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Medium 9788520456057

EMPREGO CORRETO DAS VÍRGULAS

Sautchuk, Inez Editora Manole PDF Criptografado

Emprego do conhecimento sintático

(265) �

Dentro de mim, como num chão profundo,/ choravam, com soluços quase humanos,/ convulsionando Céus, almas e oceanos/ as formas microscópicas do mundo! (Augusto dos Anjos) (= As formas microscópicas do mundo choravam dentro de mim, como num chão profundo, com soluços quase humanos, convulsionando Céus, almas e oceanos!)

EMPREGO CORRETO DAS VÍRGULAS

O emprego da vírgula, em português, é realizado em função da sintaxe de construção das frases e da colocação de termos essenciais, integrantes e acessórios das orações, e não por motivos “sonoros”. Somente as pausas sintático-semânticas têm correspondência no sistema escrito do português: as pausas respiratórias não têm. Em nossa língua, a ordem não marcada melodicamente é o SVC e, por isso, a sequência desses elementos sintáticos não pode ser separada por vírgula. Baseando-se nesse princípio, somente quando “um elemento estranho” (um termo acessório) é colocado entre esse padrão, ou antes dele, essa inclusão é (ou deve ser) marcada por meio de vírgula(s). Verifique como a leitura de um SVC é feita num único tom, e, com as inclusões marcadas por vírgulas, passa a ocorrer, então, a modulação de voz:

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Medium 9788565848916

Capítulo 1 - Hoje vou escrever um artigo científico: a construção e atransmissão do conhecimento

Silvia H. Koller; Maria Clara P. de Paula Couto; Jean Von Hohendorff Grupo A PDF Criptografado

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Hoje vou escrever um artigo científico: a construção e a transmissão do conhecimento

Piotr Trzesniak

O artigo científico tem de ser escrito em linguagem científica e oferecer um avanço, solidamente construído, no conhecimento à disposição da humanidade.

Neste capítulo, serão percorridos passo a passo estes dois aspectos, discutindo-se e indicando-se a maneira de melhor atender a cada um.

O TEXTO CIENTÍFICO E SUA LINGUAGEM

Hoje vou escrever um artigo científico. Seria ótimo se pudesse ser assim, mas infelizmente não é! Ninguém acorda e decide que, neste dia, escreverá um artigo científico. Embora decidir fazê-lo seja indispensável para a tarefa, essa condição não é nem a mais importante, nem a que tem o maior peso. A redação de um artigo não resulta primariamente da vontade, nem é uma empreitada de um fôlego só.

Produzir o “compuscrito” (i.e., digitar no computador a versão de submissão do texto, que muitos autores precipitadamente pensam ser a “versão final” do artigo) é uma etapa na construção do conhecimento, e é uma etapa tardia;

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Medium 9788565848954

Capítulo 3 - Como se lê e como se aprende a ler

José Morais Grupo A PDF Criptografado

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Como se lê e como se aprende a ler

O processo de alfabetização, ainda que seja rápido quando comparado à aprendizagem da escrita chinesa, é exigente se levarmos em conta as aquisições sucessivas e a prática necessárias para atingir o máximo de ha­bilidade.

Neste capítulo, depois de definida a leitura e explicados os seus dois componentes, será feito um retrato do leitor hábil e serão apresentados os princípios gerais dos processos de aprendizagem e de ensino.

A definição de leitura

Na intenção de sobrevalorizar o objetivo, que seria a “construção de sentido”, pedagogos de diferentes países – felizmente, muito menos hoje do que há algumas décadas – têm menosprezado os me­canismos da leitura e afirmado que “ler é compreender”. Essa concepção conduziu a uma me­to­ dologia de ensino que consiste em recusar tanto a explicitação do princípio alfabético, incluindo as atividades que conduzem à tomada de consciência dos fonemas, como o ensino das correspondências grafofonológicas.1 O ma­ terial de base é o texto, constituído às vezes por frases produzidas oralmente pe­la criança. As frases são analisadas em grupos de palavras e a sua forma escrita memorizada. Só mais tarde se ensina o alfabeto e se chama a atenção para a expressão sonora das letras.

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Medium 9788573073751

CAPÍTULO 8QUADRO SINTÉTICO DAS ETAPAS E DOS PASSOS DO PROCESSO LINGUALIZADOR

Ferreyra, Erasmo Norberto Grupo A PDF Criptografado

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Erasmo Norberto Ferreyra

• Estimular a pesquisa da realidade.

• Fomentar a identificação prioritária de um problema como processo de diagnóstico.

• Favorecer o descobrimento da função comunitária de cada um.

• Envolver o adulto como pesquisador e diagnosticador de sua própria situação.

O QUE SE FAZ

O docente propõe ao grupo falar sobre os problemas, necessidades ou assuntos que preocupem a todos em geral, a fim de reconhecê-los.

Uma vez “listados” os diversos assuntos, procede-se à eleição de um deles para seu tratamento, na procura de alguma solução.

Expõe-se tudo isso através de tarefas de aprendizagens de acordo com o nível de cada grupo: desde cartazes, anúncios, letreiros (executando, os analfabetos, suas primeiras “escritas”) até informes e estatísticas.

PERGUNTAS SUGERIDAS

• Quais são nossos problemas, necessidades ou interesses mais comuns?

• Qual dos assuntos comentados escolheremos para tratar a fundo e tentar buscar-lhe uma solução?

DINÂMICA DO TRABALHO

Trabalhos em grupo e individuais. Plenárias. Debates. Palestras informais.

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Medium 9788520456057

EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO IV

Sautchuk, Inez Editora Manole PDF Criptografado

Respostas dos exercícios de aplicação

j. “Oh, como se me alonga de ano em ano/A peregrinação cansada minha!/Como se encurta e como ao fim caminha/Este meu breve e vão discurso humano!” (Camões)

Questão 2:

Depois do jantar, apareceu uma família conhecida/ que trazia muitos presentes;/ vieram também alguns parentes/ e todos se reuniram na sala de jantar./ Formaram-se, então, grupos de rapazes e moças/ que brincavam alegremente./ Não houve tempo, porém,/ para que novas reuniões fossem marcadas:/ já era tarde da noite.

Obs.: a. Em que trazia muitos parentes, o sujeito é representado pelo pronome relativo que, equivalendo a uma família conhecida (= uma família desconhecida trazia muitos presentes). b. Formaram-se grupos de rapazes e moças equivale a grupos de rapazes e moças foram formados (voz passiva sintética/analítica). c. Em que brincavam alegremente ocorre fato semelhante ao caso A. d. Em não houve tempo e em já era tarde da noite não há sujeito. a. b. c.

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Medium 9788521622840

PARTE I | 2 - LINGUÍSTICA

SCHUMACHER, Cristina A. Grupo Gen PDF Criptografado

2 LINGUÍSTICA

¡¡ O ESTUDO DA LÍNGUA ANTES E DEPOIS DA LINGUÍSTICA

É

importante nos situarmos, mesmo que de forma resumida, em relação à forma como o conhecimento da língua foi tratado ao longo do tempo. Inicialmente, conhecer a língua era apenas saber usá-la. Só que isso foi no início mesmo, no tempo dos gregos, através dos estudos de retórica, a arte do discurso, a arte de informar e persuadir. A partir desses estudos iniciais foram sendo estabelecidos padrões para o que seriam a fala e a escrita correta. E esses padrões passaram a se tornar desejáveis e dignos de ser copiados.

Porque o grego e o latim eram os idiomas de registro oficial e de estudo até a

Renascença, quase todas as regras da gramática normativa de uma língua moderna têm origem na estrutura e no “bom uso” dos padrões gregos e latinos. De certa

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Parte I

forma, a gramática acabou sendo uma tentativa de repetir os padrões dos idiomas clássicos, o grego e o latim, tidos como perfeitos e imutáveis. Considerando o abismo que há entre línguas com e sem declinação,9 e sendo os idiomas clássicos declinados, já temos aí uma explicação para pelo menos parte da antipatia que a gramática normativa costuma provocar nos estudantes de idiomas não clássicos.

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Medium 9788584290345

Capítulo 3. Classes gramaticais

Roberta Azevedo Grupo A PDF Criptografado

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Classes gramaticais

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>> SUBSTANTIVOS: classes, flexões de gênero, número e grau.

>> O

ARTIGOS: definidos e indefi nidos. que é o novo

ACORDO

ORTOGRÁFICO.

ADJETIVOS: exões deREGRAS: número ealfabeto, grau. trema, acentuação e hífen.

>> Exemplos dasflNOVAS

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CLASSES GRAMATICAIS

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SUBSTANTIVO

Substantivos são palavras que usamos para designar ou nomear seres em geral, sejam eles reais ou imaginários.

Formalmente falando, pode-se dizer que os substantivos são palavras que podem apresentar flexões de gênero, número e grau, que podem ou não vir precedidas de artigos ou pronomes.

Ao se observar os substantivos do ponto de vista funcional, pode-se dizer que eles caracterizam-se por serem núcleos dos sintagmas nominais de nossa língua. Assim, os substantivos são as palavras que constituem:

▶ Sujeitos (A festa estava ótima.)

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Medium 9788522475063

1 - Conceito de comunicação pública

DUARTE, Jorge (org.) Grupo Gen PDF Criptografado

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Conceito de comunicação pública

Elizabeth Pazito Brandão

A expressão comunicação pública (CP) vem sendo usada com múltiplos signifi-

cados, frequentemente conflitantes, dependendo do país, do autor e do contexto em que é utilizada. Tamanha diversidade demonstra que a expressão ainda não é um conceito claro, nem mesmo uma área de atuação profissional delimitada. Pelo menos por enquanto, comunicação pública é uma área que abarca uma grande variedade de saberes e atividades e pode-se dizer que é um conceito em processo de construção.

Pesquisando e analisando os múltiplos significados e acepções que existem para comunicação pública, na bibliografia, em sites, em cursos universitários, é possível identificar cinco áreas diferentes de conhecimento e atividade profissional.

1a CP identificada com os conhecimentos e técnicas da área de Comunicação Organizacional

Em muitos países, o entendimento de CP está claramente identificado com a comunicação organizacional, isto é, a área que trata de analisar a comunicação no interior das organizações e entre ela e seus públicos, buscando estratégias e soluções. Sua característica é tratar a comunicação de forma estratégica e planejada, visando criar relacionamentos com os diversos públicos e construir uma identidade e uma imagem dessas instituições, sejam elas públicas e/ou privadas.

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Medium 9788565848930

Capítulo 6 - A aprendizagem do uso de morfemas na ortografia

Terezinha Nunes; Peter Bryant Grupo A PDF Criptografado

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A aprendizagem do uso de morfemas na ortografia

No capítulo anterior, documentamos as dificuldades das crianças com a ortografia de palavras que representam morfemas e não apenas relações entre grafemas e fonemas. Neste capítulo, analisaremos as diferenças entre alunos que progridem mais rápido ou mais lentamente no uso de morfemas na ortografia e algumas questões relacionadas ao ensino. Atualmente, em muitos países, a prática no ensino da leitura e escrita consiste primordialmente, ou mesmo exclusivamente, em promover a consciência que as crianças têm dos sons das palavras e auxiliá-las a estabelecerem relações entre letras e sons. A questão que colocamos neste capítulo é se existem razões para mudar a prática docente atual.

Por que não deixar as coisas como estão, ensinar as correspondências entre grafemas e fonemas para as crianças e deixar que elas descubram por si mesmas a conexão indireta entre língua escrita e língua oral por meio da sintaxe e da morfologia?

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Medium 9788536301976

Capítulo 10: Administrar um ciclo de aprendizagem em equipe

Philippe Perrenoud Grupo A PDF Criptografado

Administrar um ciclo de aprendizagem em equipe

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A

idéia de um ciclo de aprendizagem plurianual não entra necessariamente em contradição com um atendimento dos alunos por um único professor. Pode-se estender a responsabilidade individual de um professor ao acompanhamento dos mesmos alunos por mais de um ano, mas isso não é realmente uma inovação. Os sistemas educacionais que funcionam por programas anuais apresentam diversas variantes:

• Certos professores passam vários anos do programa mantendo a mesma turma.

• Outros, freqüentemente nas zonas rurais, atendem vários programas anuais paralelamente, nas classes chamadas de “vários cursos”, na

França, e de “séries múltiplas”, na Suíça.*

Essas duas fórmulas podem inspirar o funcionamento de um ciclo plurianual que confie um grupo de alunos a um único professor.

• No primeiro caso, o professor assume um grupo de mesma idade, cuja progressão ele acompanha durante toda a duração do ciclo; dois, três ou quatro anos mais tarde, esse grupo o deixa, e ele recomeça o trajeto com um novo grupo.

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Medium 9788536301976

Capítulo 3: Três condições para aprender

Philippe Perrenoud Grupo A PDF Criptografado

Três condições para aprender

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E

spaço-tempo de formação, cuja duração e funções podem ser definidas de maneiras muito diferentes: um ciclo de aprendizagem leva a uma reflexão intensiva sobre as estruturas, os dispositivos, os calendários, os espaços e os tempos de formação e a organização do trabalho.

Ante essa complexidade, não é pequeno o risco de perder de vista o essencial: a razão de ser da escola é fazer aprender, todo o resto é apenas meio.

Os ciclos não têm nenhum interesse se não possibilitam colocar um maior número de alunos, mais freqüentemente, em melhores condições para aprender.

São muitas essas condições. Eu me limitarei a três grandes categorias.

Para aprender, é preciso encontrar-se tão freqüentemente quanto possível:

• em uma situação que não ameace a identidade, a segurança, a solidariedade dos que aprendem;

• em uma situação mobilizadora, que tenha sentido e que provoque uma atividade na qual o aprendiz se envolva pessoal e duradouramente;

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Medium 9788536303239

Capítulo 5 - Sobre a Aquisição das Fricativas

Regina Ritter Lamprecht; Giovana Ferreira Gonçalves Bonilha; Gabriela Castro Menezes de Freitas; Carmen Lúcia Barreto Matzenauer; Carolina Lisbôa Mezzomo; Carolina Cardoso Oliveira; Letícia Pacheco Ri Grupo A PDF Criptografado

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Sobre a AAquisição quisição das Fricativas

Carolina Cardoso Oliveira

Este capítulo aborda a aquisição dos fonemas fricativos do português.

De acordo com Jakobson (1941/68), Fikkert (1994) e Freitas (1997), as fricativas seguem as plosivas e as nasais na ordem de aquisição segmental das línguas naturais. Essa classe de sons caracteriza-se por conter tanto fonemas de aquisição inicial (/f/ e /v/), como fonemas de aquisição mais tardia (/s/,

/z/, /S/ e /Z/). Freitas (1997), estudando o português europeu, também constata que as fricativas são adquiridas numa fase posterior de desenvolvimento fonológico.

Duas pesquisas sobre a aquisição das fricativas do português constituem a base deste capítulo, a de Savio (2001), que estudou a aquisição dos fonemas

/s/ e /z/, e a de Oliveira (2002) sobre a aquisição de /f/, /v/, /S/ e /Z/.

Savio analisou dados de 91 crianças falantes monolíngües do português brasileiro, com desenvolvimento fonológico normal e idades entre 1:0 e 3:3, totalizando um corpus de 1501 palavras. Oliveira (2002) examinou dados de

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Medium 9788521624578

Capítulo 1 - Linguagem

LYONS, John Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo 1

Linguagem

1.1 O que é a lingua(gem)?

A linguística é o estudo científico da lingua(gem). À primeira vista essa definição

– que se encontra na maior parte dos livros e tratamentos gerais do assunto – é suficientemente direta. Porém, qual o significado exato de “lingua(gem)” e de “científico”? Poderá a linguística, tal como é praticada atualmente, ser corretamente descrita como uma ciência?

A pergunta “O que é a lingua(gem)?” é comparável – e alguns diriam quase tão profunda quanto – a “O que é a vida?”, cujas pressuposições circunscrevem e unificam as ciências biológicas. Evidentemente, “O que é a vida?” não é o tipo de pergunta que um biólogo tenha constantemente diante de si em seu trabalho cotidiano.

Tem uma natureza muito mais filosófica. E, assim como outros cientistas, o biólogo normalmente está por demais imerso nos detalhes de algum problema específico para poder pesar as implicações de questões tão gerais. Contudo, o suposto significado da pergunta “O que é a vida?” – a pressuposição de que todos os seres vivos compartilham de algumas propriedades ou de algum conjunto de propriedades que os distinguem das coisas não vivas – estabelece os limites das investigações do biólogo e justifica a autonomia, ou a autonomia parcial, de sua disciplina. Embora se possa dizer que a pergunta “O que é a vida?”, nesse sentido, fornece à biologia a sua própria razão de ser, não se trata tanto da pergunta em si quanto da interpretação particular que o biólogo a ela atribui e do desvendar de suas implicações mais detalhadas dentro de uma estrutura teórica atualmente aceita que alimentam a pesquisa e as especulações diárias desses cientistas. O mesmo ocorre com o linguista em relação à pergunta “O que é a lingua(gem)?”.

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Medium 9788584290512

Capítulo 1 | História da ELiS

Mariângela Estelita Barros Grupo A PDF Criptografado

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História da ELiS

E

LiS é a sigla para Escrita das Línguas de Sinais. Esse sistema de escrita foi criado por mim em 1998, ano de conclusão de meu mestrado na Universidade Federal de Goiás (UFG), e colocado em prática depois da conclusão de meu doutorado, em 2008, realizado na Universidade Federal de

Santa Catarina (UFSC). Desde então, a ELiS tem sido usada e difundida no curso de graduação em Letras – Libras da UFG, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e Universidade Federal da Grandes Dourados (UFGD), bem como tem ganhado cada vez mais espaço nos Centros de Capacitação de Profissionais da Educação e de Atendimento às pessoas com Surdez (CAS), em Centros de

Referência, Associações de Surdos e cursos livres de Libras. Além disso, a ELiS está sempre presente em grandes congressos de linguística, educação e língua de sinais.

A ELiS é um sistema de escrita alfabético e linear, cujos caracteres, denominados visografemas, foram desenvolvidos especialmente para ela. Os visografemas representam os elementos visuais que compõem as línguas de sinais, a saber, as configurações de dedos, orientações da palma, pontos de articulação, movimentos e expressões não manuais. Esses elementos são organizados em uma estrutura própria, que segue a dinâmica natural de formação dos sinais, ou seja, sua natureza sequencial cumulativa, que resulta em simultaneidade.

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Medium 9788584290512

Capítulo 3 | A iconicidade dos visografemas

Mariângela Estelita Barros Grupo A PDF Criptografado

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A iconicidade dos visografemas

A

escolha das formas gráficas dos visografemas foi motivada pelo elemento visual-linguístico que representam. Assim, todos eles, em maior ou menor grau de transparência, apresentam elementos de iconicidade. Este capítulo pretende explicitar esses elementos a fim de que os usuários da ELiS enxerguem a iconicidade e possam memorizá-los mais facilmente.

A maioria dos visografemas é formada por duas partes: elemento delimitador e elemento diferenciador. O elemento delimitador define um grupo de visografemas e o elemento diferenciador distingue-os entre si. O elemento delimitador é a parte do visografema que se repete em outro vi­so­grafema, por exemplo, todos que representam mão, seja a orientação da palma, sejam os pontos de articulação, possuem um elemento delimitador que é um quadrado. O quadrado tem, portanto, a função de delimitar um grupo de visografemas, aqueles que representam mão. O elemento diferenciador é a parte do visografema que o singulariza, ou seja, que o distingue dos demais. Assim, um elemento diferenciador é acrescentado a um elemento delimitador para representar diferentes elementos visuais, por exemplo, acrescenta-se uma linha horizontal (elemento diferenciador) próxima ao topo do quadrado (elemento delimitador de mão) para representar “palma voltada para cima”. Assim, o objetivo do elemento diferenciador é atribuir especificidade ao elemento delimitador, cujo objetivo, por sua vez, é agrupar visografemas por semelhanças.

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