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Capítulo 6 - Sangramento uterino anormal

Eduardo Pandolfi Passos; José Geraldo Lopes Ramos; Sérgio H. Martins-Costa; José Antônio Magalhães, Carlos Henrique Menke; Fernando Freitas Artmed PDF Criptografado

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Sangramento uterino anormal

Maria Celeste Osório Wender

Eduardo Pandolfi Passos

Fernando Freitas

Beatriz Vailati

Mona Lúcia Dall’Agno

Representando uma das principais queixas referidas pelas pacientes em idade reprodutiva, o sangramento uterino anormal (SUA) compreende até um terço das consultas médicas ginecológicas e impacta de forma significativa a qualidade de vida dessas mulheres.1,2

Em 2011, a International Federation of

Ginecology and Obstetrics (FIGO), por meio do Menstrual Disorders Working Group

(MDWG), publicou novas recomendações para definição e terminologia, e propôs uma nova classificação para o SUA, já aceita internacionalmente por importantes associações de ginecologistas, como American Congress of Obstetricians and Gynecologists (ACOG) nos Estados Unidos e Royal College of Obstetricians and Gynaecologists (RCOG) no

Reino Unido.3 Essa mudança teve o propósito de padronizar os termos utilizados para descrever os padrões anormais de sangramento uterino por médicos de diferentes nacionalidades, cientistas e, principalmente, pacientes.

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Capítulo 18 - Neoplasia do colo uterino

Eduardo Pandolfi Passos; José Geraldo Lopes Ramos; Sérgio H. Martins-Costa; José Antônio Magalhães, Carlos Henrique Menke; Fernando Freitas Artmed PDF Criptografado

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Neoplasia do colo uterino

Valentino Magno

Tiago Selbach Garcia

Márcia L. Appel

Heleusa Monego

Paulo Naud

O colo uterino é órgão de destaque em ginecologia e obstetrícia: para o ginecologista oncológico, representa frequentemente um foco de desenvolvimento de malignidade, e para o obstetra, tem papel importante no processo de parturição. O câncer de colo uterino

(CCU) é o único câncer genital feminino que pode ser realmente prevenido por uma técnica de rastreamento efetiva e de baixo custo que permite detecção e tratamento na fase pré-maligna, ainda na forma de neoplasia intraepitelial cervical (NIC).

O CCU é o segundo câncer mais comum em mulheres no mundo, com 500 mil novos casos por ano. Essa doença afeta as regiões mais pobres de forma desproporcional, sendo que 80% dos casos são diagnosticados em países em desenvolvimento.

Nos países em desenvolvimento, é a causa mais comum de morte por câncer em mulheres e do maior número de anos de vida perdidos devido ao câncer. Essa neoplasia é mais comumente diagnosticada em torno da quinta década de vida, ou seja, vários anos mais precocemente que a média de idade para cânceres de mama, pulmão e ovário.

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Capítulo 21 - Neoplasia do ovário e da tuba uterina

Eduardo Pandolfi Passos; José Geraldo Lopes Ramos; Sérgio H. Martins-Costa; José Antônio Magalhães, Carlos Henrique Menke; Fernando Freitas Artmed PDF Criptografado

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Neoplasia do ovário e da tuba uterina

Márcia L. Appel

Valentino Magno

Heleusa Monego

Tiago Selbach Garcia

Razyane Audibert Silveira

Neoplasia do ovário

QUADRO 21.1

Classificação das neoplasias ovarianas

Classificação das neoplasias do ovário conforme sua origem histogenética

As neoplasias ovarianas, benignas ou malignas, podem ser divididas em três grupos, conforme a sua origem histogenética (QUADRO 21.1).

Neoplasias epiteliais ou derivadas do epitélio celômico

Os tumores epiteliais representam 65% de todas as neoplasias ovarianas. Essa porcentagem é de 85% se forem consideradas somente as lesões malignas. Podem ser classificados em benignos (adenomas), malignos

(adenocarcinomas) e em uma forma intermediária e de baixo potencial maligno, chamada de tumor borderline ou tumor proliferativo atípico.

Como constituem a imensa maioria dos tumores ovarianos, a propedêutica diagnóstica e os padrões de estadiamento e tratamento são baseados nesse grupo de pacientes.

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Capítulo 25 - Puberdade precoce

Eduardo Pandolfi Passos; José Geraldo Lopes Ramos; Sérgio H. Martins-Costa; José Antônio Magalhães, Carlos Henrique Menke; Fernando Freitas Artmed PDF Criptografado

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Puberdade precoce

Solange Garcia Accetta

Jaqueline Neves Lubianca

Cristiano Caetano Salazar

Alberto Mantovani Abeche

Fernando Freitas

As modificações biológicas que acontecem na adolescência são conhecidas como puberdade, sendo as mais evidentes o crescimento em estatura e o desenvolvimento de caracteres sexuais secundários. A puberdade normal inicia entre 8 e 13 anos (média de 10,5 anos) de idade para meninas e entre 9 e 14 anos para meninos.1 A definição do desenvolvimento puberal normal é baseada nos achados de

95% da população, ou até 2 desvios-padrão

(DPs) da média do início das transformações puberais. Apesar de ocorrerem pequenas variações individuais, tanto na época de início quanto na sequência da maturação sexual, o processo costuma durar em média 3 a 4 anos em ambos os sexos. Meninas afrodescendentes tendem a finalizar o processo em idade mais precoce do que as meninas brancas.

Nas meninas, o primeiro sinal da puberdade costuma ser o aparecimento do botão ou broto mamário (telarca), seguido do surgimento dos pelos terminais (pubarca), do estirão de crescimento linear e, por último, da primeira menstruação (menarca). O botão mamário pode ser inicialmente unilateral, não caracterizando anormalidade. O intervalo de tempo entre a telarca e a pubarca costu-

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Capítulo 30 - Prolapsos genitais

Eduardo Pandolfi Passos; José Geraldo Lopes Ramos; Sérgio H. Martins-Costa; José Antônio Magalhães, Carlos Henrique Menke; Fernando Freitas Artmed PDF Criptografado

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Prolapsos genitais

José Geraldo Lopes Ramos

Adriana Prato Schmidt

Ana Selma Bertelli Picoloto

Definição

O prolapso de órgão pélvico (POP) é definido como o descenso da parede vaginal anterior e/ou posterior ou do ápice da vagina, incluindo o colo uterino, o útero ou a cúpula vaginal, em pacientes histerectomizadas.1

Epidemiologia

A incidência e a prevalência do POP são subestimadas, havendo poucos estudos que tenham avaliação epidemiológica precisa.

Muitas pacientes não são sintomáticas e outras só procuram assistência quando o prolapso atinge estágios avançados ou quando há comprometimento das funções urinária, sexual ou evacuatória.2 As estimativas de prevalência baseadas nos dados restritos ao exame físico tendem a ser maiores quando comparadas às fundamentadas unicamente em sintomas.3

O desenvolvimento do prolapso relaciona-se diretamente à presença de fatores de risco e varia de forma significativa entre as populações estudadas. De forma geral, a prevalência de POP aumenta com a idade, sendo

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