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Capítulo 4 - O Processo de Formulação e a Arquitetura Institucional da Política Industrial do Rio Grande do Sul

José Antonio Valle Antunes Júnior; Carlos Henrique Horn; Ivan De Pellegrin, Ibes Eron Alves Vaz Artmed PDF Criptografado

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O PROCESSO DE FORMULAÇÃO E A

ARQUITETURA INSTITUCIONAL DA POLÍTICA

INDUSTRIAL DO RIO GRANDE DO SUL

José Antonio Valle Antunes Júnior

Ivan De Pellegrin

Carlos Henrique Horn

A ESTRATÉGIA PRECEDE A

ESTRUTURA: O PROGRAMA DE

GOVERNO E AS ORIGENS DA

POLÍTICA INDUSTRIAL

Em sua já consagrada abordagem metodológica do planejamento estratégico-situacional, Matus (1993, 1997) chama atenção para a importância do triângulo de governo constituído, em seus respectivos ângulos, por programa de governo, capacidade de governo e governabilidade.

A compreensão da Política Industrial praticada no Estado do Rio Grande do Sul entre os anos de

2011 e 2014 (PI/RS) começa na estratégia exposta no programa de governo. Lá está informado o processo de elaboração da PI/RS e, conforme a noção de que a estratégia deve preceder a estrutura (CHANDLER, 1962), também a arquitetura institucional erigida para sua execução.

Em 2010, a coligação partidária denominada Unidade Popular pelo Rio Grande venceu as eleições para o Governo do Estado, tendo sido eleito o advogado Tarso Genro amparado em um programa com forte ênfase no desenvolvimento econômico com inclusão social e cujo lema era fazer o Rio Grande crescer no ritmo do Brasil (GENRO, 2010, p. 1). De maneira

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Capítulo 2 - A Experiência Recente de Política Industrial no Brasil Remando contra a Maré

José Antonio Valle Antunes Júnior; Carlos Henrique Horn; Ivan De Pellegrin, Ibes Eron Alves Vaz Artmed PDF Criptografado

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A EXPERIÊNCIA RECENTE DE

POLÍTICA INDUSTRIAL NO BRASIL:

REMANDO CONTRA A MARÉ

Jackson De Toni

The ultimate test of whether industrial policy is working is not whether a government can reliably pick winners (no government reliably can) but whether a government is able to let losers go. The objective should be not to minimize the risk of mistakes, but rather to minimize the costs of the mistakes that inevitably occur on the way to success.1

Hausmann, Rodrik e Sabel (2008)

INTRODUÇÃO

Este texto recupera a trajetória da retomada recente da política industrial pelo governo federal e os diversos planos deste período, focando em especial a dimensão da sua governança e a relação público-privada. Em que pese a impossibilidade de estabelecer uma relação linear de causalidade entre as medidas implementadas e a evolução real da economia, é evidente que a ausência destas iniciativas certamente tornaria o quadro bem pior. O argumento contra factual serve, contudo, para inferir que o processo de desindustrialização e especialização regressiva em curso poderia ter sido menor se as políticas implementadas não tivessem encontrado

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Capítulo 18 - Percepções dos Atores Sociais Sobre a Política Industrial do Rio Grande do Sul

José Antonio Valle Antunes Júnior; Carlos Henrique Horn; Ivan De Pellegrin, Ibes Eron Alves Vaz Artmed PDF Criptografado

PARTE IV BASES PARA UMA NOVA POLÍTICA INDUSTRIAL

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PERCEPÇÕES DOS ATORES

SOCIAIS SOBRE A POLÍTICA INDUSTRIAL

DO RIO GRANDE DO SUL

Ibes Eron Vaz

INTRODUÇÃO: OBJETIVOS E

ASPECTOS METODOLÓGICOS

Este capítulo aborda as percepções de atores sociais relevantes acerca da Política Industrial do

Rio Grande do Sul (PI/RS) e tem por referência um estudo de caso conduzido para a dissertação de mestrado do autor, submetida ao Programa de Pós-Graduação em Engenharia de

Produção e Sistemas da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (PPGEPS/Unisinos), em setembro de 2014, sob o título Política Industrial do Rio Grande do Sul (2012-2014): uma análise crítica (VAZ, 2014). Para tanto, realizaram-se 51 entrevistas dirigidas a diferentes grupos de atores considerados como partes interessadas no processo da PI/RS. Secundariamente, mas não menos importante, a dissertação também sugeriu elementos conceituais e práticos como contribuição para tornar mais efetiva a política industrial. Neste estudo, o próprio autor do trabalho exerceu uma observação participante, pois foi um dos operadores da política industrial, avocando-se, também por conta disto, capacidade para expressar juízos e contribuir com o resultado da análise.

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Capítulo 1 - A Retomada das Políticas Industriais no Mundo e Suas Implicações para o Brasil

José Antonio Valle Antunes Júnior; Carlos Henrique Horn; Ivan De Pellegrin, Ibes Eron Alves Vaz Artmed PDF Criptografado

PARTE I O CONTEXTO, AS BASES CONCEITUAIS E O PROCESSO DE FORMULAÇÃO DA POLÍTICA INDUSTRIAL

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A RETOMADA DAS POLÍTICAS

INDUSTRIAIS NO MUNDO E SUAS

IMPLICAÇÕES PARA O BRASIL

André Moreira Cunha

Pedro Perfeito da Silva

INTRODUÇÃO

No período recente, especialmente nos anos que se seguiram à crise financeira global

(CFG)1, a literatura especializada 2 tem-se dedicado, uma vez mais, às discussões em torno das políticas industriais, de promoção do comércio exterior e de inovação tecnológica. Tais políticas sempre foram objeto de intensa polêmica nos meios acadêmicos e oficiais, na medida em que elas refletem concepções divergentes sobre o papel que o Estado deve (ou não) desempenhar nas economias de mercado (CHANG;

ANDREONI; KAUAN, 2013; MAZZUCATO,

2013; OECD, 2014; WARWICK, 2013). E, mais importante, traduzem visões distintas sobre a própria natureza do processo de desenvolvimento econômico.

Há tradições teóricas3 que entendem o expressivo progresso material observado desde a eclosão da revolução industrial como sendo o produto, em primeira instância, das interações dos agentes econômicos em mercados competitivos. Neste caso, caberia ao Estado: fornecer a ossatura institucional capaz de proteger e estimular os atores privados, promotores exclusivos do desenvolvimento; e prover bens públicos, como justiça (com ênfase para a defesa dos direitos de propriedade), segurança e

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Capítulo 16 - Infraestrutura para o Desenvolvimento Industrial no RS: Reflexões Críticas

José Antonio Valle Antunes Júnior; Carlos Henrique Horn; Ivan De Pellegrin, Ibes Eron Alves Vaz Artmed PDF Criptografado

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INFRAESTRUTURA PARA O

DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL NO RS:

REFLEXÕES CRÍTICAS

José Antonio Valle Antunes Júnior

Marco Aurélio Franceschi

Nery Santos Filho

[...] a infraestrutura hoje é marcada pelas comunicações, pelos transportes e pelas tecnologias de computação que podem garantir a coordenação de amplas atividades em uma escala global. Isto por sua vez aumenta a interdependência de mercados geográficos e aumentou os custos do fracasso infraestrutural.

(BESANKO et al., 2006, p. 82).

CONSIDERAÇÕES INICIAIS:

INFRAESTRUTURA E

DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL

Há um consenso em torno da proposição de que os investimentos em infraestrutura social

(saneamento básico, habitação etc.), logística, transportes, telecomunicações e energia são essenciais para o desenvolvimento socioeconômico de qualquer região ou país. Sob a ótica do setor industrial, em particular, a concepção e implantação de uma eficaz e coordenada rede de transportes, considerando a intermodalidade (rodovias, hidrovias, ferrovias e transporte aéreo), é um elemento crucial para a competitividade das diferentes indústrias. A eficácia

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