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1.4. A REVOLUÇÃO DE 1930

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– História do Brasil II

de Eduardo Gomes e de Miguel Costa. Os revoltosos deslocaram-se para o interior de São

Paulo e, posteriormente, fixaram-se na porção ocidental do Paraná, onde aguardavam o apoio dos revoltosos do Sul, liderados por Luís Carlos Prestes. O encontro das colunas paulista e gaúcha deu origem à famigerada coluna Costa-Prestes, que percorreu o país com vistas a disseminar rebeliões antioligárquicas. Com parcos recursos militares e débil adesão rural, a coluna esfacelou-se em 1927, quando Prestes se retirou para a Bolívia. Daí em diante, passou a advogar teses marxistas, somente aderindo ao Partido Comunista do Brasil em 1934.

As respostas de Arthur Bernardes não se fizeram esperar. O Partido Comunista do

Brasil foi posto na ilegalidade no mesmo ano de sua fundação, em 1922. O movimento operário foi duramente reprimido, e as greves rapidamente controladas. O Bloco Operário, frente legal do Partido Comunista do Brasil, conseguiu, no entanto, eleger um deputado em

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1.3. A CRISE DA DÉCADA DE 1920: TENENTISMO E REVOLTAS

Rodrigo Goyena Soares Editora Saraiva PDF Criptografado

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– História do Brasil II

anarquista. Conforme relembra Boris Fausto, era preciso conquistar o poder, para depois instituir uma ditadura do proletariado (FAUSTO, 2008). Abrir o caminho, portanto, para a revolução socialista, como advogava a III Internacional de Moscou. A insatisfação popular contra a perpetuação do arranjo oligárquico constituído entre mineiros e paulistas encontrou nova expressão com as eleições de 1922. Apoiado pelos Estados de São Paulo e de Minas

Gerais, Epitácio Pessoa indicou o mineiro Arthur Bernardes para a sucessão presidencial, o que muito desagradou pernambucanos, baianos, fluminenses e, especialmente, gaúchos. A

Reação Republicana, como ficou conhecida a candidatura oposicionista de Nilo Peçanha, denunciava os sucessivos planos de valorização do café. No Rio Grande do Sul, Borges de

Medeiros advogava políticas de equilíbrio fiscal e de combate à inflação. Acreditava-se, não sem razão, que as receitas da União não atendiam aos interesses dos Estados ditos de segunda grandeza, quais sejam, todos, exceto São Paulo e Minas Gerais. O baiano J. J. Seabra preconizava, ainda, a adoção de uma Justiça Eleitoral e do voto secreto.

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