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39 - Suporte Ventilatório na Gestante

PINTO E SILVA, Marcela Ponzio; MARQUES, Andréa de Andrade; AMARAL, Maria Teresa Pace do Grupo Gen PDF Criptografado

39

Suporte Ventilatório na Gestante

Ana Beatriz Francioso Oliveira do Monte

Introdução

Tema pouco comum no dia a dia da maioria dos profissionais que trabalham em uma unidade de terapia intensiva (UTI) geral, sua literatura é escassa e a maioria dos estudos compõese de uma população não significativa, relatos de casos ou opiniões. A repercussão da diminuta experiência e a falta de informação sobre o assunto podem prejudicar a evolução de duas vidas. Quando uma gestante for admitida em uma UTI, o profissional responsável deve estar ciente de que o cuidado envolverá dois pacientes – mãe e filho –, e o que é benéfico para um poderá ser deletério para o outro. Portanto, este capítulo tem por finalidade esclarecer como conduzir de maneira mais eficaz a ventilação mecânica de pacientes gestantes pela experiência em um serviço especializado, as interpretações das alterações fisiológicas da gestação, as repercussões fetais causadas por determinados tipos de estresse materno e as correlações com evidências clínicas de tratamento de pacientes não gestantes.

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33 - Prolapso dos Órgãos Pélvicos

PINTO E SILVA, Marcela Ponzio; MARQUES, Andréa de Andrade; AMARAL, Maria Teresa Pace do Grupo Gen PDF Criptografado

33

Prolapso dos

Órgãos Pélvicos

Edilson Benedito de Castro  •  Viviane Herrmann  • 

Renata Gebara De Grande Di Sessa  •  Andréa de Andrade Marques

Introdução

O prolapso de órgãos pélvicos (POP) define-se pela ocorrência de uma saliência ou protrusão dos órgãos pélvicos para dentro da vagina ou através dela.1 Trata-se de uma disfunção de alta prevalência.2 Em um levantamento rea­li­zado nos EUA em 1997, observou-se que 11% das mulheres com até 80 anos já haviam sido submetidas a uma cirurgia para correção de

POP ou incontinência urinária – em um terço delas, as intervenções se repetiam.3

O POP pode decorrer de gravidez, parto, obesidade, anormalidades do tecido conjuntivo (congênita ou adquirida), menopausa, espinha bífida e agenesia sacrococcígea. Além disso, denervação ou fraqueza do assoalho pélvico são descritas como fatores importantes capazes de desencadeá-lo.1

As mulheres com POP podem apresentar como sintomatologia dificuldade de esvaziamento vesical, constipação intestinal e, na maioria dos casos, sensação de peso vaginal.

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3 - Sexualidade Humana e Disfunção Sexual Feminina

PINTO E SILVA, Marcela Ponzio; MARQUES, Andréa de Andrade; AMARAL, Maria Teresa Pace do Grupo Gen PDF Criptografado

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Sexualidade Humana e

Disfunção Sexual Feminina

Marcela G. Bardin  •  Virgínia Piassaroli

Introdução

A sexualidade humana é tão complexa e relativa quanto a riqueza que compõe o próprio ser humano e provavelmente sua definição sofrerá tantas alterações quanto a sociedade e a história político-social no decorrer do tempo. Entretanto, a definição mais atual elaborada pela Organização Mundial da

Saú­de (OMS) é:

Sexualidade é um aspecto central da vida do ser humano e abrange sexo, identidades e papéi­s de gênero, orientação sexual, erotismo, prazer, intimidade e reprodução. É experimentada e expressada nos pensamentos, nas fantasias, nos desejos, na opinião, nas atitudes, nos valores, nos comportamentos, nas práticas, nos papéi­s e nos relacionamentos. Embora a sexualidade possa incluir todas estas dimensões, nem sempre todas são vivenciadas. A sexualidade sofre in­fluên­cia da interação de fatores biológicos, psicológicos, sociais, econômicos, políticos, culturais,

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2 - Fisiologia do Ciclo Hormonal Feminino

PINTO E SILVA, Marcela Ponzio; MARQUES, Andréa de Andrade; AMARAL, Maria Teresa Pace do Grupo Gen PDF Criptografado

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Fisiologia do Ciclo

Hormonal Feminino

Andrea de Vasconcelos Gonçalves

Menstruação

A menstruação e o ciclo hormonal feminino são definidos por alguns autores, médicos e pesquisadores como uma orquestra que deve funcionar harmonicamente, e a mulher precisa utilizar seus ciclos em prol de uma inteligência hormonal. Outros autores caracterizam a menstruação como inútil e alegam que

“ciclar” muitas vezes pode causar o surgimento de doen­ças.1

Por mais paradoxal o assunto, as próprias mulheres revelam que, mesmo sendo um incômodo, a menstruação está associada à saú­de, à fertilidade, à feminilidade e à juventude. Ela marca, portanto, a distinção entre os sexos de modo par­ticular, expressando uma natureza diferente, à parte dos atributos físicos, pois é cíclica. Define as mulheres, permitindo-lhes agir em causa própria, sem o julgamento dos homens, e representa um testemunho recorrente e intrusivo da feminilidade reprodutiva, ou seja, a essência de seu estado reprodutivo.2

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4 - Anatomia da Mama e Complexo Articular do Ombro

PINTO E SILVA, Marcela Ponzio; MARQUES, Andréa de Andrade; AMARAL, Maria Teresa Pace do Grupo Gen PDF Criptografado

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Anatomia da Mama e

Complexo Articular do

Ombro

Marco Cesar Somazz

Introdução

As descrições tratadas neste capítulo se referem especialmente

à região axilar, que apresenta inúmeros elementos anatômicos importantes para a funcionalidade de todo o membro superior. Por outro lado, as á­ reas e as estruturas adjacentes que têm relação morfofuncional com a axila também serão descritas.

Axila

É uma subdivisão do ombro pertencente ao membro superior. O ombro, que também pode ser denominado raiz, une o membro superior e o tórax. As demais re­giões são a escapular e a deltói­dea.1

A região axilar, ou simplesmente axila, é um espaço interposto entre a face interna da ar­ticulação escapuloumeral e a parede lateral do tórax. De forma piramidal, essa cavidade contém os elementos vascula­res e nervosos que transitam para o membro superior e parte do tórax, a partir da raiz do pescoço ou viceversa (Figura 4.1). É constituí­da por um ápice, uma base e paredes anterior, posterior, lateral e medial. O ápice está dirigido para cima e tem como limites: anterior à clavícula; posterior à borda superior da escápula; e medial à borda externa da primeira costela. Por esse espaço, vasos, nervos e linfáticos entram ou saem do membro superior (ver Figura 4.1). A base apresenta-se limitada à frente pela prega axilar anterior, formada pelo ­músculo peitoral maior, atrás pela prega axilar posterior, constituí­da pelo tendão dos músculos latíssimo do dorso e redondo maior. Medialmente, está delimitada pelas quatro ou cinco costelas supe­ úsculos serrátil anterior e intercostais.2,3 As pareriores e pelos m des da axila podem ser descritas da seguinte forma:

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