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Capítulo 20 - Gestão consorciada intermunicipal para sustentabilidade

PHILIPI JR., Arlindo; SAMPAIO, Carlos Alberto Cioce; FERNANDES, Valdir Editora Manole PDF Criptografado

Gestão consorciada intermunicipal para sustentabilidade

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Ivan Sidney Dallabrida

Administrador, Furb

Valdinho Pellin

Economista, Furb

INTRODUÇÃO

A busca por alternativas que possibilitem impulsionar o desenvolvimen‑ to local tem sido foco de discussão nos últimos tempos. O objetivo, contu‑ do, é mais amplo: um desenvolvimento efetivo, alicerçado no tripé que en‑ volve crescimento econômico, justiça social e preservação ambiental.

Essa necessidade se torna ainda mais urgente quando o enfoque se vol‑ ta ao desenvolvimento atual de pequenos municípios, que têm como base econômica a agricultura de pequena escala e pouco diversificada, infraes‑ trutura deficiente, demanda crescente por serviços públicos essenciais e escassos recursos para fazer frente a seus compromissos. Mas mesmo aos pequenos municípios mais bem estruturados do ponto de vista econômico, administrativo, tecnológico, de recursos humanos etc., o aumento na de‑ manda por serviços públicos – muitos dos quais transferidos por outras esferas governamentais sem a correspondente fonte de custeio – traz incer‑ tezas quanto ao futuro do desenvolvimento.

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Capítulo 2 - Ação administrativa, racionalidade e gerência na nova esfera pública

PHILIPI JR., Arlindo; SAMPAIO, Carlos Alberto Cioce; FERNANDES, Valdir Editora Manole PDF Criptografado

Ação administrativa, racionalidade e gerência na nova esfera pública

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Carolina Andion

Administradora, Udesc

INTRODUÇÃO

Este capítulo busca aprofundar o debate sobre as particularidades e os desafios atuais da função gerencial na esfera pública. No campo da admi‑ nistração de empresas, observa‑se uma ampliação na compreensão sobre os dilemas do trabalho gerencial nas últimas décadas, especialmente com o desenvolvimento dos estudos descritivos sobre a gerência (Mintzberg,

1973; McCall et al., 1988; Dejours, 1990; Zaleznik, 1993; Clark e Clark, 1996).

Porém, no campo da administração pública, o alcance desses estudos pa‑ rece ainda tímido. O objetivo deste capítulo é aprofundar esse diálogo, de‑ monstrando que a atuação do gestor público na atualidade não pode mais ser entendida somente a partir dos modelos tradicionais da administração pública (Denhardt e Denhardt, 2003). Esse gestor não é mais o tecnocrata típico do modelo da “velha administração pública” que tinha sua fonte de legitimidade no poder racional legal e na competência técnica, como des‑ velado por Weber (1964; 1971). Por outro lado, seria também redutor ca‑ racterizar os gestores públicos como meros executivos que têm como fo­ co principal ampliar o desempenho das organizações públicas, por meio da utilização de técnicas da administração empresarial, como propõem os de‑ fensores da “Nova Administração Pública” (Osborn e Gaebler, 1992; Pollitt,

1993; Ferlie et al., 1999; Kettl, 2003).

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Capítulo 17 - Processos interativos na gestão pública

PHILIPI JR., Arlindo; SAMPAIO, Carlos Alberto Cioce; FERNANDES, Valdir Editora Manole PDF Criptografado

Processos interativos na gestão pública

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Adriana Marques Rossetto

Engenheira de produção e sistemas, UFSC

Eliane Salete Filippim

Engenheira de produção e sistemas, Unoesc

Guillermo Alfredo Johnson

Sociólogo, UFGD

INTRODUÇÃO

Transpomos a linha imaginária que divide o tempo e avançamos para o século XXI, entretanto, deparamos com rupturas muito mais perceptí‑ veis que esta e que nos encaminham, como sociedade, para desafios antes impensáveis. As controvérsias que vivenciamos a partir dos avanços das ciências, ou da ciência, se esta for considerada única e indivisível, faz que nossa percepção sobre o futuro oscile entre momentos de extremo otimis‑ mo e de profundo pessimismo.

Rompemos a camada de gases que nos protege do resto do universo e o estamos desvendando. Ao mesmo tempo rompemos a membrana da cé‑ lula, invadimos o átomo, o gene e, por mais indivisível que pareça uma partícula, conseguimos dividi‑la. Avançamos nesta era das disciplinas de forma inimaginável, descobrimos o funcionamento e “dominamos” tudo o que nos cerca. A cada descoberta abrigamos a certeza de sermos mais fortes e, se utopia for realmente o futuro do que imaginamos no presente, esse será nosso destino.

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Capítulo 4 - Responsabilidade cívica na sustentabilidade da sociedade e o papel dos governos

PHILIPI JR., Arlindo; SAMPAIO, Carlos Alberto Cioce; FERNANDES, Valdir Editora Manole PDF Criptografado

Responsabilidade cívica na sustentabilidade da sociedade e o papel dos governos

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George Candler

Cientista Político, University of North Florida

Georgette Dumont

Cientista política, University of North Florida

INTRODUÇÃO

Sustentabilidade, entendida de maneira ampla, refere‑se, de modo im‑ plícito, à manutenção (sustentar) da capacidade de produzir bens e servi‑

ços. A Organização das Nações Unidas (ONU) define desenvolvimento sustentável como sendo a satisfação “das necessidades do presente sem comprometer a capacidade das futuras gerações de satisfazer suas próprias necessidades” (ONU, 1987). É interessante notar que sustentabilidade não

é uma preocupação nova do ponto de vista econômico: há quase um sécu‑ lo, o economista britânico Pigou (1920, p. 29‑30) argumentou que há um amplo consenso de que o Estado deve, em certa medida, proteger os in­ teresses do futuro contra os efeitos de nosso desperdício irracional e de nossa preferência ante a nossos descendentes. Todo o movimento de “conservação”

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Capítulo 28 - Arranjos produtivos locais de base socioeconômica-ambiental em região litorânea

PHILIPI JR., Arlindo; SAMPAIO, Carlos Alberto Cioce; FERNANDES, Valdir Editora Manole PDF Criptografado

Arranjos produtivos locais de base socioeconômicaambiental em região litorânea

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Valdir Frigo Denardin

Economista, UFPR

Mayra Taiza Sulzbach

Economista, UFPR

INTRODUÇÃO

Os vestígios de presença humana no litoral paranaense são encontrados bem antes dos guaranis, europeus, caboclos e quilombolas, nos chamados sambaquis, formados por concheiros que datam de aproximadamente

4000 a.C. Estes viviam em pequenos grupos e eram nômades, migrando constantemente em busca de alimento. Até hoje não há evidências concretas do desaparecimento dos sambaquieiros; eles podem ter migrado ou ainda ter se misturado ao tronco tupi-guarani. Os índios guaranis-myba, que habitaram o litoral, eram denominados pelos colonizadores de carijós.

O contato dos colonizadores com os índios não foi amigável, já que eles tinham a intenção de escravizar os nativos (Esteves, 2005).

O litoral do Paraná pertencia a duas capitanias hereditárias: São Vicente, ao norte de Paranaguá, e Santana, ao sul. Em 1531 houve uma bandeira para explorar a baía de Paranaguá, no entanto, a instalação definitiva

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