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1.1. A PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA

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– História do Brasil II

serem ainda muito marcados pela fraude) e que se rascunharam os primeiros passos no sentido de se construir uma sociedade cidadã progressivamente mais inclusiva e participativa” (SCHWARCZ, 2012).

Justiça seja feita ao regime de 1889. Entre avanços e recuos, o Império ficou para trás.

Paulo cresceu, e Pedro desapareceu, para retomarmos menção feita à obra Esaú e Jacó, de

Machado de Assis. Entre a novidade de 1889 e a velhice de 1930, a Primeira República redefiniu a identidade do Brasil, feita e refeita por imitação ou refutação, por via interna ou externa, por decreto ou por revolta. Primeira República, então, ao invés de nova ou velha.

1.1.  A PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA

Após o golpe de Quinze de Novembro, Deodoro da Fonseca formou um governo provisório, que se estendeu até o dia 24 de fevereiro de 1891, quando foi promulgada a primeira

Constituição republicana do Brasil. Não era simples a tarefa administrativa de Deodoro, visto que deveria retribuir os esforços daqueles que o apoiaram na derrubada do gabinete do

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1.2. A POLÍTICA DOS ESTADOS

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– História do Brasil II

opunha-se o Partido Federalista, liderado por Gaspar Silveira Martins, que participara do

Partido Liberal durante o Império. Se não há certeza quanto à homogeneidade do matiz monarquista do Partido de Silveira Martins, não resta dúvida que preconizava a revogação da carta constitucional gaúcha e a instauração de um regime parlamentar. O Partido Federalista condenava a excessiva concentração de poderes nas mãos do Executivo, o que era ratificado pela possibilidade de ilimitadas reeleições à presidência do Rio Grande do Sul 2.

Com o apoio das populações do litoral e da serra gaúcha, precisamente onde se assentou a imigração europeia, o Partido Republicano articulou verdadeiras milícias armadas, chefiadas pelos coronéis, ou seja, oficiais de alta patente vinculados à Guarda Nacional. Os próprios

Júlio de Castilhos e Pinheiro Machado eram coronéis em suas regiões. Do outro lado, militares a serviço da política ou políticos de feição militar, os republicanos civis encontraram nos federalistas forma de resistência baseada em exércitos privados, que Silveira Martins e o liberal Assis Brasil articularam a seu favor.

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1.3. A CRISE DA DÉCADA DE 1920: TENENTISMO E REVOLTAS

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– História do Brasil II

anarquista. Conforme relembra Boris Fausto, era preciso conquistar o poder, para depois instituir uma ditadura do proletariado (FAUSTO, 2008). Abrir o caminho, portanto, para a revolução socialista, como advogava a III Internacional de Moscou. A insatisfação popular contra a perpetuação do arranjo oligárquico constituído entre mineiros e paulistas encontrou nova expressão com as eleições de 1922. Apoiado pelos Estados de São Paulo e de Minas

Gerais, Epitácio Pessoa indicou o mineiro Arthur Bernardes para a sucessão presidencial, o que muito desagradou pernambucanos, baianos, fluminenses e, especialmente, gaúchos. A

Reação Republicana, como ficou conhecida a candidatura oposicionista de Nilo Peçanha, denunciava os sucessivos planos de valorização do café. No Rio Grande do Sul, Borges de

Medeiros advogava políticas de equilíbrio fiscal e de combate à inflação. Acreditava-se, não sem razão, que as receitas da União não atendiam aos interesses dos Estados ditos de segunda grandeza, quais sejam, todos, exceto São Paulo e Minas Gerais. O baiano J. J. Seabra preconizava, ainda, a adoção de uma Justiça Eleitoral e do voto secreto.

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1.4. A REVOLUÇÃO DE 1930

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– História do Brasil II

de Eduardo Gomes e de Miguel Costa. Os revoltosos deslocaram-se para o interior de São

Paulo e, posteriormente, fixaram-se na porção ocidental do Paraná, onde aguardavam o apoio dos revoltosos do Sul, liderados por Luís Carlos Prestes. O encontro das colunas paulista e gaúcha deu origem à famigerada coluna Costa-Prestes, que percorreu o país com vistas a disseminar rebeliões antioligárquicas. Com parcos recursos militares e débil adesão rural, a coluna esfacelou-se em 1927, quando Prestes se retirou para a Bolívia. Daí em diante, passou a advogar teses marxistas, somente aderindo ao Partido Comunista do Brasil em 1934.

As respostas de Arthur Bernardes não se fizeram esperar. O Partido Comunista do

Brasil foi posto na ilegalidade no mesmo ano de sua fundação, em 1922. O movimento operário foi duramente reprimido, e as greves rapidamente controladas. O Bloco Operário, frente legal do Partido Comunista do Brasil, conseguiu, no entanto, eleger um deputado em

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1.5. A ECONOMIA REPUBLICANA

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– História do Brasil II

fício que a Aliança Liberal poderia trazer: regulamentar a legislação trabalhista poderia traduzir-se em arrefecimento dos lucros. Para desconforto da chapa oposicionista, Júlio

Prestes venceu com pouco menos de 60% dos votos. Embora os quadros oligárquicos tradicionais parecessem se conformar com o pleito, um punhado de jovens políticos vinculados à Aliança Liberal opôs-se veementemente aos resultados de março de 1930, que pareciam ilustrar nova rotinização do regime. Entre eles, Getúlio Vargas, Oswaldo Aranha e

Lindolfo Collor passaram a constituir o grupo dos tenentes civis, conforme eram então rotulados, o que não quer dizer que fossem aliados incontestes dos tenentes da caserna.

Pelo contrário, os capitães e tenentes dos levantes da década de 1920 desconfiavam da

Aliança Liberal, visto que, na composição dessa agremiação, encontravam-se Arthur Bernardes, João Pessoa e Oswaldo Aranha, políticos que tinham participado de atos de perseguição a tenentes no interior do país.

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1.6. A POLÍTICA EXTERNA DURANTE A PRIMEIRA REPÚBLICA

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– História do Brasil II

A mesma tendência verificou-se em relação aos Estados Unidos. Comparativamente, o Brasil era um país mais fechado ao comércio exterior do que a Argentina ou o México, mas não havia blindagem contra choques externos. Novamente, Gustavo Franco e Luiz Aranha Corrêa do Lago são enfáticos ao afirmar que

[...] o fraco desempenho do país provavelmente teve mais a ver com deficiências internas em fatores importantes para o crescimento, como a qualidade do capital humano, a produtividade, as instituições e o ambiente de negócios, do que com a tão frequentemente vilipendiada “vulnerabilidade externa” (CORRÊA DO LAGO e FRANCO, 2012).

Malgrado a hegemonia do café, a economia republicana conheceu alguma diversificação produtiva, principalmente no que tange à indústria, cuja concentração em São Paulo ocorreu a partir de 1907, em detrimento do Rio de Janeiro. Para além da notória expansão da indústria têxtil; ferro, aço e cimento passaram a compor a pauta manufatureira do Brasil. Multiplicaram-se as firmas vinculadas à confecção desses produtos, notadamente a Companhia

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1.7. RESUMO DO CAPÍTULO

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– História do Brasil II

1.7.  RESUMO DO CAPÍTULO

1. A proclamação da República

A Constituição de 1891

Constituição de 1891

Constituição de 1824

�� Promulgada

�� Outorgada

�� Republicana

�� Monárquica

�� Federalista

�� Unitarista

�� Três poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário.

�� Quatro poderes: Poder Moderador, Executivo,

�� Estado laico

�� Padroado

�� Direitos políticos: homens maiores de 21

�� Direitos políticos: homens maiores de 25 anos

Legislativo e Judiciário.

anos, alfabetizados.

(com exceções), voto censitário.

A República das Espadas a. Deodoro da Fonseca 1889-1891 nn Governo provisório de 1889 a fevereiro de 1891. nn Governo constitucional de fevereiro de 1891 a novembro de 1891: eleições indiretas. b. Floriano Peixoto 1891-1894 nn Revolução Federalista 1893-1895. nn Revolta da Armada de 1893 a 1894.

2. A política dos Estados a. Entropia republicana: os anos Prudente de Morais nn Cisão entre jacobinos fluminenses e o Partido Republicano Paulista. nn Fim da Revolução Federalista. nn Guerra de Canudos. b. Rotinização do regime: de Campos Sales a Afonso Pena nn Para garantir a governabilidade do regime, a União conta com o apoio dos Estados, que articulam eleições para a Câmara de Deputados. Em troca, a União apoia os

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1. A Operação Barbarossa em contexto

David Stahel Editora Manole PDF Criptografado

capítulo 1

A Operação Barbarossa em contexto

Caçando o urso: campanha no teatro de guerra russo

Embora existam incontáveis tópicos conceituais de relevância para nosso entendimento da guerra da Alemanha no leste, a interpretação de Carl von

Clausewitz (1780-1831) sobre “o interior” como um fator estratégico na condução da guerra constitui provavelmente o método mais eficiente de associar muitos dos problemas inerentes ao Ostheer de Hitler em 1941. “O interior” é abordado no Livro I do Da guerra, “Sobre a Natureza da Guerra”.

Clausewitz escreveu:

O interior – suas características físicas e população – é mais que apenas a fonte de todas as forças armadas stricto sensu; ele é em si um elemento integral dentre os fatores em operação na guerra – embora somente aquela parte que é o teatro de operações de fato ou que tenha uma notável influência sobre ele.

É possível, sem dúvida, usar todas as forças móveis de combate simultaneamente; mas com fortalezas, rios, montanhas, habitantes, etc., isso não pode ser feito; pelo menos não com o país como um todo, a menos que este seja tão pequeno que a ação de abertura da guerra o esmague totalmente...

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1. A PRIMEIRA REPÚBLICA

Rodrigo Goyena Soares Editora Saraiva PDF Criptografado

Questões d o IRB r

1.  A PRIMEIRA REPÚBLICA

Exercícios de primeira fase1

1. (Diplomacia – 2015)  A Primeira República (1889-1930) constituiu, nas consagradas expressões da historiografia, a “República que não foi” e o autêntico “teatro das oligarquias”.

Fruto de um golpe de Estado conduzido por militares, em pouco tempo, viu chegarem ao poder os representantes dos grupos proprietários rurais, em um contexto no qual, repetindo a realidade colonial e monárquica pós-Independência, a terra continuou a ser o polo irradiador do poder. Relativamente a esse período da história brasileira, julgue (C ou E) os itens que se seguem.

1. De princípios do século XX ao início da Primeira Guerra Mundial, o Brasil avançou no surto industrial iniciado ainda no Segundo Império, graças, entre outros fatores, à oferta de energia elétrica, aos capitais liberados pelo café e à progressiva ampliação do mercado interno; com a Grande Guerra, abriu-se novo período de expansão para a indústria no Brasil.

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Medium 9788578680725

1. Do papa ao ditador

Julia Carvalho Editora Manole PDF Criptografado

r

o d a t i d o a do papa

capítulo

1

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1500 a 1

“Se tanto tenho de esperar à Porta do Paraíso, prefiro ir ao

Inferno!”. Por essa frase, André Gavião foi investigado pelas visitações do Santo Ofício ao Brasil e processado pelo Tribunal de Inquisição em Portugal.1 Foi apenas uma colocação infeliz, provavelmente dita em um momento de raiva. Entretanto, em tempos de Inquisição, isso era inadmissível. É até possível imaginar a cena. Era mais uma manhã de domingo e uma multidão reunia-se em frente à igreja de Nossa Senhora de Ilhéus, esperando que a missa começasse. Naquela temporada de verão, os dias especialmente quentes castigavam as mulheres embaixo de suas sombrinhas e dentro de seus pesados vestidos.

Mesmo no calor da Bahia, elas insistiam em seguir a moda europeia, com seus corpetes apertados e três ou quatro camadas de saias armadas, justapostas e

1 Souza, Laura de Mello e. O diabo na terra de Santa Cruz: feitiçaria e religiosidade popular no Brasil Colonial. São Paulo: Companhia das Letras,

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2.1. O PROCESSO POLÍTICO

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– História do Brasil II f. O americanismo pragmático de Rio Branco nn III Conferência Pan-Americana do Rio de Janeiro, 1906: visita de Elihu Root.

Aproximação pragmática com os Estados Unidos. nn Conferência da Paz de Haia, 1907: distanciamento entre o Brasil e os Estados Unidos. g. Os sucessores do Barão nn Primeira Guerra Mundial: Brasil declara neutralidade inicial. Com entrada dos

Estados Unidos na guerra, pressões crescentes pela entrada do Brasil no conflito.

Nilo Peçanha declara guerra ao Eixo. nn Liga das Nações: estratégia de Arthur Bernardes resumida pelo bordão “vencer ou não perder”. Brasil pleiteava ser membro permanente do Conselho da Liga. Alemanha entra como membro permanente e toma o lugar pleiteado do Brasil, que sai da

Liga.

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2.1.  O PROCESSO POLÍTICO

Quando Getúlio Vargas assumiu a presidência, em 10 de novembro de 1937, por intermédio de um golpe de Estado, punha fim, em suas próprias palavras

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2.2. A ECONOMIA NA ERA VARGAS

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– História do Brasil II

dos partidos democráticos estaduais sob o rótulo Frente de Oposição ao Estado Novo. Não tardou, contudo, em assumir exclusivamente a feição liberal em detrimento das demais composições ideológicas. A UDN compunha-se da classe média urbana, dos profissionais liberais e do setor empresarial. Em junho de 1945, Getúlio Vargas respondeu à constituição da UDN com a criação do Partido Social Democrático (PSD) e, pouco depois, em setembro do mesmo ano, com a fundação do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), que contava com o apoio da burocracia sindical. Havia uma estratégia política bifronte, portanto. Para Getúlio, interessava arregimentar, por um lado, os interventores estaduais e os proprietários rurais sob a bandeira do PSD; por outro, ficariam sob sua égide os trabalhadores e os empresários urbanos, que mais se identificavam ao PTB.

Rapidamente, o UDN oficializou a candidatura de Eduardo Gomes, e o PSD retrucou lançando o general Dutra. O PTB ficaria sem candidato presidencial, visto que, inicialmente, não dispunha da representatividade política da UDN e do PSD. À perda de apoio político das cúpulas civis e militares, Vargas respondeu com novo estreitamento de laços com as massas trabalhadoras; afinal, a consolidação dos direitos sociais, concedidos no decurso da década de 1930, teria de render seus frutos. O PCB apoiou a lenta transição para a democracia que Vargas parecia promover, o que não deixou de causar surpresa ao partido de oposição.

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2.3. A POLÍTICA EXTERNA NA ERA VARGAS

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– História do Brasil II

austeridade, no qual o retorno ao padrão-ouro e a constituição de um banco central eram as pedras angulares, caso quisesse contrair novo empréstimo com as casas financeiras londrinas.

A missão foi malsucedida, principalmente devido ao abandono pelo próprio Reino Unido do padrão-ouro pouco depois, mas o governo provisório obteve de Paris, de Londres, de Washington e de Berlim o III Funding Loan em 1931. O acordo financeiro não dispunha sobre dívidas estaduais, constituindo mecanismo de financiamento externo federal. A contração do empréstimo, no entanto, não resolveu a crônica escassez de divisas. Embora a crise de

1929 não tenha reverberado severamente no Brasil, a considerar o crescimento de 4% do produto interno já em 1933, o esgotamento de divisas obrigou o governo provisório a declarar moratória da dívida externa em 1931. Em 1934, Osvaldo Aranha renegociou com credores estrangeiros o pagamento da dívida externa. O “esquema Aranha”, conforme ficaram conhecidas as negociações, destinava-se a evitar o incremento da dívida externa. Conforme relembra Marcelo de Paiva Abreu, “o esquema possibilitou uma redução real da dívida [...], o país pagou 33,6 milhões de libras, quando deveria ter pago 90,7 milhões de libras, o que proporcionou um ganho real, considerada a redução real dos pagamentos de juros e o adiamento dos pagamentos dos fundos de amortização de 57,1 milhões de libras” (ABREU, 1990).

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2.4. RESUMO DO CAPÍTULO

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– História do Brasil II

essas associações. Chegou-se a prender um agente nazista na província gaúcha, onde foi acusado de promover motins fascistas. O embaixador da Alemanha no Rio de Janeiro,

Ritter, protestou impetuosamente, o que lhe valeu a declaração de persona non grata. Retirou-se do país, portanto, mas o abalo entre o Brasil e a Alemanha não se desdobrou em um rompimento de relações diplomáticas.

Com a deflagração da Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos adensaram sua política de influência no Brasil e, mais amplamente, na América Latina. Em julho de 1941, criou-se o Office of the Coordinator of Inter-American Affairs, que tinha o objetivo, precipuamente, de estreitar vínculos culturais entre os Estados Unidos e a América Latina. Orson

Welles foi convidado para gravar, no Ceará, filme intitulado It’s all true, no qual a glorificação do governo Vargas estaria retratada nos jangadeiros saídos de Fortaleza para o Rio de Janeiro com a intenção de reivindicar a legislação trabalhista outorgada por Getúlio. Não por acaso, os personagens principais do filme The Three Caballeros, de Norman Ferguson, traduzido em português como Você já foi à Bahia?, eram o Pato Donald, Panchito e Zé Carioca. Precisamente, personagens estadunidense, mexicano e brasileiro. Se as lembranças do telegrama

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2. A ERA VARGAS

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Questões do IRBr

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2. A recusa de Getúlio Vargas, em 1945, de convocar novas eleições presidenciais e uma assembleia nacional constituinte levou à sua derrubada por uma aliança entre a cúpula militar e a União Democrática Nacional.

3. Nos primeiros anos após a Revolução de 1930, a ação do governo federal concentrou-se no fortalecimento do papel do Estado, sem representar diretamente os interesses de uma classe social.

4. A ditadura do Estado Novo, instalada em 1937, foi sustentada pela burocracia civil e militar, pela burguesia industrial e pela classe operária organizada nos sindicatos.

Resposta:  1. Errado. A política externa brasileira não se alinhou decididamente aos Estados

Unidos da América durante a Era Vargas, pelo menos até 1941. Houve flagrante aproximação com a Alemanha. A ascensão de Hitler ao poder propiciou um incremento da influência alemã na América Latina. Em 1943, a Alemanha tornou-se o principal importador de algodão brasileiro e o segundo comprador de café, ficando atrás apenas dos Estados Unidos.

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