81 capítulos
Medium 9788578680725

5. O pai dos perseguidos

CARVALHO, Julia Editora Manole PDF Criptografado

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Nelson R

Flor de obsessão. Eis um dos apelidos que melhor define Nelson Rodrigues, cravado por Cláudio Mello e

Souza, um dos jornalistas mais conhecidos do ramo.

As passagens de Cláudio pelo Jornal do Brasil e suas crônicas esportivas no O Globo marcaram, respectivamente, o jornalismo das décadas de 1960 e 1980.

Em retribuição ao apelido, Nelson o chamaria, em crônica, de “remador de Ben Hur”, em razão de seu permanente bronzeado. A amizade entre os dois permitiu que Cláudio acertasse em cheio. O também jornalista, escritor e dramaturgo era mesmo um obcecado: pela morte, pelo sexo, pelo Fluminense e

— como eterna vítima — pela censura. Quase todas as suas peças sofreram algum tipo de corte, quando não foram totalmente vetadas. Seu livro, O casamento, foi retirado das livrarias. Suas novelas só seriam liberadas graças à influência dos diretores da TV Globo, que escreviam longas cartas tentando convencer

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Medium 9788580550023

4. A ARQUITETURA TRADICIONAL DA CHINA E DO JAPÃO

Fazio, Michael Grupo A PDF Criptografado

CAPÍTULO 4

A ARQUITETURA TRADICIONAL

DA CHINA E DO JAPÃO

A

China tem um vasto território e a maior população entre todos os países da Terra. Costumamos considerá-la uma cultura antiga porque, embora sua civilização histórica tenha se desenvolvido um pouco mais tarde do que na Mesopotâmia ou no Egito, a China se distingue das demais civilizações por ter mantido o mais alto grau de continuidade cultural ao longo de seus quatro mil anos de existência. Os quase 26 milhões de metros quadrados do país abrigam condições geográficas distintas e mais de 50 grupos étnicos, mas a sociedade, em geral, é definida pelos chineses han, representantes do maior grupo étnico. Nas mãos de imperadores poderosos, o governo unificado promoveu a uniformidade em muitas estruturas sociais, incluindo o planejamento urbano e as práticas de construção; assim, as tradições da arquitetura chinesa se mantiveram incrivelmente estáveis ao longo dos séculos até a intrusão forçada da cultura ocidental, no século XIX, e a deposição do último imperador, em 1911.

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Medium 9788578680725

4. O protetor dos mendigos

CARVALHO, Julia Editora Manole PDF Criptografado

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amargo

Joracy C

Depois da crise de 1929, da Revolução de 1930 e da

Revolta Constitucionalista de 1932, São Paulo fervilhava. Seus habitantes, em grande parte imigrantes europeus, traziam de sua terra natal ideias novas como o marxismo e o anarquismo, enquanto uma classe média urbana surgia da industrialização. Todo esse contexto de ebulição econômica e social não era acompanhado pelo desenvolvimento do teatro, que ainda era predominado pelo teatro de revista e as famosas “comédias para se fazer rir”.

Para o dramaturgo Joracy Camargo, esse cenário era inconcebível.68 O homem sério, de cabeleira vas68 As informações contidas nesse capítulo foram retiradas dos primeiros seis meses de pesquisa que realizei como bolsista de Iniciação

Científica do CNPq, no Arquivo Miroel Silveira, sob orientação da Profa. Dra. Mayra Rodrigues Gomes. Meu trabalho consistiu em terminar e complementar a pesquisa iniciada por outra bolsista, Carolina Rossetti de Toledo, sobre o dramaturgo Joracy Camargo. Seu relatório foi essencial para que eu pudesse saber mais sobre a vida do dramaturgo, que possui pouquíssima bibliografia dedicada a ele.

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Medium 9789724420141

Canaris prepara o caminho

Farago, Ladislas Grupo Almedina PDF Criptografado

III

Canaris prepara o caminho

Hans Piekenbrock parecia um próspero comerciante de vinhos, mas, na verdade, era um chefe de espiões extremamente competente. Oriundo da Renânia, era uma pessoa jovial, amiga da paródia, e coronel do Estado-Maior alemão e chefe da Secção I de Canaris, o departamento da Abwehr encarregado da espionagem. De constituição forte, era um homem alto, com ombros largos, franco e muito popular junto dos seus subordinados, que lhe chamavam «Pieki».

Poucas missões não fariam por ele se este lhes pedisse.

Canaris tinha pouco tempo e apetência para o trabalho minucioso da Secção I, preferindo a refinada atmosfera das informações secretas da política e da diplomacia, pelo que Piekenbrock dispunha de bastante autonomia, que aproveitava ao máximo.

Dos seus ficheiros constavam os segredos vitais dos atuais e potenciais inimigos da Alemanha. Devido à enorme dificuldade em obter informações secretas a partir da União Soviética, Piekenbrock optou por negligenciar a URSS. Conseguiu por diversas ocasiões introduzir clandestinamente agentes na União Soviética, e alguns conseguiram regressar, mas o grosso da informação era conseguido

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Medium 9788563899149

Conclusão

Peter Lambert; Phillipp Schofield; Colaboradores Grupo A PDF Criptografado

CONCLUSÃO

Os impulsos em direção à profissionalização da história, junto à adoção de uma abordagem que apresentava um alto grau de uniformidade independentemente de fronteiras nacionais, tiveram raízes locais nas três sociedades de que tratamos nesses estudos de caso. Contudo, como também sugerimos, a profissionalização da história só pode ser entendida se levarmos em conta a interconexão dessas experiências nacionais: foi um processo com dimensões internacionais e marcado por transferências culturais. Principalmente depois de 1945, o padrão foi reproduzido para além dos exemplos “ocidentais” e europeus que discutimos.

Atualmente, a história pode afirmar ser uma disciplina global, ainda que acossada por dificuldades. Onde, até 1945, os principais obstáculos que os membros da profissão enfrentavam para se comunicar tinham sido as guerras entre as nações, a Guerra Fria representou barreiras semelhantes ao longo de meio século depois disso. Em anos mais recentes, surgiram dificuldades na condução de diálogo entre historiadores no “Ocidente” e alguns de seus colegas no Terceiro Mundo. Ainda se debate se os hábitos de pensamento arraigados na historiografia “Ocidental”, as categorias que os historiadores “ocidentais” empregam e até mesmo a própria história, podem ser uma imposição sobre o Terceiro Mundo.1

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