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Medium 9789724420141

V Os cavalos de Troia

Ladislas Editora Almedina PDF Criptografado

V

Os cavalos de Troia

Na alvorada da guerra, o coronel Piekenbrock fornecera à W

­ ehrmacht todo o vasto conjunto de informações secretas militares de que esta precisava; no entanto, mesmo perante tanta abundância, o que Hitler sabia sobre os seus inimigos era incompleto – na verdade, fatalmente deficiente: a brilhante e caprichosa organização que era o serviço secreto alemão também tinha o seu calcanhar de Aquiles: era completamente inadequada na esfera vital das informações políticas.

Função principalmente reivindicada pelo Ministério dos N

­ egócios

Estrangeiros, era contudo usurpada pela organização de Heydrich e por duas agências semioficiais: o departamento pessoal do ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Ribbentrop (o tristemente célebre

Büro Ribbentrop), e pelo Departamento dos Negócios E

­ strangeiros

(Aussenpolitisches Amt), o braço semidiplomático do Partido Nazi, chefiado de forma caprichosa por Alfred Rosenberg, o místico teórico do Partido e diplomata frustrado.

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Medium 9789724420141

XII Livre na Sicília

Ladislas Editora Almedina PDF Criptografado

XII

Livre na Sicília

A União Soviética, tradicionalmente a principal potência da espionagem mundial, herdara da Rússia czarista uma complexa organização de serviço secreto, que aumentou e aperfeiçoou.

Antes da guerra, a espionagem soviética estava muito bem organizada, tinha um propósito e era dirigida com excecional perícia, pese embora a troca frequente de diretores e os muitos serviços repetidos. No conjunto, o Kremlin tinha à sua disposição seis grandes organizações de serviços de informação, cinco delas operacionais em diversas áreas, e uma encarregada da análise estratégica. Esta

última era o chamado Departamento Confidencial do Secretariado do Comité Central do Partido Comunista, veículo para a transmissão de informações das agências de investigação ao Politburo e ao

Comité Central.

Entre as cinco organizações operacionais, a 4.a Divisão do

­Estado-Maior do Exército Vermelho e o Departamento dos Negócios

Estrangeiros do Comissariado (mais tarde Ministério) do Interior, a infame NKVD, igualavam-se em importância e influência. A terceira divisão consistia no departamento de informações políticas do

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Medium 9788563899095

Capítulo 16 | O pós-modernismo e a virada linguística

Peter Lambert, Phillipp Schofield Grupo A PDF Criptografado

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O PÓS-MODERNISMO E A VIRADA LINGUÍSTICA

Michael Roberts

A expressão “pós-moderno” foi usada a partir da década de 1930 para definir um estilo, especificamente um afastamento das linhas definidas do “estilo internacional” predominante anteriormente na arquitetura. O modernismo floresceu entre as guerras, quando o compromisso com o uso de novas técnicas e materiais para atender às necessidades de moradia para massas fez com que os antigos estilos de construção parecessem redundantes e elevou a arquitetura feita por máquinas a um princípio estético. Sua adaptação às necessidades de uma economia empresarial que ressurgia depois da guerra gerou uma reação. A nova abordagem pós-moderna se baseou na confusão cada vez maior de imagens que transbordava da afluência dos consumidores contemporâneos, na justaposição discordante de velhos signos e símbolos com os mais novos. Um dos primeiros tratados sobre o novo estilo, a obra de Robert Venturi, adequadamente intitulada de Complexidade e contradição em arquitetura (1966), celebrava a “vitalidade desordenada em detrimento da unidade óbvia”. Os arquitetos pós-modernistas gostavam de enfatizar a fachada de um prédio, em vez de sua estrutura, e usar alusões históricas em fragmentos e detalhes no projeto.1 Enquanto isso, sociólogos como Daniel Bell estavam estudando “a sociedade pós-industrial ... uma sociedade que passou de uma etapa de produção de bens a uma sociedade de serviços”. No mesmo ano, 1959, C.

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Medium 9788530935863

Capítulo VII - A Organização Econômica e Social

Jorge Couto Grupo Gen PDF Criptografado

VII

A Organização Econômica e Social

1. A POPULAÇÃO

O tratamento da questão demográfica no Brasil quinhentista reveste-se de grande dificuldade devido às escassas referências constantes das fontes coevas, às contradições aí detectadas, bem como ao caráter pouco rigoroso dos métodos utilizados na recolha dos dados.

De entre os documentos disponíveis, selecionaram-se fundamentalmente tratados descritivos de natureza propangadística destinados a fomentar a ida de colonos para a Província de Santa Cruz ou informações gerais da autoria de jesuítas devido à sua estrutura mais sistemática e a conterem estimativas referentes à generalidade das capitanias.

As fontes utilizadas apresentam geralmente os cômputos demográficos relativos aos portugueses em termos de “vizinhos”. A conversão desta unidade em número de habitantes foi efetuada com base num índice de 5,5, dimensão média adotada a partir do cálculo apresentado por Anchieta que estabelece a equivalência aproximada de vizinhos a indivíduos: “... terá em toda sua comarca (Bahia) quase 2.000 vizinhos de portugueses, dos quais haverá 10 ou 12.000 pessoas...”1

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Medium 9788502624115

4.3. A POLÍTICA EXTERNA

Rodrigo Goyena Soares Editora Saraiva PDF Criptografado

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– História do Brasil II

os quase 40% anuais durante o período. Pior, à crescente dívida externa somavam-se os primeiros sinais de crise orçamentária interna. Os últimos meses do governo Geisel aprofundaram, em parte devido ao contexto externo, o incipiente às dificuldades do cenário econômico interno. O segundo choque do petróleo, de 1979, derrubou a produção desse bem e, portanto, forçou o aumento de seu preço. No Brasil, procedeu-se a nova saída de dólares e novo aumento da inflação. Entre 1979 e 1982, o Banco Central dos Estados Unidos (FED) aumentou os juros de 7% para 18%. Arrefeceu a liquidez internacional e deram-se os primeiros passos para a recessão em escala mundial. No Brasil, o duplo choque internacional não foi magro de consequências. Os juros dos empréstimos contraídos nos Estados Unidos eram flutuantes, o que significou aumento da dívida externa brasileira. O novo acréscimo no número de dólares retirados do Brasil provocou o desequilíbrio do balanço de pagamentos a partir de 1979.

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Medium 9789724418704

LIVRO 4

Díctis Cretense Editora Almedina PDF Criptografado

LIVRO 4

Depois de chegar ao conhecimento dos Troianos que o rei, conseguido o seu objectivo, regressava indemne e com toda a comitiva, admirados e elogiosos, agradecem aos céus a piedade da Grécia; sobretudo por estarem intimamente convencidos de que não havia esperança nenhuma de recuperar o cadáver e de que Príamo e os que o haviam acompanhado ficariam retidos pelos Gregos, mormente tendo em conta Helena, que continuava sem ser devolvida231. Diante do cadáver de Heitor, todos os cidadãos e aliados que se encontravam presentes irrompem em pranto, arrancando os seus cabelos e arranhando os rostos e de tão grande quantidade de gente, não havia ninguém que depositasse confiança no seu próprio valor, ou concebera esperanças razoáveis, uma vez morto aquele que entre as nações havia adquirido uma ínclita fama, pelas suas acções bélicas e na paz uma prestigiosa honradez, motivo de uma glória não menor do que a derivada das suas outras qualidades. Entretanto, enterraram-no não longe do sepulcro de Ilo, um antigo rei. Depois, deixam ouvir um profundo gemido; levam a cabo os últimos rituais fúnebres, por um lado, as mulheres choram com Hécuba e, de outro, lamentam-se os homens troianos e, por fim, os aliados. Durante os dez dias (período de trégua concedido), e desde o despontar do sol até ao anoitecer,

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Medium 9789724422640

Os casos Delgado e Galvão nas chancelarias

Luís Bigotte Chorão Editora Almedina PDF Criptografado

ASI LO POLÍ T ICO EM T EM POS DE SA LA ZA R

que era parecido — o pan-americanismo — notando, porém, tratar-se de um «sistema de colaboração e solidariedade entre Americanos» enquanto o Tratado de Amizade e Consulta era mais «extraordinário e raro», fazendo com que Portugal e o Brasil «transcendam as suas categorias nacionais para formarem, os dois, uma realidade supranacional, a comunidade luso-brasileira»(327). Embora essas declarações de

Álvaro Lins revelassem simpatia pelo Tratado, a verdade é que, mais tarde, não o pouparia a críticas que se relacionavam com a sua julgada incompletude e com as directrizes da sua execução(328).

E sobre os projectos da sua missão diplomática, Lins observou ao jornalista:

O facto de eu ser um escritor e um professor leva-me a ter o cuidado de não colocar as questões literárias acima das questões políticas, económicas e sociais. Tudo farei para que se não continue a dizer que a Embaixada do Brasil, em Lisboa, é apenas um centro literário. Dando às questões literárias o seu devido valor situá-las-ei no quadro geral das relações luso-brasileiras, mas dedicando um interesse profícuo aos problemas económicos e comerciais entre os dois países. Creio estar no verdadeiro sentido da minha missão, porque sei que, para o ajustamento dos sentimentos mais sinceros, às vezes se torna necessário o bom atenimento aos interesses económicos.(329)

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Medium 9789724420141

XVII A magia da câmara negra

Ladislas Editora Almedina PDF Criptografado

XVII

A magia da câmara negra

Para muitos, Pearl Harbor é não só sinónimo de infâmia, mas também do fracasso dos serviços de informações americanos e do triunfo monumental da espionagem japonesa. Ora, este não é, de modo algum, o verdadeiro retrato da situação. É certo que, na véspera de

Pearl Harbor, a organização de recolha de informações japonesa era enorme, mas na verdade era uma mão cheia de nada. Conhecia a ordem de batalha americana e britânica ao detalhe, a disposição e os movimentos das frotas, todos os dados táticos que um comandante prudente deve ter antes de um ataque. E aqui terminava a sua sabedoria. Fizeram bonita figura em Pearl Harbor, mas gastaram ali todas as informações que possuíam.

De facto, tão deficiente era o apregoado serviço secreto japonês que, na manhã após o ataque a Pearl Harbor, não sabia dizer ao alto-comando qual a medida exata do triunfo japonês. Na noite de 7 de dezembro, perguntaram a um almirante americano em Oahu: «Acha que eles podem regressar com tropas, desembarcar e tomar as ilhas?»

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Medium 9788563899095

Capítulo 18 | A cultura popular e os historiadores

Peter Lambert, Phillipp Schofield Grupo A PDF Criptografado

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A CULTURA POPULAR E OS HISTORIADORES

Gareth Williams

A cultura popular é mais fácil de explorar, ou de deplorar, do que de definir, e desacoplar seus dois elementos constituintes não ajuda a tarefa de definição, já que nenhum dos dois tem uma definição consensual.

No nível mais reconhecível, a cultura é o que faz os cultos, desfrutando, apreciando e praticando trabalhos artísticos, musicais e literários. Por outro lado, o conceito de “modo de vida como um todo” derivado da antropologia faz da cultura praticamente um sinônimo de sociedade: como expressou E. B. Tylor em 1871, “esse complexo que inclui conhecimento, crença, arte, moralidade, direito, costumes e quaisquer outras capacidades e hábitos adquiridos pelo homem como membro da sociedade”, ou o que o teórico da cultura Stuart Hall chamou de “as práticas vividas que possibilitam que uma sociedade, um grupo ou uma classe vivencie, defina, interprete e entenda suas condições de existência”.1

Uma cultura que abarque a comunidade como um todo deve supostamente ser popular, embora, para Peter Burke, especialista na Europa moderna, cultura popular seja a cultura das pessoas que não pertencem às elites.2 Raymond Williams, de cuja observação sobre cultura – que ela é ao mesmo tempo “comum” e “uma das duas ou três palavras mais complicadas da língua inglesa” – não se pode prescindir para fazer qualquer discussão de cultura popular com segurança, considerava que o termo popular denotava low (baixo) ou base (inferior) já no século XVI, com a mudança para o sentido mais moderno de “amplamente estimado” (matizado com

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Medium 9788578680725

6. O anticensor

Julia Carvalho Editora Manole PDF Criptografado

6

sor n e c i t n a o to oelho Ne

capítulo

esto

João Ern

C

João Ernesto Coelho Neto entrou bufando pela porta da sala. Tinha andado os últimos quarteirões em um passo apressado, e subiu as escadas o mais rápido que pode. Estava atrasado. Odiava estar atrasado, mas estava, não teve jeito. Já estavam todos esperando, Décio de Almeida Prado entre eles. A discussão do dia era o futuro do teatro amador no Brasil. Décio, como anfitrião, achou que poderia fazer a cobrança:

— O que aconteceu, Coelho?

— Desculpem-me o atraso, a prova era hoje e não podia faltar.

— Prova? Prova do quê?

— A prova do concurso público — respondeu João, hesitante.

— Mas que concurso, homem?

— Concurso para censor.

A sala ficou em completo silêncio. Todos se olharam, incrédulos. E, então, começaram a rir. Primeiro bai-

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xinho, depois gargalhando alto: João Ernesto Coelho Neto, o presidente da Federação Paulista de Teatro Amador, o diretor de mais de 30 grupos, um dos homens mais apaixonados pelos palcos, trabalhando para o Departamento de Censura? Finalmente, alguém estaria lutando de dentro! Finalmente, o teatro seria salvo!

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Medium 9788530935863

Capítulo VI - A Consolidação da Conquista

Jorge Couto Grupo Gen PDF Criptografado

VI

A Consolidação da Conquista

1. A INSTALAÇÃO DO GOVERNO GERAL

O malogro da empresa colonizadora levada a cabo por Francisco Pereira Coutinho permitiu ao governo joanino incorporar – mediante o pagamento de uma indenização de 400.000 reais por ano ao herdeiro daquele capitão-governador – na Coroa a capitania-donataria da Bahia, transformála em capitania real e aí estabelecer a sede do governo geral.

Os motivos que terão levado D. João III a optar pela Bahia estariam relacionados com o abandono a que se encontrava votada devido à morte do seu titular e de muitos dos seus companheiros em combate com os tupinambás, com as excepcionais condições que proporcionava para a ancoragem de grandes frotas e, finalmente, com o posicionamento geográfico relativamente central que facilitava a inspeção e as operações de socorro às povoações do território então integrado na Província de Santa Cruz.

A instalação do governo geral do Brasil foi cuidadosamente planejada pela administração régia. A 19 de novembro de 1548, o monarca enviou, através do navio comandado por Gramatão Teles, uma mensagem a Diogo Álvares e a um dos seus genros, Paulo Dias Adorno, dando-lhes conhecimento das decisões tomadas, recomendando-lhes que efetuassem diligências junto dos indígenas para que a expedição fosse bem recebida e solicitando-lhes que organizassem o aprovisionamento de mantimentos.1

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Medium 9789724418704

LIVRO 2

Díctis Cretense Editora Almedina PDF Criptografado

LIVRO 2

Tendo os ventos impulsionado a frota até ao território dos

Mísios, ao sinal, todos se apressaram a ancorar os navios no litoral. Todavia, quando se dispõem a desembarcar137, apresenta-se-lhes a guarnição daquele lugar, à qual Télefo, que, na altura, governava a

Mísia, tinha confiado a salvaguarda da costa, por onde se podia defender toda a região de incursões de inimigos provenientes do mar.

Impedia-se, assim, que desembarcassem e não se lhes permitia pisar em terra firme antes de comunicarem ao seu rei quem eram. Os nossos recusavam submeter-se a tais pedidos e procuravam descer das embarcações. Todavia, ao aperceberem-se de que os guardas mantêm as suas exigências, que se lhes opõe uma tenaz resistência e o desembarque lhes é impedido, todos os chefes, julgando que há que vingar uma tal injúria com a força, após pegarem nas armas, saem para navios e, inflamados pela raiva, começam a matar a guarda; não perdoam nem quem os enfrenta nem aqueles que fogem deles, pois todos os que capturam na fuga, matam.

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Medium 9789724418704

a. Modelos

Díctis Cretense Editora Almedina PDF Criptografado

ou menos literal/parafraseada, respeitando (ou não) questões estilísticas, ou meramente ideológicas46. O texto latino é deveras simples47, o que poderá reflectir também a singeleza do original. Considerando os escassos fragmentos gregos, a versão latina revela-se literal, pelo que, alargando-se a constatação, a obra se mostra linear e despretensiosa, em termos de ornamentação ou enriquecimento literário. Na sequência deste estilo sumário de registo, omitem-se informações de pormenor relativas a descrições exaustivas de cenário, armamento; alongadas aristeiai48; figuras de estilo, como símiles e acumulação de epítetos.

A versão latina recebe, na generalidade, a datação dos séculos III/IV d.C. No seu conjunto, o estilo denota aproximação a autores como Salústio, Apuleio e Aulo Gélio.

Díctis: entre tradição e inovação a.  Modelos

Dependendo da datação da obra, assim deverá julgar-se a sua inovação, face a uma matéria tradicional amplamente conhecida e travada. Quando os Atenienses consideraram esta questão, Homero foi tido como insano, por ter descrito batalhas entre deuses e homens. Mas basta disto! Retornemos agora ao que tinha prometido.»

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PRÓLOGO

Díctis Cretense Editora Almedina PDF Criptografado

PRÓLOGO

Díctis, de origem cretense, natural de Cnosso, foi contemporâneo dos Atridas. Conhecia a língua e a escrita fenícia, que Cadmo91 trouxera para Acaia92. Foi companheiro de Idomeneu93, filho de

Deucalião94, e de Meríones95, filho de Mólon96, que, como chefes, haviam comparecido, com as suas tropas, para lutar contra Ílio97. Foi encarregado por eles de redigir os anais da Guerra de Tróia. Assim, sobre tabuinhas de tília98 e utilizando o alfabeto fenício, compôs nove volumes, a respeito de toda a Guerra. Já tinha uma idade considerável quando retornou a Creta e ordenou, ao morrer, que a sua obra fosse enterrada consigo. De acordo com a sua vontade, depositaram, no seu túmulo, as mencionadas tabuinhas, depois de guardadas num

  Tradicionalmente, aquando do rapto de Europa (Il. 14.321. Cf. h.Ap. 251;

Hdt. 4.45), filha de Fénix, da Fenícia, por Zeus (cf. Agenor), metamorfoseado num touro, para Creta, o seu progenitor enviou os seus filhos Cadmo, Fénix, Cílix, Taso e

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Medium 9788563899095

Capítulo 15 | Os historiadores e a “nova” história britânica

Peter Lambert, Phillipp Schofield Grupo A PDF Criptografado

OS HISTORIADORES E A “NOVA”

HISTÓRIA BRITÂNICA

Paul O’Leary

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É raro que os editoriais de jornais apontem, e mais raro ainda que questionem, o trabalho de historiadores acadêmicos. Portanto, merece menção quando o London Times aproveita a publicação de um relatório financiado pelo governo sobre multiculturalismo para atacar interpretações revisionistas da história britânica. Em um editorial intitulado “Nation and race”, de 12 de outubro de 2000, o jornal discordava veementemente de um grupo pouco definido de historiadores cuja obra passou a ser conhecida como a “nova história britânica”. Particularmente, o Times escolheu autores como Linda Colley, cujo trabalho sobre a “invenção” da britanicidade como ideologia oficial do século XVIII foi considerado uma reinterpretação incompatível do passado nacional, reservando-se críticas especiais

à sua ênfase na natureza construída da identidade nacional britânica. O jornal julgou que esse tipo de obra histórica era parte de uma tendência insidiosa que só poderia servir para minar a confiança na identidade britânica enraizada no que o jornal acreditava ser um passado mais longo e mais duradouro. A ideia de que as nações que constituíram o Reino Unido possam ter forjado uma identidade comum em parte com base no interesse próprio (e assim, implicitamente, poderiam se afastar dela à luz de mudanças em seus interesses) ofendeu especialmente o jornal.

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