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Capítulo 11 - Turismo em território indígena

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11 Turismo em

território indígena

Tiago Juliano

Andréa Rabinovici

Ninguém respeita aquilo que não conhece. Precisamos mostrar quem somos, a força, a beleza, a riqueza da nossa cultura.

Só assim vão entender e admirar o que temos.

(Wabuá Xavante)1

Introdução

O turismo, enquanto prática social e atividade comercial, pode assumir uma versão étnica quando vivenciado, sobretudo, por meio de atividades de ecoturismo em comunidades tradicio1

Pensamento retirado de http://www.ideti.org.br/projetos.

Turismo em território indígena

nais. Parece, também, atender a uma demanda contemporânea de satisfação de expectativas de consumidores pós-modernos em relação ao contato e à vivência com grupos étnicos, tais como indígenas, quilombolas, entre outros, detentores de traços culturais peculiares e, muitas vezes, considerados exóticos. Nesse sentido, o turismo desenvolvido em terras indígenas é, segundo Leal (2007), motivado por interesses direcionados à cultura dessas comunidades, buscando conhecer seus costumes, tradições e crenças.

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Capítulo 8 - Infraestrutura sustentável para o ecoturismo

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8 Infraestrutura sustentável para o ecoturismo

Isabela Barbosa Frederico

Zysman Neiman

Introdução

Apesar de o ecoturismo no Brasil, assim como em todo o mundo, vir se solidificando como uma proposta de conservação e também como uma forte atividade econômica, a construção de infraestruturas ecologicamente corretas para essa atividade ainda

é incipiente, sendo que as primeiras iniciativas nesse sentido começam a surgir no país apenas no início dos anos 2000.

Andersen (1995) salienta que para o fortalecimento da atividade é necessária uma união do poder público e da iniciativa privada no que tange ao incentivo de recursos técnicos, culturais e financeiros que possibilitem um turismo cuja prioridade seja a questão ambiental. Os projetos das instalações a serem implantadas na natureza deveriam levar em consideração a conservação

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Turismo e meio ambiente no Brasil

e, para isso, seria necessária a criação de códigos de ética ambientais em projetos de turismo.

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Capítulo 4 - A educação ambiental pelo turismo

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4 A educação ambiental pelo turismo

Stefanie Geerdink

Zysman Neiman

Introdução

A conceituação de educação ambiental (EA) sofreu diversas transformações ao longo de sua história, acompanhando as mudanças ocorridas no mundo e uma melhor compreensão da relação entre sociedade e ambiente. A expressão surgiu na 1ª

Conferência Mundial Sobre o Meio Ambiente Humano e Desenvolvimento (1972), em Estocolmo, na Suécia, e tornou-se um marco da inclusão de questões ambientais no planejamento e nas inter-relações entre os países desenvolvidos e em desenvolvimento e do questionamento acerca da visão de natureza como um meio e não como um fim em si. Ao longo do século XX, a civilização assistiu a episódios importantes que culminaram na proibição do armamento atômico e na condenação da discriminação racial (o colonialismo e o apartheid).

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Turismo e meio ambiente no Brasil

Em 1977, a 1ª Conferência Intergovernamental sobre Educação Ambiental, realizada em Tbilisi, na Geórgia, foi um marco histórico para a evolução da EA, pois na ocasião foram estabelecidos os seus princípios orientadores. Nessa reunião, enfatizou-se o caráter interdisciplinar da relação entre o ser humano e o meio ambiente, a pluralidade da sociedade e a inseparabilidade desses fatores, formulando um diálogo entre estes e outros aspectos da EA. Instituiu-se uma compreensão em relação aos problemas que afetam o meio ambiente; o seu caráter crítico e de formação de consciência, por meio da explicitação e do contato com informações e questionamentos sobre o ambiente; e também o seu caráter transformador, pela oportunidade de vivências e experiências, que possibilitam o que se pode chamar de insight, para que haja uma transformação na maneira de sentir, pensar e agir.

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Capítulo 14 - Potencial turístico do Brasil

NEIMAN, Zysman; RABINOVICI, Andréa Editora Manole PDF Criptografado

14 Potencial turístico do Brasil

Maria Carolina Ruas Vernalha

Zysman Neiman

Introdução

Um dos atrativos principais do turismo é a paisagem da localidade a ser visitada, o poder de atração visual que esta pode exercer sobre as pessoas, acentuando seu imaginário e atraindo-as ao contato presencial. O apelo imagético que tanto atrai o visitante reflete a ideia de “paraíso” que a natureza representa, um local perfeito, edênico e distante de sua realidade. Dessa forma, o turismo apresenta-se como uma oportunidade de resgate do “paraíso perdido” pela civilização, o local ideal e remoto, mas que agora pode ser re-encontrado por meio de uma experiência pessoal e

única. O indivíduo se aproxima de tudo o que lhe falta nas cidades, na casa e no trabalho: a “sensação do novo” ao percorrer uma trilha em meio a animais e plantas desconhecidos, a emoção de nadar

Potencial turístico do Brasil

em um rio e a ilusória sensação de “volta às suas raízes”, sem obrigações, prazos e regras, tudo remete ao prazer que a viagem proporciona.

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Capítulo 9 - Políticas públicas para o ecoturismo no Brasil

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9 Políticas públicas para

o ecoturismo no Brasil

Angela Teberga de Paula

Andréa Rabinovici

Introdução

Entende-se por políticas públicas as ações do Estado, conduzidas pelo interesse da maioria dos cidadãos, para a elaboração e execução de programas e demais ações de esferas específicas da sociedade (Barretto et al., 2003). Logicamente, o detalhamento desse conceito conduz ao paradigma do bem-estar social, uma vez que ele contempla também direitos ao lazer e ao tempo livre, os quais estão presentes, antes de tudo, na

Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, em seu art. 217: “O Poder Público incentivará o lazer, como forma de promoção social”, bem como na Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948, art. 24: “Todas as pessoas têm direito a descanso e lazer”.

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Turismo e meio ambiente no Brasil

Todavia, o cenário subdesenvolvido no qual o país se encontra indica a imprescindível necessidade de políticas que, acima de tudo, sejam responsáveis pelo “elo articulador entre os agentes excluídos da concentração econômica, e [...] [por] construir, de forma compartilhada, o projeto democrático e cidadão desejado pela comunidade” (Gastal e Moesch, 2007, p. 41).

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