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2. Conceitos iniciais

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CAPÍTULO 2

CONCEITOS INICIAIS

TURISMO DE AVENTURA

Ainda que a abordagem deste livro seja aplicável a várias atividades econômicas, o contexto em foco é o segmento de turismo de aventura. Assim,

é necessário entender corretamente a abrangência dessa área para uma adequada gestão de riscos.

O parágrafo 1o do art. 34 do Decreto n. 7.381, de 02/12/2010, que dispõe sobre a Política Nacional de Turismo, estabelece:

Para os fins deste Decreto, entende-se por turismo de aventura a movimentação turística decorrente da prática de atividades de caráter recreativo e não competitivo, tais como arvorismo, bóia cross, balonismo, bungee jump, cachoeirismo, cicloturismo, caminhada de longo curso, canoagem, canionismo, cavalgada, escalada, espeleoturismo, flutuação, mergulho, turismo fora de estrada, rafting, rapel, tirolesa, vôo livre, windsurf e kitesurf. 

Tal definição tem o mérito didático de listar exemplos das atividades cobertas pelo segmento e restringir o caráter de competitividade, diferenciando-o das atividades esportivas.

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9. Árvore de falhas

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CAPÍTULO 9

ÁRVORE DE FALHAS

A árvore de falhas é uma técnica que pode ser utilizada para aprofundar

a análise das causas (perigos) que conduzem a um evento indesejável (risco). Uma de suas vantagens é permitir a combinação de perigos na análise.

UTILIZAÇÃO

A técnica faz uso de símbolos1 lógicos para indicar as possibilidades de combinação entre os perigos que levam a um risco, como mostra a Figura 21.

Conexão “E”

Conexão “OU”

FIGURA 21.  SÍMBOLOS BÁSICOS UTILIZADOS NA ÁRVORE DE FALHAS.

1 Além dos símbolos básicos, outros podem ser usados para aprofundar a análise (“ou exclusivo”,

“inibidor”, etc.). Para os propósitos deste livro, não há necessidade de acrescentar esses detalhamentos.

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Tomando como base a sequência descrita na ABNT NBR ISO/IEC 31010, as etapas para montar uma árvore de falhas são as seguintes (ABNT, 2012b):

1. Definir o evento do topo (risco a ser analisado).

2. Abaixo da caixa que descreve o evento do topo, são descritas as causas imediatas (perigos imediatos), utilizando um dos símbolos lógicos (e/ou).

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1. A necessidade da gestão de riscos no turismo de aventura

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CAPÍTULO 1

A NECESSIDADE DA GESTÃO

DE RISCOS NO TURISMO DE

AVENTURA

O principal motivo para a gestão de riscos sempre será a preservação da

vida e da saúde humanas. Nada é mais importante ou relevante. Sem isso em mente, as prioridades nas decisões podem ser desviadas em direção a outros propósitos. Por exemplo, aumentar o tamanho de um grupo que participa de uma atividade de aventura sem contar com o número adequado de condutores e/ou equipamentos, aceitando um risco além das margens de segurança apenas para aumentar o faturamento, não é uma decisão responsável.

No turismo de aventura, é preciso levar em conta que os participantes buscam sensações associadas a riscos em níveis variados, mas certamente maiores do que aqueles encontrados em outras modalidades de turismo.

O sentimento de Lex Blagus ilustra bem esse comportamento:

Lá estava eu todo sujo, arranhado, cansado e dolorido de frente para minha mãe. Ela me perguntou: “filho, por que faz esses esportes malucos?” e a resposta não vinha à boca. Tempos mais tarde lá estava eu novamente caminhando com minha mochila pesada sob a lua cheia. E num outro dia me jogando numa cachoeira no meio da mata. E somente estando lá eu pude entender a resposta.1

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3. Avaliação de riscos

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CAPÍTULO 3

AVALIAÇÃO DE RISCOS

Um navio está seguro no porto, mas não é para isso que os navios são construídos.

John A. Shedd

ESTABELECIMENTO DO CONTEXTO DA AVALIAÇÃO DE RISCOS1

A primeira providência a ser tomada na avaliação de riscos é determinar os limites ou as fronteiras dentro dos quais será feita a análise, de modo a estabelecer claramente as responsabilidades da operadora e os fatores que estão associados aos riscos. Um contexto bem definido é fundamental para uma boa avaliação de riscos.

Dentro dessa perspectiva, a operadora deve identificar os produtos turísticos oferecidos e determinar, para cada um deles, quais as etapas envolvidas. Esse detalhamento facilitará a identificação dos perigos e dos riscos associados.

Para facilitar a compreensão, será utilizado um exemplo fictício: uma determinada operadora possui um produto chamado Trilha Mango, que envolve caminhadas de curta duração, rapel e banho em uma lagoa.

1 Neste livro, a abordagem é mais restrita que a determinação do contexto da organização prevista na cláusula 4 da ABNT NBR ISO 21101:2014, uma vez que a norma trata da gestão da segurança, que é mais ampla do que a gestão de riscos.

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5. Atualização da avaliação de riscos

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CAPÍTULO 5

ATUALIZAÇÃO DA AVALIAÇÃO

DE RISCOS

Nada é permanente, exceto a mudança.

Heráclito

Depois de todo o trabalho realizado para identificar perigos, avaliar riscos

e controles existentes e planejar a implementação de medidas de controle adicionais, a operadora deve atualizar essas informações sempre que possível.

A necessidade de atualizar o inventário de perigos e riscos pode ser proveniente de duas situações principais: monitoramento das operações e introdução de mudanças.

MONITORAMENTO

O monitoramento das operações consiste nas atividades desenvolvidas para verificar se os resultados estão sendo obtidos conforme previsto. Para a gestão de riscos, refere-se ao acompanhamento (qualitativo e/ou quantitativo) para determinar se a classificação dos riscos ou a eficácia de controles permanece inalterada ou precisa ser revista.

A classificação dos riscos pode ser alterada se a probabilidade inicial se revelar diferente na prática. Por exemplo, um risco de queda pode ter sido considerado raro (ou seja, ocorrer somente em circunstâncias excepcionais, conforme explicitado na Tabela 6), mas incidentes, ainda que não

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