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2. O aluno desmotivado como desafio ao educador físico

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capítulo

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O aluno desmotivado como desafio ao educador físico

Tânia Maria José Aiello Vaisberg

Maria Christina Lousada Machado

Fabiana Follador e Ambrosio

Como se sabe, de um modo geral, as pessoas muitas vezes fazem afirmações sobre si mesmas que, mesmo sendo sinceras, não correspondem ao modo como verdadeiramente se comportam na prática. Esse fenômeno é claramente observado no mundo da política, na medida em que raramente as promessas feitas às vésperas das eleições são cumpridas ao longo dos anos do cargo público eventualmente conquistado. Na vida privada, muitas dificuldades conjugais têm a ver com a incoerência existente entre aquilo que foi idealizado durante o namoro e o real cotidiano do casamento. Do mesmo modo, quando se considera o uso do exercício físico como prática que pode manter, recuperar ou promover a saúde,

é comum constatar uma situação análoga: poucas pessoas emitem, atualmente, opiniões contrárias à atividade física, mas uma grande maioria não é capaz de aderir a práticas regulares e continuadas que, reconhecidamente, produzem resultados positivos e gratificantes.

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10. Estresse, exercício físico e o uso de técnicas de meditação e relaxamento

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capítulo

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Estresse, exercício físico e o uso de técnicas de meditação e relaxamento

Elisa Har umi Kozasa

Marcia Mar tins

Mauro Vaisberg

estresse

Em 1936, o pesquisador Hans Selye publicou um artigo em que descrevia a síndrome geral de adaptação biológica (SGA), que consistia em uma resposta padrão do organismo quando o animal era confrontado com um estímulo nocivo. Inicialmente, observou-se que animais de laboratório nos quais eram injetadas diversas substâncias apresentavam sempre a mesma resposta: engrossamento do córtex das glândulas supra-renais, atrofia de órgãos do sistema imunológico e úlceras gástricas e duodenais.1

Elucidou-se depois que essas alterações ocorriam em resposta a muitos outros estímulos, como agentes físicos (frio ou calor excessivo), traumas mecânicos, hemorragia, dor, atividade física forçada ou restrição de movimento, além de estímulos psicossociais.1

A síndrome geral de adaptação é constituída de três fases:

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14. Exercícios nas doenças pulmonares

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Exercícios nas doenças pulmonares

Ana Cristina Gimenes

Danilo C. Ber ton

Eloar a Vieir a Machado Fer reir a

José Alber to Neder

LIMITAÇÃO AO EXERCÍCIO NAS PNEUMOPATIAS OBSTRUTIVAS

Nos pacientes com doença pulmonar obstrutiva, a limitação expiratória ao fluxo aéreo pode ser crônica e pouco reversível, como no enfisema e na bronquite crônica (doença pulmonar obstrutiva crônica – DPOC), ou reversível (parcial ou totalmente), como na asma.

A limitação ao exercício, em geral lentamente progressiva com o avançar da doença, é a principal característica da DPOC. As causas dessa intolerância são multifatoriais e incluem:

• limitação ventilatória decorrente da capacidade ventilatória mecânica reduzida, disfunção da musculatura ventilatória e hiperinsuflação pulmonar;

• anormalidades metabólicas e das trocas gasosas;

• disfunção muscular periférica;

• anormalidades cardiovasculares;

• dispnéia e/ou fadigabilidade em baixas intensidades de esforço.

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16. Obesidade

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16

Obesidade

Ana Dâmaso

Danielle Arisa Car anti

Marco Túlio de Mello

Introdução

A obesidade é uma doença com múltiplas alterações fisiopatológicas e representa um sério problema de saúde pública. Tem sido associada ao desenvolvimento de várias comorbidades, incluindo as doenças cardiovasculares, o diabete tipo 2, a síndrome metabólica e, mais recentemente, a esteatose hepática não-alcoólica.1-4

Estudos epidemiológicos têm demonstrado que o estilo de vida sedentário associado à alta ingestão calórica e dietas ricas em gorduras são fortes determinantes no desenvolvimento da obesidade.5,6 De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), outros fatores contribuem para o desenvolvimento da obesidade; entre eles, estão as diferenças entre os grupos

étnicos e os fatores genéticos.

Por outro lado, o exercício físico sistematizado ou a atividade física espontânea têm sido associados ao consenso de que podem ser úteis como estratégia terapêutica nãomedicamentosa, prevenindo a obesidade e outras doenças correlacionadas. Dessa forma, o objetivo deste capítulo é abordar principalmente os efeitos da terapia multidisciplinar de longo prazo, incluindo o exercício físico sobre o controle da obesidade.

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21. Exercícios no tratamento da fibromialgia

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21

Exercícios no tratamento da fibromialgia

Mauro Vaisberg

Juliana de Melo Batista dos Santos

Introdução

A fibromialgia é uma síndrome de causa desconhecida caracterizada por dor muscular difusa, que se manifesta tanto em repouso como em movimento e que habitualmente piora nos períodos de inatividade.

Quadro clínico

Por definição, o quadro de dor deve acometer regiões acima e abaixo da cintura, perdurando por período de ao menos 3 meses, e se associar à presença de pontos localizados de dor, denominados pontos dolorosos ou pontos-gatilho, definidos pelo Colégio Americano de Reumatologia. A positividade de 11 ou mais entre 18 pontos avaliados tem valor diagnóstico (Figura 21.1).1

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exercícios na saúde e na doença

Figura 21.1

Pontos-gatilho da fibromialgia.

Em 1992, a Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu a fibromialgia na International Statistical Classification of Diseases and Related Health Problems (ICD 10).2 Nesse documento, foi recomendada a adoção dos critérios do Colégio Americano de Reumatologia, principalmente como uma maneira de padronização, para fins de pesquisa. Entretanto, deve-se ressaltar que, de uma perspectiva puramente clínica, um paciente típico pode se apresentar no momento do exame com menos de 11 pontos dolorosos. Além disso, a presença de outros sintomas, como dor ou dolorimento difuso sem causa aparente, fadiga persistente, rigidez matinal generalizada e sono não-restaurador, caracteriza o diagnóstico.

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28. Exercícios físicos e envelhecimento

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Exercícios físicos e envelhecimento

Car los André Freitas dos Santos

Simone Car valho Simões Pinheiro Lima

Gislene Rocha Amir ato

Mauro Vaisberg

Introdução

Em todo o mundo, a proporção de pessoas com 60 anos de idade ou mais está crescendo mais rapidamente que a de qualquer outra faixa etária. Segundo a Organização Mundial da

Saúde (OMS), a população de idosos no ano de 2000 era de 600 milhões, sendo que 60% deles viviam em países em desenvolvimento. Existirá um total de 1,2 bilhões de idosos em 2025 e, em 2050, aproximadamente 2 bilhões, sendo 80% nos países em desenvolvimento. Dos atuais

70 milhões de idosos com mais de 80 anos de idade, passarão para 377 milhões em 2050.

Essa transformação iniciada no século passado, principalmente nas últimas duas dé­ca­ das, decorreu de fatores como a melhora do saneamento básico e condições de saúde pública, de­terminando redução das taxas de mortalidade infantil, taxas de fertilidade e, em alguns países, diminuição das taxas de natalidade, muitas vezes inferiores ao fator de repo­ sição populacional (2,1 nascidos vivos/mulher adulta).

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29. Exercícios e transtornos psiquiátricos

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Exercícios e transtornos psiquiátricos

Sergio Luís Blay

Hanna K aren Moreir a Antunes

Marco Túlio de Mello

Introdução

A prática de exercícios sempre foi entendida de forma intuitiva, ou com base no senso comum, como benéfica para a saúde e o bem-estar das pessoas. De forma geral, era recomendada dentro desses parâmetros.

Nos últimos dois anos, contudo, tem aumentado o número de pesquisas científicas nessa

área, e o conjunto de informações obtido tem trazido dados bastante consistentes nessa área.

Prova desses avanços é o fato de que o American College of Sports Medicine (ACSM) e o

Centers for Disease Control and Prevention (CDC) publicaram o último conjunto de recomendações para atividade física para a população americana.1,2 Nesse documento, enfatizase que a prática do exercício de forma regular e com intensidade moderada pode ser útil na prevenção ou na atenuação de uma série de condições médicas, como acidente vascular cerebral, osteoporose, obesidade, câncer de cólon, câncer de mama, hipertensão, doença cardiovascular, diabete tipo 2, entre outras patologias.

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1. O educador físico como agente promotor de saúde

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O educador físico como agente promotor de saúde

Marco Túlio de Mello

Mauro Vaisberg

Sionaldo Eduardo Fer reir a

O gesto motor e sua sistematização: exercício físico

O funcionamento normal do organismo requer uma integração harmônica entre sistemas e funções. Como o desenvolvimento da espécie humana se deu em ambiente em que se alternavam períodos de movimento e de repouso, a atividade física agiu como força evolutiva, moldando o funcionamento do organismo.

Apesar da importância desse fato, ele acaba sendo negligenciado, talvez pelo automatismo das ações diárias. Desse modo, as pessoas não se dão conta da importância do movimento no funcionamento geral do organismo, limitando-se a valorizar suas funções mais aparentes, como capacidade de transporte e locomoção, relegando o sistema musculoesquelético a um papel secundário.

O sedentarismo vem aumentando rapidamente, nos países desenvolvidos e naqueles em desenvolvimento,1 sobretudo nas regiões urbanas onde ocorre subutilização dos mecanismos normais inerentes à atividade muscular. Dessa maneira, independentemente do mecanismo que leve ao desencadeamento de uma doença, de maneira genérica, pode-se afirmar que a doença é um estado de desequilíbrio do organismo e, certamente, a perda de uma função como o movimento é um fator importante para o estabelecimento desse

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8. Prescrição de exercício e treinamento físico para populações especiais: diabete, hipertensão arterial e osteoporose

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Prescrição de exercício e treinamento físico para populações especiais: diabete, hiper tensão ar terial e osteoporose

João Paulo Limongi F. Guilher me

Regis Pinho de Brito

Marcelo Janini Or tiz

Marco Túlio de Mello

Introdução

O aparecimento de doenças crônico-degenerativas está inversamente relacionado à prática regular de exercícios físicos,1 sendo este um comportamento essencial para o desenvolvimento e a manutenção de uma boa saúde.2

Nas últimas décadas, uma série de pesquisas tem mostrado que exercícios aeróbicos moderados e intensos aliados a exercícios de força promovem benefícios importantes sobre a saúde cardiovascular, respiratória, muscular e óssea, sendo, portanto, indicados para a população adulta saudável2 ou com necessidades especiais.3 Esse último grupo em particular exige uma atenção específica no momento de realizar a prescrição do exercício por causa da presença de uma patologia.

Neste capítulo, serão discutidos os efeitos das diferentes modalidades de exercícios e as suas formas de aplicação para os portadores de diabete, hipertensão arterial e osteoporose.

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13. Reabilitação cardiovascular

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13

Reabilitação cardiovascular

Japy Angelini Oliveir a Filho

Denise Maria Ser vantes

Xiomar a Mir anda Salvetti

Introdução

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a reabilitação cardiovascular (RCV)

é o somatório das atividades necessárias para garantir aos pacientes cardiopatas as melhores condições físicas, mentais e sociais, de forma que eles consigam, por seu próprio esforço, reconquistar uma posição normal na comunidade e levar uma vida ativa e produtiva.

Os programas de RCV foram desenvolvidos com o propósito de trazer esses pacientes de volta às atividades diárias habituais, com ênfase na prática de exercícios físicos acompanhada de ações educacionais para mudanças no estilo de vida.1 Esses programas devem ser executa­ dos por equipe multiprofissional, incluindo médicos, fisioterapeutas, professores de educação física, psicólogos e nutricionistas. A despeito da importância da equipe multiprofissional, cabe exclusivamente ao médico dirigir o treinamento, diagnosticar, solicitar exames, prescrever terapêutica e dar alta aos pacientes (Conselho Federal de Medicina, Resolução nº 1.236/87).

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19. Osteoartrite

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19

Osteoar trite

Suely Roizenblatt

Sueli Botte

Andressa da Silva

Definição

Artrite é um termo genérico que se refere ao processo inflamatório que acomete uma ou mais articulações. Entre as causas de artrite, a osteoartrite, também denominada de osteoartrose (OA), é a mais comum.1

Antes considerada uma doença degenerativa, a OA é hoje entendida como uma entidade metabolicamente dinâmica com mecanismos reparadores que envolvem a cartilagem e o tecido ósseo subjacente de articulações.2

Por ser a mais freqüente entre as artropatias e liderar as causas de disfunção articular, a

OA está associada a um substancial ônus econômico, tanto para o indivíduo como para a sociedade. Entre os fatores de risco, destaca-se a idade. Rara antes dos 40 anos, acomete 85% da população dos Estados Unidos aos 75 anos e tende a ter manifestações mais precoces no sexo feminino. Com o aumento da expectativa de vida, acredita-se que exista uma tendência ao aumento da prevalência de OA. Em comparação com os dados de 1995, em 2020 espera-se que ocorra um aumento de 40 para 59 milhões de indivíduos acometidos, ou seja, de 15 para

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26. Exercícios em ginecologia – síndromes perimenstruais e pós-menopausa

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Exercícios em ginecologia – síndromes perimenstruais e pós-menopausa

Zsuzsanna Ilona K atalin de Jár my Di Bella

Eliana Viana Monteiro Zucchi

Mar air Gr acio Fer reir a Sar tori

Manoel João Batista Castello Girão

Síndromes perimenstruais

Introdução

Cerca de 85% das mulheres apresentam durante os anos reprodutivos uma série de sintomas emocionais e alterações comportamentais desagradáveis no período perimenstrual (correspondente aos dias anteriores à menstruação, até o seu início), que vão desde a conhecida síndrome da tensão pré-menstrual, passando por exacerbações de outros transtornos físicos e mentais (depressão e ansiedade) preexistentes, chegando ao extremo em gravidade, o transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM).

Define-se a síndrome da tensão pré-menstrual como o conjunto de sintomas e sinais físicos, psicológicos e/ou comportamentais que surgem na fase lútea (fase do ciclo menstrual entre a ovulação e a próxima menstruação) com tal intensidade que interferem na vida da mulher, acentuando-se ou desaparecendo durante o período menstrual.

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25. Lesão musculoesquelética sem trauma no esporte

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25

Lesão musculoesquelética sem trauma no espor te

Mauro Vaisberg

lesões na prática esportiva

A sobrecarga do sistema musculoesquelético é inerente à prática esportiva, seja na fase de treinamento, seja na fase de competição. Dentro de limites fisiológicos, o sistema responde com aumento da massa óssea, hipertrofia muscular e aumento do conteúdo de colágeno de tendões e ligamentos. Entretanto, a sobrecarga do sistema sem um processo adequado de reequilíbrio leva

à sua desorganização e ao aparecimento de processo inflamatório.1 Essas lesões são classificadas como não-traumáticas ou lesões por uso excessivo (overuse syndromes) e são decorrentes de sobrecargas que, ao provocar microtraumas pela aplicação de forças de tensão e cisalhamento, serão compensadas até o ponto em que um estresse adicional resulte em lesão.2

A ocorrência de lesões de partes moles (músculos, tendões e bursas) é comum na prática esportiva, e apesar de muitas delas estarem associadas a um mecanismo de trauma, um número expressivo, acima de 50% do total de lesões, está associado às síndromes por uso excessivo.1 Hill et al. (2004),3 em estudo no qual acompanharam jogadores de softball por um período de 2 anos, mostraram que mais de 70% dos atletas apresentaram lesões musculoesqueléticas e que 70% destas estavam relacionadas a mecanismos de lesão por uso excessivo, demonstrando a importância desse mecanismo nas lesões esportivas.

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33. Overtraining

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33

Over training

Ronaldo Vagner Tomatieli

Cesar Hideki Kikuti

O principal objetivo de todos os programas de treinamento é promover um desequilíbrio, dentro dos limites fisiológicos, que leve à quebra da homeostase celular. Como resposta a essa quebra da homeostase induzida pelo exercício, o organismo gera uma resposta que resulta em adaptação e, conseqüentemente, em melhora do desempenho, segundo fenômeno chamado de supercompensação.1-3

Quando a intensidade, a duração e a sobrecarga total de treinamento são apropriadas, a supercompensação ocorre e, conseqüentemente, adaptações fisiológicas no músculo e em outros tecidos permitem que o desempenho físico melhore. Todavia, quando o treinamento, associado à recuperação inadequada, torna-se prolongado, extenuante e excessivo, muitas das alterações positivas induzidas durante sua execução são revertidas, podendo causar o overreaching, e, em situações mais graves, a síndrome do overtraining ou, simplesmente, overtraining.1,3-5

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39. Influência de parasitoses e distúrbios gastrintestinais no desempenho esportivo

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Influência de parasitoses e distúrbios gastrintestinais no desempenho espor tivo

Valquiria Bueno

introdução

A infestação por parasitas intestinais causa ao organismo a privação de componentes importantes para a adequada nutrição; assim, no atleta, em que o gasto energético é maior que na população em geral, a parasitose pode significar queda de rendimento. Também é importante lembrar que alguns parasitas causam diminuição da resposta imunológica, pela competição por substratos necessários à manutenção das células do sistema imune humano, favorecendo a ocorrência de um número maior de infecções. Considerando-se que alguns desses parasitas apresentam ciclo pulmonar, além do quadro intestinal, fica evidente que o desempenho físico do atleta também pode ser comprometido por essa via. Desse modo, pode-se ver que é fundamental o conhecimento da ocorrência das parasitoses mais comuns na população, bem como seu ciclo dentro do organismo. O exame protoparasitológico (PPF) como rotina em atletas e o tratamento adequado das infestações são medidas que poderão ter importante impacto no desempenho esportivo.

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