9 capítulos
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Introdução

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INTRODUÇÃO

A elaboração de um manual sobre “algas” exige, por parte de seus autores, não apenas o conhecimento dos organismos abordados, mas o desejo de trazer ao alcance de um grande número de estudantes, professores universitários, pesquisadores e profissionais das áreas de monitoramento e controle da qualidade das águas informações atualizadas; além disso, deve fornecer a literatura-chave que lhes permitirá encontrar facilmente o aprofundamento dessas informações.

O Brasil, apesar de contar com um excelente quadro de especialistas em suas universidades e institutos de pesquisa, apresenta, ainda, uma incipiente produção de livros científicos na área da Ficologia. A publicação, em 2005, de Gêneros de algas de águas continentais do Brasil: chave para identificação e descrições, trabalho organizado pelos pesquisadores Carlos E. de M. Bicudo e Mariângela Menezes, é um bom exemplo: somente 20 anos após ter se esgotado Algas de águas continentais do Brasil: chave para identificação de gêneros (Bicudo C.E.M.; Bicudo R.M.T. São Paulo: Funbec. 1970), a segunda chave aparece, apesar de crescente demanda nesta área. Nem mesmo a tradução de livros estrangeiros vem paliar a carência de literatura em língua portuguesa sobre o tema, pois o número de textos atuais de Ficologia que foram traduzidos para o português é também muito restrito: 1 livro!

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Capítulo 3. Diversidade

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DIVERSIDADE

IARA MARIA FRANCESCHINI

JOÃO FERNANDO PRADO

ANA LUIZA BURLIGA

“Lyngbya C. Agardh

Systema Algarum, p. XXV, no 37, 1824.

Conferva, Oscillatoria, Lyngbya, Calothrix, Leibleinia, Siphoderma, Symphyosiphon,

Phormidium, Tolypothrix, Spirocoleus spec.

Fila vaginata, libera, simplicia, nunc cæspitosa, nunc in stratum floccosum vel pannosum intricata. Vaginæ firmæ, tenues aut, ætate provecta, crassæ et lamellosæ, hyalinæ, rarius luteo-fuscæ. Trichomata in speciebus nonnullis ad genicula constricta, apice recta, æqualia aut leviter attenuata; membrana cellulæ apicalis nonnunquam in calyptram incrassata.

Plantæ aquæ salsæ, dulcis aut thermalis, nunquam terrestres.”

(Gomont, 1892)

DIVERSIDADE

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As imagens apresentadas neste capítulo são uma mostra da diversidade e beleza dos organismos abordados, e poderão, juntamente com as descrições e chaves de determinação fornecidas, facilitar a tarefa de encontrar o nome genérico correto das algas coletadas.

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Capítulo 5. Abordagem de grupos funcionais nos estudos de perifíton e do fitoplâncton

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ABORDAGEM DE GRUPOS

FUNCIONAIS NOS ESTUDOS

DO PERIFÍTON E DO

FITOPLÂNCTON

ANA LUIZA BURLIGA

“Even if we can detect functional types, and we believe we can, it does not imply that we can predict everything about their ecology. Plant ecology is multidimensional, and in seeking ‘strategies’ we are looking for universals rather than concerning ourselves with the peculiar particulars of each species.”

(Grime, 1996)

Abordagem funcional: por que utilizá-la?

A análise das comunidades biológicas, com base essencialmente na descrição das espécies que as compõem, tem sido criticada por diversos autores por muitas vezes não expressar com clareza as respostas dessas comunidades às variações das condições ambientais (Grime, 1979). Em geral, nesses estudos, os organismos são classifi-

ABORDAGEM DE GRUPOS FUNCIONAIS NOS ESTUDOS DO PERIFÍTON E DO FITOPLÂNCTON

234 cados em nível de espécie (mais raramente, de gênero) e, a partir das espécies identificadas, define-se a composição das comunidades. Entretanto, os atributos mais adequados para a delimitação dos táxons (como, por exemplo, ornamentação da parede celular e morfologia das estruturas de reprodução, características importantes na delimitação de certas espécies algais), em geral, não são os mais adequados para interpretações funcionais. Em outras palavras, a descrição das comunidades bióticas, por meio das características adaptativas dos grupos funcionais, expressa melhor a resposta destas comunidades às variações das condições ambientais do que a análise taxonômica, fundamentada essencialmente nas espécies (Grime, 1979).

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Capítulo 2. Classificação

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CLASSIFICAÇÃO

IARA MARIA FRANCESCHINI

“The classification of green algae, as in the case with most other algae, differs with the classifier.”

(Bold; Wynne, 1985)

Classificação filogenética: grupos monofiléticos, parafiléticos e polifiléticos

Sistemática é a ciência que estabelece a classificação dos seres vivos a partir de um conjunto de dados disponíveis (morfológicos, ultraestruturais, fisiológicos, etc.).

Esta classificação não deve ser artificial, mas filogenética, ou seja, ela deve levar em conta a história evolutiva dos seres vivos, bem como os laços de parentesco existentes entre eles.

CLASSIFICAÇÃO

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As classificações filogenéticas reconhecem apenas agrupamentos naturais de organismos, os quais são denominados grupos monofiléticos ou clados; um grupo monofilético deve incluir todos os descendentes de um ancestral comum, bem como este ancestral. Os grados, ao contrário dos clados, são simples agrupamentos de organismos que correspondem a um determinado nível de organização (por exemplo, sua estrutura vegetativa), e o caráter escolhido pode não refletir as relações filogenéticas entre eles (Reviers, 2002). Grupos parafiléticos não incluem todos os descendentes de um ancestral comum, e grupos polifiléticos incluem alguns membros que estão mais relacionados com táxons que não pertencem ao grupo em questão (McCourt, 1995).

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Capítulo 4. Chaves de determinação

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CHAVES DE

DETERMINAÇÃO

JOÃO FERNANDO PRADO

“ ... Il s’agit d’une clef fondée, autant que faire se peut, sur les caractères morphologiques directement visibles à l’examen microscopique. Cette clef n’est donc qu’un instrument pratique permettant... à l’algologue débutant qui connaît mal encore les caractères des ordres et des familles, de donner un nom de genre aux Algues qu’il a récoltées.”

(Bourrelly, 1990)

As chaves de determinação apresentadas a seguir foram elaboradas a partir das formas biológicas e da morfologia dos gêneros algais. Espera-se, assim, facilitar ao leitor iniciante, que ainda não conheça suficientemente as características das ordens e das famílias taxonômicas, a tarefa de encontrar o nome genérico correto das algas coletadas.

CHAVES DE DETERMINAÇÃO

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Cianobactérias unicelulares e coloniais

1a.

Células solitárias ou formando colônias dendroides não mucilaginosas ............ 2

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