86 capítulos
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3. Viazma e Briansk

David Stahel Editora Manole PDF Criptografado

capítulo 3

Viazma e Briansk

Para que lado o vento sopra – o auge da Tufão

Enquanto Bock tinha suas diferenças de opinião com seus comandantes de exército, no Grupo de Exércitos Sul o comandante do XVII Exército,

­Stülpnagel, perdeu seu posto no dia 5 de outubro após um atrito com

­Rundstedt que envolveu todo o OKH. Oficialmente, Stülpnagel saiu por motivos de doença, mas como Halder notou: “Essa doença é o resultado da pressão exercida sobre ele por conta de sua tímida liderança”.1 A liderança de ­Stülpnagel era vista como não agressiva o suficiente e no início de outubro chegou-se ao ponto em que Rundstedt tomou o comando da asa norte do XVII Exército das mãos de Stülpnagel para que este voltasse a avançar.2

No entanto, a dispensa de Stülpnagel teve um impacto imediato sobre as operações de Bock.

Em sua avaliação de desempenho anterior no começo de 1941, Hoth havia sido avaliado favoravelmente pelo marechal de campo Leeb, que comandava o Grupo de Exércitos Norte. Leeb havia anotado as características de Hoth como: “Inteligente, cuidadoso, com uma boa mente para questões operacionais, lidera muito bem”.3 Hoth era fluente em russo4 e tinha experiência recente comandando o Nono Exército de Strauss5 durante a crise defensiva na frente de Bock no final de agosto e início de setembro.

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Babaçu

Gilles Lapouge Editora Manole PDF Criptografado

B

Babaçu

A palmeira se sente à vontade no Brasil. Das 3 mil espécies relacionadas no mundo, a América detém 1.140 espécies endêmicas, 420 só no Brasil.

Por muito tempo, ela foi uma desconhecida. Ainda que a Bíblia celebre seus frutos e suas palmas, a Europa não a conhece bem. Catarina de Médici fala sobre ela, pois a viu em Hyères. Achou-a magnífica. Alain Hervé, que conhece tudo sobre a natureza e fala de forma magnífica sobre flores, árvores e palmeiras, ensina-nos em seu livro Le palmier (Actes Sud) que Lineu, o grande taxonomista do século XVIII, conhece apenas quinze palmeiras, entre as quais a tamareira.

“Em 1880”, diz Alain Hervé, “o naturalista alemão Alexander von Humboldt descobre cerca de quarenta espécies, no decorrer de sua expedição pelo Brasil, junto com o francês Aimé Bonpland. Em 1823, Karl Friedrich Philipp von Martius, outro naturalista alemão que viajou pelo Brasil, depois de descrever quinhentas palmeiras em sua Historia naturalis universalis palmarum, recebeu o título de ‘pai das palmeiras’. Ele, além de tocar violino, também os fabricava, gravando em sua madeira esta bela frase: ‘Nas florestas me calei; agora que estou morta, canto’. E também dizia: ‘Entre as palmeiras sempre sinto-me jovem, entre as palmeiras, ressuscito’”.

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Peles

Gilles Lapouge Editora Manole PDF Criptografado

Peles

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rem as folhas das plantas. Contudo, eles podem escolher outros lugares (o vidro, um cano de PVC). Os pais devem permanecer junto com os ovos e, mais tarde, com os filhotes. O sinal mais evidente de que o acasalamento está a ponto de acontecer é que o casal é uma zona de compensação. Nessa região, os ovos serão colocados.”

Peles

O Brasil tem muitas peles. E elas são de todas as cores. Entre umas e outras, as diferenças são tão sutis que os demógrafos tentaram, em 1950, colar o adjetivo pardo a todas as peles que não fossem nem francamente brancas, nem totalmente negras. Essa perfídia semântica pretendia desarmar os furores do racismo crescente, indizível e hipócrita praticado pelos brasileiros. Ela não acertou o alvo. Não desarmou os preconceitos de raça.

Uma única cor, mesmo tão imprecisa quanto a cor parda, não era apropriada para diminuir o disparate das peles brasileiras. Por isso, com o objetivo de ver um pouco mais claramente esses tons de branco, de pardo e de negro, uma enquete foi realizada em 1976. Ela foi conduzida pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e

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Sucupira

Gilles Lapouge Editora Manole PDF Criptografado

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Dicionário dos apaixonados pelo Brasil

Sucupira

A sucupira é uma planta do sertão. É muito boa contra a gripe. Limpa a garganta.

Também age sobre as articulações, como um antibiótico, e cuida de todas as doenças da família da artrose.

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Jean-Baptiste Debret

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194

Dicionário dos apaixonados pelo Brasil

Janelar não é uma atividade anódina. Ela obedece a regras mudas, mas rigorosas. É uma função de tempo integral e que exige aprendizados. Janelar requer fineza, paciência, senso de tragédia e de ironia. É preciso também certa resistência física. Claro, sempre haverá algumas mocinhas sem juízo, mais preocupadas com a frivolidade do que com o amor, e que se contentam em aparecer de vez em quando em sua janela. Entretanto, aquelas que levam seu destino e seu ofício a sério não perdem seu tempo, nem sua dor, nem sua alma.

Janelar é um ofício. Os acidentes de trabalho são inúmeros. Os cotovelos que descansam no parapeito da janela durante as tardes acabam sofrendo. Eles se desgastam. Endurecem. E uma pele grossa se forma. A sua cor muda. Reconhece-se uma habituée da janela por esse traço: seus cotovelos são um pouco escuros. No caso de vício severo, forma-se um calo. Então é necessário apelar para a farmacopeia. As velhas senhoras fornecem as receitas. Elas aconselham esfregar o cotovelo, suavemente, mas durante longos minutos, com uma mistura de limão e açúcar.

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