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Capítulo 34 - Recuperação de empresas a partir da autogesão

PHILIPI JR., Arlindo; SAMPAIO, Carlos Alberto Cioce; FERNANDES, Valdir Editora Manole PDF Criptografado

Recuperação de empresas a partir da autogestão

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Maurício Sardá de Faria

Administrador, UFPB

Henrique Tahan Novaes

Economista, Unesp/Marília

Flávio Chedid Henriques

Engenheiro de Produção, UFRJ

Laís Silveira Fraga

Engenheira de Alimentos, Unicamp

INTRODUÇÃO

A autogestão não é um problema exterior ao capitalismo. Não se trata de uma forma de organização ou de luta engendrada pelos trabalhadores fora dos locais do trabalho que seria “transportada” para o interior do processo de produção nos momentos mais agudos de conflito social. Para nós, a autogestão é algo inerente à organização capitalista do processo de trabalho. Sua materialidade é experimentada tanto por meio dos mecanismos informais de articulação dos trabalhadores, no processo de produção de mercadorias, quanto pelas formas autônomas de organização dos conflitos e resistência dos trabalhadores diante da fragmentação, parcelização e infe-

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GESTÃO DE NATUREZA PÚBLICA E SUSTENTABILIDADE

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Capítulo 21 - Turismo, Estado e desenvolvimento

PHILIPI JR., Arlindo; SAMPAIO, Carlos Alberto Cioce; FERNANDES, Valdir Editora Manole PDF Criptografado

Turismo, Estado e desenvolvimento

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Karen Ann Câmara Bezerra Sá

Administradora, UFRGS

Fernando Dias Lopes

Administrador, UFRGS

INTRODUÇÃO

Assume-se, neste capítulo, que não se pode dissociar o debate sobre turismo da sua relação com o Estado e seu impacto no desenvolvimento e na questão socioambiental. Ainda que os discursos atuais estejam basea­ dos no pressuposto de que o turismo leva ao desenvolvimento, convidamos o leitor a refletir sobre essas compreensões. A relação entre turismo e Estado parece evidente, uma vez que o planejamento turístico ou as ações isoladas, institucionalizadas ou não, têm ocorrido, sobretudo, nas esferas estaduais, mas já se verificam também ações no âmbito municipal.

Essa relação é particularmente observável na região Nordeste, principalmente desde o final da década de 1970, quando tiveram início as políticas de megaprojetos.

É fundamental não perder de vista que desde a década de 1990 a atuação de estados e municípios, no que concerne à organização da atividade turística, está sujeita à ingerência de instituições internacionais – a exemplo do Banco

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Capítulo 25 - A tragédia geoclimática catarinense: a paisagem como fundamento para a gestão pública

PHILIPI JR., Arlindo; SAMPAIO, Carlos Alberto Cioce; FERNANDES, Valdir Editora Manole PDF Criptografado

A tragédia geoclimática catarinense: a paisagem como fundamento para a gestão pública

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Juarês José Aumond

Geólogo, Furb

Lauro Eduardo Bacca

Naturalista, Senai-Blumenau-SC

INTRODUÇÃO

Os eventos climáticos extremos e seus efeitos catastróficos têm se tornado cada vez mais intensos e frequentes em função das mudanças climáticas no mundo e no Brasil. Os estados de Santa Catarina, São Paulo, Rio de

Janeiro, Alagoas, entre outros, têm sido intensamente afetados nos últimos anos por esses eventos, que resultam em inundações, enxurradas e movimentos de massa de diversas categorias. Esses fenômenos têm apresentado consequências catastróficas com elevado número de perdas de vidas humanas e econômicas. Em Santa Catarina, a catástrofe de novembro de 2008 foi o evento mais intenso desse gênero ocorrido no estado, tendo afetado cerca de 1,5 milhões de pessoas, com mais de uma centena de mortes; e foi, muito provavelmente, mais um sinal desses novos tempos.

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Capítulo 31 - Arranjos socioprodutivos de base comunitária

PHILIPI JR., Arlindo; SAMPAIO, Carlos Alberto Cioce; FERNANDES, Valdir Editora Manole PDF Criptografado

Arranjos socioprodutivos de base comunitária

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Flávia Keller Alves

Administradora, Furb

Talita Cristina Zechner Lenz

Turismóloga, Furb

Christian Henríquez

Administrador de empresas turísticas, UACh

INTRODUÇÃO

As últimas décadas têm modificado profundamente o cenário econômico mundial, no qual tanto os espaços locais como globais foram e são, certamente, influenciados pelas patologias de um modelo de desenvolvimento hegemônico, que não leva em conta os custos socioambientais, socioculturais, sociopolíticos e socioeconômicos, decorrentes das diferentes ações produtivas desenvolvidas em distintos territórios. Trata-se do tradicional modelo de desenvolvimento, fortemente voltado para o crescimento econômico competitivo, utilitarista e individualista.

Na busca pela sobrevivência, as organizações buscam alternativas para acumular capital em um mercado competitivo e globalizado. Essas alternativas, muitas vezes, são desenvolvidas apenas a partir de um ponto de vista econômico ou meramente instrumental. Entretanto, em alguns casos, esse tipo de competitividade vem, aos poucos, dando espaço crescente à cooperação.

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Capítulo 19 - Gestão social e intersetorialidade para o desenvolvimento local

PHILIPI JR., Arlindo; SAMPAIO, Carlos Alberto Cioce; FERNANDES, Valdir Editora Manole PDF Criptografado

Gestão social e intersetorialidade para o desenvolvimento local

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Marialva Tomio Dreher

Administradora, FURB

INTRODUÇÃO

As reflexões deste capítulo são sobre um fenômeno complexo, pois ocorrem em um campo interdisciplinar, abrangendo a socioeconomia e a administração, a geografia, a política e a sociologia. Tal complexidade engloba os diversos discursos sobre a temática articulada da gestão so‑ cial (processo e movimento das organizações) e da intersetorialidade (rela‑

ções organizacionais e políticas) com o desenvolvimento local (construto histórico‑cultural do território localizado).

Sendo assim, surge a necessidade de compreender melhor como a apro­ ximação de uma gestão que prioriza o social, engajada com as relações in‑ tersetoriais entre as organizações locais, pode contribuir para o desenvol‑ vimento local. As razões dessa inquietação decorreram da leitura de várias experiências, evidenciadas nos resultados de pesquisas, realizadas na região de Blumenau. Foi observado que há lacunas de natureza teórica e empírica que necessitam de sustentação, baseadas em análises capazes de envolver ainda mais essa dinâmica organizacional.

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