36 capítulos
Medium 9788530986520

NR 14 Fornos

CAMISASSA, Mara Queiroga Grupo Gen ePub Criptografado

Os fornos são encontrados nas mais diversas atividades econômicas como fundições, indústria automotiva e aeroespacial, indústrias metalúrgicas e siderúrgicas, indústria da cerâmica (produção de materiais refratários, revestimentos, louça sanitária, isoladores elétricos de porcelana) e várias outras atividades que requeiram tratamentos térmicos ou termoquímicos de endurecimento. O principal objetivo dos fornos é o fornecimento de calor gerado a partir de diversas fontes, sendo basicamente classificados em fornos elétricos ou a combustão, como mostra a figura a seguir:

As altas temperaturas de operação dos fornos tornam esses equipamentos fontes de vários acidentes que vão desde queimaduras (que ocorrem, por exemplo, nas fundições, em razão dos respingos do material fundido), até explosões.

A NR14 trata dos fornos para quaisquer fins e também determina a instalação de sistemas de proteção específicos quando forem utilizados combustíveis gasosos ou líquidos.

Os principais agentes ambientais gerados pela utilização de fornos são agentes físicos e químicos:

Ver todos os capítulos
Medium 9788530986520

NR 7 Programa de controle médico de saúde ocupacional – PCMSO

CAMISASSA, Mara Queiroga Grupo Gen ePub Criptografado

As doenças ocupacionais não são um fenômeno recente no mundo do trabalho. Sabemos que todo trabalho implica um risco, de maior ou menor grau. Sendo assim, podemos dizer que as doenças ocupacionais são decorrência do surgimento do trabalho no mundo. A LER/DORT (Lesões por Esforços Repetitivos/Doenças Osteomusculares Relacionadas ao Trabalho), hoje tão conhecida por todos nós, já havia sido identificada pelo médico italiano Bernardino Ramazzini há trezentos anos como a Doença dos Escribas e Notários1:

Três são as causas das afecções nos escreventes: Contínua vida sedentária, contínuo e sempre o mesmo movimento da mão e atenção mental. [...] A necessária posição da mão para fazer correr a pena sobre o papel ocasiona não um leve dano, que se comunica a todo o braço, devido à tensão tônica dos músculos e tendões, e com o andar do tempo diminui o vigor da mão.

Tais riscos ficaram mais evidentes com o surgimento das Corporações de Ofício, nos séculos XIII a XV, quando os aprendizes eram submetidos a jornadas excessivas e trabalhavam por longos anos em condições insalubres, sob a supervisão do mestre de ofício. Alguns séculos depois, com a Revolução Industrial, novos postos de trabalho surgiram e com eles novos riscos.

Ver todos os capítulos
Medium 9788530986520

NR 11 Transporte, movimentação, armazenagem e manuseio de materiais

CAMISASSA, Mara Queiroga Grupo Gen ePub Criptografado

A NR11 estabelece as condições de segurança que devem ser observadas nas seguintes atividades:

• Operação de elevadores, guindastes, transportadores industriais e máquinas transportadoras;

• Transporte de sacas;

• Movimentação e armazenamento de materiais.

A movimentação e o armazenamento de materiais nas empresas são realizados por meio de diversos tipos de equipamentos, que podem ser classificados em:

• Veículos industriais: empilhadeiras, paleteiras;

• Equipamentos de elevação e movimentação: guindastes, elevadores;

• Transportadores contínuos: esteiras rolantes de correia, esteira de roletes.

A norma possui também glossário e um anexo que trata dos procedimentos para movimentação, armazenagem e manuseio de chapas de rochas ornamentais dispondo sobre os requisitos do carro porta-bloco, carro transportador, cavaletes, pátio de estocagem, entre outros.

Finalmente, cabe ressaltar que a NR11 trata principalmente da movimentação de materiais em edificações já construídas. A maioria dos equipamentos utilizados para movimentação de materiais em edificações em construção, como gruas, guinchos, elevadores a cabo e cremalheira, é abordada na NR18 – Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção. Nesse caso, a NR11 é aplicada de forma subsidiária.

Ver todos os capítulos
Medium 9788530986520

NR 26 Sinalização de segurança

CAMISASSA, Mara Queiroga Grupo Gen ePub Criptografado

A NR26 trata da sinalização de segurança abrangendo cores, identificações e rotulagem de produtos químicos e também das Fichas com Dados de Segurança que devem ser elaboradas pelo fabricante ou fornecedor nacional desses produtos.

As cores de segurança têm o objetivo de indicar e advertir sobre os riscos existentes no ambiente de trabalho. Identificam equipamentos de segurança, tubulações empregadas para a condução de líquidos e gases e também delimitam áreas. A redação anterior da norma continha a lista de cores a serem utilizadas nos equipamentos e sinalizações de segurança. Já a redação atual apenas remete ao cumprimento das normas técnicas oficiais relativas à matéria.

O item 26.2 da NR26 regulamenta o art. 197 da CLT que determina que os materiais e substâncias empregados, manipulados ou transportados nos locais de trabalho, quando perigosos ou nocivos à saúde, devem conter, no rótulo, sua composição, recomendações de socorro imediato e o símbolo de perigo correspondente, segundo a padronização internacional.

Ver todos os capítulos
Medium 9788530986520

NR 35 Trabalho em altura

CAMISASSA, Mara Queiroga Grupo Gen ePub Criptografado

A queda de altura é uma das principais causas de acidentes graves e fatais no Brasil, nas mais diversas atividades econômicas. Entretanto, a queda não é o único perigo no trabalho em altura. Após a queda, o trabalhador permanecerá suspenso pelo sistema de segurança (cinto de segurança + talabarte + ancoragem) até a chegada da equipe de socorro. Essa condição é chamada de suspensão inerte e pode provocar danos como dificuldade respiratória, perda de consciência, tromboses ou até mesmo a morte. Por isso, é também importante garantir a chegada do socorro o mais rápido possível após a queda, a fim de reduzir o período em que o trabalhador permanece nessa condição.

O princípio adotado na atual redação da NR35 trata o trabalho em altura como atividade que deve ser planejada, evitando-se, caso seja possível, a exposição do trabalhador ao risco, quer seja pela execução do trabalho de outra forma, por medidas que eliminem o risco de queda ou mesmo por medidas que minimizem as suas consequências, quando o risco de queda com diferenças de níveis não puder ser evitado. Veremos que esse planejamento deve envolver metodologias de análise de risco e mecanismos de execução da atividade, como as Permissões de Trabalho.

Ver todos os capítulos

Visualizar todos os capítulos