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Capítilo 6 - Risco, retorno e alocação de carteiras: Por que, em longo prazo, as ações são menos arriscadas do que os títulos

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Risco, retorno e alocação de carteiras

Por que, em longo prazo, as ações são menos arriscadas do que os títulos

Na verdade, será que podemos encontrar algum investimento que ofereça estabilidade real ou lucro certo? [...] Como todo leitor deste livro verá claramente, o homem ou a mulher que investe em títulos está especulando no nível geral de preços ou no poder aquisitivo do dinheiro.

— I RVING F ISHER , 1912 1

AVALIANDO RISCO E RETORNO

Risco e retorno são os componentes básicos da gestão financeira e de carteiras. Uma vez que o risco, o retorno esperado e as correlações entre as classes de ativos estejam especificados, a teoria financeira moderna pode ajudar os investidores a alocar ativos às suas carteiras. Mas o risco e retorno das ações e títulos não são constantes físicas, como a velocidade da luz ou a força gravitacional, à espera de descoberta no mundo natural.

Do mesmo modo que na ciência física, os investidores não podem realizar experimentos controlados repetidos, mantendo todos os demais fatores constantes, e concentrar sua atenção no “verdadeiro” valor de cada variável. Como o ganhador do Nobel Paul Samuelson adorava dizer, “temos apenas uma amostra da história”.

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Capítulo 10 - Fontes de valor para os acionistas: Lucros e dividendos

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Fontes de valor para os acionistas

Lucros e dividendos

A importância dos dividendos para oferecer riqueza aos investidores é evidente. Os dividendos apequenam a inflação, o crescimento e os níveis de avaliação variáveis não apenas individualmente; apequenam também a importância conjunta da inflação, do crescimento e dos níveis de avaliação variáveis.

— R OBERT A RNOTT , 2003 1

São um pouco mais de 16 horas no leste dos Estados Unidos, e as bolsas de valores já fecharam. O âncora de uma das principais redes financeiras declara entusiasmadamente: “A Intel acabou de divulgar seu lucro! ‘Superou Wall Street’ em 20 centavos, e seu preço saltou para US$ 2 na negociação após o expediente.”

Os lucros elevam os preços das ações e sua divulgação é aguardada ansiosamente por Wall Street. Mas como exatamente devemos calcular os lucros e de que maneira as empresas os transformam em valor para os acionistas? Este capítulo aborda essas questões.

FLUXOS DE CAIXA DESCONTADOS

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Capítulo 1 - Um argumento a favor das ações: Fatos históricos e jornalismo de ficção

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Um argumento a favor das ações

Fatos históricos e jornalismo de ficção

A doutrina da “nova era” – de que as ações de “primeira linha” (ou “blue chips”) eram investimentos confiáveis independentemente de quão alto fosse o preço pago por elas – estava na base apenas como meio de justificar, sob o título de “investimento”, a capitulação quase universal da febre especulativa.

— BENJAMIN GRAHAM E DAVID DODD,

SECURITY ANAYLYSIS1

O investimento em ações tornou-se um hobby nacional e uma obsessão nacional. Atualizando Marx, é a religião do povo.

— ROGER LOWENSTEIN, “A COMMON MARKET:

THE PUBLIC’S ZEAL TO INVEST”2

Investindo em Ações no Longo Prazo, de Siegel? Agora só serve para segurar a porta

— OPINIÃO DE UM INVESTIDOR CONVIDADO DO CNBC,

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MARÇO DE 2009

“TODO MUNDO DEVERIA SER RICO”

No verão de 1929, um jornalista chamado Samuel Crowther entrevistou

John J. Raskob, um alto executivo financeiro da General Motors, sobre como um indivíduo comum poderia criar riqueza investindo em ações. Em agosto desse mesmo ano, Crowther publicou as ideias de Raskob em um artigo no Ladies’ Home Journal com o audacioso título “Everybody Ought to Be Rich” (“Todo mundo deveria ser rico”).

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Capítulo 22 - Finanças comportamentais e psicologia do investimento

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Finanças comportamentais e psicologia do investimento

O homem racional – como o monstro do Lago Ness – é visto com frequência, mas raramente fotografado.

— D AVID D REMAN , 1998 1

O mercado é mais arriscado quando parece melhor; é mais convidativo quando parece pior.

— F RANK J. W ILLIAMS , 1930 2

Este livro é repleto de dados, números e gráficos que respaldam uma estratégia de longo prazo internacionalmente diversificada para os investidores acionários. Contudo, é bem mais fácil aceitar um conselho em teoria do que colocá-lo em prática. A classe financeira está cada vez mais consciente de que os fatores psicológicos podem cercear a análise racional e impedir que os investidores obtenham os melhores resultados. O estudo sobre esses fatores psicológicos floresceu no campo de finanças comportamentais.

Para facilitar a compreensão da pesquisa básica e das questões relacionadas às finanças comportamentais, este capítulo foi escrito em forma de narrativa. Dave é um investidor que cai em armadilhas psicológicas que o impedem de ser eficaz. Você provavelmente perceberá semelhanças entre o comportamento de Dave e o seu. Se isso ocorrer, o conselho oferecido neste capítulo certamente o ajudará a se tornar um investidor mais bem-sucedido. Dave primeiro conversa com sua mulher, Jennifer, e depois com um consultor de investimento que entende bem de finanças comportamentais. Essa narrativa tem início no outono de 1999, vários meses antes do auge da bolha de tecnologia e da internet que dominou os mercados na virada do século.

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Capítulo 16 - Quando os eventos mundiais afetam os mercados financeiros

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Quando os eventos mundiais afetam os mercados financeiros

Consigo prever o movimento dos corpos celestes, mas não a loucura das massas.

— I SAAC N EWTON

Quando o sol despontou sobre a cidade de Nova York em uma linda manhã de terça-feira, 11 de setembro de 2001, os traders esperavam um dia fraco em Wall Street. Não havia qualquer informação econômica procedente de Washington, ou qualquer programação de divulgação de lucros programada. Na sexta-feira anterior, os mercados haviam se deparado com um terrível relatório de emprego, mas na segunda conseguiram se recuperar levemente.

Os mercados acionários dos Estados Unidos ainda não haviam aberto, mas os contratos de futuros do índice S&P 500 foram negociados durante a noite inteira, como de costume, na plataforma eletrônica Globex. Os mercados de futuros estavam em alta, uma indicação de que Wall Street esperava abrir com firmeza. Mas, de repente, chegou um relatório às

8h48, em um dia que seria um dos mais fatídicos da história mundial: um avião havia atingido a Torre Norte do World Trade Center. O padrão de negociação nos 27 minutos seguintes, antes do fechamento do mercado, é mostrado na Figura 16.1.

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