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4. Metabolismo do exercício

VAISBERG, Mauro; MELLO, Marco Túlio de Editora Manole PDF Criptografado

capítulo

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Metabolismo do exercício

Ronaldo Vagner Tomatieli

Marcos Gonçalves de Santana

Marco Túlio de Mello

Introdução

O interesse pela prática de exercícios físicos vem crescendo nos últimos anos, principalmente em virtude das crescentes descobertas científicas a respeito dos seus benefícios. O exercício físico realizado de forma crônica tem papel indiscutível na prevenção de inúmeras doenças crônico-degenerativas, como diabete, hipertensão e outras, além de ser um mecanismo alternativo para o tratamento dessas doenças. Outros benefícios gerados pelo exercício físico são a redução no consumo de fármacos e, conseqüentemente, a minimização de seus efeitos colaterais, os quais geram uma economia dos recursos gastos, pelos sistemas federal, estadual e municipal de saúde, no tratamento dessas enfermidades.

Os efeitos do exercício físico no tratamento e na prevenção dessas doenças se devem ao fato de que, como todos os agentes estressantes, induz alterações agudas e crônicas, preparando o organismo para uma resposta futura adequada. Assim, promove um desequilíbrio homeostático, obrigando o organismo a gerar inúmeras alterações fisiológicas e bioquímicas para responder ao estímulo.

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37. Odontologia do esporte

VAISBERG, Mauro; MELLO, Marco Túlio de Editora Manole PDF Criptografado

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Odontologia do espor te

Zair a Amar al Alves de Abreu

Sérgio Rosenberg

A odontologia do esporte busca o conhecimento, a prevenção e o tratamento das lesões e doenças do sistema estomatognático (do qual faz parte a boca) na prática esportiva. Desse modo, fundamenta-se no estudo da saúde bucal, que pode comprometer o desempenho físico e psicológico do esportista.

O sistema estomatognático (Figura 37.1), como ilustra Graber (1987),1 é o conjunto de estruturas bucais que desenvolvem funções comuns, tendo como constante característica a participação da mandíbula. Qualquer desequilíbrio reflete em todo o conjunto, pois há uma compensação para que a função seja desempenhada da melhor forma possível. Fazem parte desse sistema diferentes tecidos e órgãos, como músculos, ossos, dentes, articulações, glândulas, mucosas e o seu suporte neuromuscular.

Os tratamentos diferenciados aos atletas ocorrem em uma série de situações como, p.ex., no uso de medicações odontológicas que podem tanto influenciar em seu desempenho como comprometer resultados por doping positivo.

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3. Fisiologia do exercício

VAISBERG, Mauro; MELLO, Marco Túlio de Editora Manole PDF Criptografado

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Fisiologia do exercício

Antonio Car los da Silva

Fer nando Car melo Tor res

Marília dos Santos Andr ade

BIOENERGÉTICA

Uma das áreas relevantes no campo da fisiologia do exercício é o estudo da produção de energia humana. Pode-se melhorar muito a saúde e o desempenho físico por meio do treinamento, mas o tipo de programa mais adequado a ser desenvolvido exige uma boa compreensão sobre as demandas específicas da atividade a ser realizada, quais suas fontes energéticas e como se comportam.

O trifosfato de adenosina (ATP) é a fonte energética direta para a realização de trabalho biológico (contração muscular e outras atividades orgânicas), mediante a quebra da ligação entre adenosina difosfato (ADP) e fosfato inorgânico (Pi), de modo que ocorre a liberação da energia armazenada nesse composto.1

Bioquimicamente, em torno de 50 a 55% da energia proveniente dos nutrientes é armazenada na forma de ATP, havendo a perda do restante na forma de calor (Figura 3.1).

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21. Exercícios no tratamento da fibromialgia

VAISBERG, Mauro; MELLO, Marco Túlio de Editora Manole PDF Criptografado

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Exercícios no tratamento da fibromialgia

Mauro Vaisberg

Juliana de Melo Batista dos Santos

Introdução

A fibromialgia é uma síndrome de causa desconhecida caracterizada por dor muscular difusa, que se manifesta tanto em repouso como em movimento e que habitualmente piora nos períodos de inatividade.

Quadro clínico

Por definição, o quadro de dor deve acometer regiões acima e abaixo da cintura, perdurando por período de ao menos 3 meses, e se associar à presença de pontos localizados de dor, denominados pontos dolorosos ou pontos-gatilho, definidos pelo Colégio Americano de Reumatologia. A positividade de 11 ou mais entre 18 pontos avaliados tem valor diagnóstico (Figura 21.1).1

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exercícios na saúde e na doença

Figura 21.1

Pontos-gatilho da fibromialgia.

Em 1992, a Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu a fibromialgia na International Statistical Classification of Diseases and Related Health Problems (ICD 10).2 Nesse documento, foi recomendada a adoção dos critérios do Colégio Americano de Reumatologia, principalmente como uma maneira de padronização, para fins de pesquisa. Entretanto, deve-se ressaltar que, de uma perspectiva puramente clínica, um paciente típico pode se apresentar no momento do exame com menos de 11 pontos dolorosos. Além disso, a presença de outros sintomas, como dor ou dolorimento difuso sem causa aparente, fadiga persistente, rigidez matinal generalizada e sono não-restaurador, caracteriza o diagnóstico.

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