9 capítulos
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6. Perigos comuns e suas medidas de controle

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CAPÍTULO 6

PERIGOS COMUNS E SUAS

MEDIDAS DE CONTROLE

Este capítulo busca detalhar informações sobre perigos comuns a várias

modalidades de atividades de aventura, de forma a subsidiar a avaliação dos riscos e a tomada de decisões, inclusive levando em conta que algumas precisam ser tomadas quando as atividades já estão em andamento. Este conteúdo também pode ser usado para treinamento da equipe quanto aos perigos e aos riscos identificados. Os exemplos de medidas de controle mencionados devem ser considerados conforme o contexto de cada operadora e não pretendem esgotar as possibilidades.

CONDIÇÕES AMBIENTAIS

Incidência solar

Se eu pudesse dar um conselho em relação ao futuro, eu diria: usem filtro solar. O uso em longo prazo do filtro solar foi cientificamente provado. Os demais conselhos que dou se baseiam unicamente em minha própria experiência.

Mary Schmich, Wear sunscreen1

1 Texto publicado originalmente no jornal The Chicago Tribune, em 1997. No Brasil, ficou popular na voz de Pedro Bial.

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1. A necessidade da gestão de riscos no turismo de aventura

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CAPÍTULO 1

A NECESSIDADE DA GESTÃO

DE RISCOS NO TURISMO DE

AVENTURA

O principal motivo para a gestão de riscos sempre será a preservação da

vida e da saúde humanas. Nada é mais importante ou relevante. Sem isso em mente, as prioridades nas decisões podem ser desviadas em direção a outros propósitos. Por exemplo, aumentar o tamanho de um grupo que participa de uma atividade de aventura sem contar com o número adequado de condutores e/ou equipamentos, aceitando um risco além das margens de segurança apenas para aumentar o faturamento, não é uma decisão responsável.

No turismo de aventura, é preciso levar em conta que os participantes buscam sensações associadas a riscos em níveis variados, mas certamente maiores do que aqueles encontrados em outras modalidades de turismo.

O sentimento de Lex Blagus ilustra bem esse comportamento:

Lá estava eu todo sujo, arranhado, cansado e dolorido de frente para minha mãe. Ela me perguntou: “filho, por que faz esses esportes malucos?” e a resposta não vinha à boca. Tempos mais tarde lá estava eu novamente caminhando com minha mochila pesada sob a lua cheia. E num outro dia me jogando numa cachoeira no meio da mata. E somente estando lá eu pude entender a resposta.1

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5. Atualização da avaliação de riscos

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CAPÍTULO 5

ATUALIZAÇÃO DA AVALIAÇÃO

DE RISCOS

Nada é permanente, exceto a mudança.

Heráclito

Depois de todo o trabalho realizado para identificar perigos, avaliar riscos

e controles existentes e planejar a implementação de medidas de controle adicionais, a operadora deve atualizar essas informações sempre que possível.

A necessidade de atualizar o inventário de perigos e riscos pode ser proveniente de duas situações principais: monitoramento das operações e introdução de mudanças.

MONITORAMENTO

O monitoramento das operações consiste nas atividades desenvolvidas para verificar se os resultados estão sendo obtidos conforme previsto. Para a gestão de riscos, refere-se ao acompanhamento (qualitativo e/ou quantitativo) para determinar se a classificação dos riscos ou a eficácia de controles permanece inalterada ou precisa ser revista.

A classificação dos riscos pode ser alterada se a probabilidade inicial se revelar diferente na prática. Por exemplo, um risco de queda pode ter sido considerado raro (ou seja, ocorrer somente em circunstâncias excepcionais, conforme explicitado na Tabela 6), mas incidentes, ainda que não

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8. Comunicação

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CAPÍTULO 8

COMUNICAÇÃO

Um indivíduo sem informações não pode assumir responsabilidades; um indivíduo que recebeu informações não pode deixar de assumir responsabilidades.

Jan Carlzon

Nos capítulos anteriores, percebemos como a comunicação, tanto interna

quanto externa, tem papel importante na prevenção e no tratamento de incidentes. Várias medidas de controle mencionadas no Capítulo 6 incluem a necessidade de algum tipo de consulta e comunicação. O Capítulo 7 abordou a comunicação externa com a imprensa, após a ocorrência de situações de emergência. De fato, é impossível pensar em gestão de riscos eficaz sem trabalhar corretamente os aspectos relacionados à comunicação.

Em primeiro lugar, é preciso diferenciar informar de comunicar. O ato de informar refere-se apenas ao repasse de informações. Quando uma operadora atualiza o mural de avisos de seu escritório com a tábua de marés do mês, ela está apenas informando. É uma etapa necessária, mas nem sempre suficiente. É um erro comum imaginar que todas as informações transmitidas serão entendidas corretamente pelos receptores. Nesse sentido, Morel (2003) alerta para a necessidade de considerar os aspectos pedagógicos da comunicação, mencionando esse equívoco de raciocínio, que ele batiza de chapa fotográfica:

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4. Medidas de controle

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CAPÍTULO 4

MEDIDAS DE CONTROLE

Com base no resultado final da avaliação dos riscos residuais, isto é, após

avaliar os riscos absolutos e a eficácia dos controles existentes, pode ser necessário adotar novas medidas de controle ou aperfeiçoar as medidas existentes.

Chega o momento de aprofundar a análise e avaliar as causas que podem levar a um dano potencial. Em outras palavras, o que pode transformar o risco em realidade, considerando o perigo associado?

METODOLOGIA DA GRAVATA-BORBOLETA (BOW TIE)

Uma ferramenta que pode ser utilizada para facilitar o reconhecimento das causas e identificar as medidas de controle e mitigação (existentes ou a serem criadas) é a metodologia bow tie (gravata-borboleta), assim chamada em razão do formato final do desenho.

Trata-se de um mapa conceitual que representa os elementos envolvidos na análise de risco de um evento indesejável. De um lado, são tratadas as ameaças e as barreiras que poderiam evitar o evento; de outro, as consequências do evento e as medidas que poderiam minimizá-las. Segundo a ABNT NBR ISO 31010, a metodologia bow tie é uma ferramenta simples de entender, que foca a atenção nos controles existentes e não necessita de um alto grau de especialização para ser utilizada (ABNT, 2012b).

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