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Perigo na Abertura

Garry Kasparov Grupo A PDF Criptografado

Perigo na Abertura

Já consideramos diversos temas táticos nas páginas anteriores. Agora quero alertá-lo quanto aos perigos ocultos que espreitam no início da partida. Existem diversos estratagemas táticos complicados que vivem aparecendo devido às típicas configurações das peças nos estágios iniciais da partida. Nós já consideramos uma delas – táticas baseadas nas fraquezas da casa f7.

Contudo, existem muitas outras, e examinaremos algumas delas aqui. Você deve estar consciente delas, para não cair nessas armadilhas, além de enxergar as oportunidades quando um adversário as permite.

Dica

Não existe possibilidade de cobrirmos todos os diferentes tipos de táticas que podem ocorrer no início da partida. Se você tiver algum software de xadrez e algumas partidas, ou acesso a bases de dados online, então faça uma busca de todas as partidas que terminaram em menos de, digamos, 25 lances. Assista-as todas – algo catastrófico deve ter acontecido.

O que foi? Identifique o problema e faça uma nota mental. Você ficará surpreso ao ver os mesmos temas surgindo repetidamente.

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Introdução

Yasser Seirawan Grupo A PDF Criptografado

Introdução

Lembranças da Síria

Eu nasci em 24 de março de 1960, em Damasco, filho de pai sírio, Muyassar Seirawan, e mãe inglesa, Margaret Elvin. Meus pais se conheceram na época em que meu pai era estudante e estava obtendo seus títulos universitários avançados na Inglaterra. Ele estudava inteligência artificial e programação de computadores no Instituto Boots, em

Nottingham, onde conheceu minha mãe e se casou. O casamento não foi nenhum mar de rosas. Meu pai provinha de uma nação muçulmana e, ainda que não fosse um muçulmano praticante nem particularmente religioso, era observador. Minha mãe frequentava a Igreja Anglicana e foi criada na cultura judaico-cristã, embora, como meu pai, tampouco fosse particularmente religiosa.

Minha piada predileta é que minha mãe e meu pai eram apostadores, traço que passaram para seus filhos; que meus pais jogaram dados genéticos e saíram-se vitoriosos; graças a meu pai, da cintura para baixo eu era um árabe beduíno e, graças à minha mãe, da cintura para cima eu era um cavalheiro britânico ortodoxo. Você ri, mas este é um jogo perigoso. Você certamente não quer que a matriz genética se misture, tampouco quer

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Medium 9788563899569

Capítulo 3 - Punindo os Caça-peões

Simon Williams Grupo A PDF Criptografado

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Punindo os

Caça-peões

Take heed,

Never take advantage of the things you need,

Never let yourself be overcome by greed,

Walk the straight and narrow and you shall succeed.

– Shaggy*

Na mentalidade capitalista e supostamente democrática de hoje, a ganância costuma ser vista com bons olhos. Mas, conforme a Igreja Católica há muito nos adverte, a ganância pode levar à queda do indivíduo. O xadrez não é diferente.

Na abertura, um jogador com frequência pode ser punido por capturar um peão cedo demais. Leva tempo para capturar material, e, em alguns casos, esse tempo pode ser usado de uma melhor maneira, rocando ou desenvolvendo uma peça.

Decidir pegar ou não material requer pensar seriamente, mas em geral você tem que ter muito cuidado. Nunca pegue um peão sem pensar muito a respeito!

Por que o seu adversário deixou aquele peão en prise? Será uma armadilha? Você tem tempo para capturar aquele peão?

Por outro lado, se você acabou de sacrificar um peão, então como deveria prosseguir? Espero que você tenha ganhado uma iniciativa ou algum tipo de ata-

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Medium 9788536309064

11. Soluções dos exercícios

Matthew Sadler Grupo A PDF Criptografado

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Soluções dos exercícios

CAPÍTULO 1

Exercício 1

Lances 1 e 2: 1 e4 e 2 d4. Os peões brancos ocupam o centro.

Lances 3 e 4: 3 Cf3 e 4 Bd3 (ou Be2, Bc4, Bb5). As brancas desenvolvem as peças na ala do rei para boas casas, permitindo o próximo lance.

Lance 5: 5 0-0, colocando o rei em segurança!

Exercício 2 a) 8 h4 não tem absolutamente nenhum sentido! Esse lance enfraquece a posição do rei, avançando um peão da segurança oferecida pela segunda fileira para a exposição da quarta fileira. Além disso, não executa nenhuma função central ou de ataque. b) Apesar de não exercer nenhuma pressão no centro, 8 a4 faz a ligação com a posição das pretas, atacando o peão exposto em b5. A ameaça das brancas é 9 axb5, sendo que 9...axb5 perde uma torre para 10 Txa8.

Exercício 3

Essa é uma posição das aberturas mais agudas do xadrez moderno: a variante

“Tb1” da Defesa Grünfeld. As pretas ganharam um peão, mas as brancas, por sua vez, estão na frente em termos de desenvolvimento. Escolhi esse exemplo para ilustrar como ainda predominam os princípios gerais, mesmo nas posições mais agudas. O melhor lance para as brancas é 13 Bg5!

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8. Meio-jogo: jogo posicional

Matthew Sadler Grupo A PDF Criptografado

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Matthew Sadler

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Diagrama 1

Diagrama 2

As pretas têm debilidades de peões?

“Arrumando” os peões pretos

dama, em c6 e a7. As brancas também mantêm o par de bispos. Está claro o suficiente que a posição é melhor para as brancas? Não é tão simples assim!

As brancas também têm suas debilidades, que estão todas relacionadas às casas. Observe rapidamente as debilidades dos peões das pretas: o peão dobrado em g6 e o peão isolado em c6. Ainda que sejam debilidades estáticas, desempenham uma função dinâmica vital. O peão central das brancas em e4 abre postos avançados para as peças brancas em f5 e d5, em especial para o cavalo. Agora, se você imaginar uma estrutura “reparada” para as pretas, com o peão-g6 em h7 e o peão-c6 em b7 (ver o Diagrama 2), e o lance fosse das brancas, então elas jogariam o irritante 17 Cd5, dando um garfo no bispo e na dama das pretas. O cavalo não pode ser capturado porque o cavalo-f6 preto foi cravado pelo bispog5 branco na dama-e7. Entretanto, com a estrutura danificada das pretas, o cavalo branco tem poucas perspectivas preciosas: o peão-g6 controla a casa-f5 e, ainda mais crucial, o peão-c6 controla a casa-d5. O mesmo pensamento foi visto no Capítulo 6, com a idéia de Salov de dobrar os peões na coluna-e para reduzir as opções das peças adversárias.

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Capítulo 8 - Lances Desnecessários com os Peões

Simon Williams Grupo A PDF Criptografado

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Lances

Desnecessários com os Peões

Os peões são a alma do xadrez. – Philidor

Os peões não podem se mover para trás!

Você tem de ter muito cuidado ao mover um peão, já que é a única peça do tabuleiro que não pode se mover para trás. Além do mais, depois de ter avançado um peão, ele costuma ter de ficar na casa onde você o colocou por algum tempo.

Um avanço particularmente hediondo seria enfrentar 1 e4 e5 2 d4 exd4 3 xd4 com o horrível lance 3...c5?, atacando a dama branca, mas deixando um rombo em d5. Pelo resto da partida, as Pretas não conseguirão cobrir a casa d5 com um peão, então as Brancas sempre vão ter um belo posto central à disposição. Esse é um exemplo obviamente extremo, mas você tem sempre de considerar a fraqueza resultante, especialmente quando estiver tentado a mover os peões na frente de seu rei.

Quando estiver decidindo avançar ou não seus peões, tente ter as seguintes considerações em mente:

1. Minhas peças estão desenvolvidas?

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Medium 9788563899682

Capítulo 1 - O Elemento Dinâmico

Neil McDonald Grupo A PDF Criptografado

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O Elemento

Dinâmico

Como descrito na introdução, considero o estilo agressivo como uma união de dinamismo, psicologia e preparação para aberturas agudas. De certa forma, isso é o ideal, mas em hipótese alguma todas as partidas neste livro contêm o segundo e o terceiro elementos em um grau acentuado. No entanto, quase sem exceções, essas partidas são testemunhas de uma disputa dinâmica.

Então o que é o dinamismo?

Arturo Pomar foi um famoso prodígio do xadrez (e mais tarde campeão da Espanha) que atingiu uma posição ganhadora contra Alekhine em seu confrontamento em Gijon, em 1944. Aquele jogo acabou empatado, um ótimo resultado para um garoto de 12 anos enfrentando o Campeão Mundial da época. Na partida seguinte, que ocorreu um ano depois, Alekhine sentiu-se obrigado a correr alguns riscos para criar possibilidades de vitória para as Pretas com a Defesa Francesa,

Variante das Trocas.

Partida 2

A.Pomar Salamanca – A.Alekhine

Madri, 1945

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7. Meio-jogo: ataque

Matthew Sadler Grupo A PDF Criptografado

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Matthew Sadler

1. Abrir linhas para as peças

2. Enfraquecer a estrutura e as defesas adversárias

ABRINDO LINHAS PARA AS PEÇAS

Do meu ponto de vista, o ataque ideal é aquele em que cada uma das minhas peças está atacando o rei, e nenhuma peça adversária o está defendendo! É claro que, na prática, isso raramente acontece, pois o adversário nunca ajuda tanto assim. Porém, o objetivo geral é chegar o mais próximo possível da situação ideal. Por quê? Porque, quanto maior seu poder de fogo e quanto menor o poder defensivo do adversário, maior é a probabilidade de que seu ataque seja bemsucedido e você ganhe a partida. É importante manter as coisas simples para você mesmo! Assim, seu objetivo não é apenas atacar o adversário com sua dama e suas peças menores, é preciso também usar as torres. É preferível, claro, não ter de sacrificar uma torre para se livrar de um peão defensivo caso você tenha condição de fazer a mesma coisa com um peão.

Por que você quer abrir uma coluna? Para abrir caminho, permitindo que suas peças atinjam a posição adversária. Suas peças não podem fazer nada se não conseguirem se aproximar da estrutura adversária. Como abrir uma coluna para elas? Bem, você terá de livrar-se de seu próprio peão nessa coluna. Assim, com base no Diagrama 1, pode-se identificar um dos objetivos de 11 g4!: as brancas desejam abrir a coluna-g, trocando seu peão dessa coluna pelo peão preto da coluna-f. Por que elas desejam abrir essa coluna específica? Bem, o rei preto está na coluna-g, com cobertura de apenas um peão, o que não é uma parede defensiva particularmente consistente. Uma torre naquela coluna deixará o rei muito nervoso!

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3. Táticas para o meio-jogo

Matthew Sadler Grupo A PDF Criptografado

36

Matthew Sadler

Este último exemplo é extremamente complicado, ao passo que o primeiro está muito próximo das experiências rotineiras. Não é suficiente entender os princípios gerais. É necessário, também, verificar se eles podem ser implementados de forma direta, ou se há algum obstáculo que exige soluções específicas. Compare com o esforço de atravessar uma rua de trânsito intenso. Antes de tudo, é preciso saber aonde se deseja ir. Porém, no curtíssimo prazo, o mais importante é tomar cuidado com os carros e caminhões em alta velocidade!

É impossível fazer uma lista completa de todas as armadilhas e macetes no jogo de xadrez, considerando que existe uma quantidade incalculável! O que pretendo discutir neste capítulo são os sinais de alerta. Há situações que merecem atenção especial quando detectadas em determinada posição, independentemente de você ver ou não alguma maneira específica para explorá-las. É essencial desenvolver um bom senso de perigo. Não há nada mais frustrante do que se complicar em uma boa posição, ao não ver uma armadilha. Um bom senso de perigo agiliza o processo de idealização de jogadas, tornando-o mais eficiente: é muito cansativo despender tempo em um lance apenas para chegar à conclusão, antes de jogá-lo, de que ele resultará na perda de uma peça ou permitirá que o adversário capture sua dama. Essas situações têm de ser detectadas imediatamente!

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6 Boris Spassky

Yasser Seirawan Grupo A PDF Criptografado

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Boris Spassky

Boris Vassilievich Spassky ocupa um lugar especial para todos os enxadristas: ele foi o

Campeão que perdeu seu título para Bobby

Fischer em 1972. Mesmo hoje, quase quarenta anos depois, o público americano tende a conhecer os nomes de dois Grandes Mestres acima de todos os outros: Bobby Fischer e Boris Spassky. Certamente, não é a forma como Boris gostaria de ser lembrado, mas assim são os caprichos do destino. De modo semelhante, não era a intenção de Heitor cair perante Aquiles no saqueio de Troia quando escolheu competir em um duelo que não precisava aceitar. Uma derrota para a qual será lembrado até o fim dos tempos.

Para mim, Boris Spassky foi um enxadrista verdadeiramente “universal”, capaz de jogar todas as facetas do jogo igualmente bem. Sem dúvida, ele gostava mais do papel do atacante, para o qual ele era incrivelmente formidável, mas era o “equilíbrio” de seu jogo que mais me impressionava. Ele se sentia confortável com todo tipo de posição. Na verdade, é difícil diferenciar o estilo de Spassky. Como diria Miguel Najdorf, não havia tanto um “estilo” – ele apenas era muito bom em tudo.

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1: Bobby Fischer

Yasser Seirawan Grupo A PDF Criptografado

1

Bobby Fischer

Quando eu estudava na Garfield High

School, em Seattle, meu professor de física pediu à classe que escrevesse um trabalho sobre a teoria do Big Bang (A Grande Explosão) da criação do universo. Em suas aulas, ele parecia especialmente entusiasmado com a teoria, elogiando-a efusivamente.

Eu não compartilhava do entusiasmo dele, tendo dúvidas sobre a teoria, mas, mesmo assim, escrevi diligentemente um ensaio intitulado “No princípio”. Ele apresentava o conceito do Big Bang e eu escrevi favoravelmente sobre como a teoria fazia sentido.

Recebi um “A+” pelo trabalho e desde então penso sobre o “Princípio”.

A lenda Fischer se inicia

“O Big Bang”, não apenas para a minha carreira de xadrez, mas para muitos enxadristas americanos, foi o sucesso de Robert James

Fischer em 1972 (1943-2008). Naquele ano, ele se tornou o décimo primeiro Campeão

Mundial de Xadrez segundo a Federação

Mundial de Xadrez. Sua vitória no match de

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10: Garry Kasparov, Após 2000

Yasser Seirawan Grupo A PDF Criptografado

10

Garry Kasparov,

Após 2000

Kasparov perde o título

Embora Kasparov tenha perdido por forfeit o título de Campeão Mundial da FIDE em

1993, suas vitórias sobre os Desafiantes Nigel Short em 1993 e Viswanathan Anand em

1995 foram aceitas pelo público do xadrez como prova de que ele era o melhor enxadrista do mundo e merecedor do título de

“Campeão Mundial”. Contudo, à medida que os anos foram passando, foi crescendo a inquietação de que Kasparov não estava defendendo seu título.

Não era por falta de esforço da parte dele. A PCA tinha silenciosamente se dissipado, e ele não tinha mais a infraestrutura necessária para organizar um match adequado. Isso tornou-se evidente quando, no ciclo final da PCA, Alexey Shirov tornou-se o Desafiante ao derrotar Vladimir Kramnik em uma vitória conturbada. Na opinião de

Garry, a vitória de Shirov foi um golpe, pois dificultou muito o levantamento de verbas de patrocínio para financiar um match contra um Desafiante que não estava entre os cinco com maior rating. De fato, somente uma oferta foi obtida: de Los Angeles por menos de um milhão de dólares. Shirov não

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Ataques de Xeque-mate

Garry Kasparov Grupo A PDF Criptografado

Ataques de Xeque-mate

Existe um ditado muito conhecido no xadrez que diz que o xeque-mate é “o objetivo final do xadrez, mas não o inicial”. Partidas entre iniciantes são normalmente vencidas porque alguém consegue um xeque-mate rápido – frequentemente o Mate

Pastor, como visto anteriormente neste livro. No entanto, quando os jogadores ficam um pouco mais sofisticados, então simples ameaças de mate são facilmente defendidas. A questão é que o ditado tenta encorajar jogadores a construir suas posições antes de lançar ataques de xeque-mate.

No material anterior deste livro, tivemos alguns vislumbres ocasionais de como ideias de xeque-mate podem frequentemente ser costuradas em ideias táticas – tais como quando um garfo ocorre e um de seus elementos é uma ameaça de xeque (talvez uma ameaça contra a primeira fileira). Agora daremos uma olhada em diversas situações típicas de mate, para que possamos nos familiarizar com os tipos de configurações de peças que possam tipicamente resultar em xeque-mate.

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1. Abertura: princípios gerais

Matthew Sadler Grupo A PDF Criptografado

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Abertura: princípios gerais

Controle ou ocupação do centro

Segurança do rei

Desenvolvimento rápido

Iniciativa

Qualquer pessoa que tenta aprimorar seus conhecimentos sobre o jogo de xadrez sente-se, de vez em quando, como se tivesse mergulhado em águas profundas, sem saber nadar ou para onde ir. Há livros inteiros sobre aberturas simples, com calhamaços de análises. Sem dúvida, pode-se tentar memorizar esse material. No entanto, com freqüência a seguinte pergunta vem à mente: “Por que, afinal, as brancas (ou as pretas) fizeram isso?”, sem nenhuma explicação à vista!

Por exemplo, na ânsia de explicar o que está ocorrendo, digamos, no lance

14, os jogadores mais fortes costumam esquecer de que, em algum estágio de sua carreira, também tiveram de partir do mesmo ponto que qualquer principiante: iniciando do zero, construindo algo do nada. Como esses jogadores conseguiram progredir? Como esse tipo de procedimento moldou as aberturas e as variantes que os jogadores de alto nível possuem atualmente?

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Capítulo 5 - A Dama dos Cachinhos Dourados

Neil McDonald Grupo A PDF Criptografado

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A Dama dos

Cachinhos Dourados

A dama é de longe a peça mais forte no tabuleiro e, portanto, um cuidado extremo deve ser dado ao seu desenvolvimento. Na grande maioria das partidas de xadrez agressivo, a presença ou a ausência da dama é o fator decisivo para saber se um ataque romperá a posição ou se a defesa triunfará.

Isso cria um dilema posicional, pois, se ela ficar muito longe da ação, as chances de êxito são reduzidas. Por outro lado, se ela se aproximar muito da linha de frente, os defensores ganharão tempo importunando-a com ameaças das quais ela deve esquivar-se constantemente (as únicas exceções são os momentos gloriosos em que a mente supera a matéria, os chamados “sacrifícios da dama”).

A solução é encontrar-lhe um local na partida que não seja nem muito quente nem muito frio, como o mingau escolhido pela Cachinhos Dourados na literatura infantil. Em hipótese alguma isso é uma tarefa fácil. A habilidade no uso da dama permanece como uma das marcas de maestria no xadrez.

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