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5. Gestão de potenciais clusters turísticos: uma proposta de metodologia de diagnóstico

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Gestão de potenciais clusters turísticos: uma proposta de metodologia de diagnóstico

MARIA CRISTINA ANGÉLICO MENDONÇA

Introdução

O setor de turismo tem sido considerado um dos mais significativos para a eco‑ nomia mundial. Segundo Sheyvens (2002), no período de 1050 a 1970, o turismo convencional ou de massa foi considerado, particularmente para o terceiro mundo, um meio de promoção de crescimento econômico e de alcance da modernização e uma forma de enfrentar os reflexos advindos do processo da globalização. Este au‑ tor afirma que o sistema turístico passou a ser visto como um meio de produção e consumo para se alcançar a modernização nos moldes da gestão moderna ou for‑ dista. No entanto, em decorrência da obtenção de resultados negativos, ocorreram mudanças econômicas estruturais, acompanhadas por transformações culturais, além de um crescente movimento ambientalista. Essas mudanças contri­buíram pa‑ ra explicar o surgimento de novas formas de gestão que resultassem em um turis‑ mo denominado responsável.

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17. Relações públicas comunitárias nos processos de gestão das atividades turísticas

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Relações públicas comunitárias nos processos de gestão das atividades turísticas

M A R G A R I DA M . K R O H L I N G KU N S C H

Introdução

Neste artigo, apresentam‑se alguns fundamentos teóricos sobre relações pú‑ blicas e relações públicas comunitárias para, em seguida, indicar possibilidades de aplicação no campo do turismo. Destaca‑se a importância de uma visão estratégi‑ ca para as práticas de relações públicas nas organizações e seu papel na gestão da comunicação e, particularmente, nas atividades turísticas.

Um dos aspectos abordados faz referência à abrangência do turismo, tendo em vis‑ ta que suas atividades e seus produtos dependem de uma integração entre o poder pú‑ blico, a iniciativa privada e o terceiro setor, sobretudo a sociedade civil organizada, que exerce grande poder nas comunidades locais e virtuais e/ou nas redes sociais on‑line.

Propõem‑se uma maior integração e parcerias entre o campo do turismo e o de relações públicas. Acredita‑se que, se ambas as áreas atuassem mais conjunta‑ mente, poderiam otimizar muito mais suas ações, contribuindo para políticas pú‑ blicas do turismo e alcançando resultados mais eficazes nos seus empreendimen‑ tos, bem como nas iniciativas levadas a efeito para um desenvolvimento mais sustentável e integrado com as demandas sociais.

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16. Políticas públicas e planejamento estratégico em clusters de turismo: dimensão jurídica

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Políticas públicas e planejamento estratégico em clusters de turismo: dimensão jurídica

J OA N D R E A N TO N I O F E R R A Z

Introdução

É intensa a relação comercial entre os diversos fornecedores e consumidores de serviços turísticos, aqueles compostos, genericamente, por produtores e distri‑ buidores, estes segmentados em corporativos e pessoais. Essa relação, globalizada desde a origem, vem crescendo em complexidade, como todas as outras que envol‑ vem atividades e iniciativas econômicas, em razão da notável expansão do merca‑ do, interno e internacional, nos últimos vinte anos, e do comércio eletrônico, nos

últimos cinco.

Diante de tal expansão, fornecedores e consumidores não se conhecem mais pessoalmente, aspecto no mínimo estranho na prestação de serviços sujeitos a enorme multiplicidade de destinos, padrões de qualidade e preços. Daí a crescente importância de um marco regulatório adequado. Importa regular o equilíbrio entre uso e preservação dos atrativos naturais e culturais que compõem o patrimônio turístico, bem como entre fornecedores de grande (transportadoras aéreas, redes hoteleiras) e pequeno porte (agências de viagens, organizadores de eventos).

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28. A rede do turismo em ação: o caso de Bento Gonçalves e da Região Uva e Vinho (Serra Gaúcha)

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A rede do turismo em ação: o caso de Bento Gonçalves e da

Região Uva e Vinho

(Serra Gaúcha)

I VA N E F Á V E R O

Introdução

Para uma melhor compreensão da teoria das redes, dos aglomerados ou dos clusters turísticos, faz‑se necessário estudar sua aplicabilidade prática. Um exem‑ plo de rede de turismo apresenta‑se na Região Uva e Vinho, Serra Gaúcha.

O aprendizado trazido pelos imigrantes italianos e poloneses sobre o trabalho cooperativo influenciou na formação de uma das primeiras governanças de turis‑ mo que se tem registro no Brasil, datando de 1969 seu surgimento.

Atualmente, a Associação de Turismo da Serra Nordeste (Atuaserra) assume o papel do órgão gestor, promovendo o desenvolvimento regional e integrado do tu‑ rismo na Região Uva e Vinho, na qual se identifica a existência de um aglomerado ou cluster turístico.

Outro aspecto que merece o estudo é a evolução de uma rede de turismo, for‑ mada pelo setor público, privado e organizações não governamentais no município polo turístico da região, Bento Gonçalves, apresentando os aspectos do turismo, desde as primeiras levas de turistas que veraneavam na Serra Gaúcha até a conquis‑ ta da designação, por parte do Ministério do Turismo (MTur), como um dos 65 destinos indutores do desenvolvimento turístico regional.

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11. Dimensão econômica: cadeia produtiva e contas satélites do turismo

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Dimensão econômica: cadeia produtiva e contas satélites do turismo

LEANDRO ANTÔNIO DE LEMOS

Á LVA R O M A I A B AT I S TA

Introdução

O objetivo principal deste capítulo é apresentar e analisar os modelos de men‑ suração dos impactos econômicos do turismo. É importante destacar inicialmente que parte da ciência econômica considera o turismo como não gerador de riqueza, sendo um tipo de consumo cuja origem é a renda gerada por outros setores e ativi‑ dades da economia, o que discordamos frontalmente. Por exemplo, Paci (1996) afir‑ ma que o setor turismo e produto turístico não existem no sentido econômico, dado que é um conjunto de atividades econômicas (bens e serviços) voltados para satisfa‑ zer as demandas dos turistas. Sendo assim, o turismo agrega atividades que as pes‑ soas utilizam durante suas viagens e estadas em lugares diferentes de sua residên‑ cia, não existindo um processo de trabalho organizado para esse fim. Assim, muitas vezes, as ferramentas que mensuram impactos econômicos do turismo partem des‑ sas concepções teóricas, o que, por lógica, leva a resultados mais limitados.

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20. A qualidade da experiência na visitação dos destinos turísticos

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A qualidade da experiência na visitação dos destinos turísticos

J O S É M A N O E L G Â N DA R A

J Ú L I O D A C O S TA M E N D E S

M I G U E L M O I TA L

F L AV I N Y N A J A R A S A N T O S R I B E I R O

I TA M A R D E J E S U S S O U Z A

L U C I A N E A PA R E C I D A G O U L A R T

Introdução

A atividade turística, como não poderia ser diferente, acompanha a evolução da sociedade. Na passagem da modernidade para a pós‑modernidade, novas ten‑ dências vão se firmando. Para estudiosos do tema, como De Masi (2000), na con‑ temporaneidade, os valores associados à subjetividade, a sensibilidade e a emoção tendem a se sobrepor à racionalidade que, durante séculos, ditou os rumos do mun‑ do ocidental. Os produtos e serviços destinados a um público indistinto e massivo começam a ser pensados levando‑se em conta a individualidade.

Nesse contexto é que surgem conceitos como a economia da experiência (Pine

II e Gilmore, 1999) e a sociedade dos sonhos (Jensen, 1999) como modelos alterna‑ tivos à tradicional economia de serviços. Isso significa que a qualidade da experiên‑ cia turística vai estar cada vez mais centrada nas histórias e experiências vivencia‑ das. Assim, as empresas envolvidas nesse setor devem concentrar as suas ações a fim de proporcionar aos seus clientes experiências memoráveis no sentido emocio‑ nal, físico, intelectual e espiritual.

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23. Associativismo e cooperativismo como arranjos socioprodutivos de base comunitária – incubadora social

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Associativismo e cooperativismo como arranjos socioprodutivos de base comunitária – incubadora social

C A R L O S A L B E R T O C I O C E S A M PA I O

D A R I O L U I Z D I A S PA I X Ã O

Introdução

O associativismo, bem como sua derivação, o cooperativismo, mais do que ti‑ pologias organizacionais, podem ser compreendidos como modos coletivos de to‑ mada de decisão. Mesmo porque, caso não contenham componente ideológico, ou então uma racionalidade comunitária inspiradora, os grupos produtivos ficam fra‑ gilizados diante da lógica do mercado, isto é, a perspectiva instrumental acaba so‑ brepondo a substantiva, em vez de complementá‑la.

Não se quer dicotomizar entre economia de mercado e solidária, contudo, co‑ nhece‑se suas distinções, sem, no entanto, uma negar a outra. Tem‑se como pressu‑ posto que lógicas diferentes são possíveis de convivência, no entanto se opõem às hegemonias. Adota‑se, então, a ecossocioeconomia1 por entender que se deve atua­ lizar o debate quanto aos riscos do aquecimento global, avançando para as assime‑ trias que se apontam na economia solidária entre classes sociais (detentora ou não dos meios produtivos, como sugere o cooperativismo ideológico), mas também pa‑ ra as assimetrias entre modos de vidas tradicionais (bem como seus saberes) e ur‑ banos e, ainda, entre homem e natureza.

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26. Bases territoriais e redes do cluster de turismo

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Bases territoriais e redes do cluster de turismo

M A R I O C A R LO S B E N I

MAURO JOSÉ FERREIRA CURY

Introdução

Este capítulo se inicia com uma abordagem teórica e conceitual geográfica so‑ bre região, território e territorialidades. A segunda parte é dedicada às referências de redes, formas e conteúdos, associadas às empresas. A terceira expõe as redes territoriais e os aportes que fundamentam o território do cluster. Na quarta, refe‑ rencia‑se a formação de redes entre empresas de turismo e, para finalizar, abor‑ da‑se o envolvimento da gestão e marketing dos clusters de turismo.

A complexidade do tema inicia‑se pela inserção dos conceitos geográficos per‑ tinentes à região e território, que são os elementos de discussão primordiais na compreensão de um cluster.

Seria impossível imaginar o processo de implantação e consolidação dos clus‑ ters de turismo sem a compreensão clara, objetiva e fundamentada das redes de práticas sociais a várias escalas – seja na dimensão territorial, urbana, empresa‑ rial –, constituindo, assim, um dilatado campo de investigação para as formas de organização social.

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4. Turismo e políticas públicas no Brasil

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4

Turismo e políticas públicas no Brasil

CÍNTIA MÖLLER ARAUJO

G I S E L A TA S C H N E R

Introdução

No campo das Ciências Sociais Aplicadas, o turismo é uma área de recente desenvolvimento como objeto de estudo acadêmico. Por conta dessa juventude, de sua natureza interdisciplinar e das imediatas demandas práticas de seus profissio‑ nais, a pesquisa acadêmica enfrenta obstáculos de diversos tipos, desde certos pre‑ conceitos – que veem o turismo como tema frívolo – até problemas de subteoriza‑

ção. O turismo é uma área de estudo sobre a qual faltam consensos em algumas questões básicas e que ainda carece de formulações e de contribuições científicas, embora já se identifique uma ampla gama de estudos. No Brasil, a situação desses estudos é mais complexa que em países avançados, e é muito mais limitado o reper‑ tório existente de estudos e pesquisas sistematizados/estruturados, prevalecendo, em contrapartida, certo caráter pioneiro. Na verdade, tais pesquisas dotam o cam‑ po do turismo de uma profusão de objetos de estudo empíricos, os quais se expan‑ dem horizontalmente, mas, ao mesmo tempo, evidenciam a necessidade de se pro‑ mover um fortalecimento vertical da produção científica, principalmente no âmbito analítico.

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12. Turismo e cultura: aproximações e conflitos

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Turismo e cultura: aproximações e conflitos

S U S A N A G A S TA L

Introdução

Aproximar o turismo e a cultura significa colocar em diálogo dois termos com‑ plexos. Por turismo pode‑se entender desde as definições clássicas, exigindo a pre‑ sença do deslocamento e do pernoite em locais diferentes daquele de moradia, até aquelas que priorizam o estranhamento atual do morador de grandes centros urba‑ nos, que desconhece sua própria cidade e, quando a percorre, acaba por se submeter

às mesmas sensações por que passa o estrangeiro, quando fora de seu domicílio.

A cultura também apresenta complexidades não só nos estudos e teorizações acadêmicos, mas também nas suas práticas, ambos impregnados de uma herança colonial muitas vezes ainda presente, levando ao consumo e à valorização de bens simbólicos do dominador, em detrimento daqueles produzidos na própria comuni‑ dade. Pegando um exemplo simples, como o discorrer sobre patrimônio, haveria dificuldades na teoria e nas práticas, em termos de definições e recortes dentro do campo específico – a cultura –, assim como na sua aproximação com outras áreas, como no caso do turismo. Mais complexo, ainda, tem sido, em todos os casos, li‑ dar com a cultura vernácula,1 aquela do hoje, do aqui e do agora. O turismo vive do

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7. Relações organizacionais para o desenvolvimento regional do turismo

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Relações organizacionais para o desenvolvimento regional do turismo

A N DYA R A L I M A B A R B O S A

Introdução

Recentemente, a dinâmica processual de nossa sociedade empreendeu uma reformulação nos papéis do Estado, das empresas e da sociedade civil. A reformu‑ lação introduz novos parâmetros, e estes vêm acarretando profundas mudanças nas relações e nas performances desses três setores. O turismo como atividade so‑ cioeconômica cultural também se reproduz a partir desses parâmetros, ensejando atuações diferenciadas dentro e entre os três setores. Algumas dessas mudanças são, teoricamente, abordadas neste capítulo por meio de temáticas voltadas às ne‑ cessidades e possibilidades de relacionamentos organizacionais para o desenvolvi‑ mento do turismo. Inicialmente, disserta‑se sobre a descentralização do poder, pressuposto essencial para o protagonismo local e para o desenvolvimento do tu‑ rismo a partir do exercício do poder compartilhado. O exercício do poder compar‑ tilhado pode se dar tanto no lócus municipal quanto regional ou estadual, pelos fóruns, conselhos, comissões, comitês e outros. Em termos regionais, temos, recen‑ temente, o conceito de governança como forma de desenvolver a participação e o engajamento da sociedade nos processos decisórios acerca do turismo regional.

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25. O conceito de cluster e o desenvolvimento turístico regional: um caminho para os países menos desenvolvidos

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O conceito de cluster e o desenvolvimento turístico regional: um caminho para os países menos desenvolvidos1

J O R G E A N T O N I O S A N T O S S I LVA

Introdução

Nos anos de 1990, difundiu‑se, no meio acadêmico, a partir dos estudos de Mi‑ chael Porter, o conceito de cluster, vinculado à noção de competitividade das nações como derivada da competitividade das empresas instaladas no território nacional, localizadas em concentrações geográficas dentro desse território, e compartilhando, em grupos, as externalidades positivas decorrentes de economias de aglomeração.

Neste texto, serão analisadas a pertinência e a propriedade da aplicação do conceito de cluster à atividade do turismo, e, em caso afirmativo, se um “cluster de turismo”, ou seja, um agrupamento de empresas que tem como atividade nuclear o turismo, apresentaria, efetivamente, condições de configurar um modelo de cresci‑ mento e desenvolvimento regional.

O agrupamento que tenha o turismo como atividade nuclear, cujo foco seja o destino turístico entendido como um microcluster, e que apresente como caracte‑ rística uma clara delimitação em termos da amplitude geográfica do seu entorno espacial – do âmbito territorial de abrangência do próprio agrupamento, do seg‑ mento turístico principal e dos subsegmentos relacionados, bem como do próprio

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27. Clusters de turismo

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Clusters de turismo

M A R I O C A R LO S B E N I

Introdução

Há muito tempo, os clusters fazem parte da dimensão econômica, datando de séculos as concentrações de atividades empresariais em espaços geográficos, cons‑ tituídos pelas territorialidades estabelecidas pelas redes ambientais sociais e eco‑ nômicas de determinados setores específicos. Nos últimos vinte anos, temos obser‑ vado uma crescente inserção desse tema nas pesquisas acadêmicas, fato que co­incide com a evolução da competição e a maior complexidade das economias modernas. Porter (1989) já chamava a atenção sobre a globalização com a célere velocidade e intensidade do conhecimento, exercendo um destacado impacto so‑ bre o papel dos clusters na competição.

O conteúdo deste capítulo refere‑se, portanto, ao conceito e à contribuição teó­rica na construção dos clusters de turismo, tema de nossos estudos e pesquisas ao longo das duas últimas décadas em permanente e estreito contato com outros estudiosos do assunto, dentre os quais tomamos como referência o professor Gia‑ como Becattini, da Universidade de Estudos de Firenze, destacado pesquisador que produziu um verdadeiro tratado epistemológico sobre a análise histórica, filo‑ sófica, social e econômica dos distritos industriais italianos, sobre os quais decidi‑ mos alicerçar nossa fundamentação teórica para a elaboração do conceito, do obje‑ to e da metodologia para a construção dos clusters de turismo.

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15. Dimensão financeira e análise de investimentos

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Dimensão financeira e análise de investimentos

J O S É B E N TO C A R LO S A M A R A L J Ú N I O R

Introdução

À atividade do turismo são atribuídos alguns sofismas que geram percepções gerais, ora como mito, ora como realidade, além de estar contaminada por inúme‑ ras promessas. Essa atividade tem registrado crescimento médio anual de 5% ao longo das últimas décadas, caracterizando‑se como um fenômeno de deslocamen‑ to de massa que envolve um contingente de mais de 800 milhões de turistas inter‑ nacionais, e as tendências apontam para um número de mais de 1,5 bilhão de pes‑ soas em 2020.

Todo esse movimento de pessoas tem despertado a atenção de diversos estu‑ diosos das mais variadas áreas do conhecimento, tais como economia, sociologia, antropologia, geografia, meio ambiente e outras. Uma das grandes preocupações desses estudiosos é com relação aos efeitos ou impactos que o turismo de massa pode provocar nas áreas receptoras.

No entanto, do ponto de vista dos governantes e dos investidores da iniciativa privada, esses números do turismo mundial também têm despertado grandes inte‑ resses e muito se tem dito sobre os benefícios gerados por essa atividade. Frases como “o turismo é o maior gerador de empregos”, “o turismo é o principal motor de desenvolvimento regional”, “o turismo gera divisas e riquezas para o país”, são comuns nos discursos sobre o turismo proferidos por vários de seus admiradores

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9. Sustentabilidade: dimensão ambiental

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Sustentabilidade: dimensão ambiental

PA U L O D O S S A N T O S P I R E S

Introdução

A dimensão ambiental da sustentabilidade (Sachs, 2002) possibilita delimi‑ tar um campo de abordagem, o qual será aqui estabelecido em sua interface com o turismo, e este, por sua vez, em suas múltiplas interações com o meio ambiente.

Para tanto, adotou‑se como referência básica o Programa de Turismo e Meio Am‑ biente das Nações Unidas (Unep, 2010), cujo conteúdo e estrutura programática refletem de forma pertinente, representativa e consistente, a ampla e complexa interface entre o turismo e o meio ambiente, mantendo permanentemente como pano de fundo o paradigma da sustentabilidade. Por outro lado, o caráter univer‑ sal e a ascendência desse Programa sobre a governança ambiental em todo o mundo levam a considerá‑lo como fonte de consulta regular para o processo de ensino e de difusão do conhecimento, exatamente da forma como ocorrerá nesta oportunidade.

Com isso, o texto pretende descortinar para o leitor a dimensão ambiental do turismo, primeiramente apresentando um breve resgate conceitual sobre sustenta‑ bilidade, assim como uma base de entendimento sobre a sua aplicação no campo do turismo. Na sequência, a dimensão ambiental da sustentabilidade do turismo é des‑ dobrada em três principais enfoques, como mostra a Figura 9.1.

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