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Capítulo 7 | A “nova história social” nos Estados Unidos

Peter Lambert, Phillipp Schofield Grupo A PDF Criptografado

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A “NOVA HISTÓRIA SOCIAL”

NOS ESTADOS UNIDOS

Robert Harrison

“Sem muita dúvida”, observou Peter Stearns em 1988, “a ascensão da história social foi o mais dramático evento na pesquisa histórica nos Estados Unidos nas duas últimas décadas”.1 Como na Grã-Bretanha, ela teve presença frágil na academia até próximo da década de 1950 e, nas décadas seguintes, o volume de publicações cresceu bastante, à medida que muitos recém-chegados entravam no campo e eram abertas novas áreas para a investigação acadêmica. O rápido crescimento da

“nova história social” marcou uma mudança profunda no centro de gravidade da escrita histórica nos Estados Unidos. “Na profissão de historiador como um todo”, observou Gertrude Himmelfarb em 1987, “a nova história é a nova ortodoxia”.

Por sua vez, historiadores políticos e intelectuais de pensamento tradicional, como ela própria, sentiam-se marginalizados e privados de reconhecimento: “O que estava no centro da profissão está agora na periferia”.2 Antes de identificarmos a ascensão da história social como uma mudança de paradigma clássica, devemos reconhecer que a nova subdisciplina era, ela própria, uma igreja ampla, cujos devotos vinham de muitas direções diferentes, trazendo consigo interesses e propostas ideológicas distintas e privilegiando metodologias muito diferenciadas com as quais revelar a experiência vivida do passado dos Estados Unidos. Mais do que isso, sua hegemonia decididamente teve vida curta. Portanto, devemos considerar se a “nova história social” era coerente ou duradoura o suficiente para se constituir em uma importante mudança de paradigma histórico.

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As difíceis ervas daninhasda Inglaterra

Ladislas Farago Grupo Almedina PDF Criptografado

XAs difíceis ervas daninhas da InglaterraNo verão de 1940, a Abwehr atingira o seu auge e estava a deteriorar-se impercetivelmente. Os serviços de informações britânicos haviam saído da sua letargia e inépcia, tendo-se tornado, quase de um dia para o outro, um braço crucial do governo de Sua M­ ajestade.Estas alterações exerceram considerável influência na História:Hitler precisava da Abwehr mais do que tudo para preparar o caminho para o próximo destino; Churchill necessitava do conselho dos seus Serviços de Informações para impedir que o Führer o atingisse.Após a conclusão da campanha francesa, Hitler estava algo indeciso quanto ao que fazer. Durante alguns dias chegou a pensar em sugestões de paz. O rei da Suécia, entre outros, surgiu nos bastidores a oferecer os seus serviços para mediar alguma forma de acordo de paz que permitisse ao nazi manter o seu saque. Os serviços de­Gustavo V foram rejeitados por ambos os lados; de forma indignada por Churchill, e perplexa por Hitler. Depois disto, Hitler não hesitou.

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Capítulo 8 | História e psicanálise

Peter Lambert, Phillipp Schofield Grupo A PDF Criptografado

HISTÓRIA E PSICANÁLISE

Siân Nicholas

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As teorias de Freud sobre a mente humana, derivadas de suas experiências como neurologista e pediatra na Viena da virada do século, moldaram o clima intelectual do século XX, transformando a forma como vemos a nós mesmos e à nossa sociedade, trazendo um novo vocabulário (“ego”, “repressão”, “projeção”, e, é claro, “psicanálise”) para a linguagem cotidiana e influenciando campos tão distintos quanto medicina, arte e literatura, educação e ciências sociais – e a história. No decorrer dos últimos cem anos, a abordagem “psicanalítica” da qual Freud foi pioneiro, a busca de forças ocultas e inconscientes que deram forma à história humana, tornou-se uma das mais polêmicas de todas as metodologias da história, porque parece questionar alguns de nossos pressupostos mais básicos sobre o método histórico, o uso de fontes, até mesmo a natureza humana. Este capítulo procura descrever a essência da abordagem psicanalítica da história e explicar por que ela foi tão revolucionária, o que a tornou tão polêmica – e por que ela permanece tão polêmica até hoje, exaltada por seus proponentes como a maior das abordagens interpretativas da história e difamada por seus detratores como uma pseudociência mais parecida com um culto do que com uma filosofia da história.

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4.2. O PROCESSO ECONÔMICO

Rodrigo Goyena Soares Editora Saraiva PDF Criptografado

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– História do Brasil II

deputados do PT, malgrado as instruções para anular o voto, também se puseram do lado do

PMDB. Em 21 de abril de 1985, no entanto, reverteu-se o curso das eleições. Faleceu Tancredo em São Paulo, após uma série de intervenções cirúrgicas às quais foi submetido desde fevereiro de 1985. A posse, prevista para março, ocorreu, mas não sob os sapatos de Tancredo. Assumiu José Sarney, e houve quem visse nisso um retorno aos comandos da ARENA.

Os primeiros sinais da presidência de Sarney foram de ambiguidade política. Se, por um lado, dizia respeitar as liberdades públicas, por outro, manteve o repasse de verba pública para o SNI. Paralelamente, ampliou-se o direito ao voto para os analfabetos e legalizou-se o conjunto dos partidos nacionais, inclusive o PCB e o PC do B. Das eleições para o Congresso marcadas para novembro de 1986 surgiriam os parlamentares para a Assembleia Nacional

Constituinte. Em 1986, confirmou-se a maioria do PMDB tanto na Câmara quanto no Senado: das 487 cadeiras para a Câmara, o PMDB obteve 260, e das 49 para o Senado, 38.

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1.2. A POLÍTICA DOS ESTADOS

Rodrigo Goyena Soares Editora Saraiva PDF Criptografado

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– História do Brasil II

opunha-se o Partido Federalista, liderado por Gaspar Silveira Martins, que participara do

Partido Liberal durante o Império. Se não há certeza quanto à homogeneidade do matiz monarquista do Partido de Silveira Martins, não resta dúvida que preconizava a revogação da carta constitucional gaúcha e a instauração de um regime parlamentar. O Partido Federalista condenava a excessiva concentração de poderes nas mãos do Executivo, o que era ratificado pela possibilidade de ilimitadas reeleições à presidência do Rio Grande do Sul 2.

Com o apoio das populações do litoral e da serra gaúcha, precisamente onde se assentou a imigração europeia, o Partido Republicano articulou verdadeiras milícias armadas, chefiadas pelos coronéis, ou seja, oficiais de alta patente vinculados à Guarda Nacional. Os próprios

Júlio de Castilhos e Pinheiro Machado eram coronéis em suas regiões. Do outro lado, militares a serviço da política ou políticos de feição militar, os republicanos civis encontraram nos federalistas forma de resistência baseada em exércitos privados, que Silveira Martins e o liberal Assis Brasil articularam a seu favor.

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