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Virtude como substância ética

DE SÁ, Antônio Lopes Grupo Gen ePub Criptografado

Com relatividade, entendo, deve analisar-se a expressão isolada, de Aristóteles: “aos hábitos dignos de louvor chamamos virtudes”.1

Nessa expressão quis o genial pensador, parece-nos, ressaltar o efeito (louvor) como causa determinante e não a virtude, em si, ou seja, o que ela de fato representa.

Sabemos, inclusive, que virtuosos não são dignos de louvor em meios nos quais o vício prevalece, o que não invalida o teor da virtude.

Entendo que nossa observação torna-se, pois, evidente, quando imaginamos que o louvor pode ser efeito de uma forma particular de ver as coisas, relativa a um grupo de pessoas, ou, também, uma ótica particular de conduta grupal.

A virtude não é apenas o que se pode louvar, pois isto dependeria de parametrias variáveis e incertas; para um grupo de assassinos pode ser louvável o atirador impiedoso e veloz, mas, para homens de conduta humana correta, tal comportamento seria reprovável.

A conduta virtuosa, como a entendo, é algo essencial e estriba-se na qualidade do ser em viver a vida de acordo com a natureza da alma, ou seja, na prática do amor, em seu sentido pleno de não produzir malefícios a si e nem a seu semelhante.

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Vontade ética

DE SÁ, Antônio Lopes Grupo Gen ePub Criptografado

Tudo o que provém do caráter já formado sob as condições da gênese ética; é ato de vontade.

Um complexo de atividades do ser humano, já inserido em seu universo mental, caracteriza o que denominamos “vontade ética”. Ela envolve a ação reflexa, a tendência, o instinto, a atividade ideomotriz, a vontade determinada e a vontade livre.

Cada uma dessas parcelas de que se compõe o todo que denominamos vontade ética tem sua importância e se justifica como conceito dentro do estudo da matéria.

Embora sejam sutis as diferenças entre tais elementos, na realidade, podem ser identificados, e para que se amplie seu estudo, necessário se faz que sejam delimitados, nessa proveitosa análise do ser perante a Ética.

O estado de consciência ética está em interação com a vontade ética.

O ato volitivo, a espontaneidade aparente no cumprimento dos princípios das virtudes morais e éticas, provém de uma consciência formada, mas dela se distingue pela forma e pela prática efetiva ou ação do estado consciente mental.

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Deveres profissionais

DE SÁ, Antônio Lopes Grupo Gen ePub Criptografado

Todas as capacidades necessárias ou exigíveis para o desempenho eficaz da profissão são deveres éticos.

Sendo o propósito do exercício profissional a prestação de uma utilidade a terceiros, todas as qualidades pertinentes à satisfação da necessidade, de quem requer a tarefa, passam a ser uma obrigação perante o desempenho.

Logo, um complexo de deveres envolve a vida profissional, sob os ângulos da conduta a ser seguida para a execução de um trabalho.

Esses deveres impõem-se e passam a governar a ação do indivíduo perante seu cliente, seu grupo, seus colegas, a sociedade, o estado1 e especialmente perante sua própria conformação mental e espiritual.

Distinguem-se, pois, os valores nas tarefas e também a importância destas em face da conduta humana observável perante a execução.

No dizer de Simpson, tais distinções, por si sós, já seriam suficientes para a consideração científica do estudo da questão.2

Uma vez eleito o trabalho que desempenhará com habitualidade, o ser se compromete com todo um agregado de deveres éticos, pertinentes e compatíveis com a escolha da tarefa a ser desempenhada.

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Ética da mentira

DE SÁ, Antônio Lopes Grupo Gen ePub Criptografado

A “mentira” é uma falsidade, uma afirmação consciente contrária a uma realidade, ou seja, uma negação da verdade conhecida, e, consequentemente, uma lesão à virtude, ao bem de cada um e ao de terceiros.

Pode parecer paradoxal, pois, que no campo científico, em que o verdadeiro é o objetivo que se persegue, possa ser aceita uma “Ética da Mentira”, como matéria de indagação.

Crer que o “aético” possa ser parte do que se estuda como “Ética”, por aparentemente paradoxal, é algo que justificaria um questionamento, não fosse o interesse que existe em todos os ramos do saber em se indagar, também, sobre as anomalias.

Por isso é o que pensadores, antigos e modernos, deixaram marcas expressivas de suas passagens pelo mundo da filosofia, analisando a “lesão à verdade”, refletindo sobre os limites desta, relativos a gênese, desenvolvimento, consequência, qualidade, quantidade, duração, consagração e tolerância.

Como a patologia estuda as anomalias do corpo, como a auditoria depende do estudo de fraudes e o direito envolve a matéria de delitos, também a ética analisa a “mentira”, como objeto de conhecimento.

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Gênese, formação e evolução ética

DE SÁ, Antônio Lopes Grupo Gen ePub Criptografado

Em que raízes se sustentam as condutas humanas, quais os fundamentos do que é ético, só podemos encontrar respostas remontando aos aspectos da gênese ou das formações originárias de tal fenômeno.

Só a partir das bases pode-se compreender como se formam os obstáculos e cuidados que ocorrem e que devem merecer atenções.

Sendo a conduta observável uma consequência de vontade e esta de uma consciência, tudo o que reside nas áreas da mente, do espírito, interessa ao estudo da Ética.

Embora sem perder sua autonomia científica, a Ética tem, por conseguinte, ligações muito fortes com as doutrinas mentais e espirituais, pois, em verdade, são fontes de conhecimentos que interessam diretamente à análise das virtudes.

Tais territórios ainda reservam muitas surpresas no campo do conhecimento, pois, muito existe a conquistar nesses domínios.

Já no início do século XX, pensadores como Bergson advertiam sobre as imensas neblinas que encobriam grande parte dos estudos relativos à energia espiritual.1

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