240 capítulos
Medium 9788582605110

Taxila, a Cosmópole de Gandara

Francis D.K. Ching; Mark Jarzombek; Vikramaditya Prakash Grupo A PDF Criptografado

Sul da Á sia

TAXILA, A COSMÓPOLE

DE GANDARA

Entre 150 a.C. e 100 d.C., a região de Gandara do Alto Vale do Rio Indo (que corresponde ao atual Paquistão) foi governada pelos shakas, originários de Sogdiana, e os partas, que a tomaram dos governadores de Alexandre. Tanto os shakas quanto os partas adotaram o budismo, educaram seus operários no helenismo e acrescentaram à mistura um pouco de sua própria cultura, persa e da Ásia Central, criando uma arquitetura que era uma síntese internacional de diversas tendências. Situada junto a um tributário importante do Rio Indo, Taxila (também chamada Sirkap), a capital de Gandara, posicionava-se na junção de três rotas comerciais: uma rumo ao leste, no coração da Índia; a segunda, a oeste, rumo à Báctria e à Pérsia; e uma terceira indo para a Ásia Central, na Rota da Seda. Taxila foi reconstruída várias vezes, até que no século

I d.C. um terremoto exigiu sua reconstrução completa.

O traçado urbano de Taxila é rigorosamente ortogonal, com uma rua de 700 metros corre ao longo de seu eixo central. A cidade era delimitada por uma muralha alta. Um tecido residencial denso, formado por casas de vários tamanhos com pátios internos, foi desenvolvido a partir da rua principal. Várias religiões parecem ter se fundido em Taxila. A cidade era famosa no mundo antigo como centro de estudos, e santuários budistas continuaram sendo construídos ali por mais de 800 anos. Uma das quadras foi dedicada ao edifício conhecido como Templo Absidal, semelhante a um salão Caitya do tipo mais comum no Sul da Ásia naquela época. Esse templo, todavia, foi construído como um objeto isolado.

Ver todos os capítulos
Medium 9788582605110

O Colonialismo

Francis D.K. Ching; Mark Jarzombek; Vikramaditya Prakash Grupo A PDF Criptografado

1700 d.C.

Europa

América do Norte

Col

ô

nia

esp

Fort Amsterdam

Lisboa

Madri

Hormuz

anh

Cidade do México

Índias Ocidentais

ola

Portobelo

Bahrein

Calicute

Cochin

Colombo

Elmina

Mombaça

nho

la

Santiago

Potosi

Luanda

por nia

La Paz

Bahia

Col

ô

spa

tug u

esa

América Central e do Sul

Lima

Col

ôni ae

Goa

África

Pequenas Antilhas

Sofala

Buenos Aires

15.1  O colonialismo no mundo  (continua)

O COLONIALISMO

No final do século XVII, um movimento que começara na forma de arriscadas viagens marítimas a terras distantes, em busca de especiarias mais baratas, transformou‑se em uma luta entre as várias potências europeias pelo controle de entrepostos comerciais, bem como, sempre que possível, pelo domínio dos territórios que abasteciam esses portos. Os principais competidores eram Portugal, Espanha, Países Baixos, França e

Ver todos os capítulos
Medium 9788582605110

Arquitetura e Alimentos

Francis D.K. Ching; Mark Jarzombek; Vikramaditya Prakash Grupo A PDF Criptografado

Á frica

2.36  Estela egípcia

Uma estela de pedra mostra um personagem real fazendo uma refeição fúnebre, sentado junto a uma mesa de oferendas coberta com os pães que lhe haviam sido trazidos. No chão, a seu lado, há pequenas plataformas com vasilhas contendo incenso e unguentos, figos e vinho.

ARQUITETURA E ALIMENTOS

Tanto para a sociedade mesopotâmica quanto para a egípcia, a comida não era sustento apenas para os homens, mas também para os deuses. As oferendas eram dispostas em frente da escultura do Ka, em seu nicho, para prover para a difícil viagem a realizar. Consistiam em carne, aves assadas, pão, frutas, legumes, cerveja e vinho, tudo obtido nos próprios jardins que pertenciam ao templo. O abate dos animais, feito longe da vista dos deuses, era supervisionado pelos sacerdotes. Sob uma perspectiva antropológica, pode-se dizer que essa equação era necessária para a coesão social e política. Na Mesopotâmia também há indícios disso: o próprio zigurate era um tipo de plataforma elevada para realizar banquetes. Um texto informa que “ao cair da noite, na cobertura do alto templo do zigurate

Ver todos os capítulos
Medium 9788582605110

O Racionalismo e a Idade da Razão

Francis D.K. Ching; Mark Jarzombek; Vikramaditya Prakash Grupo A PDF Criptografado

1700 d.C.

Países Baixos

Inglaterra

Oxfordshire

Londres

Alemanha

Paris

Viena

Versailles

France

Baía de Biscaia

Itália

Espanha

Mar da Ligúria

Roma

15.24  A Europa no século XVIII

O RACIONALISMO E A

IDADE DA RAZÃO

Ao passo que os espanhóis e portugueses acreditavam que acumular ouro e prata era a maneira de enriquecer, os franceses, holandeses e ingleses focavam a eficiência econômica como meio de geração de riquezas. O sucesso desses outros povos se baseava em combinar o absolutismo com processos de governo extremamente racionalistas e investir em uma base de conhecimentos nacionais. A racionalização da economia nacional da França foi a tarefa de Jean‑Baptiste Colbert

(1619–1683), um dos principais conselheiros de

Luís XIV. Ele foi o responsável por muitas das inovações que, apesar de trabalhosas, criaram a base da prosperidade econômica da França e, em particular, o ordenamento de seus territórios coloniais e processos de extrativismo. Graças a Colbert, surgiu o novo entendimento de que havia uma relação entre o comércio global e a economia nacional. Ele também percebeu que o poder econômico dependia do conhecimento.

Ver todos os capítulos
Medium 9788582605110

Cholamandalam

Francis D.K. Ching; Mark Jarzombek; Vikramaditya Prakash Grupo A PDF Criptografado

1000 d.C.

Pala

Odda

Kalyani

Kalinga

Baía de Bengala

Chalukyas do oeste

Es

Vengi

Chola

Thanjavur

Kanchipuram

Gangaikonda Cholapuram

Nagapattinam

fe

ra

Sião de

infl

nc

Angkor

Bhoja

ia

ec

on

ôm

ic a

Kadaram

Panni

Srivijaya

11.72  Chola e sua esfera de influência econômica

CHOLAMANDALAM

O sul da Índia acabou sendo dominado por uma única potência, a Dinastia dos Cholas, que associaram sua força militar a uma estratégia eficaz de governo e de geração de riqueza para realizar, por si próprios, uma revolução social e econômica. Construindo para si uma nova capital em Thanjavur, acabaram por controlar toda a

Índia peninsular, que se tornou a maior potência do subcontinente. Sem perder tempo, logo iniciaram uma agressiva campanha de construção de templos, não só para disseminar o xaivismo, mas também para consolidar sua base econômica. O rei Raja Raja Chola I (que reinou entre

Ver todos os capítulos

Visualizar todos os capítulos