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11. Protocolo de ataque isquêmico transitório

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Protocolo de ataque isquêmico transitório

Fernando Morgadinho Santos Coelho

Sílvia de Barros Ferraz

Pedro Paulo Porto Junior

Gisele Sampaio Silva

Introdução

O ataque isquêmico transitório (AIT) é definido como um episódio transitório de disfunção neurológica causado por isquemia focal do encéfalo, medula espinhal ou retina na ausência de infarto agudo. No passado, AIT foi definido arbitrariamente como qualquer evento isquêmico focal com duração inferior a 24 horas. Recentemente, diversos estudos demonstraram que essa definição não é ideal, uma vez que 30 a 50% dos pacientes classicamente definidos como tendo um AIT apresentam lesão isquêmica intracraniana detectada pela sequência de difusão da ressonância magnética (RM). Estudos demonstram que há um risco superior a 10% de acidente vascular cerebral isquêmico (AVCI) agudo no período de 90 dias após um AIT. O risco é particularmente elevado nos primeiros dias após o evento, sendo que até 1/4 dos AVCIs ocorrem nos primeiros dois dias após o AIT. A incidência de AIT é maior no território carotídeo, com uma taxa anual estimada de 110 por 100 mil quando comparada com uma taxa de 30 por 100 mil no território vértebro-basilar. A determinação da presença de fatores de risco para AVC e a introdução de tratamento apropriado nesses pacientes reduzem o risco de morte e

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5. Protocolo de tratamento com trombólise endovenosa no AVCI

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Protocolo de tratamento com trombólise endovenosa no AVCI

Cristina Gonçalves Massant

Ale xandre Pieri

Gustavo Wruck Kuster

Roberto Naum Franco Morgulis

INTRODUÇÃO

O acidente vascular cerebral (AVC) é a primeira causa de incapacidade e a segunda causa de morte nos países desenvolvidos. Até 1995, as opções de tratamento para o AVC isquêmico (AVCI) agudo eram muito limitadas, quando então foi demonstrada a eficácia da terapêutica com rt-PA (ativador de plasminogênio tecidual recombinante), que já era utilizado no tratamento do infarto agudo do miocárdio. Foi aprovado nos

EUA em 1996 para uso endovenoso em pacientes elegíveis até 3 horas do início dos sintomas de AVCI, mas apenas em 2001 na Europa devido a considerações sobre segurança.

O tratamento do AVCI com rt-PA não reduz a mortalidade, mas diminui significativamente a incapacidade quando avaliada após 3 meses do ictus, apesar do maior risco de hemorragia intracerebral (5,9% versus 1,1% para placebo). A proporção de pacientes com recuperação total diminui progressivamente com o aumento do tempo entre o início dos sintomas e o tratamento, sendo atualmente bem definido o benefício da trombólise endovenosa para os pacientes com até 4 horas e 30 minutos

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17. Gerenciamento da qualidade no centro de atendimento ao paciente com AVC

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Gerenciamento da qualidade no centro de atendimento ao paciente com AVC

Monique Bueno Alves

Sílvia de Barros Ferraz

Tania Ol iveira Lopes

A qualidade em serviços de saúde pode ser definida como o grau a partir do qual os serviços aumentam a probabilidade de alcançar resultados desejáveis atuando em concordância com o conhecimento atual. Para a avaliação da qualidade, devem ser utilizadas ferramentas, e dentre elas pode-se destacar os indicadores.

Segundo a Joint Commission International ( JCI), organização americana de acreditação hospitalar, indicadores são medidas de desempenho. Os indicadores possuem foco no resultado esperado e no processo essencial para a obtenção de resultados relacionados à qualidade do serviço. A JCI define indicadores clínicos como “uma medida quantitativa que pode ser utilizada como guia para monitorar e avaliar a qualidade dos cuidados importantes ao paciente”.

Os indicadores, portanto, são medidas utilizadas para determinar, através do tempo, o desempenho das funções, dos processos e dos resultados de uma instituição ou de um serviço. Podem ser divididos em indicadores de desempenho que se referem ao processo produtivo, conhecidos como indicadores de produtividade e indicadores de qualidade, os quais se referem às relações da empresa com o mercado, conhecidos como indicadores de sobrevivência.

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18. Gerenciamento de casos de pacientes com AVC

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Gerenciamento de casos de pacientes com AVC

Monique Bueno Alves

Sílvia de Barros Ferraz

Carolina Engelsmann

Tania Ol iveira Lopes

Introdução

A Organização Mundial de Saúde (OMS) define saúde como um estado de completo bem-estar físico, mental, social, e não meramente a ausência de uma doença ou enfermidade. A manutenção e a promoção da saúde baseiam-se na compreensão do conhecimento psicossocial, cultural e econômico do paciente até as mudanças produzidas pela doença. Os profissionais de saúde devem conhecer os fatores de risco reais e potenciais que predispõem um indivíduo ou um grupo a uma doença.

A ciência, com constantes pesquisas e geração de novos conhecimentos, tem contribuído para garantir intervenções mais adequadas e o alcance de resultados estabelecidos. A assistência de enfermagem orientada para promoção da saúde e prevenção de doenças pode ser compreendida, em termos de atividades, em três diferentes níveis. Esses níveis compreendem medidas preventivas primárias, secundárias e terciárias:

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3. Atendimento ao AVC na emergência

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Atendimento ao AVC na emergência

Lourdes Segawa

Marina Vaidotas

Rodrigo Meirelles Massaud

Monique Bueno Alves

Introdução

O atendimento do paciente com AVC deve ser sincronizado e ágil, porém evitando precipitações. O ganho de tempo no atendimento é crucial para o tratamento e prognóstico desses pacientes. Os sinais e sintomas na maior parte dos casos têm início no ambiente extra-hospitalar.

Na fase pré-hospitalar, a dificuldade no reconhecimento dos sinais e sintomas aliado ao retardo no transporte decorrente do trânsito das grandes cidades são os principais obstáculos para o uso do tratamento trombolítico no paciente com AVC. Logo, a partir do momento que o paciente é admitido, não se pode perder tempo.

O reconhecimento precoce da suspeita de AVC e a sequência organizada das ações na fase aguda dependem de um fluxo de atendimento preestabelecido e bem determinado (Figura 1).

No Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE), ao chegar ao hospital o paciente é triado por um enfermeiro que aplica a escala Los Angeles

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