29 capítulos
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14. Dimensão mercadológica de sustentabilidade do desenvolvimento turístico

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Dimensão mercadológica de sustentabilidade do desenvolvimento turístico

LEONARDO NOGUEIRA DE MORAES

Introdução

No campo do turismo, embora o conceito de sustentabilidade seja largamente utilizado pelas comunidades acadêmica, empresarial e governamental, durante muito tempo ele ficou atrelado apenas ao meio ambiente. Mais recentemente, a cul‑ tura, a sociedade e a economia também têm sido consideradas elementos indispen‑ sáveis à construção do conceito. No entanto, mesmo sendo inquestionável o fato de que, no longo prazo, o desenvolvimento da atividade turística dependerá da conser‑ vação ambiental, da valorização e do fortalecimento das culturais locais, e do desen‑ volvimento socioeconômico das localidades emissoras e receptoras de turistas, es‑ sas condições são pressupostos, e não garantia da sustentabilidade do turismo.

É a partir dessa reflexão que surge a discussão sobre a dimensão mercadológi‑ ca de sustentabilidade do desenvolvimento turístico, ou sobre as condições neces‑ sárias à atração, retenção, fidelização e satisfação das necessidades dos visitantes, assim como à obtenção da melhor relação custo‑benefício do desenvolvimento tu‑ rístico para as comunidades locais, o poder público e a iniciativa privada.

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26. Bases territoriais e redes do cluster de turismo

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Bases territoriais e redes do cluster de turismo

M A R I O C A R LO S B E N I

MAURO JOSÉ FERREIRA CURY

Introdução

Este capítulo se inicia com uma abordagem teórica e conceitual geográfica so‑ bre região, território e territorialidades. A segunda parte é dedicada às referências de redes, formas e conteúdos, associadas às empresas. A terceira expõe as redes territoriais e os aportes que fundamentam o território do cluster. Na quarta, refe‑ rencia‑se a formação de redes entre empresas de turismo e, para finalizar, abor‑ da‑se o envolvimento da gestão e marketing dos clusters de turismo.

A complexidade do tema inicia‑se pela inserção dos conceitos geográficos per‑ tinentes à região e território, que são os elementos de discussão primordiais na compreensão de um cluster.

Seria impossível imaginar o processo de implantação e consolidação dos clus‑ ters de turismo sem a compreensão clara, objetiva e fundamentada das redes de práticas sociais a várias escalas – seja na dimensão territorial, urbana, empresa‑ rial –, constituindo, assim, um dilatado campo de investigação para as formas de organização social.

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7. Relações organizacionais para o desenvolvimento regional do turismo

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Relações organizacionais para o desenvolvimento regional do turismo

A N DYA R A L I M A B A R B O S A

Introdução

Recentemente, a dinâmica processual de nossa sociedade empreendeu uma reformulação nos papéis do Estado, das empresas e da sociedade civil. A reformu‑ lação introduz novos parâmetros, e estes vêm acarretando profundas mudanças nas relações e nas performances desses três setores. O turismo como atividade so‑ cioeconômica cultural também se reproduz a partir desses parâmetros, ensejando atuações diferenciadas dentro e entre os três setores. Algumas dessas mudanças são, teoricamente, abordadas neste capítulo por meio de temáticas voltadas às ne‑ cessidades e possibilidades de relacionamentos organizacionais para o desenvolvi‑ mento do turismo. Inicialmente, disserta‑se sobre a descentralização do poder, pressuposto essencial para o protagonismo local e para o desenvolvimento do tu‑ rismo a partir do exercício do poder compartilhado. O exercício do poder compar‑ tilhado pode se dar tanto no lócus municipal quanto regional ou estadual, pelos fóruns, conselhos, comissões, comitês e outros. Em termos regionais, temos, recen‑ temente, o conceito de governança como forma de desenvolver a participação e o engajamento da sociedade nos processos decisórios acerca do turismo regional.

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23. Associativismo e cooperativismo como arranjos socioprodutivos de base comunitária – incubadora social

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Associativismo e cooperativismo como arranjos socioprodutivos de base comunitária – incubadora social

C A R L O S A L B E R T O C I O C E S A M PA I O

D A R I O L U I Z D I A S PA I X Ã O

Introdução

O associativismo, bem como sua derivação, o cooperativismo, mais do que ti‑ pologias organizacionais, podem ser compreendidos como modos coletivos de to‑ mada de decisão. Mesmo porque, caso não contenham componente ideológico, ou então uma racionalidade comunitária inspiradora, os grupos produtivos ficam fra‑ gilizados diante da lógica do mercado, isto é, a perspectiva instrumental acaba so‑ brepondo a substantiva, em vez de complementá‑la.

Não se quer dicotomizar entre economia de mercado e solidária, contudo, co‑ nhece‑se suas distinções, sem, no entanto, uma negar a outra. Tem‑se como pressu‑ posto que lógicas diferentes são possíveis de convivência, no entanto se opõem às hegemonias. Adota‑se, então, a ecossocioeconomia1 por entender que se deve atua­ lizar o debate quanto aos riscos do aquecimento global, avançando para as assime‑ trias que se apontam na economia solidária entre classes sociais (detentora ou não dos meios produtivos, como sugere o cooperativismo ideológico), mas também pa‑ ra as assimetrias entre modos de vidas tradicionais (bem como seus saberes) e ur‑ banos e, ainda, entre homem e natureza.

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4. Turismo e políticas públicas no Brasil

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Turismo e políticas públicas no Brasil

CÍNTIA MÖLLER ARAUJO

G I S E L A TA S C H N E R

Introdução

No campo das Ciências Sociais Aplicadas, o turismo é uma área de recente desenvolvimento como objeto de estudo acadêmico. Por conta dessa juventude, de sua natureza interdisciplinar e das imediatas demandas práticas de seus profissio‑ nais, a pesquisa acadêmica enfrenta obstáculos de diversos tipos, desde certos pre‑ conceitos – que veem o turismo como tema frívolo – até problemas de subteoriza‑

ção. O turismo é uma área de estudo sobre a qual faltam consensos em algumas questões básicas e que ainda carece de formulações e de contribuições científicas, embora já se identifique uma ampla gama de estudos. No Brasil, a situação desses estudos é mais complexa que em países avançados, e é muito mais limitado o reper‑ tório existente de estudos e pesquisas sistematizados/estruturados, prevalecendo, em contrapartida, certo caráter pioneiro. Na verdade, tais pesquisas dotam o cam‑ po do turismo de uma profusão de objetos de estudo empíricos, os quais se expan‑ dem horizontalmente, mas, ao mesmo tempo, evidenciam a necessidade de se pro‑ mover um fortalecimento vertical da produção científica, principalmente no âmbito analítico.

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