29 capítulos
Medium 9788502624115

4.3. A POLÍTICA EXTERNA

Rodrigo Goyena Soares Editora Saraiva PDF Criptografado

168

– História do Brasil II

os quase 40% anuais durante o período. Pior, à crescente dívida externa somavam-se os primeiros sinais de crise orçamentária interna. Os últimos meses do governo Geisel aprofundaram, em parte devido ao contexto externo, o incipiente às dificuldades do cenário econômico interno. O segundo choque do petróleo, de 1979, derrubou a produção desse bem e, portanto, forçou o aumento de seu preço. No Brasil, procedeu-se a nova saída de dólares e novo aumento da inflação. Entre 1979 e 1982, o Banco Central dos Estados Unidos (FED) aumentou os juros de 7% para 18%. Arrefeceu a liquidez internacional e deram-se os primeiros passos para a recessão em escala mundial. No Brasil, o duplo choque internacional não foi magro de consequências. Os juros dos empréstimos contraídos nos Estados Unidos eram flutuantes, o que significou aumento da dívida externa brasileira. O novo acréscimo no número de dólares retirados do Brasil provocou o desequilíbrio do balanço de pagamentos a partir de 1979.

Ver todos os capítulos
Medium 9788502624115

1.3. A CRISE DA DÉCADA DE 1920: TENENTISMO E REVOLTAS

Rodrigo Goyena Soares Editora Saraiva PDF Criptografado

36

– História do Brasil II

anarquista. Conforme relembra Boris Fausto, era preciso conquistar o poder, para depois instituir uma ditadura do proletariado (FAUSTO, 2008). Abrir o caminho, portanto, para a revolução socialista, como advogava a III Internacional de Moscou. A insatisfação popular contra a perpetuação do arranjo oligárquico constituído entre mineiros e paulistas encontrou nova expressão com as eleições de 1922. Apoiado pelos Estados de São Paulo e de Minas

Gerais, Epitácio Pessoa indicou o mineiro Arthur Bernardes para a sucessão presidencial, o que muito desagradou pernambucanos, baianos, fluminenses e, especialmente, gaúchos. A

Reação Republicana, como ficou conhecida a candidatura oposicionista de Nilo Peçanha, denunciava os sucessivos planos de valorização do café. No Rio Grande do Sul, Borges de

Medeiros advogava políticas de equilíbrio fiscal e de combate à inflação. Acreditava-se, não sem razão, que as receitas da União não atendiam aos interesses dos Estados ditos de segunda grandeza, quais sejam, todos, exceto São Paulo e Minas Gerais. O baiano J. J. Seabra preconizava, ainda, a adoção de uma Justiça Eleitoral e do voto secreto.

Ver todos os capítulos
Medium 9788502624115

1.2. A POLÍTICA DOS ESTADOS

Rodrigo Goyena Soares Editora Saraiva PDF Criptografado

20

– História do Brasil II

opunha-se o Partido Federalista, liderado por Gaspar Silveira Martins, que participara do

Partido Liberal durante o Império. Se não há certeza quanto à homogeneidade do matiz monarquista do Partido de Silveira Martins, não resta dúvida que preconizava a revogação da carta constitucional gaúcha e a instauração de um regime parlamentar. O Partido Federalista condenava a excessiva concentração de poderes nas mãos do Executivo, o que era ratificado pela possibilidade de ilimitadas reeleições à presidência do Rio Grande do Sul 2.

Com o apoio das populações do litoral e da serra gaúcha, precisamente onde se assentou a imigração europeia, o Partido Republicano articulou verdadeiras milícias armadas, chefiadas pelos coronéis, ou seja, oficiais de alta patente vinculados à Guarda Nacional. Os próprios

Júlio de Castilhos e Pinheiro Machado eram coronéis em suas regiões. Do outro lado, militares a serviço da política ou políticos de feição militar, os republicanos civis encontraram nos federalistas forma de resistência baseada em exércitos privados, que Silveira Martins e o liberal Assis Brasil articularam a seu favor.

Ver todos os capítulos
Medium 9788502624115

4. O REGIME MILITAR

Rodrigo Goyena Soares Editora Saraiva PDF Criptografado

Questões do IRBr

261

Daniel Aarão Reis. In: História do Brasil Nação. Rio de Janeiro: Objetiva/MAPFRE, 2014, v. 5 (1964-2010), p. 23-4 (com adaptações).

Considerando o trecho de texto acima e o período histórico nele referido, julgue (C ou E) os itens a seguir.

1. A política econômica do governo de Médici, baseada na firme condução pelo Estado, provocou um ciclo de grande crescimento econômico.

2. O projeto de desenvolvimento e industrialização, impulsionado pelo Estado, articulava capitais nacionais e estrangeiros; no plano político, o Ato Institucional n. 5 servia para reprimir as oposições.

3. Nesse período, o Brasil teve posturas de subordinação aos interesses comerciais dos países industrializados, apoiando as posições desses países nos fóruns internacionais em que se discutia o comércio internacional.

4. Houve a estatização da indústria cinematográfica, com a criação da empresa estatal

EMBRAFILME, que tinha o monopólio da produção e distribuição de filmes no

Ver todos os capítulos
Medium 9788562938375

PARTE I HONRAS E MERCÊS

Rodrigo Ricupero Editora Almedina PDF Criptografado

PARTE I

HONRAS E MERCÊS

1.

PRÊMIO E CASTIGO

“O meio, Doroteu, o forte meio

Que os chefes descobriram para terem

Os corpos que governam, em sossego,

Consiste em repartirem com mão reta,

Os prêmios e os castigos...”, Critilo

(Tomás Antônio Gonzaga)1.

A JUSTIÇA DISTRIBUTIVA

“A justiça consiste principalmente em galardoar bons e castigar maus”, definia o teólogo, personagem do livro “Imagem da Vida Cristã”2, de

Frei Heitor Pinto, publicado em 1563 na forma de diálogos. Um dos quais sobre a Justiça, intitulado “do Prêmio e Castigo, e de qual deles se há o príncipe mais de prezar”, no qual apresenta por meio de seus personagens várias ideias sobre o tema, recorrendo em muitos casos a pensadores gregos e romanos ou às escrituras sagradas. A questão proposta no título do diálogo é esclarecida pelo teólogo, que, ao responder

1  CRITILO (Tomás Antônio Gonzaga), Cartas Chilenas, introdução e notas de Afonso

Arinos de Melo Franco. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1940, p. 243.

Ver todos os capítulos

Visualizar todos os capítulos