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Capítulo 41. Projeto A Cidade Ideal

Flavio Rodrigues Campos; Paulo Blikstein Grupo A PDF Criptografado

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PROJETO A CIDADE IDEAL

Regina Pundek

Nossa escola traduz a metodologia que pratica como pedagogia do respeito ‒ um ambiente multietário, rico em aspectos da natureza e que representa um pedacinho da sociedade dentro do universo escolar. As aprendizagens surgem

à medida que há curiosidade e significado. Temos como objetivo que os alunos consigam se reconhecer como sujeitos e autores de suas vidas, que atuem no grupo, respeitem o diferente, compreendam, criem e sigam regras, percebam e verbalizem sentimentos, esperem a vez, ouçam e desenvolvam a curiosidade científica e o prazer em aprender.

O projeto que apresento aqui fermentou de uma primeira ação isolada – assistir a um filme

– para um desejo significativo das crianças. A partir de então, o desenrolar foi natural, sob o ponto de vista das intenções, e estruturado pedagogicamente, sob o ponto de vista da realização dos objetivos surgidos. Por se tratar de uma escola de educação infantil, sou eu, a professora que tocou o projeto, a porta-voz deste relato.

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Capítulo 7. Diretrizes em design para requalificação de salas de aula: adequações à prática do ensino híbrido

Flavio Rodrigues Campos; Paulo Blikstein Grupo A PDF Criptografado

DIRETRIZES EM DESIGN PARA

REQUALIFICAÇÃO DE SALAS DE AULA: adequações à prática do ensino híbrido

Thaisa Sampaio Sarmento | Vilma Villarouco | Alex Sandro Gomes

A renovação da forma de aprendizagem para a geração de jovens nativos digitais ‒ net generation students (OBLINGER; OBLINGER,

2005) – é uma tendência global; entretanto, as condições de infraestrutura, ergonomia e conforto das escolas nem sempre correspondem às mudanças tecnológicas. Neste capítulo, discute-se uma abordagem contemporânea da relação entre o espaço e a aprendizagem, e apontam-se contribuições em design para solucionar questões de inadequação dos ambientes nas escolas públicas brasileiras.

No Brasil, o projeto de arquitetura escolar segue determinado padrão – salas retangulares com fileiras de carteiras e quadro na parede frontal. Essa simplificação evidencia pouco aprofundamento e adequação das normas técnicas brasileiras quanto aos critérios ergonômicos e de conforto ambiental necessários ao bom desempenho das edificações escolares e de seus ambientes internos. De forma geral, não são usadas metodologias de projeto arquitetônico que possibilitem a participação dos usuários nas definições dos ambientes que irão vivenciar. Esse contexto impacta na frágil relação entre usuários e ambiente escolar.

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Capítulo 10. Narrativa de games: uma estratégia para mobilização e engajamento do alunado

Flavio Rodrigues Campos; Paulo Blikstein Grupo A PDF Criptografado

NARRATIVA DE GAMES: uma estratégia para mobilização e engajamento do alunado

Luciano Aparecido Borges Almeida

Um entre os muitos desafios da educação no século XXI será o de propor estratégias de ensino e aprendizagem que mobilizem e engajem o alunado. Nesse sentido, este capítulo apresenta uma prática não tradicional: levar literalmente os videogames e seus jogos com narrativas ricamente elaboradas para a sala de aula. Assim como há em toda boa escola uma sala de informática, onde os alunos têm a oportunidade de realizar suas pesquisas e navegar pelo conhecimento disponível na internet, questiona-se: por que não criar uma sala de jogos digitais em todas as escolas do País? Uma sala na qual, em lugar de computadores, os alunos tenham à disposição consoles de videogames que os auxiliem a aprender acerca de outra cultura, por exemplo, ou mesmo as histórias sobre o mundo e os homens que vivem e viveram nele.

Fazer os jogos de videogame, como meio de expressão importante na contemporaneidade, passarem a dialogar com o universo formal da educação é um dever não apenas dos professores e da escola, mas, sobretudo, de quem pensa em educação. Não obstante, incluir os games e as narrativas que trazem, uma vez que não figuram como conteúdo tradicional no currículo,

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Capíutlo 21. O avesso da lógica: a proposta pedagógica da Escola Tia Ciata

Flavio Rodrigues Campos; Paulo Blikstein Grupo A PDF Criptografado

O AVESSO DA LÓGICA: a proposta pedagógica da Escola Tia Ciata

Monica de Castro

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O segredo da Verdade é o seguinte: não existem fatos, só existem histórias.

João Ubaldo Ribeiro

O CONTEXTO DE CRIAÇÃO

DA ESCOLA TIA CIATA

E SEUS ALUNOS

O Rio de Janeiro, a Cidade Maravilhosa, é conhecido por sua beleza natural, suas praias, o samba, a cerveja gelada e os pivetes. Todos que residem nessa cidade ou que a visitaram têm histórias para contar – passeios, noites agitadas ou alguma situação em que alguém passou maus momentos com os meninos e as meninas que perambulam pelas ruas.

Este capítulo tem por objetivo apresentar a experiência pedagógica da Escola Tia Ciata, que reunia características singulares, tanto com relação a sua clientela quanto à metodologia adotada. A escola teve como meta atender a meninos e meninas recusados por outras escolas da rede oficial de ensino por terem ultrapassado a idade fixada como limite para a alfabetização ou por terem mantido um comportamento classificado como inadequado aos padrões dessas instituições. Os alunos eram meninos e meninas que carregavam o estigma da marginalidade, nomeados pela sociedade como “pivetes”, “meninos de rua”,

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Capíutlo 14. O Instituto Educadores Sem Fronteiras como um laboratório para políticas públicas educativas e inovação radical

Flavio Rodrigues Campos; Paulo Blikstein Grupo A PDF Criptografado

O INSTITUTO EDUCADORES SEM

FRONTEIRAS COMO UM LABORATÓRIO

PARA POLÍTICAS PÚBLICAS EDUCATIVAS

E INOVAÇÃO RADICAL

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Valdir Lamim-Guedes | Eliane Maria de Santana | Luciene Silva Souza

A principal atividade do Instituto Educadores sem Fronteiras (ESF) é o oferecimento de au­ las em contraturno escolar, que será foco do capítulo, enquanto as demais ações de forma­

ção de professores e incentivo à cultura local serão citadas de forma sucinta, por comporem o quadro de propostas de inovações em polí­ ticas públicas educacionais. A justificativa pa­ ra propormos este capítulo, mesmo não sen­ do uma iniciativa desenvolvida em uma es­ cola, é o fato de que se trata de um trabalho experimental, encarado por nós como piloto para políticas públicas e ações educativas pa­ ra as escolas do entorno. Assim, ressaltamos a pertinência do cenário alternativo em termos sociais e educacionais para uma região mui­ to vulnerável, como outras tantas na Grande

São Paulo, como em outros locais do Brasil.

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