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Perigo na Abertura

Garry Kasparov Grupo A PDF Criptografado

Perigo na Abertura

Já consideramos diversos temas táticos nas páginas anteriores. Agora quero alertá-lo quanto aos perigos ocultos que espreitam no início da partida. Existem diversos estratagemas táticos complicados que vivem aparecendo devido às típicas configurações das peças nos estágios iniciais da partida. Nós já consideramos uma delas – táticas baseadas nas fraquezas da casa f7.

Contudo, existem muitas outras, e examinaremos algumas delas aqui. Você deve estar consciente delas, para não cair nessas armadilhas, além de enxergar as oportunidades quando um adversário as permite.

Dica

Não existe possibilidade de cobrirmos todos os diferentes tipos de táticas que podem ocorrer no início da partida. Se você tiver algum software de xadrez e algumas partidas, ou acesso a bases de dados online, então faça uma busca de todas as partidas que terminaram em menos de, digamos, 25 lances. Assista-as todas – algo catastrófico deve ter acontecido.

O que foi? Identifique o problema e faça uma nota mental. Você ficará surpreso ao ver os mesmos temas surgindo repetidamente.

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Capítulo 3 - Punindo os Caça-peões

Simon Williams Grupo A PDF Criptografado

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Punindo os

Caça-peões

Take heed,

Never take advantage of the things you need,

Never let yourself be overcome by greed,

Walk the straight and narrow and you shall succeed.

– Shaggy*

Na mentalidade capitalista e supostamente democrática de hoje, a ganância costuma ser vista com bons olhos. Mas, conforme a Igreja Católica há muito nos adverte, a ganância pode levar à queda do indivíduo. O xadrez não é diferente.

Na abertura, um jogador com frequência pode ser punido por capturar um peão cedo demais. Leva tempo para capturar material, e, em alguns casos, esse tempo pode ser usado de uma melhor maneira, rocando ou desenvolvendo uma peça.

Decidir pegar ou não material requer pensar seriamente, mas em geral você tem que ter muito cuidado. Nunca pegue um peão sem pensar muito a respeito!

Por que o seu adversário deixou aquele peão en prise? Será uma armadilha? Você tem tempo para capturar aquele peão?

Por outro lado, se você acabou de sacrificar um peão, então como deveria prosseguir? Espero que você tenha ganhado uma iniciativa ou algum tipo de ata-

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Capítulo 3. Trocas

Johan Hellsten Grupo A PDF Criptografado

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Trocas

A troca de peças é uma ideia importante em qualquer estágio da partida e pode ter um grande impacto no equilíbrio estratégico.

Os exemplos a seguir foram categorizados de acordo com o objetivo principal que está sendo buscado com o auxílio dela. Contudo,

é importante ressaltar que às vezes uma simples troca pode ajudar em vários objetivos.

las está um tanto exposto em a1. Efimenko encontra uma solução técnica.

Explorando uma vantagem material

Um dos primeiros princípios estratégicos ensinado aos jogadores de xadrez iniciantes é: quando se tem mais material, deve-se trocar peças! Dessa forma, temos a possibilidade de reduzir o contra-ataque do adversário e deixar as coisas mais simples no final da partida, quando a vantagem material pode ser explorada com mais facilidade. Vejamos alguns exemplos.

Exemplo 76

Z.Efimenko – R.Vaganian

Liga Alemã, 2005

Nesta posição tardia de meio-jogo, as

Brancas têm dois peões a mais, mas o rei de-

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Capítulo 2 - As peças e seus Movimentos

Garry Kasparov Grupo A PDF Criptografado

10 As Peças e seus Movimentos

A Torre

A torre move-se de modo muito direto – em linha reta, por filas e por colunas.

Vamos começar pela peça mais fácil de entender – a torre.

A torre é a segunda peça mais poderosa; ela é mais forte do que o cavalo e o bispo, porém mais fraca do que a dama. As torres e as damas são conhecidas como peças maiores.

Desta posição, a torre pode mover-se para qualquer uma das casas indicadas.

Como a torre não pode “pular” outras peças, seu movimento é um pouco restrito. Neste exemplo, ela não pode se mover para as casas h7, h8, a5 ou b5. No entanto, pode capturar o cavalo em c5. A torre não pode “capturar” o peão em h6 – você não pode capturar as próprias peças.

11

Cada um dos jogadores começa com duas torres: a8 e h8 das pretas; a1 e h1 das brancas.

Dicas de mestre para a torre

A torre é a segunda peça mais poderosa.

Valor: 5 pontos

Na fase inicial da partida, em geral é melhor deixar as torres na fila de trás.

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Capítulo 3. Como barrar o contrajogo inimigo

Yasser Seirawan Grupo A PDF Criptografado

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Como barrar o contrajogo inimigo

E

m algum momento teremos uma vantagem de posição, seja ela grande ou pequena. Faz parte do fluxo natural do jogo. Transformar essa vantagem em vitória, no entanto, já é outra questão. Raramente o jogador fica tão deprimido com a inferioridade posicional a ponto de esperar o pior com resignação. O mais provável é que o adversário inicie lances agressivos na luta por um bom contrajogo.

Nesse caso não devemos reagir com a mesma agressividade, devemos ficar calmos e usar a seguinte estratégia:

Tentar encontrar o equilíbrio ideal entre a defesa e a continuidade das ações que colocam nosso plano em prática.

Vejamos um exemplo. No Diagrama 9, a posição é muito favorável às brancas. Com um peão a mais e um Bispo poderoso e centralizado, não há dúvida de

Diagrama 9. Jogam as brancas.

Botvinnik-Kan

Leningrado, 1939

32

YASSER SEIRAWAN & JEREMY SILMAN

que as brancas estão vencendo o jogo. Mas as pretas têm um trunfo: a Torre, agressivamente posicionada na sétima fila. O poder dessa peça permite que as pretas ameacem com 1...Dg5. Se as brancas permitirem esse lance, as pretas ganharão o jogo, pois o xeque-mate na g2 pode ser evitado apenas com 2.Df2

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