276 capítulos
  Título Autor Editora Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta
Medium 9788520435755

Língua particular

Gilles Lapouge Editora Manole PDF Criptografado

212

Dicionário dos apaixonados pelo Brasil

transformam-na em uma arma contra os vencidos, contra os índios. Assim, eles poderão insultar, humilhar ou castigar seus empregados ou seus escravos à vontade, e em nheengatu, na língua dos vencidos. O prazer dos vencedores será redobrado.

Os colonos dominam essa “língua geral” com muita facilidade, pois muitas vezes eles mesmos são mestiços, filhos de portugueses e de índias, caboclos, mamelucos. Em contrapartida, os administradores enviados por Lisboa de tempos em tempos não compreendem nada do nheengatu. Eles são duplamente exilados, pela distância e pela língua.

Língua particular

Um dia, eu inventei uma língua. Não é uma língua importante. Ela não se liga nem ao tupi, nem ao nheengatu. E também não é geral. É particular. Sua esperança de vida não é longa. É a de um mosquito. Nem bem nasceu e já era uma língua morta e sem sepultura.

Essa história é bem antiga. O general Castelo Branco já tinha dado seu golpe de

Ver todos os capítulos
Medium 9788563899033

Capítulo 10. Cruzando Fronteiras

Candice Goucher, Linda Walton Grupo A PDF Criptografado

Cruzando Fronteiras

Limites, encontros e fronteiras

E

ntre os povos que viveram na província da

Nova Espanha (atual México) nos tempos pós-conquista estavam os Nahua, que, entre

1550 e cerca de 1800, produziram numerosos documentos em sua própria língua (nahuatl), que foram escritos na escrita europeia. As fontes nahuatl mostram como as estruturas indígenas e os padrões da cultura nahua sobreviveram à conquista em uma grande escala e por um período de tempo muito mais longo do que julgaram os relatórios dos cidadãos espanhóis. Por exemplo, embora os espanhóis “reivindicassem” e “possuíssem” a terra, determinando seus limites, ela foi garantida a outros, frequentemente revertida aos habitantes indígenas. Um trecho do documento abaixo descreve uma garantia de terra de 1583, na cidade de San Miguel de Tocuillán, no México. Sua receptora e a porta-voz da família é Ana:

Ana falou a seu irmão mais velho, Juan

Miguel: “Meu querido irmão mais velho, deixe-nos ficar sob seu teto por alguns dias

Ver todos os capítulos
Medium 9789724421735

Parte I A Imprensa na Monarquia Constitucional

Isadora de Ataíde Fonseca Editora Almedina PDF Criptografado

Parte I

A Imprensa na Monarquia

Constitucional

Em meados do século xix, a imprensa chegou às colónias portuguesas em África através dos boletins oficiais, previstos por um decreto de D. Maria II em 1836. Em 1842, deu-se início à publicação do boletim oficial em Cabo Verde, seguiu-se a sua circulação em

Angola a partir de 1845, em Moçambique em 1854, em São Tomé e Príncipe em 1857, e finalmente na Guiné em 1880. À imprensa oficial seguiu-se a imprensa privada, não oficial e, por isso, também chamada de «independente». A decisão do império de publicar boletins oficiais nas colónias africanas inseriu-se num conjunto de novas diretivas para África, decorrentes das mudanças no «velho» império.

As Invasões Francesas, a partida de D. João VI para a América, a

Revolução Liberal, a independência do Brasil, a afirmação da esfera pública e da imprensa, a crise económica e os conflitos internos que permearam Portugal até à Regeneração foram eventos cruciais no lugar atribuído a África no processo de reconfiguração do império.

Ver todos os capítulos
Medium 9788502624115

4.3. A POLÍTICA EXTERNA

Rodrigo Goyena Soares Editora Saraiva PDF Criptografado

168

– História do Brasil II

os quase 40% anuais durante o período. Pior, à crescente dívida externa somavam-se os primeiros sinais de crise orçamentária interna. Os últimos meses do governo Geisel aprofundaram, em parte devido ao contexto externo, o incipiente às dificuldades do cenário econômico interno. O segundo choque do petróleo, de 1979, derrubou a produção desse bem e, portanto, forçou o aumento de seu preço. No Brasil, procedeu-se a nova saída de dólares e novo aumento da inflação. Entre 1979 e 1982, o Banco Central dos Estados Unidos (FED) aumentou os juros de 7% para 18%. Arrefeceu a liquidez internacional e deram-se os primeiros passos para a recessão em escala mundial. No Brasil, o duplo choque internacional não foi magro de consequências. Os juros dos empréstimos contraídos nos Estados Unidos eram flutuantes, o que significou aumento da dívida externa brasileira. O novo acréscimo no número de dólares retirados do Brasil provocou o desequilíbrio do balanço de pagamentos a partir de 1979.

Ver todos os capítulos
Medium 9789724421735

Introdução

Isadora de Ataíde Fonseca Editora Almedina PDF Criptografado

Introdução

«É tinta que lhe corre nas veias, não sangue. Alguma coisa muito séria hão-de ter feito para que veja o mundo sempre assim», observa o narrador de O Olho de Hertzog sobre João Albasini, jornalista africano de Lourenço Marques nas primeiras décadas do século xx, transformado em personagem pela literatura. Hans Mahrenholz, protagonista do romance histórico de João Paulo Borges Coelho, «Não pode deixar de sentir admiração por este homem sempre tão lutador, combatendo vilezas enquanto outras vilezas se desenrolam nas suas costas. O mundo a fechar-se e ele sem mãos a medir para o manter aberto.» Também em Moçambique, na década de 1970 e em meio à guerra, se desenrola A Costa dos Murmúrios. No romance de Lídia

Jorge aparece o imaginado Correio do Hinterland, «a imitação de um jornal, mas à hora do jantar havia a azáfama própria de um jornal verdadeiro. Algumas pessoas corriam e não tinham tempo, algumas pessoas suavam, e as grandes pás da ventoinha tinham mais moscas que metal.» O jornalista «não é um homem novo, nem um homem branco, nem um homem estúpido», e responde às críticas da leitora ao jornal: «Fique a saber que todas as quintas-feiras eu arrisco tudo pela verdade, fique a saber que às quintas-feiras tudo o que tenho fica em perigo e eu mesmo fico ameaçado. Se todos os dias arrisco, há certos dias em que não tenho mais nada para arriscar — arrisco tudo,

13

Ver todos os capítulos
Medium 9788563899149

Capítulo 10 | História e antropologia

Peter Lambert, Phillipp Schofield Grupo A PDF Criptografado

10

HISTÓRIA E ANTROPOLOGIA

John Davidson

Segundo Bernard S. Cohn, um norte-americano estudioso do sul da Ásia que percorreu essas disciplinas mais do que a maioria das pessoas, os historiadores e os antropólogos têm um tema em comum: a “alteridade”.

Um dos campos constrói e estuda no espaço, o outro, no tempo. Ambos têm uma preocupação com texto e contexto. Ambos visam, independentemente do que mais façam, explicar o sentido das ações de pessoas enraizadas em um tempo e um espaço a pessoas de outro.1

A maioria dos historiadores praticou seu ofício sem ser influenciada pelos desdobramentos na antropologia e, em muitos casos, ignorando-os. Mas, desde os primeiro dias da história profissional acadêmica, alguns deles têm demonstrado um interesse na antropologia e mesmo visualizado uma indefinição das divisões entre as disciplinas. Os antropólogos, principalmente os antropólogos sociais britânicos, eram mais céticos, mas, nos anos de 1960 e depois, à medida que alguns antropólogos se afastavam dos modelos das ciências naturais, E. E. Evans-Pritchard e

Ver todos os capítulos
Medium 9788521620501

Capítulo Cinco - Promessas Pródigas

Aswath Damodaran Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo Cinco

Promessas Pródigas

Avaliação de Jovens empresas

Em fins de 2010, a Google (GOOG) tentou comprar uma jovem empresa de Internet, chamada Groupon, por US$6 bilhões. Na época, a Groupon existia havia apenas um ano, tinha receitas de mais ou menos US$500 milhões e reportava prejuízo operacional. A empresa, sem dúvida, tinha potencial de crescimento, mas havia enormes incertezas sobre seu modelo de negócio. Embora a oferta da Google tenha fracassado, os analistas estavam confusos, sem saber como avaliar uma empresa quase sem história de operações e sem dados sobre preços de mercado.

Se todas as empresas começam com uma ideia, as jovens empresas passam por várias fases, desde o momento em que seu único ativo é uma proposta de produto ou serviço, quase sempre sem produtos nem receitas, evoluindo, em seguida, para empresas emergentes, que estão testando a atratividade de um produto, até chegarem a um terceiro estágio, em que já estão avançando para a lucratividade.

Ver todos os capítulos
Medium 9788502624115

1.6. A POLÍTICA EXTERNA DURANTE A PRIMEIRA REPÚBLICA

Rodrigo Goyena Soares Editora Saraiva PDF Criptografado

50

– História do Brasil II

A mesma tendência verificou-se em relação aos Estados Unidos. Comparativamente, o Brasil era um país mais fechado ao comércio exterior do que a Argentina ou o México, mas não havia blindagem contra choques externos. Novamente, Gustavo Franco e Luiz Aranha Corrêa do Lago são enfáticos ao afirmar que

[...] o fraco desempenho do país provavelmente teve mais a ver com deficiências internas em fatores importantes para o crescimento, como a qualidade do capital humano, a produtividade, as instituições e o ambiente de negócios, do que com a tão frequentemente vilipendiada “vulnerabilidade externa” (CORRÊA DO LAGO e FRANCO, 2012).

Malgrado a hegemonia do café, a economia republicana conheceu alguma diversificação produtiva, principalmente no que tange à indústria, cuja concentração em São Paulo ocorreu a partir de 1907, em detrimento do Rio de Janeiro. Para além da notória expansão da indústria têxtil; ferro, aço e cimento passaram a compor a pauta manufatureira do Brasil. Multiplicaram-se as firmas vinculadas à confecção desses produtos, notadamente a Companhia

Ver todos os capítulos
Medium 9788520435755

Falsos cognatos

Gilles Lapouge Editora Manole PDF Criptografado

F

Falsos cognatos

Encontrei o primeiro dos meus falsos cognatos alguns dias depois da minha chegada ao Brasil. O consulado da França oferecia uma recepção. Eu começava a falar português. Uma moça sorriu para mim. Em seguida, perguntou-me se eu ficava sempre constipado. Disse que não. Eu não sofria desse incômodo. Não era o meu estilo. A moça deu um sorriso jocoso para manifestar sua incredulidade. Eu me defendi. Ela não desistiu. Com certeza eu estava constipado. Decidi interromper a conversa. Ainda que ela fosse bastante bonita, não dava para continuar! Além do mais, uma relação que começa dessa maneira não me parecia ter um futuro brilhante.

Alguns dias depois, um amigo do jornal me confirmou que eu estava constipado. Fiquei preocupado. Será esse um efeito do exotismo? Um dano colateral e mesmo paradoxal da diarreia do viajante? Deveria sair correndo e ir ao médico?

Eu tentava me tranquilizar. Mesmo não sentindo cólicas, começava a me preocupar: minha constipação não era perigosa na mesma proporção de sua invisibilidade, do silêncio no qual ela se desenvolvia? Era uma constipação disfarçada, uma constipação “essencial”, platônica e inalcançável. Ela progredia em minhas vísceras sem fazer alarde, sem soar o alerta, instalando-se assim no centro do palco sem cometer o mínimo dano, de forma que eu acabaria morrendo sem nem mesmo perceber, o que sempre me pareceu uma saída desagradável.

Ver todos os capítulos
Medium 9788521625018

PARTE II - Aspectos práticos das PPPs em um Brasil com grandes obras

Chrysostomo, Oliveira Grupo Gen PDF Criptografado

Aspectos práticos das

PPPs em um Brasil com grandes obras

DENISARD C. O. ALVES

RODRIGO DE LOSSO

BRUNO C. GIOVANNETTI

Introdução

O investimento em infraestrutura é parte essencial de uma estratégia para o desenvolvimento sustentável. É consenso entre analistas econômicos e formuladores de políticas públicas que tal investimento é prioridade no Brasil dos dias de hoje.

Os investimentos em infraestrutura no Brasil ganharam uma nova dimensão com o lançamento do Programa de

Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal.

Com o programa, tais investimentos vêm apresentando forte crescimento. Na primeira etapa do PAC, iniciada em

2007, eles totalizaram R$ 754 bilhões. Sob o PAC 2, iniciado em 2011, R$ 955 bilhões foram investidos até agora.1

Em 2012, o Governo Federal lançou um pacote de concessões de R$ 133 bilhões, que foi um passo importante para o desenvolvimento da infraestrutura do país. No entanto, tal montante corresponde apenas a uma parcela

Ver todos os capítulos
Medium 9788520435755

Seringueiros

Gilles Lapouge Editora Manole PDF Criptografado

Seringueiros

323

Buscar na linha fina do Horizonte

A árvore, a praia, a flor, a ave, a fonte,

Os beijos merecidos da Verdade.

No século XIX, as impaciências do sebastianismo encontram um terreno fértil no Brasil. Mas, quando chega ao deserto do Nordeste, o sebastianismo se transforma um pouco e adquire contornos fúnebres. Nesses espaços calcinados, nessas terras sem consolo, os milenaristas empregam uma eloquência mágica.

De tempos em tempos, um personagem percorre a província mártir apresentando-se como o anunciador de Dom Sebastião. Em Flores, em Pernambuco, João

Antônio dos Santos anuncia que Dom Sebastião vai desembarcar. Forma-se uma modesta seita. A Igreja católica a considera suspeita. Um padre é mandado a Flores. João Antônio dos Santos reconhece que seus cálculos estavam errados.

Os habitantes da região não estão contentes. Dom Sebastião estava decidido a fazer seu grande retorno. Já estava ali, bem pertinho. Havia preparado tudo. O

Ver todos os capítulos
Medium 9788520435755

Borracha

Gilles Lapouge Editora Manole PDF Criptografado

Borracha

41

Borracha

A cidade de Manaus ainda não existe. O que existe é uma floresta imortal, toneladas de formigas e de onças, cem mil nuvens, sóis e nevoeiros, jacarés, araras e lontras gigantes, tucanos cujo bico amarelo é tão volumoso que sempre achamos que o pássaro vai cair para frente, sapos venenosos, mosquitos, macacos de todos os tipos, rios.

Entre esses vários rios, existem dois que se encontram a 2 mil quilômetros a oeste da costa atlântica, em pleno coração da selva. O primeiro é o Solimões. Ele desce dos Andes, é imponente e se tornará o Amazonas. O outro chega do noroeste.

Receberá um dia o nome de rio Negro, pois suas águas são ácidas e negras. Na junção dos dois cursos de água, uma vasta praia é frequentada pelos índios manaós. As crianças manaós divertem-se com estranhas bolas moldadas com o látex, essa seiva pegajosa que escorre dos cortes infligidos a uma árvore; elas pulam e é divertido.

Os índios maias chamam a árvore de cahuchu (em língua quéchua, “árvore que chora”). Para os acadêmicos, é denominada Hevea brasiliensis, a seringueira.

Ver todos os capítulos
Medium 9788563899033

Capítulo 11. Imaginando o Futuro

Candice Goucher, Linda Walton Grupo A PDF Criptografado

Imaginando o Futuro

As encruzilhadas da história mundial

O

adivinho ioruba, Babalawo Kolawole

Ositola, senta-se perante uma bandeja de madeira esculpida (opon) no bairro Porogun da cidade de Ijebu-Ode, na Nigéria. Ele começa o ritual de adivinhação no qual irá explicar o presente e predizer o futuro ao invocar o passado.

Primeiro ele traça os padrões de cruzamento, duas linhas que se interceptam em certo ângulo, no pó irosun na superfície da bandeja. A encruzilhada simboliza o ponto de encontro de todas as direções, todas as forças. Como qualquer cruzamento movimentado, a encruzilhada forma um lugar de perigo e confusão, que surge com a oportunidade de mudar de direção. A experiência ioruba do universo é expressa pelas gravações no opon e nas palavras que o adivinho profere, de contínua mudança e transformação, em meio às realidades sociais de interação e interdependência. A adivinhação se tornará um diálogo com os ancestrais e as forças espirituais. O mensageiro divino, a divindade Exu/

Ver todos os capítulos
Medium 9788520435755

Palmares

Gilles Lapouge Editora Manole PDF Criptografado

P

Palmares

A condição do escravo, nas grandes plantações de cana de açúcar, é indigna. Órfãos de suas terras natais, separados de suas tribos e tristes pela perda de sua língua, eles trabalham e morrem. Muitos se resignam. Alguns se suicidam. Outros se rebelam, ainda que morram ou sejam supliciados no pelourinho. Alguns conseguem se reagrupar e organizam uma fuga que resulta em uma repressão implacável, ou na criação de um quilombo – também chamado de mocambo.

Um quilombo é um vilarejo livre que os negros em fuga criam longe das plantações, nas florestas mal conhecidas e impenetráveis. Esses quilombos geralmente têm uma vida bem curta. Os senhores de engenho, auxiliados por seus vigias, os destroem e os castigos continuam. Alguns, no entanto, conseguem durar. O mais célebre, e um dos mais antigos, foi o de Palmares. Ele desafiou as autoridades durante um século e contou com até 80 mil pessoas.

Palmares localiza-se no Nordeste, ao norte do curso inferior do rio São Francisco, no atual Estado de Alagoas. Nos últimos anos do século XVI, cerca de quarenta negros fogem de um dos maiores engenhos de açúcar de Pernambuco. Dirigem-se para as terras altas do interior, que são chamadas de palmares, pois são cobertas de espessas florestas de palmeiras. Os fugitivos distanciam-se do litoral.

Ver todos os capítulos
Medium 9789724420141

Miséria e grandeza da guerra secreta

Ladislas Farago Grupo Almedina PDF Criptografado

XIXMiséria e grandeza da guerra secretaA guerra metálica e ordenada de Hitler estava a ter problemas. A precisão formidável com que os Alemães haviam começado esvaía-se agora como o ar de um balão furado. O Eixo parecia triunfar em toda a parte, mas estava a acontecer algo que não constava dos comunicados, algo tão vago e obscuro que ainda não era visível a olho nu. Nos confins mais negros do conflito global abria-se uma segunda frente, nas ruas, à noite, e nas florestas mortíferas dos territórios ocupados.Ao analisar em retrospetiva aqueles dias de incerteza, o generalSir Colin Gubbins, diretor do SOE britânico, era da opinião de que os Alemães pretendiam escravizar os povos conquistados e as suas indústrias para apoiarem em pleno o seu esforço de guerra. «Por fim», refere, «ainda que esta estratégia os tenha ajudado inicialmente, acabariam por pagar um preço terrível por terem violado todas as leis da humanidade, pela sua agressão, não provocada, a povos indefesos, pelas suas crueldades inimagináveis, exercidas indiscriminadamente sobre homens, mulheres e crianças. Não conseguiram impedir a sabotagem, por mais que tentassem. Não conseguiram impedir

Ver todos os capítulos

Carregar mais