15 capítulos
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Capítulo 5 - A educação ambiental a partir de Paulo Freire

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A educação ambiental a partir de Paulo Freire

Aloisio Ruscheinsky e Adriane Lobo Costa

Autotransformação e transformação social eram vistas por Che assim como por

Freire como mutuamente constitutivas, dialeticamente reiniciando atos que resultam em prática revolucionária – a criação do novo ser socialista para uma revolução permanente. Ambos lutaram tão determinadamente para manter viva a transformação do sistema mundial capitalista e, por meio dessa luta, a transformação do coração humano. (Peter McLaren)

Este capítulo tem como objetivo apontar para a relevância da educação ambiental para uma cultura afeita à sustentabilidade socioambiental e para uma ambientalização dos conflitos no campo ou “ecologização” dos processos produtivos do setor da agricultura familiar. Para a elaboração da nossa proposta, as contribuições do pedagogo brasileiro

Paulo Freire nos pareceram fundamentais, visando descolonizar o imaginário político e cultural da qualidade de vida e a mudança do que é a qualidade do produto para consumo a partir da educação ambiental. Diante disso, a reflexão enfrenta o desafio de compreender os condicionantes de um novo saber-fazer em questões relativas à gestão do próprio conhecimento.

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Capítulo 14 - A educação ambiental na transição paradigmática e os contextos formativos

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A educação ambiental na transição paradigmática e os contextos formativos

Martha Tristão e Aloisio Ruscheinsky

A abordagem a propósito das transmutações paradigmáticas será interdisciplinar, apropriando-se de contribuições das ciências sociais, da psicologia social e da história. Ao tratar da transição de paradigmas, toma-se cuidado para que essa ênfase não seja posta na contingência e nas controvérsias de aderir a uma ótica evolucionista ou abordagem dualista ou linear.

Diversas são as possibilidades, entre elas: da ótica normativa e prescritiva da educação à ótica analítica, do diagnóstico da complexidade e da crítica; da perspectiva da especialização disciplinar à abordagem interdisciplinar, transdisciplinar e multidisciplinar; da sala de aula, do conteúdo convencional e da centralidade da informação no professor à reinvenção do processo da educação em face das novas tecnologias de informação; da elegia à ciência e à tecnologia como fio condutor da vida social às distintas abordagens e valorização dos diversos saberes; do evolucionismo e racionalismo ao relativismo e ao construtivismo; do momento epistemológico fundado na reflexão sobre a sociedade nacional às novas configurações e os movimentos de uma realidade multinacional, transnacional, mundial ou propriamente global; da naturalização e inevitabilidade ou da neutralidade da ciência e determinismo tecnológico à noção de construção social, do protagonismo das forças políticas, das relações sociais e da politização; do antropocentrismo ao holismo; da agricultura convencional à agroecologia; da livre criação e da pesquisa com compromisso social às exigências de produtividade, das competências e da excelência acadêmica.

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Capítulo 10 - Histórias em quadrinhos: recursos da educação ambiental formal e informal

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Histórias em quadrinhos recursos da educação ambiental formal e informal

Nágila Caporlíngua Giesta

A ocupação humana dos espaços, ainda que em processos naturais, tem provocado impactos e degradação da Terra. Os modos de vida nos ambientes urbanos e rurais, a opção pela exploração de espécies e o caráter de atividades mais valorizadas nos meios econômicos e de produção tendem a promover perdas inestimáveis de qualidade de vida pelas populações.

A educação ambiental, diante dessa situação, tem sido apontada como uma possiblidade de análise e reflexão, visando a transformações em modos de ser e estar no mundo. No entanto, ainda que seja recomendada em conferências nacionais e internacionais, tanto da área ambiental como da educacional, prescrita pela Constituição e defendida como prioridade de governos em distintos âmbitos, as ações ainda carecem de características transformadoras e inerentes a processos de conscientização constante.

Iniciativas de educação ambiental são identificadas nas escolas e na comunidade, porém a repercussão e a abrangência são irrisórias frente à demanda. No Programa de Pós-Graduação em Educação Ambiental da Universidade Federal do Rio Grande – FURG, por exemplo, trabalhos acadêmicos, teses e dissertações versam sobre problemas ambientais e apontam propostas que levem a mudanças de atitudes em relação ao meio e ao tratamento desse assunto na educação escolarizada ou não.

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Capítulo 3 - Política Nacional de Educação Ambiental e Construção da Cidadania: revendo os desafios contemporâneos

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Política Nacional de Educação

Ambiental e Construção da Cidadania revendo os desafios contemporâneos

Carlos Hiroo Saito

A educação ambiental no Brasil, após anos de luta dos ambientalistas, começou a ter um certo reconhecimento no cenário nacional na década de

1990, cujo ápice foi a promulgação da Lei 9.795, em 27 de abril de 1999, instituindo a Política Nacional de Educação Ambiental. Isso não significa, no entanto, a sua consolidação ou a assunção de sua centralidade; apenas se trata do seu reconhecimento político. Menos ainda há consenso sobre sua compreensão, natureza ou princípio.

O objetivo deste capítulo é, justamente, contextualizar o texto aprovado da Política Nacional de Educação Ambiental, nos planos histórico e sociopolítico nacionais, assim como destacar aqueles princípios e objetivos presentes nas letras da lei, voltados à construção da cidadania, suas consequências sociais e os fundamentos teórico-metodológicos necessários para sua plena execução.

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Capítulo 8 - Agroecologia e reforma agrária: integração possível, educação necessária

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Agroecologia e reforma agrária integração possível, educação necessária

Aloisio Ruscheinsky e Sérgio Hiandui Nunes de Vargas

Seria uma insensatez negar os benefícios que a vertiginosa evolução das tecnologias propiciou ao ser humano no deslocar-se mais rápido, viver mais tempo, comunicar-se instantaneamente, entre outras proezas. No entanto, é necessário analisar a quem dominantemente esse progresso serve, quais os riscos e custos de natureza social, ambiental e de sobrevivência da espécie que ele está provocando; e que catástrofes futuras ele pode ocasionar aos direitos dos homens. É preciso determinar quem escolhe a direção desse progresso e com que objetivos, especialmente quando as direções desse progresso têm aumentado a exclusão social, a concentração de renda e os riscos ambientais. (Gilberto Dupas)

O objetivo principal do capítulo é examinar a atribuição que a agricultura ecológica pode ocupar na consolidação da qualidade de vida, além de esclarecer a conotação que os nichos da produção orgânica vem assumindo. Ao mesmo tempo, enuncia as vantagens para o meio ambiente e para os pequenos agricultores que esta apresentaria em relação aos métodos tradicionais e convencionais de cultivo. Questões atuais estão intimamente relacionadas tais como as redes ambientalistas, os recursos hídricos, os projetos de economia solidária, a biodiversidade, a agroecologia, a justiça socioambiental e os direitos humanos.

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