele não consegue tomar notas com a mesma velocidade. Mas, mesmo quando faz algumas anotações e as transcreve no caderno, não compreende o que significam. Em casa, ao fazer os trabalhos escolares, continua com problemas, porque o que anotou durante a aula não o ajuda muito nas tarefas. Assim,

Enrique, um aluno diligente, tem poucas opções: chegar à escola mais cedo e pedir ajuda à professora, telefonar para um amigo na esperança de que ele tenha compreendido o que a professora disse, copiar o dever de casa de um colega, ou simplesmente desistir.

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Chapter 2 - Sending a support contact e-mail

Rafaela Fetzner Drey, Isabel Cristina Tedesco Selistre, Tânia Aiub Grupo A PDF Criptografado

chapter 2

Sending a support contact e-mail

Enviando um e-mail de contato ou de suporte de atendimento

Com a facilidade de acesso à Internet, diversos serviços antes realizados pessoalmente, ou via correio, passaram a ser executados on-line. Um exemplo da substituição dos serviços físicos pelos serviços virtuais é o uso do e-mail, ou mensagem de correio eletrônico. Neste capítulo, apresentaremos as principais características do e-mail de suporte ou de atendimento a um cliente, em língua inglesa, para que você possa se comunicar com eficácia e dentro das especificidades deste gênero tão prático e útil em nosso dia a dia.

Objetivos de aprendizagem s Reconhecer a função social do gênero e-mail de acordo com o contexto do interlocutor e dos assuntos abordados na mensagem. s Aplicar as principais formas linguísticas de início e de término de uma mensagem próprios de um e-mail comercial. s Identificar expressões e palavras que introduzem e relacionam tópicos na mensagem. s Distinguir e empregar o vocabulário específico para a escrita de e-mails nas áreas de negócios e de tecnologia da informação.

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Medium 9788521630869

Capítulo 6 - Em Defesa do Modelo Invertido de Aprendizagem para o Domínio

Bergmann Sams Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo

6

Em Defesa DO

Modelo Invertido de

Aprendizagem para o

Domínio

Agora que já se familiarizou com o modelo invertido de aprendizagem para o domínio, é provável que você esteja indagando por que adotá-lo. Talvez lhe pareça que ele exige muito esforço de implementação e é possível que você não esteja totalmente convencido de que ele seja eficaz em seu caso. Quase todas as razões que apresentamos no capítulo sobre por que colocar em prática a sala de aula invertida também se aplicam aqui, mas o modelo invertido de aprendizagem para o domínio talvez produza ainda mais benefícios que a simples inversão da sala de aula em si. O modelo invertido de aprendizagem para o domínio transformou completamente nossos métodos didáticos, nossas ideias sobre educação e nossas interações com os alunos.

Apresentamos a seguir uma lista das razões pelas quais jamais poderíamos retornar ao modelo de ensino mais tradicional.

Sala de Aula Invertida

Editoração Eletrônica –> UNA | www.editorauna.com.br

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Medium 9788565848954

Capítulo 7 - A igualdade

José Morais Grupo A PDF Criptografado

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A igualdade

Somos todos desiguais. Seja no padrão de nossas capacidades mentais e físicas, seja nas impressões digitais. Ainda bem: se cada um se visse nos outros como num espelho, ou fugia ou quebrava o espelho. Somos di­ver­sos e a diversidade aproxima-nos.

Por que pretendemos então ser iguais num regime democrático? Iguais em que, se não o somos física e mentalmente? Na teoria, concordamos que deve­ríamos sê-lo em direitos políticos e cívicos. Mas de que serve reconhecer um direito se não existem as condições que permitem exercê-lo? Os direitos, tal como os indivíduos, são interdependentes. O direito de votar não é inde­ pendente do direito de ser informado correta e plenamente; o direito à alfabetização não é independente de um enorme feixe de direitos, incluindo os de alimentação, de habitação, de saúde.

Aqueles que só enxergam a igualdade de direitos políticos e cívicos sofrem de um escotoma que não resulta de lesão mental reconhecível, mas de uma ocultação em sua visão da sociedade, talvez determinada pela pers­ pectiva do autointeresse. Se a democracia não é votar todos os x anos e mais uns poucos atos esporádicos, mas sim a organização da vida em sociedade de cidadãos diversos, porém interdependentes, que se respeitam e cola­bo­ ram, então não há como não reconhecer que a democracia pressupõe a igualdade de todos os direitos que garantem a dignidade humana.

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Capítulo 3 - Como se lê e como se aprende a ler

José Morais Grupo A PDF Criptografado

3

Como se lê e como se aprende a ler

O processo de alfabetização, ainda que seja rápido quando comparado à aprendizagem da escrita chinesa, é exigente se levarmos em conta as aquisições sucessivas e a prática necessárias para atingir o máximo de ha­bilidade.

Neste capítulo, depois de definida a leitura e explicados os seus dois componentes, será feito um retrato do leitor hábil e serão apresentados os princípios gerais dos processos de aprendizagem e de ensino.

A definição de leitura

Na intenção de sobrevalorizar o objetivo, que seria a “construção de sentido”, pedagogos de diferentes países – felizmente, muito menos hoje do que há algumas décadas – têm menosprezado os me­canismos da leitura e afirmado que “ler é compreender”. Essa concepção conduziu a uma me­to­ dologia de ensino que consiste em recusar tanto a explicitação do princípio alfabético, incluindo as atividades que conduzem à tomada de consciência dos fonemas, como o ensino das correspondências grafofonológicas.1 O ma­ terial de base é o texto, constituído às vezes por frases produzidas oralmente pe­la criança. As frases são analisadas em grupos de palavras e a sua forma escrita memorizada. Só mais tarde se ensina o alfabeto e se chama a atenção para a expressão sonora das letras.

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Capítulo 11 - Por favor, desenha-me um futuro

José Morais Grupo A PDF Criptografado

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Por favor, desenha-me um futuro

Vocês, estudantes, são vítimas da proletarização, no duplo sentido de que o acesso que poderiam ter aos meios de trabalho depende dos interesses do neocapitalismo e de que o controle sobre as condições em que poderiam trabalhar lhes escapa. São lançados numa competição que não é emulação, mas concorrência fratricida, e canalizados por uma exigência de sobre-especialização que tolhe a criatividade que demonstram ter.

Numa palavra, vocês são futuros trabalhadores intelectuais proletarizados

(MANDEL, 1979).

O conhecimento, que era bem comum, tornou-se bem privado, porque o trabalho intelectual passou a ter um preço na economia de mercado. No entanto, o seu produto tem caraterísticas especiais: partilha-se sem se dividir; quem tem uma ideia pode dá-la a milhões de pessoas sem perdê-la, ou ter de cortá-la em pedaços; e não se consome, pelo contrário, uma ideia conduz a outras. Imaginemos que os gregos tivessem patenteado o alfabeto. O resto do mundo teria pago a eles x euros por utilização, e hoje essa soma faria muito mais do que a dívida pública da Grécia! Mas o capitalismo não conhece a gratidão histórica.

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Capítulo 5 | A ordem “alfabética” na ELiS

Mariângela Estelita Barros Grupo A PDF Criptografado

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A ordem “alfabética” na ELiS

O

s dicionários de línguas de sinais são produtos muito recentes se comparados aos dicionários de línguas orais. Também constituem um importante instrumento de registro de determinada língua e servem aos mais diversos fins, desde sua documentação léxica até a consulta pedagógica durante os processos de aprendizagem.

A fim de atender às necessidades específicas a que foi destinado e ao seu público-alvo, as entradas de um dicionário podem ser organizadas de várias maneiras. Essa diversidade pode ser abrigada sob duas estruturas principais: a onomasiológica e a semasiológica. Um dicionário onomasiológico é aquele que agrupa as entradas por critérios semânticos, por exemplo, por temas. Já o semasiológico organiza as entradas de acordo com um critério formal da estrutura do léxico, no caso da ordem alfabética.

Mesmo para a estruturação de um dicionário em ordem alfabética, há variações, pois se pode obedecer à ordem alfabética considerando-se apenas a primeira letra da palavra (ordem A), a primeira e a segunda (ordem AB), a primeira, a segunda e a terceira (ordem ABC), ou todas as letras. Essa forma é denominada “ordem alfabética linear” (Welker, 2004, p. 82) e não realiza qualquer agrupamento semântico.*

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