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42. - Síndrome das Pernas Inquietas e Movimentos Periódicos dos Membros

BICHUETTI, Denis; BASTITELLA, Gabriel Novaes de Rezende Grupo Gen PDF Criptografado

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42

Síndrome das Pernas

Inquietas e Movimentos

Perió­dicos dos

Membros

Fernando Morgadinho Santos Coelho

SÍNDROME DAS PERNAS INQUIETAS | DOENÇA DE

WILLIS-EKBOM

A síndrome das pernas inquieta (SPI), ou doen­ça de Willis-Ekbom, é uma condição neurológica cujo principal sintoma é uma necessidade de mover parte do corpo, principalmente as pernas. Tem prevalência de 10 a 15% da população, sendo mais comum em mulheres, gestantes e pacientes dialíticos.

Características clínicas

Normalmente os sintomas ocorrem durante os perío­dos de repouso ou inatividade, piorando durante a noite, o que atrapalha o sono e, consequentemente, a qualidade de vida. A insônia inicial pode ser uma das principais queixas desses pacientes.

A SPI pode afetar uma ou ambas as pernas, mas também outras partes do corpo, como membros superiores, tronco, quadril e genitália. Há uma predisposição genética, com possível início dos sintomas na infância ou na adolescência. A fisiopatologia mais aceita é um desbalanço dopaminérgico entre o sistema nervoso central e periférico.

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34. - Doença do Neurônio Motor

BICHUETTI, Denis; BASTITELLA, Gabriel Novaes de Rezende Grupo Gen PDF Criptografado

Neurologia.indb 341

34

Doença do

Neurônio Motor

Paulo Victor Sgobbi de Souza  •  Wladimir Bocca Vieira de Rezende Pinto  •  Acary Souza Bulle Oliveira

INTRODUÇÃO

Doença do neurônio motor (DNM) é uma síndrome neurodegenerativa, caracterizada pela perda progressiva dos neurônios motores localizados no córtex do giro pré-central e/ou no corno anterior da medula espinal. Manifesta-se clinicamente com fraqueza e atrofia

­muscular, fasciculações, alteração dos reflexos osteo­tendíneos, disfunção bulbar e alterações cognitivas e comportamentais contínuas em graus va­riá­veis.

EPIDEMIOLOGIA

A DNM apresenta incidência 1 a 2 casos para cada 100 mil pessoas por ano. Sua prevalência nos EUA e em paí­ses europeus, onde foram feitos os maiores estudos epidemiológicos, é estimada em 2 a 3 casos para cada 100 mil pessoas.

Uma prevalência maior da doen­ça é encontrada em algumas re­ giões geográficas, como na península de Kii no Japão e na Ilha de

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43. - Narcolepsia e Cataplexia

BICHUETTI, Denis; BASTITELLA, Gabriel Novaes de Rezende Grupo Gen PDF Criptografado

Neurologia.indb 413

43

Narcolepsia e

Cataplexia

Fernando Morgadinho Santos Coelho

DEFINIÇÃO

Narcolepsia é uma doen­ça crônica caracterizada por recorrentes ataques irresistíveis de sono, cataplexia (súbita perda do tônus ­muscular após emoção), alucinações hipnagógicas ou hipnopômpicas, paralisia do sono e sono fragmentado.

EPIDEMIOLOGIA

Os sintomas geralmente iniciam na segunda ou terceira década de vida e somente 10% dos casos começam na infância. Ocorre igualmente em ambos os sexos e tem prevalência estimada ao redor de 1:4.000 em in­di­ví­duos brancos, chineses e árabes (Arábia Saudita),

1:2.000 entre judeus e chega a 1:1.600 no Japão.

CLASSIFICAÇÃO

A narcolepsia, segundo a terceira edição da Classificação Internacional das Desordens do Sono (ICSD-3), é dividida em tipos 1 e 2, conforme apresentado no Quadro 43.1.

FISIOPATOLOGIA

Alteração do sono REM

O principal fenômeno patológico na narcolepsia é a desregulação do controle do sono REM, o qual se caracteriza por:

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29. - Transtornos do Movimento

BICHUETTI, Denis; BASTITELLA, Gabriel Novaes de Rezende Grupo Gen PDF Criptografado

Neurologia.indb 255

29

Transtornos do

Movimento

Henrique Ballalai Ferraz  •  Carolina Candeias da Silva

SEMIOLOGIA DOS TRANSTORNOS DO MOVIMENTO

Os transtornos do movimento podem ser divididos em dois grandes grupos: transtornos hipocinéticos (parkinsonismo) e transtornos hipercinéticos (tremor, coreia, distonia, mioclonia e tique).

Parkinsonismo

Também conhecido como síndrome parkinsoniana, é composto de tremor de repouso, rigidez m

­ uscular, bradicinesia e anormalidades do equilíbrio e da postura.

Tremor de repouso caracteriza-se por oscilação rítmica de mãos, membros inferiores ou do segmento cranial durante a postura em repouso. Nas mãos, é par­ticular­mente perceptível quando elas estão repousadas sobre o colo, quando a atenção é desviada e sob estresse

(p. ex., ao pedir para o in­di­ví­duo fazer cálculos mentais ou uma contagem regressiva etc.). É comum observar o fenômeno de reemergência, que é o desaparecimento do tremor quando se solicita um movimento e mantém a postura, e o reaparecimento do tremor após alguns instantes, mesmo que a ação ou a postura permaneça.

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52. - Neurologia Infantil

BICHUETTI, Denis; BASTITELLA, Gabriel Novaes de Rezende Grupo Gen PDF Criptografado

Neurologia.indb 519

52

Neurologia Infantil

Marcelo Masruha Rodrigues

CRISES EPILÉPTICAS, EPILEPSIAS E O ESTADO DE MAL

EPILÉPTICO

Crise febril

É uma crise epiléptica em vigência de febre, com ausência de infecção intracraniana ou outra causa definida, porém se excluem as crianças que já tiveram crises afebris. O termo crise febril também se aplica quando há febre precedendo ou sucedendo a crise dentro de 24 h.

Geralmente ocorre entre 3 meses e 5 anos de idade e afeta em torno de 5% das crianças, com pico de incidência aos 20 meses de vida.

A etiologia é provavelmente genética, pois é comum a presença de história familiar. Quanto à fisiopatologia, mais do que as altas temperaturas, o mais importante é a velocidade da elevação da febre.

Podem ser divididas em:

JJ

JJ

Simples: mais frequentes, ocorrendo em 75% dos casos. Caracterizam-se por crises generalizadas tônico-clônicas (GTC), com breve duração (nunca ultrapassando 15 min) e que não se repetem dentro do perío­do de 24 h

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