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Capítulo VI - A Consolidação da Conquista

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VI

A Consolidação da Conquista

1. A INSTALAÇÃO DO GOVERNO GERAL

O malogro da empresa colonizadora levada a cabo por Francisco Pereira Coutinho permitiu ao governo joanino incorporar – mediante o pagamento de uma indenização de 400.000 reais por ano ao herdeiro daquele capitão-governador – na Coroa a capitania-donataria da Bahia, transformála em capitania real e aí estabelecer a sede do governo geral.

Os motivos que terão levado D. João III a optar pela Bahia estariam relacionados com o abandono a que se encontrava votada devido à morte do seu titular e de muitos dos seus companheiros em combate com os tupinambás, com as excepcionais condições que proporcionava para a ancoragem de grandes frotas e, finalmente, com o posicionamento geográfico relativamente central que facilitava a inspeção e as operações de socorro às povoações do território então integrado na Província de Santa Cruz.

A instalação do governo geral do Brasil foi cuidadosamente planejada pela administração régia. A 19 de novembro de 1548, o monarca enviou, através do navio comandado por Gramatão Teles, uma mensagem a Diogo Álvares e a um dos seus genros, Paulo Dias Adorno, dando-lhes conhecimento das decisões tomadas, recomendando-lhes que efetuassem diligências junto dos indígenas para que a expedição fosse bem recebida e solicitando-lhes que organizassem o aprovisionamento de mantimentos.1

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Capítulo I - Os Fundamentos Geográficos

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I

Os Fundamentos Geográficos

1. O “CONTINENTE DO BRASIL”

O Brasil situa-se, na sua totalidade, na América do Sul, subcontinente que se estende dos 12º 11’ de latitude norte aos 56º 31’ de latitude sul, localizando-se majoritariamente na zona intertropical.

O território brasílico tem atualmente uma superfície de 8.511. 965 km2

(8.456.508 de área terrestre e 55.457 de águas internas), correspondente a

1,7% do globo, a 5,7% das terras emersas, a um quinto das regiões tropicais, a 41,5% da América Latina e a 47,3% da América do Sul. A quinta maior formação política do mundo em extensão atinge 4.320 quilômetros no sentido norte-sul – desde os 5º 16’ 20” de latitude norte (nascentes do rio Ailã, situadas no monte Caburaí, em Roraima) aos 33º 45’ 10” de latitude sul (arroio

Chuí, no Rio Grande do Sul) – e 4.328 quilômetros na direção leste-oeste

– da ponta do Seixas (no cabo Branco, Paraíba) ao rio Moa (Acre) – tendo fronteiras de 15.719 quilômetros com dez estados sul-americanos.

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3. Do parlamentar ao juiz

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capítulo

3

iz u j o a r a rlament

do pa

até hoje de 1986

Cinco de outubro de 1988. Pela primeira vez na história do Brasil, estava a democracia plena, com todos os direitos individuais garantidos, instituída pela

Constituição:55

Art. 5º

III - Ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante;

IV - É livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;

V - É assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem;

IX - É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;

55 Durante o Império e o período de 1945 a 1964, a liberdade de imprensa foi garantida, mas as diversões públicas ainda eram submetidas à ação da censura. A Constituição de 1988 foi a primeira a garantir a liberdade de expressão em todos os seus âmbitos.

51

XIV - É assegurado a todos o direito à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional.

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Capítulo III. A crítica

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Capítulo III

A crítica

A crítica

1. Esboço de uma história do método crítico

Que a palavra das testemunhas não deve ser obrigatoriamente digna de crédito,1 os mais ingênuos dos policiais sabem bem2. Livres, de resto, para nem sempre tirar desse conhecimento teórico o partido que seria preciso. Do mesmo modo, há muito tempo estamos alertados no sentido de não aceitar cegamente todos os testemunhos históricos. Uma experiência, quase tão velha como a humanidade, nos ensinou que mais de um texto se diz de3 outra proveniência do que de fato é: nem todos os relatos são verídicos e os vestígios materiais, [eles] também, podem ser falsificados. Na Idade Média, diante da própria abundância de falsificações4, a dúvida foi [frequentemente] como um reflexo natural de defesa5. “Com tinta, qualquer um pode escrever qualquer coisa”, exclamava, no século XI, um fidalgo provinciano loreno, em processo contra monges que armavam-se de provas documentais contra ele. A Doação de Constantino — essa espantosa elucubração que um clérigo romano do século VIII assinou sob o nome do primeiro César cristão

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A raposa na sua toca

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IIA raposa na sua tocaA 31 de agosto de 1939, a Wehrmacht, que fora utilizada na­campanha da Polónia, fervilhava de entusiasmo e tensão. Mas, em ­Berlim, num escritório simples e escassamente mobilado, um homem pequeno e pálido, de cabelo branco, recostava-se, descontraído. Para Wilhelm Canaris, a eclosão da guerra fora um anticlímax. Ele trabalhara longa e arduamente para a preparar; agora, as batalhas que a Wehrmacht ainda tinha de vencer ou perder já eram para ele um assunto arrumado. Canaris e os seus homens travaram a sua própria guerra clandestina com enorme dedicação e rara perícia. Apesar de terem perdido algumas escaramuças, haviam ganho a maioria das batalhas. E julgavam-se agora confiantes de que ganhariam a guerra.Quem era este homem, este grande comandante e o cérebro deste vasto exército clandestino? Tendo sido o mais importante chefe de uma organização de espionagem da Segunda Guerra Mundial, Canaris foi também uma das suas figuras mais controversas. Um antigo e destacado alto oficial germânico escreveu: «Raramente foi uma importante personagem histórica julgada com tantos veredictos c­ontrastantes

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Estagnação no campo aliado

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IVEstagnação no campo aliadoEm marcado contraste com os cada vez mais desenvolvidos serviços secretos de Hitler, os países democráticos ou não tinham quaisquer serviços de informações dignos desse nome, ou mantinham algumas organizações muito reduzidas e em hibernação. Os serviços francês e britânico incluíam-se nesta última categoria. Na sua maior parte, subsistiam com orçamentos exíguos e respaldados no prestígio passado, com as inevitáveis consequências. Dito de forma franca, tanto os serviços secretos franceses como britânicos eram maus e completamente inadequados face aos desafios e exigências desses anos fatais.Em França, país que produzira Joseph Fouché, um dos chefes de espiões mais iníquos da História, a recolha de informações era um instrumento tradicional de poder, mas praticada como arte e não como ciência exata. Em sintonia com a organização caótica do governo francês e da burocracia predatória e invejosa dos seus f­ uncionários, a recolha de informações estava descentralizada e compartimentada. Cada serviço mantinha-se à parte dos outros e não aprovava nem a ligação nem a cooperação, com medo de que a ­concordância

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O grande carrilhão

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VIO grande carrilhãoNo início de 1937, Hitler autorizara a criação de uma rede de espionagem na Grã-Bretanha, e o almirante Canaris de imediato deitou mãos à obra. A chefia das operações estava a cargo do coronel KarlBusch, oficial veterano dos serviços secretos, que dirigia a divisão anglo-americana da Abwehr.Busch formou não um, mas dois grupos independentes na Grã-Bretanha. O primeiro era constituído por agentes subalternos.Incluía centenas de mädchen alemãs, que trabalhavam como criadas infiltradas nos lares de personalidades inglesas influentes. Tal como outros espiões, estas jovens eram treinadas na escola da Abwehr, emHamburgo, onde aprendiam coisas tão diversas como cozinhar rosbife ou usar um radiotransmissor.Busch considerava este grupo importante, mas não imprescindível. Reunia informação útil, mas funcionava principalmente como um isco. Busch previa que atraísse a atenção dos serviços de contraespionagem britânicos, com poucos recursos humanos, permitindo que o segundo grupo, o mais importante, não fosse detetado.

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Por detrás da batalha da Europa

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VIIIPor detrás da batalha da EuropaEntre a queda da Polónia e o início da invasão da Noruega, decorreu um dos mais estranhos períodos da História – os meses da «guerra falsa». Sobre os escombros de Varsóvia, em setembro de 1939,Hitler parecia satisfeito com a carnificina que causara, mas no íntimo estava perplexo. O que fazer agora?Ele considerava tanto a hipótese de paz como de guerra. A 6 de outubro de 1939, convidou a Grã-Bretanha e a França para dis­ cutirem a paz, mas foi rejeitado. Na procura hesitante de algo mais, manteve os seus generais na expectativa, enquanto pensava em meia dúzia de ideias; para cada uma, os generais tinham de conceber uma possível campanha. «Girassol» seria o nome de uma hipotética campanha no Norte de África, com Trípoli como destino. «Alpe Violeta» teria por alvo a Albânia. «Felix» contemplava atravessar a Espanha para tomar Gibraltar; e a «Operação Amarelo» destinar-se-ia a conquistar os Países Baixos.Os mercadores acorriam a Berlim – conspiradores oriundos da

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As difíceis ervas daninhasda Inglaterra

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XAs difíceis ervas daninhas da InglaterraNo verão de 1940, a Abwehr atingira o seu auge e estava a deteriorar-se impercetivelmente. Os serviços de informações britânicos haviam saído da sua letargia e inépcia, tendo-se tornado, quase de um dia para o outro, um braço crucial do governo de Sua M­ ajestade.Estas alterações exerceram considerável influência na História:Hitler precisava da Abwehr mais do que tudo para preparar o caminho para o próximo destino; Churchill necessitava do conselho dos seus Serviços de Informações para impedir que o Führer o atingisse.Após a conclusão da campanha francesa, Hitler estava algo indeciso quanto ao que fazer. Durante alguns dias chegou a pensar em sugestões de paz. O rei da Suécia, entre outros, surgiu nos bastidores a oferecer os seus serviços para mediar alguma forma de acordo de paz que permitisse ao nazi manter o seu saque. Os serviços de­Gustavo V foram rejeitados por ambos os lados; de forma indignada por Churchill, e perplexa por Hitler. Depois disto, Hitler não hesitou.

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Um homem chamado «Ramsey»

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XVUm homem chamado «Ramsey»Na primavera de 1935, chegou a Nova Iorque um turista vindo deTóquio e com destino a Berlim. Registou-se no Hotel Lincoln, na 44.aRua Oeste, sob o nome de Dr. Richard Sorge, correspondente estrangeiro do Frankfurter Zeitung, um dos principais jornais a­ lemães.Os serviços de informações de vários países tinham tentado manter atualizada uma ficha com dados biográficos sobre este homem, mas o seu percurso errático revelara-se algo difícil de acompanhar.A  sua «ficha de suspeito» nos arquivos dos serviços de contrainformação americanos datava já de 1929 e continha uma série de­entradas sensacionais, indicando Sorge como membro muito importante do grande aparelho soviético de espionagem.Este Sorge era um intelectual melancólico, nascido em Baku, noSul da Rússia. O seu avô fora Adolph Sorge, secretário de Karl Marx na I Internacional, e o pai um engenheiro alemão que trabalhava para uma companhia petrolífera no Cáucaso; a sua mãe era de origem mais obscura, e dizia-se que era russa. Sorge fora um rapaz sensível, bonacheirão e estudioso, e algo mimado pelos seus pais, que lhe chamavam «Ika».

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Capítulo 20 | História e patrimônio

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HISTÓRIA E PATRIMÔNIO

Susan Davies

20

O termo heritage* nos remete a algo que é herdado, seja por indivíduos, seja coletivamente. É um termo amplo, muito aceito, tanto na Grã-Bretanha quanto internacionalmente, e resultou do latim heres, e de várias palavras associadas relacionadas a herança e a coisas que podem ser herdadas. Entre as definições do

Oxford English dictionary está a seguinte: “That which comes from the circumstances of birth; an inherited lot or portion; the condition or state transmitted from ancestors”. [O que vem das circunstâncias de nascimento; um lote ou porção herdados; a condição ou estado transmitidos pelos ancestrais] Isso sugere uma amplitude de significados que alguns consideram insuficiente, vaga, preferindo, por exemplo,

“bens culturais” como termo mais específico. Um relatório recente da English Heritage, The power of place (Dezembro de 2000), sugere “o ambiente histórico” como expressão preferida. Mesmo assim, nenhum desses é tão generoso em termos de sentido ou conceito quanto heritage.

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Capítulo 7 | A “nova história social” nos Estados Unidos

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A “NOVA HISTÓRIA SOCIAL”

NOS ESTADOS UNIDOS

Robert Harrison

“Sem muita dúvida”, observou Peter Stearns em 1988, “a ascensão da história social foi o mais dramático evento na pesquisa histórica nos Estados Unidos nas duas últimas décadas”.1 Como na Grã-Bretanha, ela teve presença frágil na academia até próximo da década de 1950 e, nas décadas seguintes, o volume de publicações cresceu bastante, à medida que muitos recém-chegados entravam no campo e eram abertas novas áreas para a investigação acadêmica. O rápido crescimento da

“nova história social” marcou uma mudança profunda no centro de gravidade da escrita histórica nos Estados Unidos. “Na profissão de historiador como um todo”, observou Gertrude Himmelfarb em 1987, “a nova história é a nova ortodoxia”.

Por sua vez, historiadores políticos e intelectuais de pensamento tradicional, como ela própria, sentiam-se marginalizados e privados de reconhecimento: “O que estava no centro da profissão está agora na periferia”.2 Antes de identificarmos a ascensão da história social como uma mudança de paradigma clássica, devemos reconhecer que a nova subdisciplina era, ela própria, uma igreja ampla, cujos devotos vinham de muitas direções diferentes, trazendo consigo interesses e propostas ideológicas distintas e privilegiando metodologias muito diferenciadas com as quais revelar a experiência vivida do passado dos Estados Unidos. Mais do que isso, sua hegemonia decididamente teve vida curta. Portanto, devemos considerar se a “nova história social” era coerente ou duradoura o suficiente para se constituir em uma importante mudança de paradigma histórico.

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Conclusão

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CONCLUSÃO

Os impulsos em direção à profissionalização da história, junto à adoção de uma abordagem que apresentava um alto grau de uniformidade independentemente de fronteiras nacionais, tiveram raízes locais nas três sociedades de que tratamos nesses estudos de caso. Contudo, como também sugerimos, a profissionalização da história só pode ser entendida se levarmos em conta a interconexão dessas experiências nacionais: foi um processo com dimensões internacionais e marcado por transferências culturais. Principalmente depois de 1945, o padrão foi reproduzido para além dos exemplos “ocidentais” e europeus que discutimos.

Atualmente, a história pode afirmar ser uma disciplina global, ainda que acossada por dificuldades. Onde, até 1945, os principais obstáculos que os membros da profissão enfrentavam para se comunicar tinham sido as guerras entre as nações, a Guerra Fria representou barreiras semelhantes ao longo de meio século depois disso. Em anos mais recentes, surgiram dificuldades na condução de diálogo entre historiadores no “Ocidente” e alguns de seus colegas no Terceiro Mundo. Ainda se debate se os hábitos de pensamento arraigados na historiografia “Ocidental”, as categorias que os historiadores “ocidentais” empregam e até mesmo a própria história, podem ser uma imposição sobre o Terceiro Mundo.1

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Capítulo 16 | O pós-modernismo e a virada linguística

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O PÓS-MODERNISMO E A VIRADA LINGUÍSTICA

Michael Roberts

A expressão “pós-moderno” foi usada a partir da década de 1930 para definir um estilo, especificamente um afastamento das linhas definidas do “estilo internacional” predominante anteriormente na arquitetura. O modernismo floresceu entre as guerras, quando o compromisso com o uso de novas técnicas e materiais para atender às necessidades de moradia para massas fez com que os antigos estilos de construção parecessem redundantes e elevou a arquitetura feita por máquinas a um princípio estético. Sua adaptação às necessidades de uma economia empresarial que ressurgia depois da guerra gerou uma reação. A nova abordagem pós-moderna se baseou na confusão cada vez maior de imagens que transbordava da afluência dos consumidores contemporâneos, na justaposição discordante de velhos signos e símbolos com os mais novos. Um dos primeiros tratados sobre o novo estilo, a obra de Robert Venturi, adequadamente intitulada de Complexidade e contradição em arquitetura (1966), celebrava a “vitalidade desordenada em detrimento da unidade óbvia”. Os arquitetos pós-modernistas gostavam de enfatizar a fachada de um prédio, em vez de sua estrutura, e usar alusões históricas em fragmentos e detalhes no projeto.1 Enquanto isso, sociólogos como Daniel Bell estavam estudando “a sociedade pós-industrial ... uma sociedade que passou de uma etapa de produção de bens a uma sociedade de serviços”. No mesmo ano, 1959, C.

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Capítulo 3 | A primazia da história política

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3

A PRIMAZIA DA HISTÓRIA POLÍTICA

Robert Harrison, Aled Jones e Peter Lambert

A geração fundadora de historiadores profissionais na Alemanha, nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha tinha uma visão estreita sobre qual era o tema da história, concentrando seus esforços no estudo da história política. Uma razão para se fazer isso era que os métodos da “história científica” se aplicavam mais facilmente a tópicos políticos. Os arquivos de governos estaduais e federais e as obras selecionadas de destacados líderes políticos eram o material documental de mais fácil acesso, de modo que os estados, em lugar dos povos, se tornaram os principais temas.

Alemanha

No caso da Alemanha, além das exigências de método científico, a patronagem do Estado à disciplina emergente e ao trabalho dos historiadores oferecia um segundo motivo para o foco específico na história política, enquanto a propensão luterana a se submeter à autoridade estatal representava um terceiro. Embora rejeitassem quase todos os outros aspectos do trabalho de Hegel, os historiadores lhe faziam eco ao dizer que o Estado era a maior conquista do empreendimento humano. Johann Gustav Droysen associava o Estado ao divino, Friedrich Dahlmann lhe atribuía características mais humanas, de uma “personalidade corporal e espiritualmente valiosa”. Dessa forma, foi dado um primeiro passo para conciliar o foco no Estado em geral com a convicção dos historiadores de que sua preocupação deveria ser com o historicamente particular: O próprio Estado era um indivíduo! O segundo passo foi dado quando foi declarado que a tarefa do historiador era a propagação de seu próprio Estado-Nação. Se os primeiros trabalhos de

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