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LIBERALISMO

Em linhas gerais, podemos definir liberalismo internacional (ou liberalismo aplicado às relações internacionais) como uma corrente teórica de relevância histórica que se contrapõe aos fundamentos básicos defendidos pelo realismo político. O liberalismo internacional (LI) centra-se no argumento de que a moralidade, o direito internacional e as organizações internacionais representam os alicerces para as relações entre Estados soberanos. Acreditam os seguidores dessa linha de pensamento que a natureza humana é inerentemente boa, mas passível de ser corrompida por relações sociais corruptas ou pouco eficientes.

O liberalismo tem como enfoque as relações sociais e o bem-estar dos indivíduos, objetivo maior dos ideários liberais. A produção de bens coletivos, a construção e a manutenção de regimes internacionais, bem como a instauração de instumentos de segurança coletiva, essenciais para a efetiva edificação de uma comunidade ou sociedade internacional, visam antes de mais nada a proteger direitos, valores e liberdades individuais.

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UNIÃO EUROPEIA (UE)

Bloco regional europeu instituído pelo Tratado de Maastricht, assinado pelos doze Estados-membros na cidade holandesa de Maastricht em 7 de fevereiro de 1992, que entrou em vigor em 1o de novembro de 1993, após sua ratificação. A União Europeia é formada por 27 Estados-membros. O processo de construção da UE começou com a reunião de seis Estados: Alemanha, França, Itália, Bélgica, Holanda e Luxemburgo. Em 1973 houve a adesão de Dinamarca, Irlanda e Reino Unido. A Grécia passou a participar em 1981.

Em 1986 ingressaram Espanha e Portugal. Em 1995 foi a vez de Áustria, Finlândia e Suécia. Por fim, em 1o de maio de 2004, incorporaram-se dez novos membros, entre os quais oito países do antigo bloco comunista: Chipre, Eslováquia, Eslovênia, Estônia, Hungria, Letônia,

Lituânia, Malta, Polônia e República Checa. Em 2007, Bulgária e

Romênia ingressaram no bloco regional. A Croácia, a República da

Macedônea e a Islândia aguardam com a Turquia a decisão de seu pedido de ingresso. Em 1986, mediante a assinatura do Ato Único

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REALISMO

O realismo tem sido o paradigma dominante nos estudos de Relações Internacionais desde a Segunda Guerra Mundial. Apesar das críticas que tem sofrido, o paradigma realista tem resistido e procurado renovar-se, por isso continua a exercer o papel de espinha dorsal das Relações Internacionais. O realismo deve seu grande prestígio de instrumental analítico convincente ao uso que dele fazem tanto os acadêmicos como os operadores de política internacional.

Os realistas afirmam que essa corrente não só é o paradigma mais habilitado a desvendar a verdade das relações internacionais como também é o mais antigo. Suas origens intelectuais são remotas. Considera-se que a História da Guerra do Peloponeso, escrita pelo grego Tucídides no século V a.C., seja a mais antiga análise realista. Ao argumentar em favor da tese segundo a qual a guerra entre atenienses e espartanos

(431-404 a.C.) aconteceu como inevitável consequência do desequilíbrio havido nas relações de poder entre as duas importantes cidades-Estado da Grécia, Tucídides teria lançado as bases teóricas que até os dias de hoje continuam a sustentar as análises realistas das relações internacionais. Essa tradição teórica inaugurada por Tucídides de centrar a análise das relações internacionais nas causas da guerra e nas condições de estabilidade da ordem internacional foi conservada ao longo do tempo pelas reflexões de intelectuais como Maquiavel, Thomas Hobbes, Jean-Jacques Rousseau, Hegel, Max Weber e Carl Schmitt.

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IDEALISMO

Idealismo, na história das Relações Internacionais que os manuais já consagraram, corresponde ao paradigma que predominou no primeiro período de desenvolvimento da disciplina. O paradigma idealista exerceu profunda influência sobre estudiosos e operadores das relações internacionais entre o fim da Primeira Guerra Mundial

(1919), quando as relações internacionais começaram a se organizar como disciplina científica, e meados da década de 1930, quando então teve de enfrentar a crítica do Realismo.

O que se convencionou chamar de idealismo nas relações internacionais na verdade nada mais é que uma flexão do liberal internacionalismo. Também conhecido como utopismo, o idealismo toma como referência filosófica a obra de notáveis pensadores clássicos, tais como John Locke, Adam Smith, Montesquieu, Immanuel Kant,

Jeremy Bentham, John Stuart Mill e John Hobson.

Dentre os operadores idealistas das relações internacionais, o presidente norte-americano Woodrow Wilson é o mais conhecido. Sua projeção como arquétipo do político idealista nas relações internacionais deveu-se à crítica que endereçou à realpolitik dos estadistas europeus por ocasião da intervenção dos Estados Unidos na Primeira Guerra Mundial. Tal como expõe no conhecido documento de sua autoria Catorze Pontos, a guerra não teria eclodido em razão de alguma falha no sistema de equilíbrio de poder das potências europeias, como acreditavam os políticos europeus, mas sim como consequência direta do próprio sistema de equilíbrio de poder. Portanto, para estabelecer bases mais seguras e confiáveis nas relações interna-

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NAÇÃO

Ver Nacionalismo.

NACIONALISMO

O nacionalismo, tal como outros conceitos políticos muito abrangentes, padece do problema da imprecisão do sentido. Tantos são os significados que lhe atribuem que sobre ele pesa permanente ambiguidade. Em grande medida, a imprecisão decorre do fato de o nacionalismo estar diretamente ligado à ideia de nação, que, por sua vez, é muito difícil de definir.

O termo nação tem por origem as palavras latinas nasci (nascer) e natio (lugar de nascimento). Desde a acepção originária até o significado que assumiu no início do século XVI na Inglaterra, a palavra nação teve vários sentidos. A partir desta última data, nação passou a ter conotação eminentemente positiva de pertencimento a determinado povo, deixando de ser um nome dado ao outro, ao estrangeiro. Positiva na medida em que esse sentido transmite a todos os que pertencem à nação as ideias de homogeneidade e de inclusão, o que faz com que a nação se situe num plano superior ao de todas as clivagens (econômicas, sociais, religiosas) que dividem a população. Esse significado de nação, logo também compartilhado por franceses e espanhóis, serviu de alicerce para a construção do Estado com sua perfeita organização jurídico-política. No fim do século XVIII, no contexto da Revolução Francesa, o conceito sofreu nova mudança. Por

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