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18. Ampliação de tempo escolar e aprendizagens significativas

Jaqueline Moll; Colaboradores Grupo A PDF Criptografado

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Ampliação de tempo escolar e aprendizagens significativas

Os diversos tempos da educação integral

Alexsandro dos Santos Machado

O tempo o despertador é um objeto abjeto.

Nele mora o Tempo. O Tempo não pode viver sem nós, para não parar.

E todas as manhãs nos chama freneticamente como um velho paralítico a tocar a campainha atroz.

Nós

é que vamos empurrando, dia a dia, sua cadeira de rodas.

Nós, os seus escravos.

Só os poetas os amantes os bêbados podem fugir por instantes ao Velho... Mas que raiva dá no Velho quando encontra crianças a brincar de roda e não há outro jeito senão desviar delas a sua cadeira de rodas!

Porque elas, simplesmente, o ignoram...

Mario Quintana

Há um movimento irreversível em curso na educação pública brasileira. Diversas possibilidades de ampliação de tempos, espaços e oportunidades educativas têm sido criadas aos estudantes das escolas públicas nos últimos anos. Fomentadas por ações estratégicas de governo, com destaque ao Programa Mais Educação, a construção de uma política pública de educação integral no Brasil tem pautado o debate e a

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36. A contribuição das organizações não governamentais para o debate da educação integral

Jaqueline Moll; Colaboradores Grupo A PDF Criptografado

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A contribuição das organizações não governamentais para o debate da educação integral

Maria Julia Azevedo Gouveia

Lucia Helena Nilson

Stela Ferreira

Este texto tem por objetivo destacar elementos da trajetória de organizações da

­sociedade civil que atuam com crianças e adolescentes que possam contribuir para o atual debate acerca da educação integral no país. Esses elementos dizem respeito à sua constituição no campo político em defesa dos direitos humanos de crianças e adolescentes, da sua proximidade com suas famílias e comunidades de referência e da proximidade de suas práticas no reconhecimento da singularidade das histórias de vida do público com o qual atuam. O con­teúdo deste capítulo está sustentado em nossa trajetória profissional junto a essas organizações nas ultimas três décadas, bem como nas experiências relatadas no Boletim Educação & Participação.1

As ONGs como sujeito político

De partida, é preciso reconhecer que o campo das organizações da sociedade civil é heterogêneo, compondo um espectro bastante amplo de intervenções sociais, políticas e educativas. Optamos por destacar des-

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5. Educação de tempo integral

Jaqueline Moll; Colaboradores Grupo A PDF Criptografado

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Educação de tempo integral

Resgatando elementos históricos e conceituais para o debate

Jaime Giolo

É comum ouvir­‑se a tese de que, no Brasil, a escola de tempo integral teve presença precária e restrita. Citam­‑se, como exemplos comprobatórios dessa assertiva, o caso da Escola Parque, concebida por Anísio

Teixeira e inaugurada em Salvador em

1950, o dos Ginásios Vocacionais de São

Paulo, dos anos de 1960, e até o dos Cieps

(Centros Integrados de Educação Pública), instituídos no Rio de Janeiro, nas gestões do governador Leonel Brizola (1983/1986 e 1991/1994), entre outros. Essas experiências, de fato, foram truncadas ou descaracterizadas, via de regra, sob a alegação principal de que eram muito onerosas para os cofres públicos e, de qualquer modo, nunca fizeram parte das políticas gerais da educação brasileira. Mas essa não é toda a verdade. No Brasil, a classe dominante sempre teve escola de tempo integral. Os colégios jesuíticos do período colonial eram de tempo integral; os colégios e liceus onde estudava a elite imperial eram também de tempo integral e, na maioria das vezes, internatos; o mesmo pode­‑se dizer dos grandes colégios da República, dirigidos por ordens religiosas ou por empresários laicos. Nas últimas décadas, à medida que as unidades escolares tiveram de comportar um número

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37. Conexão Felipe Camarão

Jaqueline Moll; Colaboradores Grupo A PDF Criptografado

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Conexão Felipe Camarão

Experiência de educação, cultura e tradição oral

Vera Santana

A Associação Companhia Terramar é uma organização não governamental que, desde

2000, realiza ações socioculturais e educativas através de projetos de cultura, educação inclusiva e comunicação, buscando contribuir com o desenvolvimento integral de crianças, adolescentes e jovens em Natal –

Rio Grande do Norte. A instituição tem como base o Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA – e integrou, no período de

2002 a 2006, espaços de articulação como o Fórum dos Direitos da Criança e do Adolescente, o Fórum de Combate à Erradicação do Trabalho Infantil, o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, a Rede da Agência de Notícias dos

Direitos da Infância (ANDI). Atualmente integra a Rede Nacional dos Pontos de Cultura – Programa Cultura Viva – Ministério da Cultura, a rede social comunitária e está articulado aos fóruns de debate no Brasil sobre políticas públicas e fomento em cultura e educação integral.

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16. A política de formação continuada de professores para a educação integral

Jaqueline Moll; Colaboradores Grupo A PDF Criptografado

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A política de formação continuada de professores para a educação integral

Veronica Branco

O problema da qualidade da educação brasileira

Os dados das avaliações da aprendizagem em Língua Portuguesa e Matemática dos alunos das escolas brasileiras, realizados bienalmente desde os anos 1990 pelo Instituto

Nacional de Pesquisas Pedagógicas Anísio

Teixeira – INEP, têm demonstrado a baixa qualidade do ensino nas escolas públicas, uma vez que em nenhum dos segmentos avaliados, – 4º e 8º anos do ensino fundamental e 3º ano do ensino médio – atingiu, no período de 1990 a 2007, uma média próxima de 5,0. Embora mereça destaque que nas avaliações de 2005 para 2007 houve pequena melhora nos resultados nacionais.

Diante desse quadro, o governo federal, através da Portaria Interministerial nº

17, de 24/04/2007, criou o Programa Mais

Educação com a finalidade de induzir os sistemas públicos de ensino, municipal e estadual, a implantarem a educação integral nas escolas situadas na periferia das cidades de mais de 200 mil habitantes, atendendo, preferencialmente, os alunos vulneráveis, em situação de risco. Também foram convidadas a ingressarem nesse programa

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