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Alvo: Estados Unidos

Farago, Ladislas Grupo Almedina PDF Criptografado

XVI

Alvo: Estados Unidos

Durante a década que antecedeu Pearl Harbor, o mundo da espionagem ganhou uma nova figura que não podia deixar de dar nas vistas.

Era o agente secreto do Japão, que obteve um prestígio cómico de subtil e estranha implicação sinistra. «O espião do Sol Nascente» tornou-se uma personagem de cartoon favorita, um homenzinho familiar que se curvava, sibilando «Mil peldões», com um rasgado sorriso, enquanto as suas mãos vasculhavam atarefadamente o bolso de outrem.

Os próprios Japoneses nada viam de divertido nos seus espiões.

Consideravam a espionagem um assunto extremamente sério, um instrumento importante da política nacional. De caráter essencialmente oriental, a espionagem japonesa era manifestamente esquizofrénica. Na Ásia, operava com uma selvajaria descontrolada, mas nos Estados Unidos, por exemplo, era educada e cortês. Na Ásia, os Japoneses lidavam com drogas, prostituição, pornografia e jogo.

O seu principal objetivo era atingir os fins pela corrupção. A violação, o assassinato, o rapto, o fogo posto e a falsificação eram as principais armas do arsenal dos serviços secretos japoneses. Tratavam as

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A casa na Rua Herren

Farago, Ladislas Grupo Almedina PDF Criptografado

XXI

A casa na Rua Herren

Um ou dois dias após o Dia D, o quartel-general de Eisenhower emitiu um comunicado. Este revelava um importante segredo: que ao longo de toda a testa de ponte nas praias da Normandia fora servido aos soldados gelado de diversos e deliciosos sabores, dez horas apenas após o desembarque inicial. Isto destinava-se a sossegar as pessoas que ainda assistiam tranquilamente em casa à grande guerra, mas a invasão foi mais do que um teste supremo à eficácia de um batalhão de homens bem dispostos.

Quando o primeiro GI desembarcou na Normandia no Dia D, com água pela cintura, era um homem contra aquilo a que o historiador Percy Ernst Schramm, que mantinha o diário de guerra ­oficial do alto-comando alemão, descreveu como «o máximo de forças disponíveis [que os Alemães] conseguiam posicionar a ocidente».

Durou algum tempo até os Aliados, que chegavam ininterruptamente pelo Canal, se equivalerem em número aos defensores. Mesmo uma semana após o Dia D, quando já tínhamos 326 000 homens em terra, os Alemães continuavam a ser mais numerosos, na proporção de dois para um. Foram precisos milhões de soldados aliados, e quase

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Medium 9788580550023

16. OS MODERNISMOS DE MEADOS E DO FIM DO SÉCULO XX E ALÉM

Fazio, Michael Grupo A PDF Criptografado

CAPÍTULO 16

OS MODERNISMOS DE MEADOS E

DO FIM DO SÉCULO XX E ALÉM

E

ste capítulo final ainda trata do Modernismo, mas também aborda as respostas a favor e contra ele e acompanha a arquitetura no início do século XXI. Em função da pouca distância histórica, é mais um relato de eventos correntes do que uma história propriamente dita, pois o cânone ainda não foi definido com firmeza. Existem categorizações para a arquitetura contemporânea discutida neste capítulo, mas devem ser vistas como conveniências momentâneas, uma vez que estarão sujeitas à revisão, assim como os méritos de alguns indivíduos e edificações.

Em 1928, uma organização conhecida pelo acrônimo

CIAM (Congresso Internacional de Arquitetura Moderna) começou a promover a arquitetura moderna e a abordar questões urgentes de projeto de edificações e planejamento urbano. Le Corbusier era a figura de destaque, mas a maioria dos astros modernistas, incluindo Walter Gropius e o jovem

Alvar Aalto, cuja obra será discutida neste capítulo, participou do CIAM. Depois da Segunda Guerra Mundial, a organização tentou reformular suas metas, mas logo ficou claro que a nova geração de projetistas via a doutrina modernista como uma camisa de força. Em 1953, durante uma reunião realizada no sul da França, um grupo mal organizado que se chamava de Team-X (o “X” representava o número romano dez) ficou encarregado de planejar a próxima conferência – o que seus membros fizeram e resultou no término dos CIAMs.

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15. O SÉCULO XX E O MODERNISMO

Fazio, Michael Grupo A PDF Criptografado

CAPÍTULO 15

O SÉCULO XX E O MODERNISMO

O

desenvolvimento da arquitetura “moderna” foi bastante complicado, uma condição inevitável para o século XX. Ficou muito mais difícil avaliar tal complexidade em virtude da natureza polêmica dos muitos textos escritos por aqueles que defendiam ou atacavam o Movimento Modernista ou o Modernismo

Europeu. Ainda que uma análise superficial das edificações modernistas possa sugerir que tais obras sejam redutivistas ou desadornadas de todas as partes, exceto as essenciais, e – diriam alguns – apresentem pouco significado ou significado nenhum, esse não é o caso. Os fundadores do Modernismo queriam que suas edificações fossem didáticas; o objetivo era usá-las para instruir. Para se beneficiar dessa instrução, porém, é necessário ter consciência do que pode e do que não pode ser visto, ou seja, aquilo que foi eliminado da arquitetura que precedeu o Modernismo e a que os modernistas reagiam.

A NOÇÃO DE UMA ARQUITETURA MODERNA

Em função dos horrores da Primeira Guerra Mundial, muitos jovens arquitetos compartilhavam uma desilusão generalizada, na verdade, a sensação de que a cultura europeia falhara e precisava ser substituída por uma sociedade transformada; acreditavam que a arquitetura não só podia como devia ser um instrumento dessa transformação. Também acreditavam no poder do racionalismo e, em última análise, de suas criadas – a economia e a funcionalidade

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Medium 9788578680725

3. Do parlamentar ao juiz

CARVALHO, Julia Editora Manole PDF Criptografado

capítulo

3

iz u j o a r a rlament

do pa

até hoje de 1986

Cinco de outubro de 1988. Pela primeira vez na história do Brasil, estava a democracia plena, com todos os direitos individuais garantidos, instituída pela

Constituição:55

Art. 5º

III - Ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante;

IV - É livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;

V - É assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem;

IX - É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;

55 Durante o Império e o período de 1945 a 1964, a liberdade de imprensa foi garantida, mas as diversões públicas ainda eram submetidas à ação da censura. A Constituição de 1988 foi a primeira a garantir a liberdade de expressão em todos os seus âmbitos.

51

XIV - É assegurado a todos o direito à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional.

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O grande carrilhão

Farago, Ladislas Grupo Almedina PDF Criptografado

VI

O grande carrilhão

No início de 1937, Hitler autorizara a criação de uma rede de espionagem na Grã-Bretanha, e o almirante Canaris de imediato deitou mãos à obra. A chefia das operações estava a cargo do coronel Karl

Busch, oficial veterano dos serviços secretos, que dirigia a divisão anglo-americana da Abwehr.

Busch formou não um, mas dois grupos independentes na Grã-Bretanha. O primeiro era constituído por agentes subalternos.

Incluía centenas de mädchen alemãs, que trabalhavam como criadas infiltradas nos lares de personalidades inglesas influentes. Tal como outros espiões, estas jovens eram treinadas na escola da Abwehr, em

Hamburgo, onde aprendiam coisas tão diversas como cozinhar rosbife ou usar um radiotransmissor.

Busch considerava este grupo importante, mas não imprescindível. Reunia informação útil, mas funcionava principalmente como um isco. Busch previa que atraísse a atenção dos serviços de contraespionagem britânicos, com poucos recursos humanos, permitindo que o segundo grupo, o mais importante, não fosse detetado.

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Medium 9788563899149

Capítulo 12 | História e marxismo

Peter Lambert; Phillipp Schofield; Colaboradores Grupo A PDF Criptografado

12

HISTÓRIA E MARXISMO

Phillipp Schofield

Um modelo básico de determinismo econômico, fabricado a partir das obras de

Marx, apresentou aos historiadores uma atraente ferramenta explicativa que poderia ser usada com particular eficácia nas novas áreas temáticas surgidas desde o final do século XIX. Os historiadores sociais e econômicos encontraram um uso ou uma necessidade para Marx onde seus antecessores estatistas não tinham encontrado.

Um “marxismo vulgar” incentivou os historiadores a levar em consideração os chamamentos por uma interpretação econômico-determinista da história. Por sua vez, o envolvimento e o conflito com um marxismo determinista também levaram os historiadores a insistir na importância da luta de classes como agência histórica e a desenvolver uma perspectiva sobre o passado que admitia pelo menos alguns dos que nem sempre pareciam maduros para estudo. Eventos como esse sinalizaram a criação de uma distinção entre o marxismo ortodoxo, direcionado para modos de produção, e um marxismo “cultural” ou humanismo socialista, que revisitaremos abaixo. Para historiadores no final do século XIX, o impacto dos preceitos fundamentais do marxismo

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Capítulo 19 | História e história “amadora”

Peter Lambert; Phillipp Schofield; Colaboradores Grupo A PDF Criptografado

HISTÓRIA E HISTÓRIA “AMADORA”

William D. Rubinstein

19

Além do tipo de história praticada e produzida por acadêmicos universitários, há outro vasto mundo de historiadores amadores, antiquários, populares e públicos que são quase que invariavelmente ignorados pelos primeiros, e que também os ignoram. Em número, eles certamente fazem o contingente universitário parecer pequeno. No ano de 2000, por exemplo, havia cerca de 2.900 professores universitários de história no Reino Unido. Em comparação, a revista mensal britânica History Today, uma valiosa e bem ilustrada publicação de história popular, vende 30.000 exemplares por edição, cuja grande maioria deve ser comprada por membros comuns do público leitor, avidamente interessados em história, mas com pouca ou nenhuma conexão, tampouco conhecimento, sobre história e historiadores acadêmicos. O objetivo deste capítulo é fazer um levantamento de algumas das mais populares variedades de história não acadêmica, examinando o que elas têm em comum com a história acadêmica da forma como esta é praticada nas universidades, mas também em que diferem. Um desses campos, o dos estudos sobre museus e patrimônio (e o trabalho dos arquivistas profissionais) deixa deliberadamente de ser examinado aqui, por ser uma profissão estabelecida em si mesma, muito próxima do trabalho de historiadores acadêmicos e normalmente exigindo uma formação de pós-graduação em história ou em um tema relacionado.1 A maioria, ou todas as áreas discutidas aqui, é dominada pelo historiador não profissional, muitas vezes, na verdade, por pessoas que não têm qualquer formação universitária em história.

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Medium 9788530935863

Capítulo V - Os Modelos de Colonização

COUTO, Jorge Grupo Gen PDF Criptografado

V

Os Modelos de Colonização

1. PRELÚDIOS DA COLONIZAÇÃO

O sistema de capitanias de mar e terra e a via diplomática revelaramse incapazes de produzir os resultados desejados, ou seja, a eliminação da presença francesa na América do Sul. A manifesta insuficiência desse modelo para garantir o incontestável domínio português sobre o Brasil induziu o círculo governativo joanino a ponderar, no final da década de vinte, a adoção de soluções mais eficazes destinadas a assegurar a soberania lusitana sobre a totalidade do território americano que lhe pertencia, de acordo com o Tratado de Tordesilhas. No entanto, o monarca francês não lhe reconhecia legitimidade, exigindo ironicamente que lhe mostrassem a cláusula do testamento de Adão que o excluía da partilha do mundo.1

As notícias sobre as explorações efetuadas no rio da Prata pelas armadas de Carlos V provocavam, também, preocupação na corte de Lisboa, uma vez que se pretendia limitar a penetração espanhola na fachada atlântica da

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Rapsódia em vermelho

Farago, Ladislas Grupo Almedina PDF Criptografado

XIII

Rapsódia em vermelho

Thou that cometh from on high,

Stilling suffering and pain,

When despair is doubly nigh,

Doubly quickening like rain;

Ah, I long for pain to cease

And for joy to give me rest!

Lovely peace,

Come, ah come, into my breast

Esta tradução inglesa da melancólica Wanderers Nachtlied, de

­Goethe, foi escrita numa prisão alemã por uma americana, numa noite sombria em 1943, poucas horas antes da sua execução. Tratava-se de Mildred Harnack-Fish, uma bela nova-iorquina que desposara

Arvid Harnack, descendente de uma grande família de estadistas, poetas e pensadores. Professora primária de profissão, esta jovem distinta e educada, dedicada e tímida, podia ter tido uma vida serena

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A GUERRA SECRETA

com destino diferente. Mas o violento desafio do nazismo converteu a professora primária numa espia e rebelde. Morreu com o marido e com um pequeno grupo de conspiradores que se haviam organizado para se opor a Hitler.

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Capítulo 11 | História e literatura

Peter Lambert; Phillipp Schofield; Colaboradores Grupo A PDF Criptografado

11

HISTÓRIA E LITERATURA

Tim Woods

A nova senha nos recentes estudos literários foi a virada de volta à história, em parte comandada por uma gama de pressões institucionais: por exemplo, a necessidade frenética de garantir verbas de pesquisa, o novo utilitarismo ideológico que permeia os estudos literários em resposta a auditorias de qualidade e classificações de pesquisas e a necessidade de ser visto produzindo pesquisa de natureza

“inovadora”, que pressiona inexoravelmente os acadêmicos e as verbas de pesquisa em direção a arquivos históricos (com frequência “intocados”). Mesmo assim, o debate sobre pesquisa “histórica” versus “literária” está em uma gangorra nos estudos literários pelo menos durante os últimos 25 anos. Já houve discussões acirradas no campo dos estudos literários sobre as formas com que a teoria negligencia a história, principalmente entre pós-estruturalistas e marxistas: quanto mais importância se dá à teoria, mais se excluem a “textualidade” e “o real”.1

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Medium 9788530935863

Capítulo VI - A Consolidação da Conquista

COUTO, Jorge Grupo Gen PDF Criptografado

VI

A Consolidação da Conquista

1. A INSTALAÇÃO DO GOVERNO GERAL

O malogro da empresa colonizadora levada a cabo por Francisco Pereira Coutinho permitiu ao governo joanino incorporar – mediante o pagamento de uma indenização de 400.000 reais por ano ao herdeiro daquele capitão-governador – na Coroa a capitania-donataria da Bahia, transformála em capitania real e aí estabelecer a sede do governo geral.

Os motivos que terão levado D. João III a optar pela Bahia estariam relacionados com o abandono a que se encontrava votada devido à morte do seu titular e de muitos dos seus companheiros em combate com os tupinambás, com as excepcionais condições que proporcionava para a ancoragem de grandes frotas e, finalmente, com o posicionamento geográfico relativamente central que facilitava a inspeção e as operações de socorro às povoações do território então integrado na Província de Santa Cruz.

A instalação do governo geral do Brasil foi cuidadosamente planejada pela administração régia. A 19 de novembro de 1548, o monarca enviou, através do navio comandado por Gramatão Teles, uma mensagem a Diogo Álvares e a um dos seus genros, Paulo Dias Adorno, dando-lhes conhecimento das decisões tomadas, recomendando-lhes que efetuassem diligências junto dos indígenas para que a expedição fosse bem recebida e solicitando-lhes que organizassem o aprovisionamento de mantimentos.1

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Capítulo IV. A análise histórica

BLOCH, Marc Zahar PDF Criptografado

Capítulo IV

A análise histórica

A análise histórica

1. Julgar ou compreender?

A fórmula do velho Ranke é célebre: o historiador propõe apenas descrever as coisas “tais como aconteceram, wie es eigentlich gewesen”. Heródoto o dissera antes dele, “ta eonta legein, contar o que foi”. O cientista, em outros termos, é convidado a se ofuscar diante dos fatos. Como muitas máximas, esta talvez deva sua fortuna apenas à sua ambiguidade. Podemos ler aí, modestamente, um conselho de probidade: este era, não se pode duvidar, o sentido de Ranke. Mas também um conselho de passividade. De modo que eis, colocados de chofre, dois problemas: o da imparcialidade histórica; o da história como tentativa de reprodução ou como tentativa de análise.

Mas haverá então um problema da imparcialidade? Ele só se coloca porque a palavra, por sua vez, é equívoca.

Existem duas maneiras de ser imparcial: a do cientista e a do juiz. Elas têm uma raiz comum, que é a honesta submissão à verdade. O cientista registra, ou melhor, provoca o experimento que, talvez, inverterá suas mais caras teorias.

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Conclusão

Peter Lambert; Phillipp Schofield; Colaboradores Grupo A PDF Criptografado

CONCLUSÃO

Os impulsos em direção à profissionalização da história, junto à adoção de uma abordagem que apresentava um alto grau de uniformidade independentemente de fronteiras nacionais, tiveram raízes locais nas três sociedades de que tratamos nesses estudos de caso. Contudo, como também sugerimos, a profissionalização da história só pode ser entendida se levarmos em conta a interconexão dessas experiências nacionais: foi um processo com dimensões internacionais e marcado por transferências culturais. Principalmente depois de 1945, o padrão foi reproduzido para além dos exemplos “ocidentais” e europeus que discutimos.

Atualmente, a história pode afirmar ser uma disciplina global, ainda que acossada por dificuldades. Onde, até 1945, os principais obstáculos que os membros da profissão enfrentavam para se comunicar tinham sido as guerras entre as nações, a Guerra Fria representou barreiras semelhantes ao longo de meio século depois disso. Em anos mais recentes, surgiram dificuldades na condução de diálogo entre historiadores no “Ocidente” e alguns de seus colegas no Terceiro Mundo. Ainda se debate se os hábitos de pensamento arraigados na historiografia “Ocidental”, as categorias que os historiadores “ocidentais” empregam e até mesmo a própria história, podem ser uma imposição sobre o Terceiro Mundo.1

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12. A ARQUITETURA BARROCA

Fazio, Michael Grupo A PDF Criptografado

CAPÍTULO 12

A ARQUITETURA BARROCA

A

ssim como os banqueiros e mercadores de Florença patrocinaram os artistas e arquitetos do Protorrenascimento, a Igreja Católica foi a principal patrona das artes e da arquitetura dos séculos XVII e

XVIII ao redor de Roma; as obras por ela encomendadas deram origem a um novo estilo, o Barroco.

Quando o Renascimento chegou ao fim, a Igreja tinha muito poder secular, mas suas bases morais haviam se deteriorado. O título de cardeal era vendido descaradamente; altos e baixos oficiais da Igreja tinham amantes e buscavam benefícios para seus filhos, que eram eufemisticamente chamados de “sobrinhos”; e as doações dos devotos eram gastas em projetos que careciam totalmente de propósitos espirituais. Os papas viviam em grande luxo, tratando o tesouro da

Igreja como verba pessoal. Para financiar seus projetos sagrados e seculares, a Igreja instituiu práticas de levantamento de fundos questionáveis, como a venda de perdões e indulgências para poupar o pagador – ou um parente – de passar um determinado número de dias no Purgatório.

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