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Capítulo II - As Sociedades Indígenas

COUTO, Jorge Grupo Gen PDF Criptografado

II

As Sociedades Indígenas

1. O POVOAMENTO DO CONTINENTE AMERICANO

Sendo atualmente incontroverso que o povoamento do continente americano foi efetuado por populações originárias do Velho Mundo, no entanto, suscitam acesa discussão os problemas relacionados com a região de origem dos ameríndios, com a determinação da época em que se iniciaram as migrações pré-históricas e, ainda, com as rotas de penetração utilizadas.

Verifica-se a existência de um certo número de traços muito marcantes, comuns à generalidade dos autóctones americanos, designadamente a cor acastanhada da pele, os cabelos pretos e lisos, o fraco desenvolvimento do sistema piloso, as maçãs do rosto salientes, a forte arcada supraciliar e a prega na pálpebra que dá aos olhos uma forma oblíqua (“olho mongólico”).1 Estas características físicas conjugadas com dados de ordem genética (grupo sanguíneo exclusivamente de tipo O)2 comprovam que os

índios descendem de populações asiáticas, vulgarmente designadas por raça amarela.

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Capítulo 19 | História e história “amadora”

Peter Lambert; Phillipp Schofield; Colaboradores Grupo A PDF Criptografado

HISTÓRIA E HISTÓRIA “AMADORA”

William D. Rubinstein

19

Além do tipo de história praticada e produzida por acadêmicos universitários, há outro vasto mundo de historiadores amadores, antiquários, populares e públicos que são quase que invariavelmente ignorados pelos primeiros, e que também os ignoram. Em número, eles certamente fazem o contingente universitário parecer pequeno. No ano de 2000, por exemplo, havia cerca de 2.900 professores universitários de história no Reino Unido. Em comparação, a revista mensal britânica History Today, uma valiosa e bem ilustrada publicação de história popular, vende 30.000 exemplares por edição, cuja grande maioria deve ser comprada por membros comuns do público leitor, avidamente interessados em história, mas com pouca ou nenhuma conexão, tampouco conhecimento, sobre história e historiadores acadêmicos. O objetivo deste capítulo é fazer um levantamento de algumas das mais populares variedades de história não acadêmica, examinando o que elas têm em comum com a história acadêmica da forma como esta é praticada nas universidades, mas também em que diferem. Um desses campos, o dos estudos sobre museus e patrimônio (e o trabalho dos arquivistas profissionais) deixa deliberadamente de ser examinado aqui, por ser uma profissão estabelecida em si mesma, muito próxima do trabalho de historiadores acadêmicos e normalmente exigindo uma formação de pós-graduação em história ou em um tema relacionado.1 A maioria, ou todas as áreas discutidas aqui, é dominada pelo historiador não profissional, muitas vezes, na verdade, por pessoas que não têm qualquer formação universitária em história.

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Capítulo VII - A Organização Econômica e Social

COUTO, Jorge Grupo Gen PDF Criptografado

VII

A Organização Econômica e Social

1. A POPULAÇÃO

O tratamento da questão demográfica no Brasil quinhentista reveste-se de grande dificuldade devido às escassas referências constantes das fontes coevas, às contradições aí detectadas, bem como ao caráter pouco rigoroso dos métodos utilizados na recolha dos dados.

De entre os documentos disponíveis, selecionaram-se fundamentalmente tratados descritivos de natureza propangadística destinados a fomentar a ida de colonos para a Província de Santa Cruz ou informações gerais da autoria de jesuítas devido à sua estrutura mais sistemática e a conterem estimativas referentes à generalidade das capitanias.

As fontes utilizadas apresentam geralmente os cômputos demográficos relativos aos portugueses em termos de “vizinhos”. A conversão desta unidade em número de habitantes foi efetuada com base num índice de 5,5, dimensão média adotada a partir do cálculo apresentado por Anchieta que estabelece a equivalência aproximada de vizinhos a indivíduos: “... terá em toda sua comarca (Bahia) quase 2.000 vizinhos de portugueses, dos quais haverá 10 ou 12.000 pessoas...”1

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4. A ARQUITETURA TRADICIONAL DA CHINA E DO JAPÃO

Fazio, Michael Grupo A PDF Criptografado

CAPÍTULO 4

A ARQUITETURA TRADICIONAL

DA CHINA E DO JAPÃO

A

China tem um vasto território e a maior população entre todos os países da Terra. Costumamos considerá-la uma cultura antiga porque, embora sua civilização histórica tenha se desenvolvido um pouco mais tarde do que na Mesopotâmia ou no Egito, a China se distingue das demais civilizações por ter mantido o mais alto grau de continuidade cultural ao longo de seus quatro mil anos de existência. Os quase 26 milhões de metros quadrados do país abrigam condições geográficas distintas e mais de 50 grupos étnicos, mas a sociedade, em geral, é definida pelos chineses han, representantes do maior grupo étnico. Nas mãos de imperadores poderosos, o governo unificado promoveu a uniformidade em muitas estruturas sociais, incluindo o planejamento urbano e as práticas de construção; assim, as tradições da arquitetura chinesa se mantiveram incrivelmente estáveis ao longo dos séculos até a intrusão forçada da cultura ocidental, no século XIX, e a deposição do último imperador, em 1911.

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Capítulo III - O Descobrimento

COUTO, Jorge Grupo Gen PDF Criptografado

III

O Descobrimento

1. A RIVALIDADE LUSO-CASTELHANA NA DISPUTA DO ATLÂNTICO

O descobrimento do litoral sul-americano que viria, posteriormente, a ser designado por Brasil constituiu uma das resultantes da conjuntura ibérica da última década do século XV, caracterizada pela intensa competição luso-castelhana para obter a primazia no delineamento de uma rota marítima para o Oriente. Essa rivalidade – que tinha numerosos antecedentes, nomeadamente no quadro do Atlântico oriental1 – encontra-se na origem do complexo processo que conduziu, num primeiro momento, à divisão do

Mar Oceano entre os dois reinos (Tratado de Tordesilhas, 1494), de que resultou, subsequentemente, a partilha do Novo Mundo e, numa segunda fase, do oceano Pacífico e da Ásia oriental (Acordo de Saragoça, 1529).

No início dos anos noventa de Quatrocentos encontrava-se em vigor o Tratado de Alcáçovas (4 de setembro de 1479), celebrado entre Portugal e Castela-Aragão e ratificado por Isabel e Fernando em Toledo (6 de março de 1480). Entre as suas cláusulas destacamos as relacionadas com a repartição de territórios extrapeninsulares e a definição de áreas de influência no

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