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voltar lá, perguntar, averiguar, descobrir se, acaso, a mulher não dez dias da visita feita à relojoaria, nada aconteceu. Pensei em maior se manifestasse. Só que, para a minha decepção, após

Em casa, sozinho, passei dias esperando que, de fato, o sentido

Um sentido com nome, corpo e alma: Anne. têm – mas minha vida, desde o acidente, ganhara novo rumo. agarrar as lembranças de volta – um tesouro para quem não as recordar coisas tristes, estava? Claro que era maravilhoso marcou muito, eu sabia. Mas eu não estava em casa para relógio de pulso do meu pai. Foi um dia triste, um tempo que me envolto em tique-taques tantos, lembrei de quando peguei o o sorriso grudado no rosto. Fechei a porta e fui me sentar. Ali, aos montes? A gente tem cada mania! Vendo-os, continuei com tinha a lembrança de ter tantos relógios. E por que eu os queria nas paredes da minha sala, alguns relógios pendurados. Eu não um sorriso. Silencioso, mas muito significativo. À minha frente, engraçado. A primeira coisa que fiz ao abrir a porta, foi soltar

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Quantas? Será que minhas lembranças eram apenas as lembrança, que Anne fora minha mulher em outras vidas.

Minha mulher. Parecia-me, por conta da nebulosidade da o nome, e também lembrei-me do mais importante: Anne. meus pais, com uma senhora negra que não me vinha ao certo

é verdade. Mas lembrei-me com felicidade de ter falado com os existiam, de jeito nenhum. Nem tudo vinha-me com clareza, após o acidente. Passei a lembrar-me de fatos que antes não adequada. Todavia, eu era, sem dúvida, um homem diferente

Minha memória, fraca, confusa, não encontrava resposta

rosto significava. O que guardavam elas? vidrados, as pupilas tentavam decifrar o que cada ruga do meu

Depois do banho, fitei-me no espelho. Parado, olhos caídos mas de 70 anos tem quando está sozinho num banheiro de hospital. fiz as coisas com cuidado. Um cuidado normal que toda pessoa

Claro que mesmo sem o soro, sem nada para me preocupar, ridícula de hospital e tomar um banho.

No banheiro, mijei. E aproveitei para livrar-me daquela roupa manhã, já não carregava nada, estava bem. o soro, tomar cuidado com a agulha espetada na veia. Nesta ao banheiro. Bom andar sem ter que arrastar pedestais, segurar da cama, não antes de me sentar por alguns instantes, e fui porém seguro para um homem da minha idade. Levantei-me

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00:28 00:32

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vez de avançar?” regredindo? Como explica você estar voltando no tempo em

“Tem certeza mesmo? E como explica os anos estarem imaginação. Só uma imagem, pensamento ilusório.”

“Não, não faz o menor sentido. Você... já sei, é minha frívola

“Mas matou. E era você naquela época, garanto.” mataria a pessoa que amo, de jeito nenhum.” toda a minha vida, pensei em matar alguém. Segundo: eu não

“Não. Primeiro: sou um homem bom, sempre fui. Nunca, em

“Não?”, reforçou a Anne.

Olhei os relógios de novo. que tal seja verdade.”

“Não, não, de jeito nenhum. Não existe a remota possibilidade

“Isso mesmo, Ataíde.” a matei, sendo, portanto, um assassino?”

1800, que era e é a minha mulher e que, não bastasse, eu

“Então quer que eu acredite que você veio dos anos de olhos duros, acho que esbugalhados ao fitar a moça: tanto as olhei. Como o tique-taque nada dizia, retruquei – os estivesse nos relógios pendurados, nas fotografias grudadas, possível? Achei, por um momento, que a provável resposta inquieto, irracível. Então toda a história absurda de Anne seria descadenciado, trancei as pernas dum lado ao outro na sala,

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idade avançada. Achei bonito, a dona Rosi. Cheguei a esboçar lá. A gente aprende a ser mais sensível com o passar do tempo, de 23 anos. Se eu ainda tivesse os meus quarenta, sessenta, vá pessoa chorando não era coisa normal para mim, um rapazote sensibilidade, a dona Rosi, devia ter. Chorar só por ver outra lágrima escorrer pelo seu rosto escuro. Devia ter muita também pareceu emocionada. Tentou disfarçar, mas vi uma

Encostada no batente da porta, nos observando, dona Rosi por tê-la feito chorar.

“Desculpa”. E disse, não por me ver culpado pela marca, sim enquanto ela chorava. A única coisa que consegui dizer foi: não conteram as lágrimas. Eu, confuso, fiquei tocando a cicatriz

No momento em que meu dedo deslizava por ela, seus olhos indicador, toquei a cicatriz. Fiquei contemplando a marca.

Com cuidado, levei minha mão até seu pescoço e, usando o

Veio. Sentou-se. Voltou a me olhar com olhos de estátua.

“Vem, senta aqui”, pedi, generoso. Voz carregada na ternura. cama até a janela. ainda dando pequenas voltas, girando os calcanhares, indo da

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00:39 00:21

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vagarosamente, voz baixa:

Diante da cena um pouco gótica, meio filme de terror, falei

Na sala, só eu, a Anne e a criança morta. Tentei parecer calmo. eu andr um pouco.” negra velha. Depois saiu. Foi para a rua. Avisou: “O melhor é

“Acho melhor deixar vocês sozinhos”, respondeu a

E, como, como alguém ia viver sem pulmões?”, insisti. também acha que a criança está morta, não acha, dona Rosi?

“Não consigo ver? E a dona Rosi, o que me diz, hein? Ela ele vive. Mas vai ver. me mandou ele assim. Você que não consegue ver que

Ele vive, só não respira porque não tem os pulmões. Deus não respira?”

“Como não? Não vê que esse bebê não se move, não chora,

Não é loucura nenhuma.

“Que loucura é essa?” balbuciei:

Anne. Controlando meus sentimentos, ou tentando controlar, fez expressão de espanto, éramos qual estátuas ao fitar aquela

Fiquei quieto, olhos esbugalhados. Eu e dona Rosi, que também

Esse bebê é o nosso filho. E não está morto! pondo-me incrédulo, praticamente perdido, revolto. escritas de forma trêmula, quais garranchos, me atordoaram,

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00:23 00:38

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E bonito também era seu rosto. Forte. Nariz perfilado. Olhos

Fui atingido pela surpresa da suavidade de sua voz. Bonita.

“As imagens na sala também não se parecem com você.”

“Nenhuma delas se parece com você.” justificativa: percebi. E, exatamente por perceber, expliquei, meio em

Ficou surpresa ao descobrir tantas fotos de mulheres coladas, passando pelo corredor, indo em direção ao quarto.

O olhar dela foi seguindo foto por foto. Logo ela estava fitando minhas imagens grudadas nas paredes.

De pé, sempre agarrada ao álbum, passou tempo longo a mudeza. Não expressou fala qualquer. Acabou por levantar-se.

Lançou-me um olhar oblíquo, a estranha. Sustentou o olhar e

“É minha mulher?” fiquei intrigado. E fiquei impaciente. E, de novo, intrigado. caminhar e sentar, fechei a porta. E permaneci parado. E quieto,

Andou vagarosa até o sofá da sala. Entre olhá-la nos gestos do as lembranças de um outro? valiosas lembranças daquela mulher? Pode, alguém, roubar protegesse suas lembranças de mim. Mas poderia eu roubar as

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00:38 00:22

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Sem entender os motivos, sem nada saber, permaneci envolto criança nos braços e chorar. Me olhava e chorava, a coitada.

Tudo o que a tal moça fazia era andar pelos cômodos com a alma penada que, de fato, dava pena. Estranha. Muito estranha.

mulher andar sem parar pelo apartamento feito um fantasma, dominado pela curiosidade, apenas fiquei observando aquela perguntei nada para a moça. Quieto, embora completamente

Esperamos. Dei ao tempo, o tempo que ele precisa. Não

E foi o que fiz. Pelo resto do dia e parte do dia seguinte, esperei.

“Esperar. Só esperar.”

“O que vamos fazer? O que vou fazer?” achando que dona Rosi tinha a obrigação de saber tudo: sala. Acompanhei-a, só com os olhos, no vai-e-vem. Perguntei, num gesto de carinho e foi sentar-se na cadeira de balanço da sorriso, desses acolhedores. Veio, passou a mão em meu rosto

“Só ela pode explicar, némesmo?”, dona Rosi deu um leve

Como se explica isso?”

“E aquele vestido de noiva todo surrado, dona Rosi? O bebê?

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para a mulher do balcão, que me recebeu com sorriso. Quanto

foto. Emocionado, um pouquinho trêmulo, estendi a imagem fazer exatamente o que eu iria fazer agora: entregar a minha a certeza, lembrança viva, de já ter estado ali antes para

Cheguei. Ao entrar na relojoaria – o coração aos pulos – tive ser a lembrança mais importante do momento. claro que não me importei. Afinal, aquela relojoaria me parecia relojoaria e não me recordava tão claramente de outras. Mas é

Não sei ao certo porque lembrava tão claramente dessa

“Me leva na relojoaria da Barata Ribeiro.” digitais. Agradeci. Voltei para o táxi e pedi: bem contrastada. Resultado, sem dúvida, das novas maravilhas

Eu estava bonito na foto. Velho, mas bonito. Imagem nítida, o táxi e qualquer outra repentina eventualidade. carregava na carteira. Me certifiquei de deixar notas para pagar

Paguei com um pouco do dinheiro amassado e velho que eu feias, 3x4. Valia a pena. Foto boa. Tamanho grande.

Tiravam. Paguei trinta reais por uma foto. Mas não era dessas

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OTAVIO

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OTAVIO

T

rês horas da manhã. Manolo queria fechar o bar, mas eu teimava ali na mesa sem querer ir para casa ou para outro lugar. Eu não ligava para o que o Manolo desejava. O copo de whisky estava no meio ainda, eu esfriava a bebida mexendo os cubos de gelo com a ponta do dedo indicador. Eu sabia que o Manolo queria fechar o caixa e ir para casa, sabia que ele ainda estava ali somente por minha causa. Aquilo me dava prazer, eu me sentia importante, homenageado, pelo menos no bar que frequento. O bar continuava aberto por minha causa somente. Não é pouco.

O bar do Manolo tem história, é citado nos jornais como um dos melhores botecos da cidade, frequentado por gente famosa. É um espaço pequeno, tem umas quinze mesas e um bar bonito onde ninguém se senta. Mesmo com as mesas do salão cheias é difícil alguém beber sentado no bar. Deviam sentar. O Manolo é um papo excelente, sabe alegrar os tristes, conter os alegres, torce por todos. Eu já pensei que o

Manolo fosse um anjo mandado para tomar conta dos bêbados da vizinhança. Sei lá, um dia Deus preocupado com o estado dos bêbados de

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OTAVIO

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OTAVIO

D

on Geraldo deve ter pouco mais de um metro e sessenta de altura.

Tem a cabeça raspada como todo beneditino. Foi meu professor de religião, cuidou de minha alma quando eu era jovem e hoje é meu conselheiro espiritual por assim dizer. Por assim dizer porque eu não falo muito com ele. Fico mais de ano sem procurá-lo. Às vezes, no entanto, a vida pesa e não há outro jeito. Apesar dos anos de convívio eu continuo o tratando por Dom e por senhor.

Pois é, Dom Geraldo, eu estou com isso há meses. Eu nem sei se

é pecado ou o que é. Mas eu sei que ninguém pode, deve viver assim.

Eu todos os dias quando rezo peço para Deus levar-me daqui logo. Eu estou muito cansado disso tudo, eu já fiz tudo que era para fazer, eu não acho mais graça em nada. E nem há tanto assim para me queixar. Eu sei que sou um privilegiado, tive escola, família, mãe, pai, tudo certinho.

Eu tenho um bom emprego, sou querido, tenho filhos, tenho mulher que me ama, mas é isso, na hora de rezar eu, quando percebo, estou pedindo para Deus me levar, acabar com isso logo.

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NORMA

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NORMA

N

orma, como é que vai o maridão? Continua firme na chefia da sucursal?

— Sim, está tudo certo, por quê?

— Ele continua com aquele ciúme todo?

— Continua, ele vai morrer desse jeito. Por quê? Por que você está interessado nisso? Nem vem com ideia que não vai rolar nada. A gente já era, passado, décadas.

— Eu sei...

— Olhe, foram anos até você deixar de ser assunto em casa. Deus me livre de começar novamente. Nem eu sou tão boa, nem você vale a pena.

— Pô Norminha, também não precisa falar assim. Eu tenho uma boa saudade da gente. Mas, não é isso, embora você seja muito boa e eu valha a pena. É outra coisa. Eu estou precisando colocar um negócio no jornal.

— Esquece. O Jorge não vai te fazer favor nunca. Também é pedir demais, não acha?

— Norminha, ele não precisa saber que está me fazendo um favor.

— Otavio o que você está querendo... Você anda mesmo meio esquisito, o que que é?

— Norminha, a gente está ferrado, fudido mesmo. Quer dizer, eu estou ferrado e você como minha fiel escudeira vai junto. O negócio

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00:20 00:41

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eu sabia, o acidente com o reator número quatro, não teria anos?, pensei ao ler. Os anos regrediam. Amanhã (ontem?), poderia chegar a 100 mil nos próximos anos. Que próximos que o número de morte por câncer por conta da explosão nuclear

Greenpeace, que eu nunca ouvira falar, estimava, com pesar,

Dizia a extensa matéria que uma organização governamental, criara e conservara uma energia tão devastadora? páginas também sem explicação? Por que o homem, estúpido, explicação. Mas não seria aquele acontecimento registrado nas encontrava desvairado. Vivia, sim, num tempo de loucura, sem publicada em páginas mostrava, mais uma vez, que eu não me nuclear da história. Não era imaginação minha. A matéria, na capa do jornal. Tragédia. Chernobyl. O pior acidente

O registro inegável do tempo estampava-se, soberano, ditador, para confirmar esse tempo. a este tipo de acontecimento. Enfim, a matéria apenas servia esvaía rápido, impossível de segurá-lo. Eu não estava suscetível

Dez anos! O choro era por isso. Por antever o tempo que se eu não conseguia dar crédito de que regredira tanto. uma lágrima. Com os olhos embaçados pelo líquido salgado, as páginas e, a cada matéria lida do jornal em mãos tremulantes,

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00:12 00:49

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gritando da cozinha:

Que dia e ano nós estamos? Quem respondeu foi o menino,

tempo. A pergunta aflita que veio em minha mente foi: pulso. Queria conferir a hora. Depois das horas, pensei no

Só então olhei em volta e consultei o relógio em meu até o susto passar e a respiração acelerada voltar ao normal. assustado. Num sobressalto, pus-me de pé. De pé fiquei

Foi nessa hora que abri os olhos de novo. Acordei ofegante, irremediavelmente jovem, me levantaria e me atiraria na luz. jovem. Dentro do sonho, pensei: seria bom ser jovem. Se fosse velho. E um velho que, sentindo-se preso, incapaz, queria ser

A ordem não era obedecida pelo corpo. Um corpo ainda dava a ordem para que eu me levantasse, saísse donde estava.

porém, meu corpo não esboçava qualquer reação. Meu cérebro seguir pela luz acima dos meus olhos era imensa. Deitado, arrastada, pesada. Enquanto tentava respirar, a vontade de batidas de um coração, só que fraco. Minha respiração era

O sibilar de equipamentos marcava um ritmo qual as meus olhos. Tudo confuso, nebuloso. algumas feições. Uma luz forte, muito forte explodia acima de verde claro. Máscaras, iguaizinhas essas de médico, escondiam

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00:16 00:45

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A noite derramava seus mistérios entre becos, cantos, ruas,

qualquer sucesso aparente.

E, de fato, muitas outras visitas foram realizadas. Todas sem muitas visitas. Não desanime”, falou o menino.

“Esta é a primeira relojoaria do dia, seu Ataíde. Temos fotografia e o bilhete. velho louco como eu. Saí cabisbaixo, não sem deixar a minha

Não tinha. Talvez Deus não tivesse tempo de atender um tenha passado por aqui.” do Filho e do Espírito Santo”. “Que minha desejada mulher minha mente, evocando o poder de Deus: “Em nome do Pai, atrás do balcão. Três palavras desfilaram, silenciosas, pela

Entramos. Três da tarde nos relógios de parede. Três pessoas

“Nasce aqui, uma nova esperança.” de relógios, inferi:

Passei uma das mãos em sua cabeça. Antes de entrar na casa vai se renovar, seu Ataíde.”

“Se o senhor está rejuvenescendo, a esperança também inesperada, inteligente para um garoto novo como ele. Gostei.

Quando a mente exprimiu-lhe o pensamento, veio de maneira

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00:08 00:53

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“Então, quer que eu entregue a foto para a sua mulher?” ela procura ele nas relojoarias. É só entregar a foto.”

“Senhor”, começou o menino, “O seu Ataíde procura a mulher,

“E o que eu tenho com isso?”

“Este sou eu. Procuro a minha mulher. Ela me procura.”

Estiquei a fotografia. Expliquei, antes que ele perguntasse:

“Em que posso ajudá-lo?”, perguntou, depois da lamúria. um tempo bom para ele. sobrou nada, nem relógios e nem pessoas. Não era, liquidar o tempo e vendeu os relógios por preços baixos. Não

Disse, o homem, que a crise levara seu estoque. Teve que havia muitos relógios na loja. Não havia pessoas. Onde, todos? para nós. Sorriu. Primeiro para o menino, depois para mim. Não caminhada. Caminhada de velho. Outro velho abriu a porta que constava na lista, não distante dali. Quinze minutos de

Saímos. Eu e o menino fomos para a próxima casa de relógios

“Qualquer mulher”, reforcei. mostro a foto. Qualquer mulher?” fotografia comigo. Se aparecer alguma mulher à sua procura,

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