58 capítulos
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3. Táticas para o meio-jogo

Matthew Sadler Grupo A PDF Criptografado

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Matthew Sadler

Este último exemplo é extremamente complicado, ao passo que o primeiro está muito próximo das experiências rotineiras. Não é suficiente entender os princípios gerais. É necessário, também, verificar se eles podem ser implementados de forma direta, ou se há algum obstáculo que exige soluções específicas. Compare com o esforço de atravessar uma rua de trânsito intenso. Antes de tudo, é preciso saber aonde se deseja ir. Porém, no curtíssimo prazo, o mais importante é tomar cuidado com os carros e caminhões em alta velocidade!

É impossível fazer uma lista completa de todas as armadilhas e macetes no jogo de xadrez, considerando que existe uma quantidade incalculável! O que pretendo discutir neste capítulo são os sinais de alerta. Há situações que merecem atenção especial quando detectadas em determinada posição, independentemente de você ver ou não alguma maneira específica para explorá-las. É essencial desenvolver um bom senso de perigo. Não há nada mais frustrante do que se complicar em uma boa posição, ao não ver uma armadilha. Um bom senso de perigo agiliza o processo de idealização de jogadas, tornando-o mais eficiente: é muito cansativo despender tempo em um lance apenas para chegar à conclusão, antes de jogá-lo, de que ele resultará na perda de uma peça ou permitirá que o adversário capture sua dama. Essas situações têm de ser detectadas imediatamente!

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Capítulo 5 - A Dama dos Cachinhos Dourados

Neil McDonald Grupo A PDF Criptografado

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A Dama dos

Cachinhos Dourados

A dama é de longe a peça mais forte no tabuleiro e, portanto, um cuidado extremo deve ser dado ao seu desenvolvimento. Na grande maioria das partidas de xadrez agressivo, a presença ou a ausência da dama é o fator decisivo para saber se um ataque romperá a posição ou se a defesa triunfará.

Isso cria um dilema posicional, pois, se ela ficar muito longe da ação, as chances de êxito são reduzidas. Por outro lado, se ela se aproximar muito da linha de frente, os defensores ganharão tempo importunando-a com ameaças das quais ela deve esquivar-se constantemente (as únicas exceções são os momentos gloriosos em que a mente supera a matéria, os chamados “sacrifícios da dama”).

A solução é encontrar-lhe um local na partida que não seja nem muito quente nem muito frio, como o mingau escolhido pela Cachinhos Dourados na literatura infantil. Em hipótese alguma isso é uma tarefa fácil. A habilidade no uso da dama permanece como uma das marcas de maestria no xadrez.

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4. Princípios dos finais

Matthew Sadler Grupo A PDF Criptografado

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Princípios dos finais

“Amigos, estamos em desvantagem numérica...”

Qual o objetivo dos finais de partida?

Pensando a longo prazo

Avaliando finais de partida

O final é a parte mais apavorante do jogo de xadrez, tanto para iniciantes como para grandes mestres. Todos sabem como é importante ser um bom jogador de final de partida. Essa é a última chance para salvar uma posição perdida, ou a última esperança para ganhar uma posição melhor. Apesar disso, todos, realmente, têm medo de não conseguirem ser eficazes no final de uma partida!

Isso pode parecer estranho. Quando estava ensinando minha mãe a jogar xadrez, ela costumava perguntar se, uma vez que havia uma quantidade menor de peças no tabuleiro, o final de uma partida não deveria ser muito mais simples do que a abertura ou o meio-jogo. Há menos ameaças, menos peças que podem lhe dar um garfo e menos peças para esquecer e deixar sem proteção! Essa é, de fato, a questão fundamental: a partir do momento em que você entender por que o final de uma partida não é tão simples, compreenderá a atitude geral que tem de adotar nesse estágio do jogo.

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5. Criando um repertório de aberturas

Matthew Sadler Grupo A PDF Criptografado

Xadrez: dicas para iniciantes

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5

Criando um repertório de aberturas

Tantas aberturas e tão pouco tempo!

Criando um repertório

Macetes e armadilhas

Uma idéia agressiva de ataque

Uma idéia estrutural

Nos primeiros capítulos deste livro, foram analisados os princípios gerais que norteiam as aberturas, o meio-jogo e os finais. Antes de testar as habilidades em partidas reais, há uma dúvida prática que precisa ser dirimida: que aberturas desejo jogar?

TANTAS ABERTURAS E TÃO POUCO TEMPO!

A última pergunta sobre xadrez a ser respondida é a seguinte: qual é o melhor primeiro lance das brancas? Quando isso for conhecido, todos os segredos do xadrez terão sido revelados! Não há um único lance que seja melhor para as brancas (ou para as pretas) sob o ponto de vista da posição inicial. Entretanto, há lances melhores e piores. 1 d4, 1 e4, 1 Cf3 e 1 c4 são os quatro lances de abertura mais comuns, pois exercem algum controle central desde o início. No entanto, lances como 1 h4? não têm nenhum sentido e significam apenas o desperdício de um lance.

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8. Meio-jogo: jogo posicional

Matthew Sadler Grupo A PDF Criptografado

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Matthew Sadler

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Diagrama 1

Diagrama 2

As pretas têm debilidades de peões?

“Arrumando” os peões pretos

dama, em c6 e a7. As brancas também mantêm o par de bispos. Está claro o suficiente que a posição é melhor para as brancas? Não é tão simples assim!

As brancas também têm suas debilidades, que estão todas relacionadas às casas. Observe rapidamente as debilidades dos peões das pretas: o peão dobrado em g6 e o peão isolado em c6. Ainda que sejam debilidades estáticas, desempenham uma função dinâmica vital. O peão central das brancas em e4 abre postos avançados para as peças brancas em f5 e d5, em especial para o cavalo. Agora, se você imaginar uma estrutura “reparada” para as pretas, com o peão-g6 em h7 e o peão-c6 em b7 (ver o Diagrama 2), e o lance fosse das brancas, então elas jogariam o irritante 17 Cd5, dando um garfo no bispo e na dama das pretas. O cavalo não pode ser capturado porque o cavalo-f6 preto foi cravado pelo bispog5 branco na dama-e7. Entretanto, com a estrutura danificada das pretas, o cavalo branco tem poucas perspectivas preciosas: o peão-g6 controla a casa-f5 e, ainda mais crucial, o peão-c6 controla a casa-d5. O mesmo pensamento foi visto no Capítulo 6, com a idéia de Salov de dobrar os peões na coluna-e para reduzir as opções das peças adversárias.

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