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Capítulo 4 - Papel da propriedade intelectual no processo inovativo

Adriano Proença; Daniel Pacheco Lacerda; José Antonio Valle Antunes Júnior; José Lamartine Távora Junior; Mario Sergio Salerno; Grupo A PDF Criptografado

CAPÍTULO

4

Papel da propriedade intelectual no processo inovativo1,2

Dirceu Yoshikazu Teruya | Araken Alves de Lima

Eduardo Winter

n Introdução

A inovação tem sido um instrumento importante para a competitividade das firmas. O processo de inovação nesses ambientes requer o estabelecimento de competências complexas em vários níveis, como a identificação das próprias fontes de inovação. Esse desafio exige um modelo de gestão que incorpore a capacidade de identificação interna e externa de conhecimentos relevantes tanto para o processo produtivo quanto para o entendimento dos mercados nos quais a firma está inserida. Ainda, requer habilidades de interação com outros agentes, colaborativos e/ou concorrentes, para estruturar o sistema interno de inovação, bem como a capacidade de apropriar-se dos resultados da atividade inovativa, por meios jurídicos e/ou não jurídicos.

Consequentemente, a atividade inovativa não resulta apenas das atividades dos centros de pesquisa e desenvolvimento (P&D) de firmas isoladas, mas também das formas de cooperação e concorrência que se estabelecem entre as várias firmas de modo intra e intersetorial. A motivação para o trabalho cooperativo vem do fato de o processo de inovação se caracterizar pela não linearidade entre ciência, tecnologia e inovação, mas por uma acentuada complementaridade entre esses elementos. Acrescenta-se a isso o fato de que a incerteza e os riscos inerentes ao processo de inovação e investimentos em P&D funcionam como um fator estimulador da cooperação entre os agentes, uma vez que eles não detêm todas as competências para a geração de inovações, seja de processo, seja de produto. Isso significa que há questões de ordem técnica que impõem a necessidade da cooperação em prol da inovação.

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Capítulo 6 - Sistema corporativo de inovação

Adriano Proença; Daniel Pacheco Lacerda; José Antonio Valle Antunes Júnior; José Lamartine Távora Junior; Mario Sergio Salerno; Grupo A PDF Criptografado

CAPÍTULO

6

Sistema corporativo de inovação

Ricardo Augusto Cassel | José Antonio Valle Antunes Júnior

Rodrigo Pinto Leis | Diego Damasio

n Introdução

A inovação pode ser um diferencial nas empresas, permitindo que elas obtenham vantagens competitivas diante de suas concorrentes. Com a velocidade da comunicação e o acesso às mais diversas e variadas formas de informação, a chegada dos chamados novos entrantes se tornou uma situação corriqueira nos mercados de atuação das empresas.

Sem inovação, sem diferenciação, sem algo a proporcionar de diferente para os clientes, a escolha passa a ser basicamente em função do preço. Isso acaba gerando uma pressão por valores menores e, consequentemente, comprimindo as margens de lucratividade e a atratividade do negócio como um todo (Porter, 2008).

A lucratividade pode ser elevada de diferentes maneiras, como pela gestão da inovação. A gestão da inovação pode ser desmembrada em quatro dimensões, os chamados quatro Ps da inovação. São eles:

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Capítulo 5 - A inovação como processo de gestão: análise crítica da literatura

Adriano Proença; Daniel Pacheco Lacerda; José Antonio Valle Antunes Júnior; José Lamartine Távora Junior; Mario Sergio Salerno; Grupo A PDF Criptografado

CAPÍTULO

5

A inovação como processo de gestão: análise crítica da literatura

Débora Oliveira da Silva | Raoni Barros Bagno

Mario Sergio Salerno

n Introdução

Os benefícios da inovação tecnológica para o crescimento econômico chamam a atenção de estudiosos desde o século XVIII, quando o advento da revolução industrial induziu uma transformação paulatina nos modos de vida da sociedade. Adam Smith, Karl Marx,

Stuart Mill e Alexis de Tocqueville foram alguns dos pensadores que se dedicaram ao tema.

Mais tarde, já no início do século XX, Joseph Schumpeter propôs uma visão ampliada da inovação como diferencial competitivo entre empresas e motor do crescimento econômico. Isso levou à necessidade de estudar como se dão os processos organizacionais que alavancam a competitividade trazida pela inovação.

Conforme Bessant e Tidd (2009), a teoria sobre o processo de inovação foi construída essencialmente com base em inovações de cunho tecnológico, em particular relacionadas ao setor industrial. James Utterback foi um dos primeiros estudiosos recentes (do final do século XX) focado nos processos de geração da inovação. O ponto central de seus estudos era em compreender a dinâmica do desenvolvimento de produtos e de processos. Essa dinâmica estaria relacionada principalmente a tecnologias emergentes e disruptivas, e seria definidora dos papéis das empresas (seja como predadoras, seja como presas, no mercado competitivo) no surgimento de novas tecnologias (MIT, 2007).

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Capítulo 8 - Decisões de investimento em projetos de inovação

Adriano Proença; Daniel Pacheco Lacerda; José Antonio Valle Antunes Júnior; José Lamartine Távora Junior; Mario Sergio Salerno; Grupo A PDF Criptografado

CAPÍTULO

8

Decisões de investimento em projetos de inovação

José Lamartine Távora Junior

Luciana Elizabeth da Mota Távora

n Introdução: investimentos em inovação tecnológica

A inovação tecnológica tem uma importância estratégica para empresas, pois é por meio dela que conseguem potencializar os diferenciais que podem garantir sua sobrevivência em um ambiente globalizado e competitivo no médio e longo prazo. No entanto, as dificuldades encontradas pelas empresas, no que se refere às linhas de financiamento oferecidas pelos agentes públicos, faz com que muitas vezes desistam da possibilidade de investir em inovação, por serem empreendimentos caros e de alto risco.

Outras questões que podem dificultar os investimentos em inovação tecnológica dizem respeito às incertezas e riscos que envolvem projetos de inovação.

Com a economia cada vez mais baseada no conhecimento, a inovação tecnológica se tornou uma peça-chave para as empresas e nações que pretendem permanecer em um mercado competitivo. De acordo com Arbix e Mendonça (2005), a ideia de economia baseada no conhecimento se difundiu rapidamente devido aos avanços nas tecnologias de informação e de comunicação (TICs), na biotecnologia e na nanotecnologia. Assim, para os autores, “[...] esforços científicos, tecnológicos e inovativos tornaram-se mais coletivos, o que implica maior interação entre a indústria, a academia e o governo.” (Arbix; Mendonça,

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Capítulo 7 - Modelos conceituais de apoio à concepção de sistemas de medição de desempenho de P&D

Adriano Proença; Daniel Pacheco Lacerda; José Antonio Valle Antunes Júnior; José Lamartine Távora Junior; Mario Sergio Salerno; Grupo A PDF Criptografado

CAPÍTULO

7

Modelos conceituais de apoio à concepção de sistemas de medição de desempenho de P&D

André Ribeiro de Oliveira | Adriano Proença

n Apresentação

Neste capítulo, são considerados os diferentes modelos conceituais de apoio à concepção de sistemas de medição de desempenho para a função de pesquisa e desenvolvimento

(P&D). A partir de extensa busca bibliográfica, são apresentados os diferentes conceitos e abordagens sobre projetos de sistemas de medição de desempenho, que vão de propostas direcionadas a elementos específicos da P&D, como o retorno sobre investimentos e custos da P&D, até propostas consideradas mais abrangentes, que consideram a P&D não apenas como um departamento ou um centro de custo, mas também como uma função central que propulsiona a capacidade de inovação de uma organização.

n Introdução

A inovação tem se mostrado um elemento primordial para a sustentação da vantagem competitiva das organizações e das nações. Pesquisas como a da The Boston Consulting Group realizada em 2006 apontam que organizações consideradas inovadoras superam suas concorrentes não inovadoras (ou que não se apropriam de forma satisfatória dos lucros potencialmente propiciados pela inovação), em termos de market share e lucratividade no longo prazo.

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