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26. Cromo

Celso Cukier, Vanessa Cukier Editora Manole PDF Criptografado

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Cromo

Daniella de Brito Trindade

Jéssika Dayane Pereira Soares

Patrícia Cristina Barreto Lobo

Gustavo Duarte Pimentel

INTRODUÇÃO

O cromo (Cr) está presente na água, no solo, nas plantas e animais. Esse metal pode ser encontrado nas valências de –2 a +6; entretanto, as formas mais comuns são: trivalente (Cr3+), biologicamente presente nos alimentos; e hexavalente (Cr6+), forma tóxica e originada da poluição industrial (Lewicki et al.,

2014; NLM, 2016; NIH, 2013).

Embora seja um elemento-traço essencial na alimentação dos seres humanos, dados sobre o teor de cromo nos alimentos ainda são escassos, dificultando a determinação da ingestão dietética recomendada (RDA). Em 2011, foi estabelecida a ingestão adequada (AI), a qual está representada na Tabela 1

(IOM, 2001).

TABELA 1  Ingestão adequada de cromo segundo estágios de vida e sexo

Estágio de vida

AI (µg/dia)

Bebês e crianças

0-6 meses

0,2

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31. Eletrólitos

Celso Cukier, Vanessa Cukier Editora Manole PDF Criptografado

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Eletrólitos

Edna Shibuya Mizutani

Regina Barros Guimarães

Thelma Fernandes Feltrin Rodrigues

APRESENTAÇÃO

Eletrólito é toda substância que, dissociada ou ionizada, origina íons positivos (cátions) e íons negativos (ânions) pela adição de solvente ou aquecimento.

Está presente em concentrações diferentes nos espaços intra e extracelulares e

é importante para a manutenção das soluções entre os vários compartimentos do corpo (Cozzolino e Cominetti, 2013). Alguns eletrólitos estimulam enquanto outros inibem. Auxiliam no equilíbrio acidobásico e exercem muitas funções como ativadores enzimáticos ou como coenzimas (Oliveira, 2000).

Os principais eletrólitos celulares são potássio, magnésio, fosfato, sulfato, bicarbonato e quantidades menores de sódio, cloreto e cálcio. O líquido intracelular possui grande quantidade de potássio e pequena quantidade de sódio e de cloreto. Sódio, cloreto e bicarbonato são eletrólitos extracelulares, enquanto potássio, magnésio, fosfato e sulfato são intracelulares. No fluido extracelular, o sódio é o principal cátion e o cloreto, o principal ânion; no espaço intracelular, o potássio é o cátion em maior concentração (Cozzolino e Cominetti, 2013).

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21. Iodo

Celso Cukier, Vanessa Cukier Editora Manole PDF Criptografado

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Iodo

Vinícius Cooper Capetini

Helena Maria de Albuquerque Ximenes

INTRODUÇÃO

O iodo é um microelemento essencial para a síntese dos hormônios tireoidianos, que exercem importante papel no crescimento, no controle de processos metabólicos do organismo e no desenvolvimento do sistema nervoso central, ainda no período fetal (Ahad e Ganie, 2010). A ingestão deficiente de iodo pode levar a várias alterações funcionais como o cansaço físico, o retardo do crescimento, a amenorreia com prejuízo da função reprodutiva, dano cerebral e retardo mental irreversível (Eastman e Zimmermann, 2018). Os primeiros indícios da deficiência de iodo datam de aproximadamente 3600 a.C., quando médicos chineses registraram a diminuição do tamanho do bócio após o uso oral de algas marinhas e esponjas do mar. Embora o iodo ainda não tivesse sido descoberto, o uso desses produtos permaneceu eficaz para o tratamento do bócio e se espalhou pelo mundo, chegando a ser documentado nos escritos de Hipócrates. Em 1811, a descoberta do iodo foi feita acidentalmente pelo químico francês Bernard Courtois, que observou um vapor violeta incomum proveniente das cinzas de algas durante a fabricação de pólvora. Em 1813, Joseph Louis Gay-Lussac, importante químico e físico francês do século XIX, identificou o mineral como um novo elemento químico denominado ioeides, que significa violeta. Em 1821, o médico suíço Jean François Coindet publicou que a administração oral de iodo foi capaz de diminuir o tamanho do bócio de seus pacientes. Em 1852, o químico francês Gaspard Chatin foi o primeiro a publicar a hipótese de que a deficiência populacional de iodo estava associada ao bócio endêmico. Isso foi confirmado em 1896 pelo químico alemão Eugen

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19. Zinco

Celso Cukier, Vanessa Cukier Editora Manole PDF Criptografado

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Zinco

Julianna Shibao

INTRODUÇÃO

O zinco foi primeiramente descoberto em 1509 como um elemento químico. Nos anos seguintes, os avanços no estudo da medicina destacaram a importância desse mineral na alimentação dos seres vivos. Até então, acreditava-se que a deficiência de zinco era improvável. A confirmação de que a baixa ingestão de zinco poderia atingir os seres humanos foi confirmada por Tucker e

Salmon, que observaram que a falta desse mineral em humanos poderia causar lesões cutâneas (Cardoso, 2015).

A partir daí, outros estudos observaram que durante a II Guerra Mundial combatentes chineses desnutridos tinham baixas concentrações de zinco no sangue. O mineral ganhou cada vez mais importância quando, em 1961, foi relacionado com uma endemia de hipogonadismo e nanismo em crianças na

área rural do Irã. Desde então, muitas pesquisas comprovaram a essencialidade clínica e na saúde pública da deficiência desse mineral, que pode ser revertida com a alimentação adequada e/ou suplementação (Shils et al., 2003,

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22. Manganês

Celso Cukier, Vanessa Cukier Editora Manole PDF Criptografado

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Manganês

Helena Maria de Albuquerque Ximenes

Vinícius Cooper Capetini

INTRODUÇÃO

O manganês é um mineral-traço essencial ao desenvolvimento e funcionamento do organismo humano, de plantas e outros seres vivos. É cofator de vários processos enzimáticos e um constituinte de metaloenzimas necessárias a diversos processos metabólicos. Esse metal está envolvido com o metabolismo dos macronutrientes, função imune adequada, formação do tecido conectivo e esquelético, cicatrização, reprodução, digestão, regulação da energia celular e defesa antioxidante (Aschner e Aschner, 2005).

O primeiro caso de deficiência de manganês foi relatado em um estudo com camundongos em 1931 (Kemmerer e Elvehjem, 1931). Nos seres humanos a deficiência só foi verificada em 1972, sendo observadas hipocolesterolemia, perda de peso e dermatite transitória (Doisy, 1973).

Apesar de servir como um nutriente essencial, o manganês também pode ser tóxico. Em 1837, foi observada toxicidade ao mineral em dois mineiros chilenos que foram expostos à poeira contendo óxido de manganês e desenvolveram uma síndrome clínica denominada “manganismo” (Racette, 2014).

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