19 capítulos
Medium 9788582602812

Capítulo 10 - Fontes de valor para os acionistas: Lucros e dividendos

Jeremy J. Siegel Grupo A PDF Criptografado

10

Fontes de valor para os acionistas

Lucros e dividendos

A importância dos dividendos para oferecer riqueza aos investidores é evidente. Os dividendos apequenam a inflação, o crescimento e os níveis de avaliação variáveis não apenas individualmente; apequenam também a importância conjunta da inflação, do crescimento e dos níveis de avaliação variáveis.

— R OBERT A RNOTT , 2003 1

São um pouco mais de 16 horas no leste dos Estados Unidos, e as bolsas de valores já fecharam. O âncora de uma das principais redes financeiras declara entusiasmadamente: “A Intel acabou de divulgar seu lucro! ‘Superou Wall Street’ em 20 centavos, e seu preço saltou para US$ 2 na negociação após o expediente.”

Os lucros elevam os preços das ações e sua divulgação é aguardada ansiosamente por Wall Street. Mas como exatamente devemos calcular os lucros e de que maneira as empresas os transformam em valor para os acionistas? Este capítulo aborda essas questões.

FLUXOS DE CAIXA DESCONTADOS

Ver todos os capítulos
Medium 9788582602812

Capítulo 1 - Um argumento a favor das ações: Fatos históricos e jornalismo de ficção

Jeremy J. Siegel Grupo A PDF Criptografado

1

Um argumento a favor das ações

Fatos históricos e jornalismo de ficção

A doutrina da “nova era” – de que as ações de “primeira linha” (ou “blue chips”) eram investimentos confiáveis independentemente de quão alto fosse o preço pago por elas – estava na base apenas como meio de justificar, sob o título de “investimento”, a capitulação quase universal da febre especulativa.

— BENJAMIN GRAHAM E DAVID DODD,

SECURITY ANAYLYSIS1

O investimento em ações tornou-se um hobby nacional e uma obsessão nacional. Atualizando Marx, é a religião do povo.

— ROGER LOWENSTEIN, “A COMMON MARKET:

THE PUBLIC’S ZEAL TO INVEST”2

Investindo em Ações no Longo Prazo, de Siegel? Agora só serve para segurar a porta

— OPINIÃO DE UM INVESTIDOR CONVIDADO DO CNBC,

3

MARÇO DE 2009

“TODO MUNDO DEVERIA SER RICO”

No verão de 1929, um jornalista chamado Samuel Crowther entrevistou

John J. Raskob, um alto executivo financeiro da General Motors, sobre como um indivíduo comum poderia criar riqueza investindo em ações. Em agosto desse mesmo ano, Crowther publicou as ideias de Raskob em um artigo no Ladies’ Home Journal com o audacioso título “Everybody Ought to Be Rich” (“Todo mundo deveria ser rico”).

Ver todos os capítulos
Medium 9788582602812

Capítulo 21 - Anomalias de calendário

Jeremy J. Siegel Grupo A PDF Criptografado

21

Anomalias de calendário

Outubro. Esse é um dos meses particularmente perigosos para especular em ações. Os demais são julho, janeiro, setembro, abril, novembro, maio, março, junho, dezembro, agosto e fevereiro.

— M ARK T WAIN

O dicionário define anomalia como uma irregularidade em relação ao que

é naturalmente esperado. E o que é mais antinatural ou anormal do que esperar superar o mercado prevendo os preços das ações com base apenas no dia, semana ou mês do ano? Contudo, parece que isso é possível.

Pesquisas revelam que existem momentos previsíveis durante os quais o mercado acionário e em especial determinados grupos de ações se saem particularmente bem.

A análise realizada na primeira edição de Investindo em Ações no Longo Prazo, publicada em 1994, baseou-se na investigação de longas séries de dados até o início da década de 1990. As anomalias de calendário divulgadas na primeira edição incitavam os investidores a superar o mercado por meio da adoção de estratégias em relação a esses acontecimentos incomuns. Entretanto, à medida que mais investidores ficam sabendo dessas anomalias e se guiam por elas, os preços das ações podem se ajustar de forma que grande parte da anomalia, se não toda ela, é eliminada. Essa certamente seria a previsão da hipótese de mercado eficiente.

Ver todos os capítulos
Medium 9788582602812

Capítulo 15 - Ações e o ciclo econômico

Jeremy J. Siegel Grupo A PDF Criptografado

15

Ações e o ciclo econômico

O mercado acionário previu nove das últimas cinco recessões.

— P AUL S AMUELSON , 1966 1

Adoraria poder prever os mercados e antever as recessões, mas como isso é impossível, me satisfaço tanto quanto Buffett em sondar empresas lucrativas.

— P ETER L YNCH , 1989 2

Um economista bastante respeitado está prestes a dirigir a palavra a um grande grupo de analistas financeiros, consultores de investimento e corretores de ações. Há uma inquietação óbvia na plateia. O mercado de ações tem atingido novas altas quase que diariamente, forçando os rendimentos de dividendos para baixo e disparando os índices de preço/lucro. Esse grande otimismo faz sentido? A plateia deseja saber se de fato a economia está indo suficientemente bem para suportar esses altos preços acionários.

A palestra do economista é extremamente otimista. Ele prevê que o produto interno bruto real dos Estados Unidos aumentará em mais de 4% nos quatro semestres seguintes, uma taxa de crescimento bastante favorável. Não haverá recessão durante pelos menos três anos e, mesmo se houver alguma, será muito breve. Os lucros corporativos, um dos principais fatores que determinam os preços das ações, terão um aumento anual de dois dígitos ao menos nos próximos três anos. Além disso, ele prevê que um republicano ganhará facilmente a Casa Branca na próxima eleição presidencial, uma situação sem dúvida confortadora para uma plateia

Ver todos os capítulos
Medium 9788582602812

Capítulo 14 - Ouro, política monetária e inflação

Jeremy J. Siegel Grupo A PDF Criptografado

14

Ouro, política monetária e inflação

No mercado acionário, como na corrida de cavalos, com dinheiro tudo se arranja. As condições monetárias exercem enorme influência sobre os preços das ações.

— M ARTIN Z WEIG , 1990 1

Se o presidente do Fed Alan Greenspan me confidenciasse qual seria a política monetária nos próximos dois anos, isso não mudaria nada do que faço.

— W ARREN B UFFETT , 1994 2

Em 20 de setembro de 1931, o governo britânico anunciou que a Inglaterra deixaria de utilizar o padrão-ouro. Não trocaria mais ouro por depósitos no Banco da Inglaterra nem por moeda britânica, a libra esterlina. O governo sustentou que essa medida era apenas “temporária”, que não tinha intenção de abolir para sempre o compromisso de trocar seu dinheiro por ouro. No entanto, esse seria o marco do início do fim do padrão-ouro na Grã-Bretanha e no mundo – um padrão que já existia há mais de 200 anos.

Temendo um caos no mercado de câmbio, o governo britânico ordenou o fechamento da Bolsa de Valores de Londres. As autoridades da

Ver todos os capítulos

Visualizar todos os capítulos