16 capítulos
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3. A ARQUITETURA DA ÍNDIA ANTIGA E DO SUDESTE DA ÁSIA

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CAPÍTULO 3

A ARQUITETURA DA ÍNDIA ANTIGA

E DO SUDESTE DA ÁSIA

A

pré-história da Índia é, em grande parte, um relato dos assentamentos ao longo do vale do Indo e suas planícies fluviais – atualmente parte do Paquistão e Afeganistão –, onde diversas culturas regionais prosperaram a partir de cerca de 3000 a.C. Essa fase madura durou cerca de mil anos, iniciando em meados de 2700 a.C., quando Harappa (na porção nordeste do vale) e Mohenjo-Daro (no Indo, quase 640 quilômetros a sudoeste) aparentemente eram as principais cidades de uma extensa

área. Muitos detalhes sobre a cultura dessa região ainda são bastante obscuros, pois não há unanimidade entre os estudiosos quanto ao alfabeto de Harappa, que possui mais de 400 caracteres. Em todo caso, muitos dos escritos que restaram são encontrados em timbres pessoais, os quais dificilmente revelarão muito sobre essa civilização. A base da economia era a agricultura, facilitada pela irrigação e a inundação periódica provocada pelos rios. Havia também o comércio, não somente interno, mas também com assentamentos do sul da Arábia e da Mesopotâmia. Como resultado, houve algumas influências culturais externas. A civilização com escrita no vale do Indo foi de desenvolvimento posterior e de curta duração, se comparada a da Mesopotâmia ou do Egito, porém, a região sobre a qual o vale do Indo exercia controle era maior. Mais de 1.000 sítios arqueológicos de Harappa foram identificados ao longo de uma área de quase 1,3 milhão de km².

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8. A ARQUITETURA MEDIEVAL PRIMITIVA E A ARQUITETURA ROMÂNICA

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CAPÍTULO 8

A ARQUITETURA MEDIEVAL PRIMITIVA

E A ARQUITETURA ROMÂNICA

E

nquanto as culturas bizantina e islâmica floresciam no leste europeu e na orla sul do Mediterrâneo, as regiões da Europa Ocidental que no passado constituíram o

Império Romano entraram em um período contínuo de declínio. Já nos primeiros séculos da era cristã, os postos avançados do Império vinham sendo repetidamente atacados pelas ondas de povos nômades oriundos da Ásia Central. Estas tribos, chamadas de bárbaros pelos romanos civilizados, finalmente cruzaram as fronteiras estabelecidas por Roma e ocuparam a Cidade Eterna em 476. Muitos topônimos de toda a Europa ainda hoje preservam a memória dessas tribos nômades: os francos se assentaram na futura França; os borgonheses, no centro-leste da França, e os lombardos no norte da Itália, dando seus nomes para a Borgonha e a Lombardia, respectivamente. Os godos e os visigodos se tornaram inesquecíveis no estilo de arquitetura que hoje chamamos de gótico; o comportamento dos vândalos, que assolavam todas as partes e frequentemente levavam à devastação absoluta das áreas invadidas, é lembrado na palavra “vandalismo”.

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4. A ARQUITETURA TRADICIONAL DA CHINA E DO JAPÃO

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CAPÍTULO 4

A ARQUITETURA TRADICIONAL

DA CHINA E DO JAPÃO

A

China tem um vasto território e a maior população entre todos os países da Terra. Costumamos considerá-la uma cultura antiga porque, embora sua civilização histórica tenha se desenvolvido um pouco mais tarde do que na Mesopotâmia ou no Egito, a China se distingue das demais civilizações por ter mantido o mais alto grau de continuidade cultural ao longo de seus quatro mil anos de existência. Os quase 26 milhões de metros quadrados do país abrigam condições geográficas distintas e mais de 50 grupos étnicos, mas a sociedade, em geral, é definida pelos chineses han, representantes do maior grupo étnico. Nas mãos de imperadores poderosos, o governo unificado promoveu a uniformidade em muitas estruturas sociais, incluindo o planejamento urbano e as práticas de construção; assim, as tradições da arquitetura chinesa se mantiveram incrivelmente estáveis ao longo dos séculos até a intrusão forçada da cultura ocidental, no século XIX, e a deposição do último imperador, em 1911.

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16. OS MODERNISMOS DE MEADOS E DO FIM DO SÉCULO XX E ALÉM

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CAPÍTULO 16

OS MODERNISMOS DE MEADOS E

DO FIM DO SÉCULO XX E ALÉM

E

ste capítulo final ainda trata do Modernismo, mas também aborda as respostas a favor e contra ele e acompanha a arquitetura no início do século XXI. Em função da pouca distância histórica, é mais um relato de eventos correntes do que uma história propriamente dita, pois o cânone ainda não foi definido com firmeza. Existem categorizações para a arquitetura contemporânea discutida neste capítulo, mas devem ser vistas como conveniências momentâneas, uma vez que estarão sujeitas à revisão, assim como os méritos de alguns indivíduos e edificações.

Em 1928, uma organização conhecida pelo acrônimo

CIAM (Congresso Internacional de Arquitetura Moderna) começou a promover a arquitetura moderna e a abordar questões urgentes de projeto de edificações e planejamento urbano. Le Corbusier era a figura de destaque, mas a maioria dos astros modernistas, incluindo Walter Gropius e o jovem

Alvar Aalto, cuja obra será discutida neste capítulo, participou do CIAM. Depois da Segunda Guerra Mundial, a organização tentou reformular suas metas, mas logo ficou claro que a nova geração de projetistas via a doutrina modernista como uma camisa de força. Em 1953, durante uma reunião realizada no sul da França, um grupo mal organizado que se chamava de Team-X (o “X” representava o número romano dez) ficou encarregado de planejar a próxima conferência – o que seus membros fizeram e resultou no término dos CIAMs.

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10. A ARQUITETURA NATIVA DAS AMÉRICAS E DA ÁFRICA

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CAPÍTULO 10

A ARQUITETURA NATIVA DAS

AMÉRICAS E DA ÁFRICA

E

m 1964, o polímato, arquiteto, engenheiro e historiador Bernard Rudofsky organizou a exposição Architecture Without Architects (Arquitetura sem Arquitetos), acompanhada por um livro de mesmo nome, no Museu de Arte Moderna da Cidade de Nova York, a qual, embora surpreendente para a época, acabou se tornando extremamente influente. A exposição causou certo

“frisson” ao surgir em um período de questionamento cultural generalizado nos Estados Unidos; seu subtítulo – A

Short Introduction to Non-Pedigreed Architecture (Uma Breve

Introdução à Arquitetura sem Pedigree) – indica por que ela se tornou tão fantástica, ou, melhor dizendo, tão iconoclástica. Ilustrando com uma admiração pessoal evidente aquilo que chamava de arquitetura “vernacular, anônima, espontânea, autóctone, rural”, Rudofsky defendia um estudo muito mais inclusivo – cronológica e geograficamente

– do ambiente construído, que não tratasse exclusivamente de construções feitas para os ricos e poderosos e que não resultasse exclusivamente das iniciativas daqueles que poderíamos chamar de projetistas com formação acadêmica.

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