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Capítulo 32. Suicídio e Prisão

Elias Abdalla-Filho; Miguel Chalub; Lisieux E. de Borba Telles Grupo A PDF Criptografado

CAPÍTULO 32

Suicídio e Prisão

Gabriela de Moraes Costa,

Lisieux E. de Borba Telles

P O N T O S - C H AV E

O suicídio é, por definição, não uma doença, mas a morte causada por ação ou comporta

mento intencional autoinfligido.

Ainda que o psiquiatra esteja atento, atualizado e engajado em ações visando à prevenção do suicídio de pacientes, ele enfrentará, na prática, diversos dilemas de ordem técnica, ética e legal.

O suicídio é uma das principais causas de óbito em ambientes forenses.

Considerando a diversidade de pensamentos e comportamentos que compõe o espectro suicida, faz-se necessária uma avaliação pormenorizada desses diferentes aspectos, incluindo: ideação suicida passiva, ideação suicida ativa, atos ou comportamentos preparatórios, intenção suicida, método suicida e plano suicida.

O ônus de um litígio em decorrência do suicídio de um paciente vai muito além do impacto financeiro e pode gerar graves danos à reputação e à saúde emocional do psiquiatra.

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Capítulo 31. Transtorno Mental e Prisão

Elias Abdalla-Filho; Miguel Chalub; Lisieux E. de Borba Telles Grupo A PDF Criptografado

CAPÍTULO 31

Transtorno

Mental e Prisão

Maíra Mendes dos Santos, Sergio Baxter Andreoli,

Elias Abdalla-Filho, José G. V. Taborda

P O N T O S - C H AV E

No Brasil e no mundo há um grande número de pessoas com transtornos mentais nas pri-

sões, situação preocupante em face da precariedade de recursos humanos e materiais para atender esses pacientes.

A relação entre comportamento criminal e transtorno mental é complexa e depende, entre outros fatores, da natureza do quadro sintomatológico.

Os transtornos por uso de substâncias estão associados ao comportamento criminal de forma isolada ou em comorbidade.

Intervenções multidisciplinares nos presídios têm-se mostrado eficazes na reabilitação de usuários de drogas e na diminuição da reincidência criminal.

Existem avanços na legislação brasileira quanto à atenção à saúde mental de presos, porém a realidade ainda é bastante insatisfatória e desafiadora.

É necessária a implementação de políticas públicas destinadas à atenção em saúde mental da população encarcerada.

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Capítulo 26. Transtornos do Controle de Impulsos

Elias Abdalla-Filho; Miguel Chalub; Lisieux E. de Borba Telles Grupo A PDF Criptografado

CAPÍTULO 26

Transtornos do Controle de Impulsos

Ygor Arzeno Ferrão, José G. V. Taborda,

Lisieux E. de Borba Telles, Alcina Juliana Soares Barros

P O N T O S - C H AV E

Os transtornos do controle de impulsos são disfunções que compreendem elementos voliti

vos, cognitivos e comportamentais, bem como interações dessas variáveis.

Os transtornos do controle de impulsos estão agrupados arbitrariamente nos manuais de classificação (DSM-5 e CID-10),1,2 podendo ser reordenados para a finalidade de estudo de acordo com o conteúdo temático do ato impulsivo em si.

Os transtornos do controle de impulsos podem ser divididos em comportamentos associados a grooming (tricotilomania e dermatotilexomania), comportamentos social ou moralmente aceitos (jogo patológico e comprar compulsivo) e comportamentos social ou moralmente inaceitáveis (transtorno explosivo intermitente, cleptomania e piromania).

Pacientes de alguns dos subgrupos dos transtornos do controle de impulsos (jogadores patológicos, compradores compulsivos, explosivos intermitentes, cleptomaníacos e piromaníacos) podem sofrer consequências legais diretas ou indiretas de seus atos impulsivos, independentemente das comorbidades psiquiátricas existentes.

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Capítulo 33. Terrorismo

Elias Abdalla-Filho; Miguel Chalub; Lisieux E. de Borba Telles Grupo A PDF Criptografado

CAPÍTULO 33

Terrorismo

José G. V. Taborda,

Helena Dias de Castro Bins

P O N T O S - C H AV E

Apesar de o terrorismo ser menos frequente do que outros tipos de crime, provoca um im

pacto político, social e psicopatológico muito grande.

O sucesso de um ato terrorista não é medido pelo número de vítimas produzido com o ataque, mas pelo seu efeito psicológico na população geral.

Não se considera mais que os terroristas sejam pessoas com graves doenças mentais, mas, em sua maioria, indivíduos que tomam decisões racionais, assim como outros tantos criminosos, com objetivos estratégicos deliberadamente traçados.

Os atentados provocam consequências emocionais graves e transtornos psiquiátricos diagnosticáveis.

O transtorno de estresse pós-traumático é o mais prevalente nas vítimas de ataques terroristas.

A mídia, se usada puramente de maneira sensacionalista, sem embasamento científico, pode ter efeito prejudicial nos indivíduos expostos, estimulando psicopatologias.

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Capítulo 14. Perícias em Direito de Família

Elias Abdalla-Filho; Miguel Chalub; Lisieux E. de Borba Telles Grupo A PDF Criptografado

CAPÍTULO 14

Perícias em

Direito de Família

Jairo Werner Júnior, Maria Cristina Milanez Werner,

Helena Dias de Castro Bins, Fábio Montano Wilhelms

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Para trabalhar em caso forense que envolva criança ou adolescente, o psiquiatra deve ter

capacidade técnica e treinamento específico na área.

Os psiquiatras forenses da infância e da adolescência devem estar previamente preparados e prevenidos para se defrontarem com dilemas éticos, que costumam ser férteis nesse campo.

Durante a avaliação de criança ou de adolescente, podem ser utilizados protocolos adequados e de qualidade comprovada, sobretudo em casos de ofensas sexuais.

A disputa pela guarda dos filhos é uma das ações mais frequentes em Varas de Família.

Caracteristicamente, as partes envolvidas estão sob forte tensão emocional e dispostas a “lutar até o fim” em defesa de seus filhos. Essa disputa parental, porém, muitas vezes camufla grandes conflitos conjugais, para além dos parentais.

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