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20. A qualidade da experiência na visitação dos destinos turísticos

BENI, Mario Carlos Editora Manole PDF Criptografado

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A qualidade da experiência na visitação dos destinos turísticos

J O S É M A N O E L G Â N DA R A

J Ú L I O D A C O S TA M E N D E S

M I G U E L M O I TA L

F L AV I N Y N A J A R A S A N T O S R I B E I R O

I TA M A R D E J E S U S S O U Z A

L U C I A N E A PA R E C I D A G O U L A R T

Introdução

A atividade turística, como não poderia ser diferente, acompanha a evolução da sociedade. Na passagem da modernidade para a pós‑modernidade, novas ten‑ dências vão se firmando. Para estudiosos do tema, como De Masi (2000), na con‑ temporaneidade, os valores associados à subjetividade, a sensibilidade e a emoção tendem a se sobrepor à racionalidade que, durante séculos, ditou os rumos do mun‑ do ocidental. Os produtos e serviços destinados a um público indistinto e massivo começam a ser pensados levando‑se em conta a individualidade.

Nesse contexto é que surgem conceitos como a economia da experiência (Pine

II e Gilmore, 1999) e a sociedade dos sonhos (Jensen, 1999) como modelos alterna‑ tivos à tradicional economia de serviços. Isso significa que a qualidade da experiên‑ cia turística vai estar cada vez mais centrada nas histórias e experiências vivencia‑ das. Assim, as empresas envolvidas nesse setor devem concentrar as suas ações a fim de proporcionar aos seus clientes experiências memoráveis no sentido emocio‑ nal, físico, intelectual e espiritual.

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2. Paisagens sem fronteiras: geograficidade sem limites

BENI, Mario Carlos Editora Manole PDF Criptografado

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Paisagens sem fronteiras: geograficidade sem limites

A N T O N I O C A R L O S C A S T R O G I O VA N N I

Introdução

Esta contribuição parte da visão de mundo trazida pela lupa da ciência geográ‑ fica, que tem o espaço geográfico como objeto de estudo. Este, por sua vez, é forma‑ do pelo campo de relações entre os sujeitos, e entre os sujeitos e o ambiente. Seria ingênuo reduzir a complexa organização dos grupos humanos, e do modo como se relacionam com o meio, aos aspectos materiais, em especial àqueles ligados à produção. Milton Santos (1996) toma a dimensão espacial como sendo resultado da intencionalidade das ações humanas compreendidas em sistema de cointer‑re‑ lação com os sistemas de objetos. Essas intencionalidades, que dizem respeito à comunicação dos sujeitos com o exterior, são necessariamente complexas, tendo nuanças afetivas, cognitivas e outras dimensões ocultas à compreensão do próprio sujeito.

Nesse campo, interessa‑nos não apenas o estudo do espaço como abstração, mas também da sua dimensão concreta, aquela que é vivida pelos sujeitos em seu cotidiano – as geograficidades. Tal dimensão é relevante não somente para enten‑ der a mediação entre os sujeitos e o espaço – e a organização dessa dimensão do social –, mas também entre o espaço e os sujeitos. Isto é, a influência que tal instân‑ cia exerce na formação do sujeito, pois esse é sempre ser (estar) no mundo, e possui uma série de referências espaciais fundamentais tanto para a sua sobrevivência

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14. Dimensão mercadológica de sustentabilidade do desenvolvimento turístico

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Dimensão mercadológica de sustentabilidade do desenvolvimento turístico

LEONARDO NOGUEIRA DE MORAES

Introdução

No campo do turismo, embora o conceito de sustentabilidade seja largamente utilizado pelas comunidades acadêmica, empresarial e governamental, durante muito tempo ele ficou atrelado apenas ao meio ambiente. Mais recentemente, a cul‑ tura, a sociedade e a economia também têm sido consideradas elementos indispen‑ sáveis à construção do conceito. No entanto, mesmo sendo inquestionável o fato de que, no longo prazo, o desenvolvimento da atividade turística dependerá da conser‑ vação ambiental, da valorização e do fortalecimento das culturais locais, e do desen‑ volvimento socioeconômico das localidades emissoras e receptoras de turistas, es‑ sas condições são pressupostos, e não garantia da sustentabilidade do turismo.

É a partir dessa reflexão que surge a discussão sobre a dimensão mercadológi‑ ca de sustentabilidade do desenvolvimento turístico, ou sobre as condições neces‑ sárias à atração, retenção, fidelização e satisfação das necessidades dos visitantes, assim como à obtenção da melhor relação custo‑benefício do desenvolvimento tu‑ rístico para as comunidades locais, o poder público e a iniciativa privada.

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27. Clusters de turismo

BENI, Mario Carlos Editora Manole PDF Criptografado

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Clusters de turismo

M A R I O C A R LO S B E N I

Introdução

Há muito tempo, os clusters fazem parte da dimensão econômica, datando de séculos as concentrações de atividades empresariais em espaços geográficos, cons‑ tituídos pelas territorialidades estabelecidas pelas redes ambientais sociais e eco‑ nômicas de determinados setores específicos. Nos últimos vinte anos, temos obser‑ vado uma crescente inserção desse tema nas pesquisas acadêmicas, fato que co­incide com a evolução da competição e a maior complexidade das economias modernas. Porter (1989) já chamava a atenção sobre a globalização com a célere velocidade e intensidade do conhecimento, exercendo um destacado impacto so‑ bre o papel dos clusters na competição.

O conteúdo deste capítulo refere‑se, portanto, ao conceito e à contribuição teó­rica na construção dos clusters de turismo, tema de nossos estudos e pesquisas ao longo das duas últimas décadas em permanente e estreito contato com outros estudiosos do assunto, dentre os quais tomamos como referência o professor Gia‑ como Becattini, da Universidade de Estudos de Firenze, destacado pesquisador que produziu um verdadeiro tratado epistemológico sobre a análise histórica, filo‑ sófica, social e econômica dos distritos industriais italianos, sobre os quais decidi‑ mos alicerçar nossa fundamentação teórica para a elaboração do conceito, do obje‑ to e da metodologia para a construção dos clusters de turismo.

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6. Observatório de Turismo e Cultura, integração regional do cluster de turismo e desenvolvimento socioeconômico da Serra Gaúcha

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Observatório de Turismo e Cultura, integração regional do cluster de turismo e desenvolvimento socioeconômico da Serra Gaúcha

E D E G A R LU I S TO M A Z ZO N I

Introdução

As propostas de desenvolvimento do turismo, nos mais diversos âmbitos e ní‑ veis de abrangência territorial, justificam‑se pelo desenvolvimento socioeconômi‑ co, cujo sentido é a inclusão social, com base não somente em aspectos materiais, como renda e acesso ao consumo, mas também em aspectos emocionais, como sen‑ timento de aceitação, de pertencimento e de reconhecimento. O desenvolvimento

é um processo cíclico virtuoso, que se inicia com a mudança de mentalidades. A inclusão social e a qualidade de vida são fundamentos da sustentabilidade, pois o verdadeiro desenvolvimento é o sustentável.

O que os teóricos contemporâneos enfatizam é a força do institucionalismo, por meio da cooperação entre os agentes sociais, visando retornos coletivos. Tra‑ ta‑se de processo para cuja realização é relevante a atuação das instituições de en‑ sino e pesquisa. Para viabilizar políticas e projetos, os estudos e análises do desen‑ volvimento socioeconômico fundamentam‑se em referenciais de delimitação geográfica, espacial ou territorial.

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