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Medium 9788520456057

OBSERVAÇÃO DA CONCORDÂNCIA SUJEITO/PREDICADO

Sautchuk, Inez Editora Manole PDF Criptografado

Emprego do conhecimento sintático

(253) �

*Há vários meios de comunicação que o homem expressa sua convivência com o mundo.

(254) �

*Elaborado e pesquisado por um psicólogo onde ele fala sobre as drogas.

(255) �

*Achando dessa maneira a velhice pode ser apenas o acúmulo de conhecimento e sabedoria e não o fim do mundo, querendo dar fim a sua própria vida e ainda achando-se inútil para todos.

Os enunciados (252) a (255) são exemplos, também tirados de redações escolares, que apresentam tantos defeitos de construção que se tornam vagos e imprecisos, quase ininteligíveis. Perceba como não se pode identificar uma estrutura SVC íntegra que sirva de apoio à apreensão do conteúdo. São frases que muito provavelmente nenhum falante do português construiria oralmente, mas o faz na escrita. Isso ocorre por que é mais difícil escrever do que falar? Não. É porque, na escrita, é imprescindível observar a integridade de construção das frases, pois não se conta com a possibilidade de se autoexplicar ou de se justificar pessoalmente um conteúdo mal-entendido pelo receptor.

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Medium 9788578680725

5. O pai dos perseguidos

CARVALHO, Julia Editora Manole PDF Criptografado

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Nelson R

Flor de obsessão. Eis um dos apelidos que melhor define Nelson Rodrigues, cravado por Cláudio Mello e

Souza, um dos jornalistas mais conhecidos do ramo.

As passagens de Cláudio pelo Jornal do Brasil e suas crônicas esportivas no O Globo marcaram, respectivamente, o jornalismo das décadas de 1960 e 1980.

Em retribuição ao apelido, Nelson o chamaria, em crônica, de “remador de Ben Hur”, em razão de seu permanente bronzeado. A amizade entre os dois permitiu que Cláudio acertasse em cheio. O também jornalista, escritor e dramaturgo era mesmo um obcecado: pela morte, pelo sexo, pelo Fluminense e

— como eterna vítima — pela censura. Quase todas as suas peças sofreram algum tipo de corte, quando não foram totalmente vetadas. Seu livro, O casamento, foi retirado das livrarias. Suas novelas só seriam liberadas graças à influência dos diretores da TV Globo, que escreviam longas cartas tentando convencer

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Medium 9788565848701

Capítulo 6 - Alfabetização e consciência metalinguística: da leiturada palavra à leitura do texto

Maria Regina Maluf; Cláudia Cardoso-Martins Grupo A PDF Criptografado

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Alfabetização e consciência metalinguística: da leitura da palavra à leitura do texto1

Alina Galvão Spinillo

Nos anos escolares dedicados ao ensino da linguagem escrita, as relações entre o processo de alfabetização e a metalinguagem têm se materializado em práticas de sala de aula que envolvem atividades em que as relações som-grafia são exploradas com o objetivo de levar a criança a dominar a natureza representacional da escrita. No que tange à leitura, por exemplo, observa-se uma forte preocupação em desenvolver no aprendiz habilidades de decodificação. Essa preocupação é legítima e amplamente respaldada por evidências empíricas oriundas de um conjunto expressivo de investigações conduzidas em diferentes países por cerca de três décadas (ver, por exemplo, Bradley; Bryant, 1983; Capovilla; Capovilla, 2002; Cardoso-Martins, 1995,

2002; Correa, 2001; Ehri, 1992; Gombert, 2003; Goswami e Bryant, 1990; Guimarães, 2003; Morais, 1987; 2012; Mota; Silva, 2007). Os resultados dessas pesquisas levam à conclusão de que para progredir na leitura, sobretudo na decodificação que é a base para compreensão leitora posterior, o aprendiz precisa alcançar certo nível de consciência fonológica; contudo, a aquisição da leitura é capaz de gerar níveis mais elaborados de consciência fonológica que, por sua vez, beneficiam a leitura. Esses estudos, de modo geral, demonstram a inegável contribuição da consciência fonológica para a aquisição da leitura e, ao mesmo tempo, evidenciam que a alfabetização contribui para o progresso da consciência fonológica, havendo, portanto, uma influência mútua entre esses dois fatores (Gombert, 2003; Maluf, 2010).

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Medium 9788521624578

Capítulo 9 - Linguagem e Sociedade

LYONS, John Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo 9

Linguagem e Sociedade

9.1 Sociolinguística, etnolinguística e psicolinguística

Até o momento não existe um modelo teórico amplamente aceito dentro do qual a linguagem possa ser estudada, macrolinguisticamente, de vários pontos de vista diferentes, igualmente interessantes: social, cultural, psicológico, biológico etc. (v. Seção

2.1). Além disso, é no mínimo duvidoso que tal modelo teórico geral seja um dia elaborado. É importante ter isso em mente.

Poucos linguistas hoje concordariam com os princípios positivistas do reducionismo da mesma forma que Bloomfield e seus companheiros da Unidade da Ciência o fizeram há meio século (v. Seção 2.2). Mas existem muitos linguistas que defendem um tipo mais limitado de reducionismo, dando prioridade às ligações entre a linguística e uma, em vez de outra, das várias disciplinas pertinentes à linguagem.

Alguns, como Chomsky e os gerativistas, vão enfatizar os pontos de contato entre a linguística e a psicologia cognitiva; outros nos dirão que, já que as línguas são uma instituição social, tanto do ponto de vista de sua manutenção quanto de seu funcionamento, não há, em última instância, nenhuma distinção a fazer entre a linguística e a sociologia ou a antropologia social. É natural que um grupo de estudiosos, em virtude de suas tendências, de sua educação ou de seus interesses especiais, adote um desses dois pontos de vista em detrimento do outro. O que tem que ser condenado é a tendência daqueles que adotam um determinado ponto de vista nesse assunto de apresentá-lo como o único cientificamente justificável.

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Medium 9788565848916

Capítulo 11 - Como manejar o tempo na academia

Silvia H. Koller; Maria Clara P. de Paula Couto; Jean Von Hohendorff Grupo A PDF Criptografado

11

Como manejar o tempo na academia

Maria Clara P. de Paula Couto

Imagine, por um momento, a seguinte cena: Você tem uma tarefa importante para fazer. Há um prazo estabelecido para a sua entrega: um mês. Hoje, ao pensar na tarefa, você percebe que afinal já se passaram vinte dias e que, portanto, restam-lhe apenas dez dias para fazê-la. A essa altura, você começa a se sentir um pouco preocupado(a), mas ainda tem aquela convicção de que funciona melhor sob pressão, logo é possível adiar um pouco mais porque ao fim vai dar tudo certo. Agora faltam cinco dias para o final do prazo, o(a) seu(sua) orientador(a) pede que você se envolva em outra atividade, que provavelmente lhe ocupará mais um dia e meio – você aceita mais esse trabalho.

Ao final de dois dias, você finalmente começa a trabalhar no que interessa.

Pensa: Nossa, mas essa tarefa é muito mais trabalhosa do que imaginei! Então, você se desdobra e passa por três dias estressantes. Termina a tarefa em cima da hora, mas não consegue fazê-la tão bem como gostaria e acaba por se sentir insatisfeito(a) com você e com o seu desempenho.

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Medium 9788521625971

10 - Fonética acústica

MASIP, Vicente Grupo Gen PDF Criptografado

CAPÍTULO

10

Fonética acústica

A grande mudança no estudo e na classificação do som se deu com a introdução da metodologia acústica, graças a avanços tecnológicos definitivamente consoli­ dados no fim da década de 1940 com o advento do Sonagraph, um instrumento de pesquisa que permitiu estabelecer a correspondência entre as dimensões ar­ ticulatória e acústica, conseguindo que a fonética acústica ocupasse o lugar que lhe correspondia. Jakobson realizou as pesquisas definitivas para consolidar o bi­ narismo – que já vinha amadurecendo desde 1938, quando conseguiu decompor as consoantes em oposições fundamentais – no Massachusetts Institute of Tech­ nology (MIT) e no laboratório psíquico-acústico da Universidade de Harvard junto com G. Fant e M. Halle, e publicou, em 1963, Preliminaries to speech analysis.

O extraordinário avanço tecnológico acontecido nos últimos anos permite-nos analisar a dimensão física do som e conferir as descobertas de Jakobson em qual­ quer computador portátil.

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Medium 9788522475063

8 - Cidadania ativa e liberdade de informação

DUARTE, Jorge (org.) Grupo Gen PDF Criptografado

8

Cidadania ativa e liberdade de informação

Adriana Studart

A

expressão calcada por Hannah Arendt, “direito de ter direitos”, em seu Origens do totalitarismo, ressoa como uma melodia diante de tantas supressões ocorridas e sentidas todos os dias ou até mesmo diante das dificuldades para o exercício efetivo do alcance da expressão, mormente considerando o desconhecimento pelos cidadãos de caminhos legais simplificados e acessíveis, em busca de suas respostas.1

O arcabouço legislativo brasileiro, ao mesmo tempo em que assegura evoluídos direitos em diplomas modernos e de longo alcance humano (como aqueles inseridos no Estatuto da Criança e do Adolescente),2 isola o brasileiro, deixandoo à mercê sobre como, onde e de que modo agir face a possíveis violações a esses direitos fundamentais tidos como basilares para o exercício de sua dignidade e cidadania.

Em nosso país, diante do inegável universo de leis,3 em meio a uma grave crise de leitura (leia-se cultura, como pano de fundo), a indagação persiste: como

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Medium 9788520429174

A proibição

SILVA, Deonísio da Editora Manole PDF Criptografado

A proibição

Os bastidores da censura

O

caso Rubem Fonseca começa, para a censura, em 1976, com a proibição de Feliz Ano Novo, publicado no ano anterior pela Editora Artenova. Seu autor, “bem-sucedido executivo

(diretor da Light), realiza o que os profissionais da marginália não conseguem com suas caspas e incompetência ante o sistema e a literatura”, declara Affonso Romano de Sant’Anna em comentário para a revista Veja de 05 de novembro de 1975. Na mesma resenha, o poeta de Que país é este? parece antever a condenação do livro ao afirmar: “Uma leitura superficial desta obra pode tachá-la de erótica e pornográfica.”

Não foi outra a leitura da censura. E, em 15 de dezembro de

1976, a tesoura do ministro da Justiça do governo Geisel aparava

Feliz Ano Novo, depois de 30.000 exemplares e de várias semanas na lista dos dez mais vendidos da Veja. O despacho de Armando

Falcão dizia:

Nos termos do parágrafo 8º do artigo 153 da Constituição Federal e artigo 3º do Decreto-Lei nº 1.077, de 26 de janeiro de 1970, proíbo a publicação e circulação, em todo o território nacional, do livro

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Medium 9788536301976

Capítulo 1: Um conceito definido muito diversamente

Philippe Perrenoud Grupo A PDF Criptografado

Um conceito definido muito diversamente

A

1

idéia de ciclo de aprendizagem está longe de admitir uma definição estável. Ela é mais como um albergue espanhol: nele se encontra o que se leva. Para uns, um ciclo de aprendizagem se define pura e simplesmente pela supressão ou limitação drástica da reprovação dentro de um ciclo de estudos, cuja estrutura permanece inalterada.

De acordo com uma definição mais ambiciosa, um ciclo de aprendizagem poderia servir de quadro integrador e de ponto de apoio a uma evolução do ofício de professor, dos programas e das formações escolares, da avaliação e da luta contra as desigualdades.

Em todos os casos, trata-se, em geral, de partir de um ciclo de estudos existente e de reordená-lo. Um ciclo de estudos é concebido aqui como uma seqüência de séries (ou níveis) anuais formando um todo. Um estabelecimento escolar agrupa geralmente os alunos que freqüentam o mesmo ciclo de estudos. Existe, dentro de um ciclo de estudos, uma certa unidade de concepção dos objetivos, das disciplinas, dos programas e dos modos de ensino. As professoras e os professores têm uma formação e um estatuto homogêneos, dependem da mesma direção e do mesmo regulamento. Pertencer a um ciclo de estudos é, para eles, uma forma de identidade, às vezes, de orgulho. Para os alunos e suas famílias, a progressão de um ciclo de estudos para o seguinte marca as grandes etapas da escolaridade. No interior do ciclo de estudos, as séries anuais levam os alunos da entrada à saída.

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Medium 9788521625971

13 - Atividades resolvidas (gabaritos)

MASIP, Vicente Grupo Gen PDF Criptografado

CAPÍTULO

13

Atividades resolvidas

(gabaritos)

Assinale as grafias que realizam o fonema /i/ (cf. item 2.1.1)

Negrinha olhou para os lados, ressabiada, com o coração aos pinotes. Que aventura, santo Deus! Seria possível? Depois pegou a boneca. E muito sem jeito, como quem pega o Senhor Menino, sorria para ela e para as meninas, com assustados relanços d’olhos para a porta. Fora de si, literalmente… Era como se penetrara no céu e os anjos a rodeassem, e um filhinho de anjo lhe tivesse vindo adormecer no colo. Tamanho foi o seu enlevo que não viu chegar a patroa, já de volta (LOBATO, Monteiro. Negrinha).

Assinale as grafias que realizam o fonema /e/ (cf. item 2.2.1)

Um sábado amanheci enfermo, a cabeça e a espinha doíam-me. O médico ordenou absoluto repouso; era excesso de estudo, não devia ler nem pensar. Não devia saber sequer o que se passava na cidade e no mundo. Assim fiquei cinco dias; no sexto levantei-me, e só então soube que o canário, estando o criado a tratar dele, fugira da gaiola. O meu primeiro gesto foi para esganar o criado; a indignação sufocou-me, caí na cadeira, sem voz, tonto. O culpado defendera-se, jurou que tivera cuidado, o passarinho é que fugira por astuto… (ASSIS, Machado de. Ideias de canário).

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Medium 9788565848916

Capítulo 4 - Como escrever um artigo empírico

Silvia H. Koller; Maria Clara P. de Paula Couto; Jean Von Hohendorff Grupo A PDF Criptografado

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Como escrever um artigo empírico

Manoela Ziebell de Oliveira

Um dos primeiros conhecimentos que pesquisadores adquirem sobre sua rotina de trabalho é que a publicação de um artigo científico é uma longa e complexa empreitada. O principal objetivo deste capítulo é auxiliar você na elaboração de artigos empíricos com boas chances de publicação por meio da apresentação de um roteiro operacional. Ele é destinado tanto àqueles que nunca submeteram um artigo empírico para um periódico científico quanto aos que já tiveram seus artigos prontamente rejeitados ou aceitos. O texto a seguir foi organizado de acordo com os seguintes tópicos: como planejar um artigo empírico, como escrevê-lo, sua estrutura e como reescrevê-lo e aperfeiçoá-lo. Cada tópico apresentará orientações gerais e exemplos que poderão ajudar os autores a compreender melhor o que devem fazer e o que devem evitar ao (re)escrever seu artigo empírico. Você perceberá que, de maneira geral, não serão feitas distinções entre artigos quantitativos e qualitativos, pois a estrutura de ambos deve ser semelhante. No entanto, quando for necessário, as diferenças serão ressaltadas.

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Medium 9788520456057

OS MECANISMOS MÓRFICOS E/OU SINTÁTICOS PARA A CLASSIFICAÇÃO OU IDENTIFICAÇÃO DAS CLASSES DE PALAVRAS

Sautchuk, Inez Editora Manole PDF Criptografado

A classificação morfológica das palavras

Parece que as crianças têm aprendido na escola o que é um substantivo, adjetivo ou verbo, apesar dessas definições e não por causa delas. Quais seriam, então, os mecanismos de que aquelas mais intuitivas acabam por lançar mão para descobrir como identificar essas palavras nos textos? E quais seriam os critérios usados para identificá-las, além das definições de natureza semântica, que, como já vimos, são extremamente falhas?

Os linguistas mais modernos preferem apoiar-se em explicações de caráter formal e sintático, por serem mais confiáveis, uma vez que dispensam exigências subjetivas de análise. Se nos ativermos a características e a mecanismos essencialmente de caráter morfossintático (ou só mórfico, ou só sintático) da língua, veremos que é possível reconhecer com mais segurança as palavras que constituem o seu sistema lexical aberto – exigência imprescindível, já que é impossível decorar todo esse acervo1.

OS MECANISMOS MÓRFICOS E/OU SINTÁTICOS PARA A CLASSIFICAÇÃO

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Medium 9788565848954

Introdução

José Morais Grupo A PDF Criptografado

Introdução

Sabemos como começa a Declaração Universal dos Direitos Humanos: “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos”. Mas também sabemos que, apesar da boa intenção dos seus autores, os seres humanos não nascem e nunca se tornam livres e iguais.

Entre os direitos humanos, deveria ser universal o direito à alfabetização – nos países que utilizam o alfabeto – e, de modo geral, os direitos à literacia, à instrução e à cultura. Porém, as potencialidades de acesso a esses direitos são desiguais desde o nascimento. Precisamos saber se isso resulta de uma fatalidade biológica ou da natureza do sistema social, e em que medida e até quando a plasticidade do cérebro permite que a instrução e a ação educativa conduzam ao desenvolvimento cognitivo.

Este livro trata da alfabetização e da literacia no contexto de uma forma de organização política e social das comunidades humanas: a democracia. Inventada em Atenas há mais de dois milênios e meio, e depois abolida, a democracia é hoje considerada a única forma política e social coerente com os princípios de liberdade e de igualdade que foram

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Medium 9788584290345

Capítulo 15. Usos da crase

Roberta Adalgisa de Azevedo Grupo A PDF Criptografado

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Usos da crase

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>> REGRAS PRÁTICAS para o uso da crase.

>> USOS FACULTATIVOS da crase.

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USOS DA CRASE

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REGRAS PRÁTICAS

Primeira – Tente substituir a palavra antes da qual aparece o a ou as por um termo masculino. Se o a ou as se transformar em ao ou aos, existe crase; do contrário, não.

FUI AO SUPERMERCADO.

FUI À FARMÁCIA.

No caso de nome geográfico ou de lugar, substitua o a ou as por para. Se o certo for para a, use a crase:

FOI À FRANÇA (FOI PARA A FRANÇA).

IRÃO À COLÔMBIA (IRÃO PARA A COLÔMBIA).

VOLTOU A CURITIBA (VOLTOU PARA CURITIBA, SEM CRASE).

Pode-se também usar a forma voltar de: se o de se transformar em da, há crase, mas será inexistente se o de não se alterar:

RETORNOU À ARGENTINA (VOLTOU DA ARGENTINA).

FOI A ROMA (VOLTOU DE ROMA).

Segunda - A combinação de outras preposições com a (para a, na, da, pela e, principalmente, a) indica se o a ou as deve ter crase. Não é necessário que a frase alternativa tenha o mesmo sentido da original nem que a regência seja correta. Exemplos:

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Medium 9788520456057

CONSTRUÇÃO DE FRASES NO TEXTO

Sautchuk, Inez Editora Manole PDF Criptografado

Prática de morfossintaxe

(246)  Não deixe seu gato entrar no meu quarto, porque ele está cheio de pulgas.

Disposições ou relações sintáticas podem ser usadas propositalmente para se conseguirem efeitos expressivos em um determinado contexto. Observe as diferenças semânticas que decorrem de simples acréscimos ou de mudanças de posição de alguns determinantes ou adjetivos:

(247) �

Meu f ilho vai morar em São Paulo./Filho meu não vai morar em

São Paulo.

(248)  Ele sente saudades minhas./Ele sente minhas saudades.

(249)  Ele é um louco equilibrista./Ele é um equilibrista louco.

(250)  Ele viaja de trem todo dia./Ele viaja de trem o dia todo.

Entretanto, um dos usos mais produtivos do conhecimento sintático de uma língua reside no desenvolvimento da capacidade de averiguar o grau de (a)gramaticalidade ou de qualidade expressiva das frases. É esse tipo de conhecimento que permite o domínio da construção linguística de um texto, principalmente no discurso escrito. Serão comentados rapidamente alguns desses usos.

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