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Capítulo 8 - Lances Desnecessários com os Peões

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Lances

Desnecessários com os Peões

Os peões são a alma do xadrez. – Philidor

Os peões não podem se mover para trás!

Você tem de ter muito cuidado ao mover um peão, já que é a única peça do tabuleiro que não pode se mover para trás. Além do mais, depois de ter avançado um peão, ele costuma ter de ficar na casa onde você o colocou por algum tempo.

Um avanço particularmente hediondo seria enfrentar 1 e4 e5 2 d4 exd4 3 xd4 com o horrível lance 3...c5?, atacando a dama branca, mas deixando um rombo em d5. Pelo resto da partida, as Pretas não conseguirão cobrir a casa d5 com um peão, então as Brancas sempre vão ter um belo posto central à disposição. Esse é um exemplo obviamente extremo, mas você tem sempre de considerar a fraqueza resultante, especialmente quando estiver tentado a mover os peões na frente de seu rei.

Quando estiver decidindo avançar ou não seus peões, tente ter as seguintes considerações em mente:

1. Minhas peças estão desenvolvidas?

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Capítulo 9 - O Superpeão em h

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O Superpeão em h

Este capítulo é um pouco divertido, na verdade. Achei que deveria incluí-lo, já que tive muitos momentos interessantes em minha vida de enxadrista avançando o peão na coluna h ao longo do tabuleiro.

Em termos gerais, não costuma ser uma boa ideia avançar o peão na coluna h muito cedo. O centro é a área mais importante do tabuleiro, e é ele que o jogador deve tentar controlar. Infelizmente, em muitas de minhas partidas o sangue me sobe à cabeça. O peão na coluna h está ali, me olhando, e antes que eu perceba o que fiz, ele foi pego e movido até h4!

Ainda assim, pode haver razões muito boas para avançar o peão em h com antecedência, especialmente quando seu adversário jogar o fianchetto na ala do rei. Na partida seguinte, elas são amplamente demonstradas por ninguém menos que Vishy Anand.

Partida 47

V. Anand – S. Mamedyarov

Campeonato Mundial de Blitz

Moscou, 2007

Defesa Moderna

1 d4 g6 2 c4

Ouso dizer que valia considerar 2 h4?

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Capítulo 4 - Gambitos

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Gambitos

A maioria dos jogadores de xadrez adora um grande jogo ofensivo. Um ataque brilhante costuma ser o fascínio de muitos amadores, que exclamam: “como é que aquele jogador pôde usar um estilo tão audacioso e maluco?”.

Os jogos mais impressionantes costumam começar com um lado oferecendo um peão em troca de um ataque, mas um gambito requer que você esteja disposto a correr riscos. Uma abordagem assim, infelizmente, está se tornando cada vez mais rara, especialmente devido à introdução dos computadores, que em geral mostram o modo correto de se prosseguir em meio às complicações resultantes.

Em geral, eu fico deprimido quando vejo uma de minhas partidas com a

“ajuda” de um programa de xadrez. Antes de ligar o computador, eu me sinto no topo do mundo, admirado com meu jogo brilhante, mas bastam 10 minutos de análise do computador e de repente eu vejo como meu plano era fraco. Cada lance parece um erro quando o Fritz está ligado! Isso pode acabar entristecendo você, mas lembre-se de que os seres humanos não jogam como computadores.

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Capítulo 3 - Punindo os Caça-peões

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Punindo os

Caça-peões

Take heed,

Never take advantage of the things you need,

Never let yourself be overcome by greed,

Walk the straight and narrow and you shall succeed.

– Shaggy*

Na mentalidade capitalista e supostamente democrática de hoje, a ganância costuma ser vista com bons olhos. Mas, conforme a Igreja Católica há muito nos adverte, a ganância pode levar à queda do indivíduo. O xadrez não é diferente.

Na abertura, um jogador com frequência pode ser punido por capturar um peão cedo demais. Leva tempo para capturar material, e, em alguns casos, esse tempo pode ser usado de uma melhor maneira, rocando ou desenvolvendo uma peça.

Decidir pegar ou não material requer pensar seriamente, mas em geral você tem que ter muito cuidado. Nunca pegue um peão sem pensar muito a respeito!

Por que o seu adversário deixou aquele peão en prise? Será uma armadilha? Você tem tempo para capturar aquele peão?

Por outro lado, se você acabou de sacrificar um peão, então como deveria prosseguir? Espero que você tenha ganhado uma iniciativa ou algum tipo de ata-

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Capítulo 2 - Explorando uma Vantagem no Desenvolvimento

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Explorando uma

Vantagem no

Desenvolvimento

O desenvolvimento é obviamente um fator muito importante no xadrez. Tenho certeza de que o leitor está perfeitamente consciente de que o xadrez é baseado na guerra, e de que, na guerra, o general precisa usar todas as suas tropas. Não se pode imaginar uma unidade solitária enfrentando todo um exército: seria suicídio. Coordenação entre as tropas é o fator-chave.

O mesmo se dá no xadrez; o jogador precisa utilizar todas as suas peças. Todo iniciante aprende que, na abertura, devem-se desenvolver os cavalos e os bispos, o que normalmente se combina com o objetivo de controlar o centro com os peões.

Isso é verdade, mas, em um jogo de xadrez, você precisa usar todas as suas peças.

Em primeiro lugar, vamos dar uma olhada em um segmento de uma das partidas de Mike Surtees. Surtees é um indivíduo talentoso, mas tem os próprios sistemas de abertura, aos quais ele deu o nome de Revolutionary Opening Theory (Teoria das

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Capítulo 1 - O Rei Exposto

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O Rei Exposto

Umas das primeiras lições que qualquer iniciante aprende é: “Faça o roque assim que possível”. Existe um motivo – bastante óbvio na verdade – por que os iniciantes aprendem isso. O rei é a peça mais importante, e o xeque-mate é o fim do jogo, então o rei precisa ficar em segurança. É por isso que a maioria dos bons jogadores roca. Após esse lance, o rei fica sob a proteção de três peões e uma torre; essas peças funcionam como os guarda-costas do rei.

Então, se o rei costuma ficar mais seguro após o roque, o que devemos cuidar após esse lance? Quais os perigos que espreitam o rei rocado?

Bom, em geral nós precisamos de algumas peças ao redor do rei para protegê-lo. Esse costuma ser o caso quando podemos ver que nosso adversário está planejando um ataque. Também temos de ter cuidado com o modo como movemos nossos peões ao redor do rei rocado, já que mover esses peões pode criar fraquezas.

Por outro lado, o que ter em mente quando se ataca o rei adversário? Para ajudar a responder a essa pergunta, devemos considerar três questões importantes.

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Introdução

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Introdução

Como e por que alguns jogadores de xadrez vencem seus jogos em muito menos tempo do que outros? Será porque eles têm sorte? Tem algo a ver com o seu estilo de jogo? Ou talvez os seus adversários estejam jogando mal e cometendo muitos erros na abertura?

Eu suspeito que muitos jogadores adorariam acabar com seus oponentes o mais rápido possível, seja com um ataque brilhante ou com uma armadilha bem planejada. Bem, este livro tenta entender exatamente como e por que certos jogadores conseguem vencer em menos de 25 lances.

Em geral, é uma combinação dos fatores acima que faz os jogadores vencerem rapidamente. Afinal, um jogador tende a fazer sua própria sorte. E ele faz isso escolhendo a abertura certa e causando o maior número de problemas possível ao seu adversário, especialmente fazendo-o mostrar tudo o que sabe desde o início. De fato, seu estilo de jogo terá um grande impacto no modo como a partida se desenvolve. Se sua abertura for ligeiramente arriscada, você terá mais chances de vencer rapidamente; por outro lado, você também aumenta suas chances de perder muito rápido. Realmente, é necessário ter cautela quanto ao modo como você encara uma partida. Costuma ser uma boa ideia correr riscos, mas também é necessário escolher o oponente certo para correr esse risco.

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Capítulo 7 - Não Percebendo o Perigo

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Não Percebendo o Perigo

Uma das coisas mais importantes no xadrez é ficar atento o tempo todo ao que o seu adversário está tentando fazer. Se você conseguir entender o que ele quer, então terá meio caminho andado para impedir todos os seus planos. Um senso de perigo vem com a experiência, mas existem certos fatores que devem ligar o alarme. Aqui vai uma lista de “perigos” nos quais consegui pensar:

1. Um grupo de peças próximo ao seu rei

Quanto mais peças inimigas posicionadas ao redor do seu rei, mais perigo você irá enfrentar.

2. Tenha a mente aberta!

Você não pode ficar preocupado com um único plano, já que isso pode cegá-lo a outras possibilidades que a posição contém. Certifique-se de ter cada área do tabuleiro em mente.

3. Tente não ser muito pessimista nem otimista

É mais fácil falar do que fazer, mas você deve tentar pensar quase de um ponto de vista externo à partida. Veja o seguinte exemplo:

Como vencer no xadrez rapidamente!

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Capítulo 5 - Jogue com Propósito!

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Jogue com

Propósito!

Todo lance deve ter uma intenção por trás.

Quando estou dando aula para os iniciantes, uma das primeiras coisas que noto é que eles frequentemente fazem lances sem sentido. Isso é ainda mais verdadeiro com os jogadores mais novos, que podem jogar 1 a3, 2 c3, 3 e3 e 4 g3 só porque é um padrão bonito. Isso obviamente é um exemplo extremo de jogar sem propósito, mas tais lances ainda podem ser vistos nos níveis mais altos do jogo. Mesmo em partidas envolvendo fortes Grandes Mestres, um jogador pode simplesmente perder tempo, começar a divagar e jogar superficialmente. Vamos ver alguns exemplos desses tipos de erro neste capítulo, assim como ver de que forma eles podem ser punidos.

Conseguir encontrar com sucesso a chave de uma posição costuma vir com a experiência, mas existe uma série de coisas que você pode fazer para ajudar a encontrar o plano correto:

1. Estude as partidas dos melhor jogadores

Se sua principal abertura é a Defesa Francesa, veja o que os melhores jogadores do mundo fazem na Defesa Francesa. Um óbvio jogador pelo qual começar seria Morozevich. Ele é um grande jogador e possui uma compreensão estupenda, talvez única, do xadrez, então todos podemos aprender muito ao ver o que ele faz na abertura. Veja o que ele joga e tente entrar em sua cabeça. Por que ele fez aquele lance? Qual a ideia por trás dela? Existem planos típicos que ele usa em seus jogos com a Defesa Francesa?

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Capítulo 6 - Enrolados

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Enrolados

Mais pressa, menos velocidade!

Essa era a frase favorita de um bom jogador de xadrez que eu conheci e se aplica a muitas posições. Eu certamente a considero muito útil, já que me considerava um jogador bem impaciente, perfeitamente capaz de jogar muito rápido e acabar misturando os meus planos. Hoje em dia, eu tento não me apressar e aproveitar o tempo, o que me ajuda a não me enrolar.

É necessário ter sempre uma ideia clara daquilo que se quer atingir com uma posição. Se você não puder pensar em um bom plano a longo prazo, então deve pensar em lances que propiciem pequenas melhoras à sua posição. Esse tipo de pensamento mais centrado pode ajudá-lo a evitar se enrolar, tentando o lance errado ou ignorando os planos astutos de seu adversário.

Agora, vamos dar uma olhada em algumas partidas para ver como vários bons jogadores se enrolam. Nossa primeira partida é um breve evento em que a escolha de abertura das Pretas foi muito inteligente. Stephen Gordon, ou

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Introdução

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Introdução

Lembranças da Síria

Eu nasci em 24 de março de 1960, em Damasco, filho de pai sírio, Muyassar Seirawan, e mãe inglesa, Margaret Elvin. Meus pais se conheceram na época em que meu pai era estudante e estava obtendo seus títulos universitários avançados na Inglaterra. Ele estudava inteligência artificial e programação de computadores no Instituto Boots, em

Nottingham, onde conheceu minha mãe e se casou. O casamento não foi nenhum mar de rosas. Meu pai provinha de uma nação muçulmana e, ainda que não fosse um muçulmano praticante nem particularmente religioso, era observador. Minha mãe frequentava a Igreja Anglicana e foi criada na cultura judaico-cristã, embora, como meu pai, tampouco fosse particularmente religiosa.

Minha piada predileta é que minha mãe e meu pai eram apostadores, traço que passaram para seus filhos; que meus pais jogaram dados genéticos e saíram-se vitoriosos; graças a meu pai, da cintura para baixo eu era um árabe beduíno e, graças à minha mãe, da cintura para cima eu era um cavalheiro britânico ortodoxo. Você ri, mas este é um jogo perigoso. Você certamente não quer que a matriz genética se misture, tampouco quer

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8: Garry Kasparov, 1985-2000

Yasser Seirawan Grupo A PDF Criptografado

8

Garry Kasparov,

1985-2000

Garry Kimovich Kasparov foi e é o maior enxadrista que já existiu. Ele foi um meteoro, cometa e corpo celestial que riscou o cosmo do xadrez. Todos assistimos boquiabertos de arrebatamento à sua incrível lista de realizações. Por quase duas décadas, de 1986 até sua aposentadoria, em 10 de março de 2005,

Garry ocupou o degrau máximo na lista de ratings, detendo a primeira posição. Uma vez ele teve que dividir o posto mais alto, mas amiúde foi o número um com grande diferença. Foi uma realização extraordinária no xadrez moderno e nos esportes modernos de qualquer tipo.

Sua carreira também foi encantada noutro aspecto. Garry não foi apenas o enxadrista que alcançou o rating mais alto do mundo; ele também tinha um extraordinário talento para ser o centro das atenções. Se houvesse alguma controvérsia ou se alguma coisa de excepcional interesse de qualquer tipo acontecesse no mundo do xadrez, você podia ter absoluta certeza de que Garry estaria na frente e no centro do acontecimento. Quando essas duas habilidades são relacionadas, começamos a ver a carreira rara e espetacular que Garry teve. A atenção pública sobre ele foi tão constante que se tornou difícil não mencionar “Kasparov e xadrez”

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Soluções

Garry Kasparov Grupo A PDF Criptografado

Soluções

Desafio 1

Desafio 4

Desafio 6

As Brancas gostariam de mover o seu cavalo e descobrir um ataque contra a dama preta.

O rei branco está muito exposto.

As Pretas querem jogar ... Be5

(ameaçando mate em h2), mas f4 é uma defesa. Logo, elas jogam...

Nesse final, as peças pretas estão muito ativas, e o rei branco está um pouco constrito. A solução demonstra a eficiência de um par de torres, quando combinadas.

1 Th8+! Rxh8

2 Cf7+, ganhando a dama.

Desafio 2

As Pretas gostariam de criar uma ameaça movendo o bispo de b6, já que esse lance exporia a dama branca.

1 ... Txh2+!

2 Rxh2 Dh6+

3 Rg1 Bxd4+ ganhando a dama.

Desafio 3

As Brancas abrem caminho para que a torre e o bispo construam uma posição típica de mate.

1 Txd6+! cxd6

2 Bg5+ Re6

3 Te7 mate

1 ... Bxf3+!

1 Bxf3 Be5 e o mate segue em h2.

Desafio 5

Há dois temas-chave aqui: a primeira fileira fraca e a vulnerabilidade da casa g7 das Pretas. As Brancas tiram proveito dos dois com uma maravilhosa tática.

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A Primeira Fileira

Garry Kasparov Grupo A PDF Criptografado

A Primeira Fileira

No capítulo anterior, vimos como as casas f7 e f2 são particularmente vulneráveis no início das partidas. Esse é um dos motivos por que rocar costuma ser uma jogada tão atraente. Rocar tira o rei da perigosa zona central e também – no caso do roque na ala do rei – traz uma defesa extra (a torre) a essa casa vulnerável.

Vamos comparar duas situações:

a. O rei preso no centro do tabuleiro próximo da vulnerável casa f7

Como vimos anteriormente, todo o tipo de coisa desagradável pode acontecer aqui, com lances tais como

Db3, Cg5 ou mesmo Bxf7+ causando grande tormento para as Pretas. Então, as Pretas decidem rocar, e agora...

b. O rei parece muito seguro atrás da parede de peões protetores

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É difícil imaginar que alguma das jogadas agressivas das

Brancas, tendo como alvo f7, surta muito efeito agora. De fato, o rei preto está, por ora, posicionado em um local muito seguro. Contudo, apesar de essa parede de peões dar excelente cobertura para o rei preto, também há uma deficiência – os peões reduzem a movimentação do rei, tornando-o vulnerável a uma peça maior que apareça na primeira fileira. Veja os seguintes exemplos.

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Capítulo 8 - Peões Atrasados e Bispos Indianos

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Peões Atrasados e

Bispos Indianos

Nos anos de 1920, tanto Lasker quanto Capablanca temiam que os melhores enxadristas do mundo aperfeiçoassem o conhecimento sobre abertura e estratégia.

Todas as partidas entre os enxadristas com esse conhecimento iriam acabar inevitavelmente em empates e, como consequência, o xadrez competitivo de alto nível chegaria ao fim. Esse fenômeno foi chamado de “a morte por empate”.

Deve-se mencionar que Capablanca demonstrou sua preocupação enquanto ainda era Campeão Mundial, portanto, não eram resmungos de um homem derrotado. Além disso, o próprio cubano conseguiu manter-se sem derrotas entre

10 de fevereiro de 1916 e 21 de março de 1924. Portanto, em suas condições era sensato supor que outros enxadristas da elite desenvolveriam uma invencibilidade parecida com o passar do tempo.

Felizmente essa profecia nunca se concretizou, por duas razões: em primeiro lugar, há um dinamismo inerente em posições alcançadas até pelas aberturas mais simétricas ou clássicas, isto é, começando por 1 d4 d5 ou 1 e4 e5. Isso quer dizer que nem tudo pode ser resolvido somente por lógica ou senso comum. É preciso calcular variantes e tomar decisões baseando-se em intuição, o que dá espaço à criatividade humana, a julgamentos ruins e à boa e velha sorte e, portanto, a perdas e ganhos. Como Capa ficou oito anos sem perder? Bem, ele era um gênio. Sua intuição espantosa guiou-o em posições pouco claras que desafiavam as ciências exatas. Enxadristas “comuns” da elite não seguiram os seus passos.

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