76 capítulos
  Título Autor Editora Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta
Medium 9788563899675

10: Garry Kasparov, Após 2000

Yasser Seirawan Grupo A PDF Criptografado

10

Garry Kasparov,

Após 2000

Kasparov perde o título

Embora Kasparov tenha perdido por forfeit o título de Campeão Mundial da FIDE em

1993, suas vitórias sobre os Desafiantes Nigel Short em 1993 e Viswanathan Anand em

1995 foram aceitas pelo público do xadrez como prova de que ele era o melhor enxadrista do mundo e merecedor do título de

“Campeão Mundial”. Contudo, à medida que os anos foram passando, foi crescendo a inquietação de que Kasparov não estava defendendo seu título.

Não era por falta de esforço da parte dele. A PCA tinha silenciosamente se dissipado, e ele não tinha mais a infraestrutura necessária para organizar um match adequado. Isso tornou-se evidente quando, no ciclo final da PCA, Alexey Shirov tornou-se o Desafiante ao derrotar Vladimir Kramnik em uma vitória conturbada. Na opinião de

Garry, a vitória de Shirov foi um golpe, pois dificultou muito o levantamento de verbas de patrocínio para financiar um match contra um Desafiante que não estava entre os cinco com maior rating. De fato, somente uma oferta foi obtida: de Los Angeles por menos de um milhão de dólares. Shirov não

Ver todos os capítulos
Medium 9788563899675

11: O Futuro do Campeonato Mundial

Yasser Seirawan Grupo A PDF Criptografado

11

O Futuro do

Campeonato Mundial

A Fédération Internationale des

Échecs (FIDE)

Se a FIDE, a Fédération Internationale des

Échecs, ou Federação Internacional de Xadrez, não existisse, ela teria que ser criada.

Todos diriam: “Sim, é claro, o xadrez precisa de um órgão internacional de xadrez”, depois do que as discussões e discórdias começariam para valer. A velha piada de que, onde existem dois enxadristas, haverá três opiniões fortes tem um fundo de verdade.

Para entender a FIDE e por que ela se saiu mal quando comparada com o sucesso de outras instituições esportivas, devemos começar por sua história e o papel que ela desempenhou no mundo do xadrez.

A história e o papel da FIDE

Durante A 8a edição dos Jogos Olímpicos em Paris, em 1924, a Federação Francesa de Xadrez também sediou um torneio. Os participantes criaram a FIDE como um sindicato de enxadristas, não muito diferente da

GMA. Naquela época, o Campeão Mundial

Ver todos os capítulos
Medium 9788565848046

1. Akiba Rubinstein (1882-1961)

Craig Pritchett Grupo A PDF Criptografado

1

Akiba Rubinstein

(1882-1961)

Rubinstein criou as partidas mais perfeitas desde a época de Steinitz... as demonstrações mais perfeitas dos ensinamentos de Steinitz.

Richard Réti, Masters of the Chess Board

Sem o grande exemplo de jogos e ideias do primeiro Campeão Mundial, Wilhelm

Steinitz (1839-1900), provavelmente seja justo dizer que a base para o que tenho em mente quando utilizo o termo xadrez classicamente objetivo não teria sido desenvolvido até o tempo de Rubinstein.

Steinitz é considerado pela maioria o fundador das regras fundamentais do xadrez posicional “correto”, especialmente em posições fechadas. Sua contribuição principal foi desenvolver a ideia de “equilíbrio” no xadrez, e a noção de que vencer depende muito de vantagens acumuladas suficientes para perturbar o equilíbrio natural em qualquer partida entre enxadristas a favor de ataques bem-sucedidos do que ataques quixotescos.

Steinitz submetia fatores posicionais, em especial estruturas de peões, a análises minuciosas. Ele enfatizava o valor das estruturas de peões sólidas, com pontos fortes no centro (normalmente baseados em peões em e4/e5 ou d4/ d5), manobrabilidade e ausência de casas fracas desprotegidas. Steinitz estava

Ver todos os capítulos
Medium 9788563899675

1: Bobby Fischer

Yasser Seirawan Grupo A PDF Criptografado

1

Bobby Fischer

Quando eu estudava na Garfield High

School, em Seattle, meu professor de física pediu à classe que escrevesse um trabalho sobre a teoria do Big Bang (A Grande Explosão) da criação do universo. Em suas aulas, ele parecia especialmente entusiasmado com a teoria, elogiando-a efusivamente.

Eu não compartilhava do entusiasmo dele, tendo dúvidas sobre a teoria, mas, mesmo assim, escrevi diligentemente um ensaio intitulado “No princípio”. Ele apresentava o conceito do Big Bang e eu escrevi favoravelmente sobre como a teoria fazia sentido.

Recebi um “A+” pelo trabalho e desde então penso sobre o “Princípio”.

A lenda Fischer se inicia

“O Big Bang”, não apenas para a minha carreira de xadrez, mas para muitos enxadristas americanos, foi o sucesso de Robert James

Fischer em 1972 (1943-2008). Naquele ano, ele se tornou o décimo primeiro Campeão

Mundial de Xadrez segundo a Federação

Mundial de Xadrez. Sua vitória no match de

Ver todos os capítulos
Medium 9788563899675

2: Os Gigantes

Yasser Seirawan Grupo A PDF Criptografado

2

Os Gigantes

O grande cientista britânico Sir Isaac Newton escreveu: “Se eu fui capaz de ver mais longe

é porque estava de pé sobre os ombros de gigantes.” Embora tenhamos iniciado com

Bobby Fischer, ele também estava de pé sobre os ombros de gigantes. Quando examino as páginas da história do xadrez, é em

Paul Morphy (1837-1884) que a linha dos

Campeões Mundiais de Xadrez realmente começa. Ainda que Morphy não tenha sido oficialmente reconhecido Campeão Mundial, para mim e para muitos outros ele foi o primeiro grande enxadrista de classe mundial e foi simplesmente o melhor enxadrista de seu tempo. Como melhor definir um

Campeão Mundial? Após uma carreira meteórica derrotando todos os seus contemporâneos, Morphy anunciou sua aposentadoria e parou de jogar xadrez sério em público em

1859. Poder-se-ia afirmar que ele foi uma das primeiras celebridades mundiais.

Uma breve história

Quando Paul Morphy parou de jogar, o líder reconhecido na época era Adolf Anderssen

Ver todos os capítulos
Medium 9788565848046

2. Vassily Smyslov (1921-2010)

Craig Pritchett Grupo A PDF Criptografado

2

Vassily Smyslov

(1921-2010)

O teor de uma partida de xadrez deve ser a busca pela verdade, e o da vitória uma demonstração de sua justeza.

Vassily Smyslov, 125 Selected Games

Assim como Rubinstein fez anteriormente, Smyslov via-se principalmente como um artista do tabuleiro. Smyslov não apenas visava à vitória no xadrez, mas também a um ideal que ele chamava de “verdade”. Às vezes ele referia-se a esta verdade como “o triunfo da lógica”. Ainda que de maneira vaga, ele insistia que a verdade deve existir no xadrez, e deve ser tão atingível quanto em qualquer outra forma de arte.

Symslov sempre deixou bem claro que para ele o xadrez era uma arte. Ele também insistia que seu ideal de xadrez derivava de outros de seus gostos artísticos mais amplos, em especial a música. Um homem de vasta cultura, era um músico talentoso cuja rica voz de barítono, muitas vezes procurada em momentos fora do tabuleiro em eventos internacionais de xadrez, havia lhe conseguido um teste na

Ver todos os capítulos
Medium 9788565848046

3. Robert Fischer (1943-2008)

Craig Pritchett Grupo A PDF Criptografado

3

Robert Fischer

(1943-2008)

Se os soviéticos eram a antítese da tese de 1930, então Fischer era a nova síntese... uma dialética que teria agradado Karl Marx.

Andrew Soltis, Bobby Fischer Rediscovered

Se a Escola Soviética levou o xadrez adiante para uma nova era com mais aventuras, pesquisas aprofundadas e riscos calculados, Bobby Fischer foi o encarregado de levar este espírito ao seu limite. De certa forma, Fischer antecipou o que Kasparov descreveu como uma mudança que somente começou de verdade com o auxílio de computadores cada vez mais modernos durante os anos de 1990. Como enxadrista, Fischer devotou sua vida à busca obstinada pelas verdades mais precisas no xadrez, baseadas em variantes.

“Na nossa era, as evidências das variantes estão se tornando cada vez mais convincentes (diferentemente da regra anterior, que afirmava que ‘em qualquer variante mais longa há erros’)”(Kasparov). Muito antes de haver qualquer auxílio de computadores (que hoje nos ajudam a analisar variantes de forma muito mais acurada) não havia nenhum mestre mais notável que Bobby Fischer na arte de enredar seus adversários em uma rede de variantes confusas, complexas e normalmente corretas.

Ver todos os capítulos
Medium 9788563899675

3: Vassily Smyslov

Yasser Seirawan Grupo A PDF Criptografado

3

Vassily Smyslov

O primeiro enxadrista de classe mundial de verdade que eu vi na vida foi Paul Keres.

Foi em 1975. Vancouver, uma linda cidade atravessando-se a fronteira por Seattle, sediou um grande torneio aberto. Naquela

época, eu costumava viajar para o norte a

Vancouver, British Columbia, e para o sul a

Portland, Oregon, jogando no máximo de eventos abertos no Noroeste do Pacífico que eu pudesse encaixar entre minhas aulas na escola. Eu era um jogador de “Classe

A” a “Expert” naqueles tempos, o que significa que eu ostentava um rating de 19002100 que oscilava bastante. O torneio de

Vancouver, um evento de duas semanas de duração, coincidia com minhas aulas na escola, e foi uma decisão difícil deixar passar aquele grande acontecimento, especialmente quando fiquei sabendo que o legendário

Paul Keres iria participar. Na véspera do início do torneio, amigos estavam saindo de carro para passar o dia lá e assistir à rodada de abertura, e eu fui também. Nossos olhos estavam colados em Paul Keres, observando todos os seus lances. Ele era um homem bem vestido e digno, com o que poderia ser chamado de uma atitude nobre. Ficamos todos profundamente impressionados.

Ver todos os capítulos
Medium 9788563899675

4: Mikhail Tal

Yasser Seirawan Grupo A PDF Criptografado

4

Mikhail Tal

De todos os Campeões Mundiais, Mikhail

Tal, ou “Mischa”, como todos o chamavam, foi o mais querido, admirado e, sim, amado pelos colegas e fãs do xadrez no mundo inteiro. Era uma pessoa notavelmente bondosa e simpática. Tinha uma voz suave e uma adorável capacidade de ironizar a si mesmo com graça. Jamais o ouvi pronunciar uma palavra áspera em sua vida, mesmo quando perdia uma partida difícil. Seus olhos cintilantes se iluminavam sempre que havia um tabuleiro de xadrez por perto. Seus escritos o revelam como uma pessoa mundana e compassiva. Não sei quantas línguas falava, mas seu inglês era excelente. Quando multidões se reuniam nas salas de imprensa para ouvi-lo, ele mudava de um idioma para o outro com facilidade. Andava e movia suas peças com uma facilidade quase desleixada, pronto para qualquer oportunidade que a vida lhe apresentasse dentro ou fora do tabuleiro. Mesmo quando as tensões no tabuleiro estavam em sobre-excitação, seus lances era fluidos.

Ver todos os capítulos
Medium 9788565848046

4. Viswanathan Anand (1969-)

Craig Pritchett Grupo A PDF Criptografado

4

Viswanathan Anand

(1969-)

Eu diria que hoje em dia é impossível trabalhar sem computador. E você não tem que fazer tudo mecanicamente. Ele lhe permite fazer coisas incrivelmente criativas... há posições que posso trabalhar hoje que antigamente eram impossíveis de trabalhar sozinho.

Vishy Anand, entrevistado por Outlook Business

O espírito de todo enxadrista clássico talvez seja essencialmente artístico. Rubinstein, Smyslov e Fischer eram todos enxadristas extremamente criativos. É claro que todos queriam vencer as partidas, mas também desejavam fazê-lo em grande estilo. Não necessariamente buscavam forçar a situação; em vez disso, buscavam desvendar e desenvolver-se usando as verdades estratégicas e táticas fundamentais, quaisquer fossem elas, em qualquer posição dada, e para qualquer lugar que elas os levassem. Quando obtinham êxito contra adversários honrosos, eles sempre produziam grandes obras de arte do xadrez.

Então não é de surpreender que Vishy Anand tenha enfatizado a criatividade em vez de mecanismos e hábitos em resposta a uma pergunta sobre o impacto do computador no xadrez, colocada a ele por uma revista de negócios indiana logo após ele ter ganho o Campeonato Mundial de 2008. Perguntado na mesma entrevista se achava que o computador pudesse ter universalizado a abordagem dos enxadristas renomados ao xadrez a tal ponto que o estilo estivesse agora morto, Anand repudiou enfaticamente essa ideia.

Ver todos os capítulos
Medium 9788565848046

5. Magnus Carlsen (1990-)

Craig Pritchett Grupo A PDF Criptografado

5

Magnus Carlsen

(1990-)

Um dos pontos mais fortes de Magnus é seu vasto repertório de aberturas. Vivemos em uma era de abundância de informação, e o novo campeão pode ser aquele que lida melhor com isso. Ele tem que saber tudo, como um computador.

Simen Agdestein, New in Chess

A citação acima é de um artigo que faz um balanço da carreira de Magnus

Carlsen, escrito em meados de 2006. Aos 16 anos, Magnus havia, até aquele momento, sido um Grande Mestre por alguns anos, jogado sua primeira Copa do

Mundo da FIDE, e chegado ao 60o lugar nos rankings mundiais. As palavras de

Agdestein apontam tanto para os atributos de seu compatriota quanto para os desafios que tem que enfrentar. Estava claro que encontrávamos em Carlsen um enxadrista dotado de uma grande variedade de habilidades universais. Criado na era do computador, a dúvida não era se iria se tornar um grande enxadrista, mas se chegaria a ser o número um do mundo.

Agdestein, um Grande Mestre norueguês e ex-jogador de futebol internacional, era especialmente bem qualificado para expressar essas palavras. Ele havia feito parte da aventura de Magnus Carlsen desde que começou a ganhar força significativa em eventos de xadrez escolares, por volta de 2000. Agdestein estava ciente de quão excepcionalmente talentoso Carlsen era como enxadrista, e de como ele ambicionava “saber tudo, como um computador”.

Ver todos os capítulos
Medium 9788563899675

5: Tigran Petrosian

Yasser Seirawan Grupo A PDF Criptografado

5

Tigran Petrosian

De todos os Campeões Mundiais, Tigran

Vartanovich Petrosian (1929-1984) é o mais difícil de categorizar. Todos queremos boas definições, rótulos que possamos afixar às pessoas ou coisas para nos sentirmos confortáveis ao dar-nos uma referência para compreender. Chamamos algo de “martelo” ou alguém “semelhante a um martelo” e ficamos imediatamente satisfeitos. Sabemos o que é um martelo e estamos prontos para conversar mais sobre as qualidades da pessoa semelhantes a um martelo. Por quê?

Conhecemos positivamente o camarada e estamos prontos para elucidar mais!

Ficamos satisfeitos chamando Mikhail

Tal de “um gênio da combinação”, “um tático sem pares” ou “um mágico tático”. Isso certamente nos ajuda a nos sentirmos mais pertos de Tal e podemos definir o enxadrista, ao menos um pouco, para nós mesmos, mesmo que tal definição seja ridiculamente limitada. Tal nunca jogou um final de partida em sua vida? Puxa, ele era capaz de jogar finais de partida? Ou ele polvilhava sua poeira tática mágica sobre todas as posições, inclusive reis expostos, produzindo fogos de artifício num instante?

Ver todos os capítulos
Medium 9788563899675

6 Boris Spassky

Yasser Seirawan Grupo A PDF Criptografado

6

Boris Spassky

Boris Vassilievich Spassky ocupa um lugar especial para todos os enxadristas: ele foi o

Campeão que perdeu seu título para Bobby

Fischer em 1972. Mesmo hoje, quase quarenta anos depois, o público americano tende a conhecer os nomes de dois Grandes Mestres acima de todos os outros: Bobby Fischer e Boris Spassky. Certamente, não é a forma como Boris gostaria de ser lembrado, mas assim são os caprichos do destino. De modo semelhante, não era a intenção de Heitor cair perante Aquiles no saqueio de Troia quando escolheu competir em um duelo que não precisava aceitar. Uma derrota para a qual será lembrado até o fim dos tempos.

Para mim, Boris Spassky foi um enxadrista verdadeiramente “universal”, capaz de jogar todas as facetas do jogo igualmente bem. Sem dúvida, ele gostava mais do papel do atacante, para o qual ele era incrivelmente formidável, mas era o “equilíbrio” de seu jogo que mais me impressionava. Ele se sentia confortável com todo tipo de posição. Na verdade, é difícil diferenciar o estilo de Spassky. Como diria Miguel Najdorf, não havia tanto um “estilo” – ele apenas era muito bom em tudo.

Ver todos os capítulos
Medium 9788563899675

7: Anatoly Karpov, 1975-1985

Yasser Seirawan Grupo A PDF Criptografado

7

Anatoly Karpov,

1975-1985

Este capítulo é dedicado ao Campeão Mundial de 1975 a 1985 Anatoly Yevgenyevich Karpov, um enxadrista de poderes extraordinários.

Enquanto o nome de Spassky está ligado ao de Fischer, o nome de Karpov está inextricavelmente vinculado não a um, mas a dois grandes enxadristas: Robert James

Fischer e Garry Kasparov. Anatoly, ou “Tolya”, foi, afinal, o vilão que recebeu a coroa do título do Campeonato Mundial de Xadrez de

Bobby Fischer por manter desistência. Para fãs como eu, sabíamos que, se Bobby tivesse disputado o match de 1975, ele teria vencido. Depositar uma coroa de louros nos ombros de Anatoly foi um insulto para os fãs do xadrez e uma traição do título. Para milhões de fãs dedicados do xadrez, o título “Campeão Mundial” deveria significar também o de “melhor jogador do mundo”. Eu estava convencido de que, em 1975, Bobby era o melhor enxadrista do mundo. Pouco me importava o que algum delegado nacional presente em uma Assembleia Geral da FIDE pudesse dizer sobre o assunto. A única opinião que contava – ao menos para mim – era a minha.

Ver todos os capítulos
Medium 9788563899675

8: Garry Kasparov, 1985-2000

Yasser Seirawan Grupo A PDF Criptografado

8

Garry Kasparov,

1985-2000

Garry Kimovich Kasparov foi e é o maior enxadrista que já existiu. Ele foi um meteoro, cometa e corpo celestial que riscou o cosmo do xadrez. Todos assistimos boquiabertos de arrebatamento à sua incrível lista de realizações. Por quase duas décadas, de 1986 até sua aposentadoria, em 10 de março de 2005,

Garry ocupou o degrau máximo na lista de ratings, detendo a primeira posição. Uma vez ele teve que dividir o posto mais alto, mas amiúde foi o número um com grande diferença. Foi uma realização extraordinária no xadrez moderno e nos esportes modernos de qualquer tipo.

Sua carreira também foi encantada noutro aspecto. Garry não foi apenas o enxadrista que alcançou o rating mais alto do mundo; ele também tinha um extraordinário talento para ser o centro das atenções. Se houvesse alguma controvérsia ou se alguma coisa de excepcional interesse de qualquer tipo acontecesse no mundo do xadrez, você podia ter absoluta certeza de que Garry estaria na frente e no centro do acontecimento. Quando essas duas habilidades são relacionadas, começamos a ver a carreira rara e espetacular que Garry teve. A atenção pública sobre ele foi tão constante que se tornou difícil não mencionar “Kasparov e xadrez”

Ver todos os capítulos

Carregar mais