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ECONOMIA POLÍTICA INTERNACIONAL

O estudo da relação entre política e economia começou a ganhar espaço a partir da década de 1970, quando assuntos econômicos passaram a ter prevalência crescente no estudo das relações internacionais, ao lado de temas tradicionais como segurança e política internacional. A economia política internacional (EPI) trata prioritariamente das relações financeiras e de comércio entre os Estados, das relações entre o Estado e o mercado, bem como dos arranjos políticos necessários para o sucesso de iniciativas de cooperação, com vistas à criação e à manutenção de instituições destinadas à regulação da economia internacional (regimes internacionais). Temas pertinentes à EPI são as relações econômicas entre os países do norte, o abismo econômico entre os países do norte e os do sul, as formas de imperialismo político-econômico, o papel dos atores não governamentais no sistema econômico internacional, a assistência financeira internacional, os investimentos externos, o débito internacional e os processos de integração regional, entre outros. Dentre as teorias e os conceitos consagrados no campo da EPI estão a noção de bens coletivos e sua problemática para a obtenção da cooperação internacional, a teoria de estabilidade hegemônica e a teoria da dependência.

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COMISSÃO ECONÔMICA PARA A AMÉRICA LATINA E O CARIBE (CEPAL)

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal)

é uma das cinco comissões regionais do Conselho Econômico e Social da Organização das Nações Unidas. Criada em fevereiro de 1948, a comissão teve como objetivo primeiro o exame da economia da

América Latina para explicar as razões de seu atraso diante das economias industrializadas e para recomendar as medidas necessárias para a superação dessa desigualdade. Em julho de 1984, o conselho decidiu estender seu raio de ação para a região do Caribe e incorporar às atribuições da Cepal a promoção do desenvolvimento social de todos os países que compõem a macrorregião. Desde a sua criação, a Cepal permanece sediada em Santiago, no Chile.

Esse organismo tem desempenhado importante papel no processo de desenvolvimento da América Latina. Além de fornecer dados estatísticos sobre as economias em questão, a Cepal vem ajudando a formar uma bagagem teórica da maior relevância para o conhecimento histórico e econômico da região. Assim, qualificou técnicos para exercer tarefas de apoio junto a governos e instituições e tem servido como centro de discussão política.

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LIBERALISMO

Em linhas gerais, podemos definir liberalismo internacional (ou liberalismo aplicado às relações internacionais) como uma corrente teórica de relevância histórica que se contrapõe aos fundamentos básicos defendidos pelo realismo político. O liberalismo internacional (LI) centra-se no argumento de que a moralidade, o direito internacional e as organizações internacionais representam os alicerces para as relações entre Estados soberanos. Acreditam os seguidores dessa linha de pensamento que a natureza humana é inerentemente boa, mas passível de ser corrompida por relações sociais corruptas ou pouco eficientes.

O liberalismo tem como enfoque as relações sociais e o bem-estar dos indivíduos, objetivo maior dos ideários liberais. A produção de bens coletivos, a construção e a manutenção de regimes internacionais, bem como a instauração de instumentos de segurança coletiva, essenciais para a efetiva edificação de uma comunidade ou sociedade internacional, visam antes de mais nada a proteger direitos, valores e liberdades individuais.

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DESENVOLVIMENTO

O desenvolvimento tornou-se uma questão internacional no fim da década de 1950. A importância que o tema ganhou como reflexão sobre a realidade internacional foi resultado de dois eventos concomitantes: o processo político de independência das colônias asiáticas e africanas de suas metrópoles europeias e a renovação do pensamento econômico latino-americano ocorrida logo após a Segunda Guerra Mundial.

Até os anos 1950, desenvolvimento era sinônimo de crescimento econômico. A partir de então, em razão da reflexão a respeito da experiência dos países pobres que lutavam para melhorar sua condição, introduziu-se uma diferenciação conceitual. A ideia de crescimento econômico supõe que a acumulação de capital e o investimento produtivo por parte dos proprietários de fatores de produção são por si só suficientes para promover a elevação da qualidade de vida de todos que compõem a nação. A diferença que o conceito de desenvolvimento apresenta é que ele vai além da mera variação quantitativa da economia; ele supõe, nas palavras de François Perroux, “a expansão das atividades dos homens em relação aos homens pela troca de bens ou serviços e pela troca de informação e de símbolos”

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IDEALISMO

Idealismo, na história das Relações Internacionais que os manuais já consagraram, corresponde ao paradigma que predominou no primeiro período de desenvolvimento da disciplina. O paradigma idealista exerceu profunda influência sobre estudiosos e operadores das relações internacionais entre o fim da Primeira Guerra Mundial

(1919), quando as relações internacionais começaram a se organizar como disciplina científica, e meados da década de 1930, quando então teve de enfrentar a crítica do Realismo.

O que se convencionou chamar de idealismo nas relações internacionais na verdade nada mais é que uma flexão do liberal internacionalismo. Também conhecido como utopismo, o idealismo toma como referência filosófica a obra de notáveis pensadores clássicos, tais como John Locke, Adam Smith, Montesquieu, Immanuel Kant,

Jeremy Bentham, John Stuart Mill e John Hobson.

Dentre os operadores idealistas das relações internacionais, o presidente norte-americano Woodrow Wilson é o mais conhecido. Sua projeção como arquétipo do político idealista nas relações internacionais deveu-se à crítica que endereçou à realpolitik dos estadistas europeus por ocasião da intervenção dos Estados Unidos na Primeira Guerra Mundial. Tal como expõe no conhecido documento de sua autoria Catorze Pontos, a guerra não teria eclodido em razão de alguma falha no sistema de equilíbrio de poder das potências europeias, como acreditavam os políticos europeus, mas sim como consequência direta do próprio sistema de equilíbrio de poder. Portanto, para estabelecer bases mais seguras e confiáveis nas relações interna-

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