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Capítulo 9. Uma solução para a Abertura do Peão do Rei

Yasser Seirawan Grupo A PDF Criptografado

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Uma solução para a

Abertura do Peão do Rei

D

epois de descobrir a solidez de “construir uma casa” no xadrez, fiquei inclinado a usar as mesmas formações contra a Abertura do Peão do Rei das brancas. Dessa vez, no entanto, achei a tarefa mais complicada do que na Abertura Barcza e na Defesa Índia do Rei (DIR). Com o tempo, aprendi a jogar a Defesa Pirc, a qual se tornou uma constante, e a uso até hoje. A ordem dos lances de abertura é muito importante para as pretas, já que um

único erro pode resultar em uma péssima partida.

Os lances de abertura são:

1.e4 d6

As pretas estão se dirigindo para a formação Barcza. A alternativa

1...Cf6 é a Defesa Alekhine, que iria provocar e4-e5 – uma ameaça que as pretas tentarão evitar.

2.d4

As brancas estabelecem um centro de peões clássico. As brancas certamente poderiam cogitar outras formações mais tranqüilas, mas essa é considerada a melhor.

2...Cf6

As pretas desenvolvem enquanto atacam o peão-e4.

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Medium 9788536313412

Capítulo 6 - O Jogo Tático

Garry Kasparov Grupo A PDF Criptografado

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O Jogo Tático

O Garfo

No jogo de xadrez, muitos movimentos, como o xeque ou o ataque a uma peça desprotegida, criam ameaças. Em circunstâncias normais, o oponente é capaz de escapar da situação perigosa.

O exemplo mais comum de garfo – e com freqüência o mais difícil – é aquele em que uma das “ameaças” prejudica o rei inimigo, ou seja, resulta em xeque.

No entanto, se você criar duas ameaças de uma só vez, ele vai ficar em apuros. O jogador pode fazer só um movimento de cada vez e, por isso, pode ser que ele não consiga lidar com duas ameaças simultâneas. O movimento que cria duas ameaças é chamado de garfo.

O que você precisa saber

O garfo ocorre quando você cria duas ameaças com um único movimento.

Todas as peças podem criar garfos, mas cavalos e peões são especialmente bons nisso.

Verifique se há peças desprotegidas (tanto suas quanto do oponente). Elas podem ser vulneráveis a garfos.

Uma das melhores peças para criar garfos é o cavalo.

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Medium 9788563899682

Capítulo 5 - A Dama dos Cachinhos Dourados

Neil McDonald Grupo A PDF Criptografado

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A Dama dos

Cachinhos Dourados

A dama é de longe a peça mais forte no tabuleiro e, portanto, um cuidado extremo deve ser dado ao seu desenvolvimento. Na grande maioria das partidas de xadrez agressivo, a presença ou a ausência da dama é o fator decisivo para saber se um ataque romperá a posição ou se a defesa triunfará.

Isso cria um dilema posicional, pois, se ela ficar muito longe da ação, as chances de êxito são reduzidas. Por outro lado, se ela se aproximar muito da linha de frente, os defensores ganharão tempo importunando-a com ameaças das quais ela deve esquivar-se constantemente (as únicas exceções são os momentos gloriosos em que a mente supera a matéria, os chamados “sacrifícios da dama”).

A solução é encontrar-lhe um local na partida que não seja nem muito quente nem muito frio, como o mingau escolhido pela Cachinhos Dourados na literatura infantil. Em hipótese alguma isso é uma tarefa fácil. A habilidade no uso da dama permanece como uma das marcas de maestria no xadrez.

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Medium 9788565848046

3. Robert Fischer (1943-2008)

Craig Pritchett Grupo A PDF Criptografado

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Robert Fischer

(1943-2008)

Se os soviéticos eram a antítese da tese de 1930, então Fischer era a nova síntese... uma dialética que teria agradado Karl Marx.

Andrew Soltis, Bobby Fischer Rediscovered

Se a Escola Soviética levou o xadrez adiante para uma nova era com mais aventuras, pesquisas aprofundadas e riscos calculados, Bobby Fischer foi o encarregado de levar este espírito ao seu limite. De certa forma, Fischer antecipou o que Kasparov descreveu como uma mudança que somente começou de verdade com o auxílio de computadores cada vez mais modernos durante os anos de 1990. Como enxadrista, Fischer devotou sua vida à busca obstinada pelas verdades mais precisas no xadrez, baseadas em variantes.

“Na nossa era, as evidências das variantes estão se tornando cada vez mais convincentes (diferentemente da regra anterior, que afirmava que ‘em qualquer variante mais longa há erros’)”(Kasparov). Muito antes de haver qualquer auxílio de computadores (que hoje nos ajudam a analisar variantes de forma muito mais acurada) não havia nenhum mestre mais notável que Bobby Fischer na arte de enredar seus adversários em uma rede de variantes confusas, complexas e normalmente corretas.

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Medium 9788536306513

Capítulo 10. Erros de estratégia

Yasser Seirawan Grupo A PDF Criptografado

XADREZ VITORIOSO: ESTRATÉGIAS

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Erros de estratégia

U

ma antiga máxima do xadrez diz o seguinte: “Antes um plano ruim do que plano nenhum”. Ao aplicar um plano ruim, pelo menos o jogador tenta melhorar sua posição. Talvez esse plano seja derrotado por outro melhor, mas ainda assim restará o mérito de ter tentado! Por outro lado, sem plano algum, o jogador limita-se a empurrar as peças de um lado para o outro, sem objetivo determinado, na esperança de que o adversário venha tirá-lo dessa situação terrível ou cometa algum erro grave que resulte em derrota.

Tudo isso traz à lembrança uma outra máxima do xadrez: “Quando não souber o que fazer, deixe o oponente avançar uma idéia. Certamente ela estará errada!” Embora inclua uma boa dose de exagero e, além disso, entre em conflito com o que foi dito antes, essa pitada de sabedoria tem um fundo de verdade. O fato é que o xadrez é um jogo quase perfeito jogado por pessoas nada perfeitas.

Em quase todos os jogos observamos algum tipo de erro, e todas as vitórias resultam de erros do perdedor e da habilidade do vencedor em explorá-los (da sua capacidade de punir o adversário por ter criado peões fracos, ter permitido a ocupação de espaço excessivo etc.).

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