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Capítulo 7. Respostas morfológicas das algas à predação

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C A P Í T U L O

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RESPOSTAS MORFOLÓGICAS

DAS ALGAS À PREDAÇÃO

SAHIMA HAMLAOUI RÉZIG

“What compensatory mechanisms can phytoplankton use to escape or overcome the losses they experience?”

(Lehman, 1991)

Introdução

Os organismos aquáticos evoluem em um ambiente em perpétua mudança. Temperatura, luz, nutrientes e outros fatores influenciam ainda mais seu crescimento, cujo sucesso depende de suas capacidades adaptativas às variações do meio. Além disso, a presença de predadores, parasitas ou outros agentes patogênicos é igualmente suscetível de influenciar o crescimento e a morfologia dos organismos, assim como a composição específica das comunidades naturais. West-Eberhard (1989) define a plasticidade fenotípica como a capacidade de um só genótipo produzir

RESPOSTAS MORFOLÓGICAS DAS ALGAS À PREDAÇÃO

276 mais de uma forma alternativa de morfologia, de um estado fisiológico e/ou de um comportamento em resposta às condições ambientais.

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Capítulo 8. Considerações finais

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C A P Í T U L O

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CONSIDERAÇÕES FINAIS

IARA MARIA FRANCESCHINI

“Un des intérêts de l’étude des Algues est qu’elles fournissent des fils conducteurs qui permettent d’entrevoir comment se sont succédées au cours des temps les étapes qui ont marqué la progression des formes. Autrement dit, elles fournissent un certain nombre de maillons intermédiaires qui indiquent comment la vie sociale des cellules a pu s’installer au cours de l’évolution.”

(Roland; Vian, 1992)

Resta-nos encerrar este livro tentando responder à seguinte questão: afinal, o que são “algas”?

As algas constituem um conjunto muito heterogêneo de organismos, distribuídos em grupos taxonômicos distintos, às vezes sem laços de parentesco entre si.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

286

Elas não correspondem a um táxon. A ausência de laços evolutivos entre várias linhagens traduz-se por um leque muito amplo de metabolismos, tipos de reprodução, hábitats e empregos que possam apresentar (Reviers 2003, 2006). Compreendem, de um lado, uma divisão de procariontes (as cianobactérias) e, de outro, diversos grupos de eucariontes, como, por exemplo, as algas verdes, as algas castanhodouradas, as algas vermelhas, os dinoflagelados e as euglenofíceas. No entanto, apesar de sua natureza heterogênea e, em certos casos, seu distanciamento filogenético, esses organismos compartilham algumas características, como o fato de: a) realizarem fotossíntese em presença de clorofila a; b) necessitarem de água para completar seu ciclo de vida; c) terem seu aparelho vegetativo constituído por um talo; e d) suas estruturas reprodutoras (esporocistos e gametocistos) não serem envolvidas por células estéreis, contrariamente ao que ocorre nos órgãos reprodutores

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Capítulo 4. Chaves de determinação

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C A P Í T U L O

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CHAVES DE

DETERMINAÇÃO

JOÃO FERNANDO PRADO

“ ... Il s’agit d’une clef fondée, autant que faire se peut, sur les caractères morphologiques directement visibles à l’examen microscopique. Cette clef n’est donc qu’un instrument pratique permettant... à l’algologue débutant qui connaît mal encore les caractères des ordres et des familles, de donner un nom de genre aux Algues qu’il a récoltées.”

(Bourrelly, 1990)

As chaves de determinação apresentadas a seguir foram elaboradas a partir das formas biológicas e da morfologia dos gêneros algais. Espera-se, assim, facilitar ao leitor iniciante, que ainda não conheça suficientemente as características das ordens e das famílias taxonômicas, a tarefa de encontrar o nome genérico correto das algas coletadas.

CHAVES DE DETERMINAÇÃO

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Cianobactérias unicelulares e coloniais

1a.

Células solitárias ou formando colônias dendroides não mucilaginosas ............ 2

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Introdução

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INTRODUÇÃO

A elaboração de um manual sobre “algas” exige, por parte de seus autores, não apenas o conhecimento dos organismos abordados, mas o desejo de trazer ao alcance de um grande número de estudantes, professores universitários, pesquisadores e profissionais das áreas de monitoramento e controle da qualidade das águas informações atualizadas; além disso, deve fornecer a literatura-chave que lhes permitirá encontrar facilmente o aprofundamento dessas informações.

O Brasil, apesar de contar com um excelente quadro de especialistas em suas universidades e institutos de pesquisa, apresenta, ainda, uma incipiente produção de livros científicos na área da Ficologia. A publicação, em 2005, de Gêneros de algas de águas continentais do Brasil: chave para identificação e descrições, trabalho organizado pelos pesquisadores Carlos E. de M. Bicudo e Mariângela Menezes, é um bom exemplo: somente 20 anos após ter se esgotado Algas de águas continentais do Brasil: chave para identificação de gêneros (Bicudo C.E.M.; Bicudo R.M.T. São Paulo: Funbec. 1970), a segunda chave aparece, apesar de crescente demanda nesta área. Nem mesmo a tradução de livros estrangeiros vem paliar a carência de literatura em língua portuguesa sobre o tema, pois o número de textos atuais de Ficologia que foram traduzidos para o português é também muito restrito: 1 livro!

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Capítulo 2. Classificação

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CLASSIFICAÇÃO

IARA MARIA FRANCESCHINI

“The classification of green algae, as in the case with most other algae, differs with the classifier.”

(Bold; Wynne, 1985)

Classificação filogenética: grupos monofiléticos, parafiléticos e polifiléticos

Sistemática é a ciência que estabelece a classificação dos seres vivos a partir de um conjunto de dados disponíveis (morfológicos, ultraestruturais, fisiológicos, etc.).

Esta classificação não deve ser artificial, mas filogenética, ou seja, ela deve levar em conta a história evolutiva dos seres vivos, bem como os laços de parentesco existentes entre eles.

CLASSIFICAÇÃO

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As classificações filogenéticas reconhecem apenas agrupamentos naturais de organismos, os quais são denominados grupos monofiléticos ou clados; um grupo monofilético deve incluir todos os descendentes de um ancestral comum, bem como este ancestral. Os grados, ao contrário dos clados, são simples agrupamentos de organismos que correspondem a um determinado nível de organização (por exemplo, sua estrutura vegetativa), e o caráter escolhido pode não refletir as relações filogenéticas entre eles (Reviers, 2002). Grupos parafiléticos não incluem todos os descendentes de um ancestral comum, e grupos polifiléticos incluem alguns membros que estão mais relacionados com táxons que não pertencem ao grupo em questão (McCourt, 1995).

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