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Capítulo 7. Desigualdade da Renda

Reinaldo Gonçalves Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo

7

Desigualdade da Renda

A

s críticas ao desempenho do MLP, em geral, e ao Governo Lula, em particular, provocam como reação imediata o argumento de que houve queda da desigualdade e da pobreza na primeira década do século XXI. Assim, ainda que muitos reconheçam as deficiências do MLP e os graves problemas econômicos vigentes no Governo Lula, é frequente encontrar o argumento de que, pelo menos, houve melhora com a redução da desigualdade de renda e da pobreza. Como veremos abaixo, essa melhora é um fato irrefutável.

Este capítulo se concentra na análise da evolução da desigualdade da renda no Brasil e no restante da América Latina na primeira década do século XXI. Naturalmente, é preciso cautela na comparação de indicadores da desigualdade da renda entre países, visto que as pesquisas por amostras de domicílios têm coberturas diferentes; por exemplo, podem se basear em gastos ou renda, podem ser para amostra nacional ou regional, área urbana etc. Ademais, pesquisas de domicílios subestimam rendas que são derivadas do capital (juro, lucro e aluguel) e tendem a expressar, fundamentalmente, a distribuição de rendimentos da classe trabalhadora e as transferências públicas sociais.

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Medium 9789724420141

A casa na Rua Herren

Ladislas Farago Grupo Almedina PDF Criptografado

XXIA casa na Rua HerrenUm ou dois dias após o Dia D, o quartel-general de Eisenhower emitiu um comunicado. Este revelava um importante segredo: que ao longo de toda a testa de ponte nas praias da Normandia fora servido aos soldados gelado de diversos e deliciosos sabores, dez horas apenas após o desembarque inicial. Isto destinava-se a sossegar as pessoas que ainda assistiam tranquilamente em casa à grande guerra, mas a invasão foi mais do que um teste supremo à eficácia de um batalhão de homens bem dispostos.Quando o primeiro GI desembarcou na Normandia no Dia D, com água pela cintura, era um homem contra aquilo a que o historiador Percy Ernst Schramm, que mantinha o diário de guerra ­oficial do alto-comando alemão, descreveu como «o máximo de forças disponíveis [que os Alemães] conseguiam posicionar a ocidente».Durou algum tempo até os Aliados, que chegavam ininterruptamente pelo Canal, se equivalerem em número aos defensores. Mesmo uma semana após o Dia D, quando já tínhamos 326 000 homens em terra, os Alemães continuavam a ser mais numerosos, na proporção de dois para um. Foram precisos milhões de soldados aliados, e quase

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Medium 9788520435755

Evangélicos

Gilles Lapouge Editora Manole PDF Criptografado

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Dicionário dos apaixonados pelo Brasil

e errantes continua a iluminar suas esperanças. Por isso, os brasileiros evocam a imensidão dos espaços disponíveis para justificar sua paixão pelo etanol: “Compreendemos muito bem que Liechtenstein ou o principado de Andorra, que são minúsculos, não possam fazer gasolina com seu trigo ou suas beterrabas, mas essa questão não se coloca para o Brasil. Somos grandes, muito grandes. Somos intermináveis. E por isso mesmo nossas manufaturas não se contentam em fazer rodar apenas os carros do Brasil. Elas têm vocação para fabricar hidrocarbonetos ‘verdes’

(etanol, mas também, cada vez mais, biodiesel obtido a partir do rícino, da soja ou de outras oleaginosas, consideradas menos poluidoras do que a cana-de-açúcar) e vender esse petróleo verde em uma grande parte do planeta”.

Em 2008, o Brasil produziu 26 bilhões de litros de etanol. Ele deve chegar em

2017 a 53 bilhões de litros. Rezemos pelos pobres cortadores de cana.

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Medium 9788578680725

6. O anticensor

Julia Carvalho Editora Manole PDF Criptografado

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sor n e c i t n a o to oelho Ne

capítulo

esto

João Ern

C

João Ernesto Coelho Neto entrou bufando pela porta da sala. Tinha andado os últimos quarteirões em um passo apressado, e subiu as escadas o mais rápido que pode. Estava atrasado. Odiava estar atrasado, mas estava, não teve jeito. Já estavam todos esperando, Décio de Almeida Prado entre eles. A discussão do dia era o futuro do teatro amador no Brasil. Décio, como anfitrião, achou que poderia fazer a cobrança:

— O que aconteceu, Coelho?

— Desculpem-me o atraso, a prova era hoje e não podia faltar.

— Prova? Prova do quê?

— A prova do concurso público — respondeu João, hesitante.

— Mas que concurso, homem?

— Concurso para censor.

A sala ficou em completo silêncio. Todos se olharam, incrédulos. E, então, começaram a rir. Primeiro bai-

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xinho, depois gargalhando alto: João Ernesto Coelho Neto, o presidente da Federação Paulista de Teatro Amador, o diretor de mais de 30 grupos, um dos homens mais apaixonados pelos palcos, trabalhando para o Departamento de Censura? Finalmente, alguém estaria lutando de dentro! Finalmente, o teatro seria salvo!

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Medium 9788563899149

Capítulo 2 | Metodologia: História científica e o problema da objetividade

Peter Lambert, Phillipp Schofield Grupo A PDF Criptografado

METODOLOGIA

HISTÓRIA CIENTÍFICA E O PROBLEMA

DA OBJETIVIDADE

Robert Harrison, Aled Jones e Peter Lambert

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A escrita profissional de história na Europa e nos Estados Unidos não era só a história escrita por profissionais; era história escrita de uma determinada forma.

Poucos historiadores do final de século XIX discordariam da afirmação de J. B.

Bury de que a história era “simplesmente uma ciência, nada menos, nada mais”.

Contudo, para as tradições historiográficas nacionais, ciência poderia significar coisas bastante diferentes.

Alemanha

Na primeira metade do século XIX, as “ciências” (Wissenschaft) humanas na

Alemanha tinham uma reputação superior à das ciências naturais, e não se sabe o quanto as primeiras realmente deviam às segundas. Obviamente, a precisão era considerada essencial para a determinação dos fatos e, por extensão, à identificação e à autenticação das fontes primárias. Até então, a afirmação dos historiadores de que eram capazes de produzir história objetiva parecia não ser complicada, mas nenhum historiador alemão afirmava que as fontes falavam por si. Ao revelar e verificar as evidências, o historiador só tinha realizado as tarefas preliminares. Agora

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