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Capítulo 3 - A natureza do ecoturismo: conceitos e segmentação

NEIMAN, Zysman; RABINOVICI, Andréa Editora Manole PDF Criptografado

3 A natureza do ecoturismo: conceitos e segmentação

Regiane Avena Faco

Zysman Neiman

Introdução

O rápido desenvolvimento da atividade turística, embora bem-vista pela iniciativa pública e privada, vem acarretando uma série de problemas de ordem social, econômica e ambiental, desencadeados principalmente pelo turismo de massa.

Como consequência do crescimento desse tipo de prática, que ocorreu no mesmo período histórico em que explodiam movimentos ambientalistas (décadas de 1970 e 1980), seus pressupostos foram colocados em xeque, ao mesmo tempo em que se buscava, com uma maneira menos impactante de conceber o desenvolvimento de atividades econômicas, a conservação da natureza e o respeito às culturas

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Turismo e meio ambiente no Brasil

das sociedades1. Dentro desse contexto, iniciam-se novos padrões que servem como um contraponto às ameaças que as práticas predatórias do turismo representavam e surgem práticas como o turismo sustentável e o alternativo. De acordo com Wearing e Neil (2001, p. 4):

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Capítulo 8 - Infraestrutura sustentável para o ecoturismo

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8 Infraestrutura sustentável para o ecoturismo

Isabela Barbosa Frederico

Zysman Neiman

Introdução

Apesar de o ecoturismo no Brasil, assim como em todo o mundo, vir se solidificando como uma proposta de conservação e também como uma forte atividade econômica, a construção de infraestruturas ecologicamente corretas para essa atividade ainda

é incipiente, sendo que as primeiras iniciativas nesse sentido começam a surgir no país apenas no início dos anos 2000.

Andersen (1995) salienta que para o fortalecimento da atividade é necessária uma união do poder público e da iniciativa privada no que tange ao incentivo de recursos técnicos, culturais e financeiros que possibilitem um turismo cuja prioridade seja a questão ambiental. Os projetos das instalações a serem implantadas na natureza deveriam levar em consideração a conservação

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Turismo e meio ambiente no Brasil

e, para isso, seria necessária a criação de códigos de ética ambientais em projetos de turismo.

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Capítulo 4 - A educação ambiental pelo turismo

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4 A educação ambiental pelo turismo

Stefanie Geerdink

Zysman Neiman

Introdução

A conceituação de educação ambiental (EA) sofreu diversas transformações ao longo de sua história, acompanhando as mudanças ocorridas no mundo e uma melhor compreensão da relação entre sociedade e ambiente. A expressão surgiu na 1ª

Conferência Mundial Sobre o Meio Ambiente Humano e Desenvolvimento (1972), em Estocolmo, na Suécia, e tornou-se um marco da inclusão de questões ambientais no planejamento e nas inter-relações entre os países desenvolvidos e em desenvolvimento e do questionamento acerca da visão de natureza como um meio e não como um fim em si. Ao longo do século XX, a civilização assistiu a episódios importantes que culminaram na proibição do armamento atômico e na condenação da discriminação racial (o colonialismo e o apartheid).

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Turismo e meio ambiente no Brasil

Em 1977, a 1ª Conferência Intergovernamental sobre Educação Ambiental, realizada em Tbilisi, na Geórgia, foi um marco histórico para a evolução da EA, pois na ocasião foram estabelecidos os seus princípios orientadores. Nessa reunião, enfatizou-se o caráter interdisciplinar da relação entre o ser humano e o meio ambiente, a pluralidade da sociedade e a inseparabilidade desses fatores, formulando um diálogo entre estes e outros aspectos da EA. Instituiu-se uma compreensão em relação aos problemas que afetam o meio ambiente; o seu caráter crítico e de formação de consciência, por meio da explicitação e do contato com informações e questionamentos sobre o ambiente; e também o seu caráter transformador, pela oportunidade de vivências e experiências, que possibilitam o que se pode chamar de insight, para que haja uma transformação na maneira de sentir, pensar e agir.

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Capítulo 11 - Turismo em território indígena

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11 Turismo em

território indígena

Tiago Juliano

Andréa Rabinovici

Ninguém respeita aquilo que não conhece. Precisamos mostrar quem somos, a força, a beleza, a riqueza da nossa cultura.

Só assim vão entender e admirar o que temos.

(Wabuá Xavante)1

Introdução

O turismo, enquanto prática social e atividade comercial, pode assumir uma versão étnica quando vivenciado, sobretudo, por meio de atividades de ecoturismo em comunidades tradicio1

Pensamento retirado de http://www.ideti.org.br/projetos.

Turismo em território indígena

nais. Parece, também, atender a uma demanda contemporânea de satisfação de expectativas de consumidores pós-modernos em relação ao contato e à vivência com grupos étnicos, tais como indígenas, quilombolas, entre outros, detentores de traços culturais peculiares e, muitas vezes, considerados exóticos. Nesse sentido, o turismo desenvolvido em terras indígenas é, segundo Leal (2007), motivado por interesses direcionados à cultura dessas comunidades, buscando conhecer seus costumes, tradições e crenças.

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Capítulo 2 - O turismo no contexto da sustentabilidade

NEIMAN, Zysman; RABINOVICI, Andréa Editora Manole PDF Criptografado

2 O turismo no contexto da sustentabilidade

Aline Lopes Ramalho

Poliana Bassi Silva

Andréa Rabinovici

Introdução

Desde o início da década de 1960, com o arrefecimento dos movimentos sociais, entre eles o ambientalista1, as questões sobre desenvolvimento e globalização, espelhadas em modos ocidentais padronizados de ser e fazer, orientam como as pessoas devem rea­lizar suas atividades, de maneira que obtenham a maior eficiên­cia e lucro, gastando menos tempo, de acordo com elementos que o sistema capitalista exige e que concomitantemente não degradem ou destruam o meio ambiente. Essas questões exigem constante planejamento e ingerência.

1

Sobre o ambientalismo e sua influência no turismo, ver Capítulo 1.

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Turismo e meio ambiente no Brasil

Assim, a partir da intensificação das discussões sobre o futuro do planeta, especialmente com a Conferência das Nações Unidas para o Meio

Ambiente, evento conhecido como Rio-92, a sustentabilidade passou a ser integrada às discussões sobre como os governos deveriam tratar o assunto da conservação ambiental e cultural. Também se debate, desde então, como as empresas poderiam contribuir para a implantação desse novo conceito. Alguns critérios de conservação ambiental e cultural de avaliação para determinadas certificações foram agregados, de modo a tornar a empresa competitiva. Foram criados sistemas internacionais de certificação da qualidade para as empresas que se comprometem a cuidar do meio ambiente2, e para diversos outros atores sociais e políticos realmente interessados nessas questões, tais como as organizações não governamentais (ONGs).

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